Após Fernando Haddad (PT) usar o Twitter para criticar e convidar Jair Bolsonaro a participar dos debates do segundo turno para que eles possam confrontar suas propostas de governo diante dos eleitores brasileiros, o capitão reformado decidiu dar uma resposta sem harmonia ao adversário.
“Senhor Andrade (provável erro de digitação), quem conversa com poste é bêbado. Existe um que está preso por corrupção e você vai toda semana na cadeia visitá-lo intimamente além de receber ordens! Cuidado que pelo desenrolar das notícias reveladas você pode ser o próximo!”, escreveu o candidato do PSL à Presidência da República, pela mesma rede social, nesta terça-feira (16).
Pouco depois, Haddad publicou uma “tréplica”. O petista postou uma fotografia de um estúdio de televisão vazio e escreveu: “Te espero aqui, deputado”.
Senhor Andrade, quem conversa com poste é bêbado. Existe um que está preso por corrupção e você vai toda semana na cadeia visitá-lo intimamente além de receber ordens ! Cuidado que pelo desenrolar das notícias reveladas você pode ser o próximo! https://twitter.com/haddad_fernando/status/1052258397939228674 …
Videoclipe do álbum The Wall, de Pinkk Floyd e Roger Watters, lançado em 1979
https://youtu.be/I0fgxSei0xE?t=141
por Edgar Rocha*
Nasci em 1972. Desde meus cinco anos de idade, vejo minha família militando.
Me lembro do terror que vivíamos, mesmo estando distantes do centro da participação política.
Foram seminaristas “suicidados”, militantes desaparecidos, autoritarismo nas escolas (aquela coisa de ordem unida, hastear bandeira, cantar o hino nacional, e temer, temer, temer).
Alunos apanhavam, eram expulsos, sobretudo se fossem pobres. Todo mundo tinha que tomar cuidado com o que falava em sala de aula.
Canalhas de todo tipo posavam de senhores da ordem e dos costumes.
Certa vez, levei um aperto de minha família: levei pra escola um livro pra ler nas horas vagas.
Achei bonito, porque tinha um porquinho segurando uma taça de champanhe,
Eu estava na terceira série, mesmo assim meu professor não perdoou: “Isto é coisa de comunista!”
Chamou meus pais e eu passei o ano copiando o “Caminho Suave” [cartilha] nas horas vagas pra ter o que fazer e não virar marginal.
O livro era A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Minhas irmãs ficaram apavoradas, coitadas.
Não tenho nenhuma saudade de nada disto. Nem das dificuldades, da carestia, do desemprego, das humilhações, dos medos, da discriminação por ser pobre.
Lamento profundamente que, nas periferias, a repressão com “R” maiúsculo nunca tenha deixado de existir.
Reclamo disso feito pobre no Datena.
Não me conformo com o fato de a tortura, o medo, a criminalização dos mais pobres – tudo aquilo que mais eu desejaria ver combatido – jamais tenham sido alvo da combatividade de uma esquerda que se identifica muito mais com classe média do que com os mais pobres.
Fiz uma ironia dia desses, e ela ainda me vem à cabeça quando me irrito com minhas frustrações. É como disse o Mujica. A política é cíclica. Há períodos em que o pobre apanha e períodos em que a classe média também apanha.
Enquanto houver tolerância à dor alheia, vamos continuar neste ciclo.
Esta conciliação política jamais foi prioritária. Este seria o verdadeiro pacto pela democracia e pela governabilidade.
Na minha opinião, chamar os mais pobres para denunciar a truculência contra a classe média letrada e se esquecer de defender o Estado de Direito para todos acaba confundindo a cabeça das pessoas, sobretudo daquelas que estão em situação mais frágil.
Aí, não dá para dizer que o povo não sabe votar.
Está difícil chegar a um favelado e dizer para ele não votar no Bolsonaro.
Tudo o que as pessoas querem é parar de apanhar, pelo menos de um dos lados.
Pensando como um refém do PCC numa comunidade dominada, o desespero não deixa outra opção senão tentar anular o inimigo mais próximo.
Sei que é um equívoco. Sei que a polícia não vai matar sua galinha dos ovos de ouro.
Mas, fazer o quê, se a esquerda não moveu uma palha para enfrentar o problema?
Ao contrário, tentou cooptar as “lideranças comunitárias” que comandam esses locais.
Isso ocorreu, sim! E não aceito que venham dizer que é mentira! Não, no caso da zona Leste de São Paulo.
Eu mesmo fico tão surpreso com a ambiguidade daqueles que elaboram ideologicamente essa “estratégia” que me atrevo a dizer que um dia, no futuro, muita coisa estranha terá de ser esclarecida para o real entendimento de certos fatos históricos.
Mas, só quem sofre com os resultados dessa situação pode se preocupar em entender. Os que controlam o jogo político nem querem tocar no assunto.
Os que não são atingidos pela repressão ininterrupta nos cantões e quebradas também nem estão nem aí. Eles podem se dar o luxo de serem “pragmáticos”, indiferentes, de trilharem os atalhos que só eles conhecem para chegada ao poder.
Ao Gerson Carneiro, o qual admiro desde sua primeira postagem, só posso dizer que também tenho pavor do que vem pela frente.
Só me ressinto de ser tão acostumado com o medo que já não sei o quanto poderá piorar nas periferias. Nem quero pensar muito, por ora para não entrar em pânico.
Edgar Rocha é leitor do Viomundo. Este texto foi publicado originalmente como comentário ao texto de Gerson Carneiro
Roger Waters, vaiado em São Paulo por colocar Jair Bolsonaro numa lista de líderes fascistas, é filho de Eric Waters; um tenente que morreu na Itália, lutando contra o fascismo.
Vaiar as manifestações políticas de alguém com uma história como a dele é desrespeito e ignorância. Hoje, tentamos vencer esse desconhecimento num vídeo que também pretende ser um pedido de desculpas, em nome (da parte consciente) do Brasil.
Pink Floyd foi uma banda de rock inglesa formada em Cambridge em 1965, que atingiu sucesso internacional com sua música psicodélica e progressiva. Seu trabalho foi marcado pelo uso de letras filosóficas, experimentações musicais, capas de álbuns inovadoras e shows elaborados. O Pink Floyd é um dos grupos de rock mais influentes e comercialmente bem-sucedidos da história, tendo vendido mais de 250 milhões de álbuns ao redor do mundo e introduzido no Rock and Roll Hall of Fame dos Estados Unidos em 1996 e no Rock and Roll Hall of Fame do Reino Unido em 2005 pelo conjunto da obra do grupo.
A banda, originalmente, consistiu dos estudantes Roger Waters, Nick Mason, Richard Wright e Syd Barrett. Fundado em 1965, eles, inicialmente, tornaram-se populares tocando no cenário underground londrino, no fim dos anos 60. Sob a liderança de Barrett, lançaram dois singles ("Arnold Layne" e "See Emily Play") e um bem-sucedido álbum de estreia, The Piper at the Gates of Dawn, de 1967. O nome Pink Floyd é a abreviação de The Pink Floyd Sound, nome sugerido por Barrett em homenagem a dois músicos de blues admirados por ele: Pink Anderson e Floyd Council.
O guitarrista e vocalista David Gilmour juntou-se à banda em 1968, meses antes da saída de Barrett do grupo, devido ao seu estado de deterioração mental, agravado pelo uso de drogas. Na sequência da perda de seu principal letrista, Roger Waters tornou-se o principal compositor e líder conceitual do grupo, com Gilmour assumindo a guitarra solo e parte dos vocais. Com essa formação o Pink Floyd atingiu o sucesso internacional com álbuns como The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall.
Wright deixou o grupo em 1979, e Waters em 1985, mas Gilmour, Mason e, subsequentemente, Wright, continuaram a gravar e se apresentar. Waters processou-os por questões legais relacionadas ao uso do nome "Pink Floyd"; todavia, a disputa foi resolvida com uma decisão que permitiu a Gilmour e Mason que continuassem a usar o nome, ainda livrando Waters de quaisquer obrigações contratuais com a banda. Dois álbuns foram lançados após esse conflito: A Momentary Lapse of Reason e The Division Bell. Após quase duas décadas de amargor entre seus membros, o Pink Floyd se reuniu em 2005 para uma única apresentação, no concerto para a caridade Live 8. Wright morreu em 2008. Os membros restantes — Waters, Gilmour e Mason — reuniram-se novamente, para um show da The Wall Tour de Waters, em 12 de maio de 2011, na O2 Arena, em Londres; Gilmour tocou "Comfortably Numb" com Waters e "Outside the Wall" com Mason e Waters.
Em entrevista concedida ao jornal italiano La Repubblica no dia 3 de fevereiro de 2006, Gilmour indicava o fim do Pink Floyd, declarando que o célebre grupo não produzirá qualquer novo material, nem voltará a reunir-se novamente. No entanto a possibilidade de se fazer uma apresentação similar ao Live 8 não foi descartada tanto por Gilmour ou Mason..
SBT é notificado: se Bolsonaro foge do debate, Haddad quer falar
16 de outubro de 2018
Nesta terça-feira (16/10), a assessoria jurídica da coligação “O povo feliz de novo” enviou notificação extra-judicial para o SBT requerendo que, caso Jair Bolsonaro se recuse a participar de debate entre presidenciáveis promovido pela emissora no dia 17/10, o horário seja reservado para que Haddad conceda uma entrevista à emissora.
Ao mesmo tempo que Bolsonaro não confirma sua participação no debate – e já deixou evidente em suas redes sociais que não pretende comparecer ao mesmo – , o candidato do PSL confirmou entrevista, no próprio SBT, para esta terça (16/10), véspera do debate! Bolsonaro só aceita falar sozinho, prefere se esconder nas redes sociais a debater frente a frente com Haddad.
“A eventual ausência de Bolsonaro ocorrerá por mera liberalidade e suposta estratégia política”, afirma o documento. Desta maneira, é plenamente possível que a oportunidade do debate seja destinada à realização de entrevista com Fernando Haddad.
Ronaldinho em partida das lendas do Barça em 2017 (Albert Llop/Anadolu Agency/Getty Images)
A eleição presidencial do Brasil tem sido assunto em vários cantos do mundo e nesta semana, ela chegou até a Catalunha. E o posicionamento de um dos principais nomes da história do futebol brasileiro faz com que o Barcelona queira se afastar dele.
Segundo o jornal catalão Sport, o Barcelona está reduzindo a presença de seu embaixador Ronaldinho Gaúcho em eventos após o ex-jogador declarar seu apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) antes do primeiro turno da eleição.
O Barcelona não quer se posicionar publicamente contra Ronaldinho, mas a direção acredita que a opinião dele é incompatível com os valores do clube.
Atualmente, como embaixador do clube, Ronaldinho participa de partidas da equipe de lendas do Barça, além de aparecer em eventos de patrocinadoras representando os catalães.
Outro nome que não teve seu apoio a Bolsonaro visto com bons olhos foi Rivaldo, que tem a mesma posição que Ronaldinho dentro do clube e também se posicionou a favor da eleição do candidato do PSL.
EURODEPUTADOS MANIFESTAM “PROFUNDO REPÚDIO” A JAIR BOLSONARO
Parlamentares de diferentes grupos políticos membros do Parlamento Europeu assinaram um "Manifesto Internacional contra o Fascismo no Brasil", expressando "o mais profundo repúdio" pelo candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro; "Conclamamos as brasileiras e brasileiros a refletirem sobre a gravidade deste momento histórico. Entre a democracia e o fascismo não pode haver neutralidade!", alertam
247 - Parlamentares de diferentes grupos políticos membros do Parlamento Europeu assinaram um "Manifesto Internacional contra o Fascismo no Brasil", expressando "o mais profundo repúdio" pelo candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro.
"Nós, mulheres e homens de várias partes do mundo comprometidos com a democracia e os direitos humanos, expressamos o mais profundo repúdio ao candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, que disputa a segunda volta da eleição presidencial no Brasil no próximo 28 de outubro", lê-se no manifesto subscrito, entre outros, pelos eurodeputados comunistas João Ferreira, João Pimenta Lopes e Miguel Viegas, e por Marisa Matias, do Bloco de Esquerda.
"O candidato de extrema-direita defende abertamente os métodos violentos utilizados pelas ditaduras militares, inclusive torturas e assassinatos. Tais posições atentam contra uma sociedade livre, tolerante e socialmente justa", salientam.
"Conclamamos as brasileiras e brasileiros a refletirem sobre a gravidade deste momento histórico. Entre a democracia e o fascismo não pode haver neutralidade!", alertam.