domingo, 30 de dezembro de 2018

Enquanto ‘Folha’ censura, francês ‘Le Monde’ destaca na capa: “Extrema direita no Brasil”

30 DE DEZEMBRO DE 2018, 10H18

Enquanto ‘Folha’ censura, francês ‘Le Monde’ destaca na capa: “Extrema direita no Brasil”

"Brasil: extrema direita chega ao poder" é a manchete de capa do jornal francês Le Monde deste domingo (30), que traz uma matéria crítica à eleição de Jair Bolsonaro e fala sobre a "vitória dos nostálgicos da ditadura"; enquanto isso, no Brasil, Folha de S. Paulo proíbe jornalistas de usar o termo "extrema direita" para se referir ao presidente eleito

Reprodução
O jornal francês Le Monde, um dos mais respeitados do mundo, dedicou a manchete de capa de sua edição impressa deste domingo (30) ao Brasil. Em letras garrafais, o periódico destaca: “Brasil: extrema direita chega ao poder”.
A matéria da manchete em questão contém um tom crítico à eleição de Jair Bolsonaro, prestes a tomar posse. O jornal diz que a ascensão do capitão da reserva representa a vitória dos militares e dos “nostálgicos da ditadura”.
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Matéria de capa do ‘Le Monde’ destaca ascensão da extrema direita no Brasil (Reprodução)
Enquanto isso, no Brasil, a imprensa tradicional minimiza as posições extremistas do presidente eleito. Durante a campanha, por exemplo, a Fórum noticiou com exclusividade que a direção do jornal Folha de S. Paulo, um dos maiores do país, proibiu seus jornalistas de usarem o termo “extrema direita” para se referir a Jair Bolsonaro. Relembre aqui.

Folha proíbe jornalistas de usar termo “extrema direita” para se referir a Bolsonaro

05 DE OUTUBRO DE 2018, 18H00

Folha proíbe jornalistas de usar termo “extrema direita” para se referir a Bolsonaro

De acordo com o jornal, Bolsonaro, que já chegou a sugerir o "fuzilamento" de "petralhas", não prega a violência e, portanto, não se aplica usar o termo "extrema direita"; orientação indignou jornalistas

Foto: Reprodução
O jornal Folha de S. Paulo, um dos maiores do país, divulgou nesta semana um comunicado interno em que proíbe seus jornalistas de usar o termo “extrema direita” para se referir ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). A orientação determina ainda que o termo “extrema esquerda” não seja usado para se referir ao candidato Guilherme Boulos (PSOL).
Fórum teve acesso ao comunicado assinado pelo secretário de redação Vinicius Mota que explica: o termo “extrema direita” e “extrema esquerda” deve ser utilizado apenas para designar  “facções que praticam ou pregam a violência como método político”. Para o jornal, no entanto, não há na conduta de Bolsonaro, que já chegou a sugerir o fuzilamento de “petralhas”, pregação de violência.
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“Não há, na atual disputa eleitoral brasileira, nenhuma candidatura que se enquadre nessa categoria. Jair Bolsonaro, do PSL, deve ser tratado como candidato de direita”, diz o texto.
Incoerentemente, no último sábado (29), a Folha divulgou um editorial de capa em que afirma que Bolsonaro faz “aceno a ideias autoritárias” e que “não se tolera esse flerte grotesco com torturadores, essa iconografia basbaque da pistolagem, esse deboche rudimentar das mulheres nem esse desprezo epidérmico pelas minorias os quais Bolsonaro tem patrocinado”.
Fontes ouvidas pela reportagem da Fórum afirmam que a orientação indignou a maior parte dos jornalistas.
Confira, abaixo, a íntegra do comunicado.
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Para: todos os jornalistas
Assunto: Extrema direita, extrema esquerda
Lembro que o Manual da Redação, no verbete “Qualificação ideológica” (seção “Atuação jornalística”), reserva o uso dos termos “extrema direita” e “extrema esquerda” para designar “facções que praticam ou pregam a violência como método político”. Não há, na atual disputa eleitoral brasileira, nenhuma candidatura que se enquadre nessa categoria. Jair Bolsonaro, do PSL, deve ser tratado como candidato de direita. Guilherme Boulos, do PSOL, como candidato de esquerda. A determinação vale apenas para textos noticiosos, não se aplicando a artigos de opinião.
Vinicius Mota
Secretário de Redação

Documentário no YouTube levanta dúvidas e suspeitas sobre a facada em Bolsonaro


30 DE DEZEMBRO DE 2018, 09H56

Documentário no YouTube levanta dúvidas e suspeitas sobre a facada em Bolsonaro

O vídeo, que em uma semana já atingiu quase 50 mil visualizações, contém uma análise minuciosa das circunstâncias e imagens do "atentado" contra o presidente eleito ocorrido em setembro e traz à tona perguntas e suspeitas que nenhuma autoridade se empenhou em resolver; assista
Reprodução/YouTube
  
O documentário A Facada no Mito, postado há uma semana no canal True Or Not, no YouTube, está se espalhando por meio das redes sociais. O trabalho, que não identifica seus autores, praticamente não traz imagens inéditas do episódio que vem sendo tratado como “atentado” contra o então candidato Jair Bolsonaro, em 6 de setembro. Mas traz apontamentos minuciosamente elaborados em torno das cenas que antecederam à facada desferida por Adélio Bispo de Oliveira.
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Mostra o comportamento da equipe de segurança, levanta questões relacionadas à “logística” em torno do autor, relembra dúvidas em torno do atendimento e contradições em torno das reações de pessoas próximas a Bolsnoaro. Adélio agiu sozinho mesmo para organizar e executar o atentado? Por que tinha tantos celulares e laptop se usava lan house? São coincidências as mortes de pessoas ligadas a sua hospedagem? E o fato de o escritório de advocacia que o defende atender também envolvidos em confronto entre policiais de Minas e de São Paulo? São listadas, enfim, muitas perguntas sem respostas, como qual teria sido o desempenho de Bolsonaro se não tivesse ocorrido o crime.
“Não somos direita ou esquerda. Não estamos acima e nem abaixo. Somos nós, somos vocês, somos eles, somos todos… …e merecemos respostas”, dizem os responsáveis pelo canal, que abrem o documentário explicando não se tratar de uma “acusação”, mas de levantamento de pontos de vista que permitam “uma narrativa diferente da divulgada”.
Os responsáveis observam que até o momento a Polícia Federal apresentou uma conclusão que “deixa de fora muitas questões”. “Questões que queremos dividir com o público para que possamos exigir as devidas respostas.”
Para eles, o assunto não pode ser tratado como crime comum. “Trata-se de um crime de segurança nacional contra um candidato eleito presidente. Além de, como veremos, pode tratar-se de um crime de falsidade ideológica que poderia levar à cassação do mandato presidencial.”
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Assista ao filme A Facada no Mito (57 minutos)

Durante eleições na Câmara e no Senado, general Mourão assumirá presidência

Durante eleições na Câmara e no Senado, general Mourão assumirá presidência

Publicado em 30 dezembro, 2018 9:02 am
General Mourão na GloboNews (Foto: Reprodução)
A coluna de Lauro Jardim no Globo informa que o presidente em exercício durante as eleições para as presidências da Câmara e do Senado, no começo de fevereiro, será o general Mourão.
De acordo com a publicação, Bolsonaro terá sido operado no dia 28 de janeiro para a retirada da bolsa de colostomia.
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Há um temor na equipe de Onyx de que Mourão se envolva nas negociações com o Congresso e tome decisões sem combinar com Bolsonaro, completa o jornal O Globo.

ALERTA!


29 DE DEZEMBRO DE 2018, 15H19

Mourão diz que general venezuelano deveria ter matado Hugo Chávez

“Se tivesse matado o Chávez ali, teriam resolvido o problema. Depois eles iriam se matar entre eles, mas aquilo arrumaria o país”, afirmou o vice de Bolsonaro, em declaração à revista Piauí
Foto: Divulgação
O general Hamilton Mourão, vice-presidente de Jair Bolsonaro, afirmou que o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deveria ter sido assassinado. Em declaração à revista Piauí, ele revelou que, em 2002, durante o golpe que tentou afastar Chávez do comando do país, o general Néstor González González, um dos encarregados de vigiar o presidente deposto, perdeu a chance de ter mudado o curso da história.
“Se tivesse matado o Chávez ali, teriam resolvido o problema. Depois eles iriam se matar entre eles, mas aquilo arrumaria o país”, afirmou Mourão, que, à época, era adido militar da embaixada brasileira na Venezuela.
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O vice de Bolsonaro se coloca na imprensa tradicional como o principal formulador político do governo e suas declarações criam situações embaraçosas até mesmo para os integrantes do primeiro escalão do futuro governo.
“Vice não apita nada”
Durante a campanha, Bolsonaro chegou a demonstrar publicamente seu descontentamento com Mourão, que disse ser favorável à extinção do 13ª salário. Em entrevista a José Luiz Datena, na Band, o presidente eleito afirmou: “Ele demonstrou desconhecimento da Constituição, pois agride o trabalhador. Falei para ele ficar quieto, parar de falar, porque estava atrapalhando. Vice não apita nada, mas atrapalha muito”.
Em seguida, censurado por Bolsonaro, o general se reuniu com João Doria, então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, o que desagradou o então presidente do PSL, Gustavo Bebianno, e o senador eleito Major Olímpio, que destacou: “Mais uma vez o Mourão só atrapalha. Não traz nenhum voto ao Bolsonaro, mas cada vez que abre a boca tira um punhado”.

Gleisi relembra quem é o fundador da Unip após prova que associa o PT à corrupção

30 DE DEZEMBRO DE 2018, 08H51

Gleisi relembra quem é o fundador da Unip após prova que associa o PT à corrupção

Presidenta do PT lembrou que o empresário João Carlos Di Gênio está envolvido no escândalo dos Panama Papers e que 20% dos alunos da Unip são financiados pela modalidade do Fies lançada no governo Lula; "Onde estão os defensores da escola sem partido?"
Foto: Arquivo/Partido dos Trabalhadores
A deputada federal eleita e presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, falou à Fórumsobre a questão de uma prova da Universidade Paulista (Unip) que associava seu partido à corrupção.
A questão, aplicada em uma prova da “Disciplina D253 Comunicação e Expressão”, apresentava um “poema” de Reinaldo Azevedo publicado em 2005 e propunha que os alunos tivessem um “conhecimento prévio” do contexto para entender o enunciado – este “conhecimento prévio”, no caso, é saber que o PT seria uma legenda conhecida pela corrupção. Fórum denunciou o caso na última sexta-feira (28).
Questão de prova da Unip associa o PT à corrupção (Reprodução)
Para a parlamentar petista, a pergunta faz parte de uma “campanha contra o PT”.
“É hora de perguntar: onde estão os defensores da ‘escola sem partido’? O texto aplicado na prova da UNIP (parte, fora de contexto, de uma sátira publicada por Reinaldo Azevedo em 2005) refere-se a um episódio que já foi julgado pela Justiça Federal e concluiu pela inocência do deputado José Guimarães. O ex-assessor preso com dinheiro no aeroporto de Congonhas também foi inocentado das acusações de propina e caixa dois, e condenado apenas a multa por não ter declarado a quantia. Estas seriam as informações relevantes para entender o caso, que a prova da UNIP não oferece. O resto é parte da campanha contra o PT desde o caso do mensalão”, esclareceu Gleisi.
A presidenta da legenda lembrou ainda, em seu posicionamento, que 20% dos alunos da instituição são financiados pela modalidade do Fies lançada durante o governo Lula e fez questão de trazer à tona quem é o empresário João Carlos Di Gênio, fundador da Unip.
“O mesmo Di Gênio que utiliza um texto satírico em prova da UNIP, para difamar e criminalizar o PT, foi apanhado no escândalo dos Panama Papers, por esconder contas milionárias em paraísos fiscais em pelo menos quatro offshores administradas pela famigerada Mossak Fonseca. Que moral tem sua instituição para falar de um caso em que a Justiça inocentou o PT e seu deputado?”, questionou.
De acordo com uma estudante ouvida pela reportagem, essa não é a primeira vez que a Unip apresenta questões em provas associando, deliberadamente, o PT à corrupção. Procurados, os dirigentes da instituição não se posicionaram sobre o caso sob a justificativa de a universidade estar em recesso.
Confira, abaixo, a íntegra do posicionamento da presidenta do PT sobre a questão.
É hora de perguntar: onde estão os defensores da “escola sem partido”? O texto aplicado na prova da UNIP (parte, fora de contexto, de uma sátira publicada por Reinaldo Azevedo em 2005) refere-se a um episódio que já foi julgado pela Justiça Federal e concluiu pela inocência do deputado José Guimarães. O ex-assessor preso com dinheiro no aeroporto de Congonhas também foi inocentado das acusações de propina e caixa dois, e condenado apenas a multa por não ter declarado a quantia. Estas seriam as informações relevantes para entender o caso, que a prova da UNIP não oferece. O resto é parte da campanha contra o PT desde o caso do mensalão.
A UNIP é a cabeça dos empreendimentos bilionários de João Carlos Di Gênio.Dos seus mais de 500 mil alunos em cursos superiores, pelo menos 20% são financiados pelo Novo FIES do governo Lula, segundo declarou em 2016. Seria isso parte da “corrupção do PT”? Entre 2010 e 2012, a UNIP foi investigada pelo MEC sob a acusação de fraudar os exames do ENADE, reprovando propositalmente os alunos com menores notas para que só os melhores participassem do exame, aumentando artificialmente a média da universidade. Este ano, três alunos tiveram de ir à Justiça para participar do ENADE.
O mesmo Di Gênio que utiliza um texto satírico em prova da UNIP, para difamar e criminalizar o PT, foi apanhado no escândalo dos Panama Papers, por esconder contas milionárias em paraísos fiscais em pelo menos quatro offshores administradas pela famigerada Mossak Fonseca. Que moral tem sua instituição para falar de um caso em que a Justiça inocentou o PT e seu deputado?
É diante desse tipo de manipulação política que o MEC e Jair Bolsonaro deveriam agir, e não contra questões do ENEM que tratam da vida real no Brasil, que incluem o respeito às diferentes visões de mundo.

Faz questão de ressaltar sua insuperável covardia