sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Maduro, até o fim!

Maduro, até o fim!

Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia - Eu juro que queria ter essas certezas absolutas que leio em toda parte sobre a tal ditadura de Nicolás Maduro, mas não tenho. E por uma razão bem simples: são todas enviesadas, tanto pela direita que o odeia como pela esquerda que o inveja.
O fato é que Maduro, apesar de ser atacado pelos Estados Unidos sem intermediários, está de pé. A Venezuela não se dobrou, nem mesmo fustigada por uma crise econômica devastadora, com as consequências sociais que todos testemunhamos.
O Brasil, pelas mãos de um juiz de primeira instância apoiado por uma multidão de analfabetos políticos, não só sucumbiu ao um golpe parlamentar como, de quebra, elegeu uma besta quadrada cercada de lunáticos e fanáticos religiosos.
É preciso ter em mente que toda a informação que temos sobre a Venezuela é filtrada pela mídia, a nossa mídia, a pior e mais servil do planeta. Nela, a Venezuela é uma ditadura porque o presidente domina os poderes constituídos e as Forças Armadas, sem dar moleza a uma oposição golpista e entreguista, que ama mais Miami que o país onde mora.
Ou seja, o que o PT foi acusado de fazer, mas não fez, para desgraça de todos.
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Todas as eleições na Venezuela, desde a Era Chávez, portanto, há quase duas décadas, são realizadas com a presença de observadores internacionais. Todas.
Na última, foram 200 observadores, sem que nenhuma ocorrência de fraude fosse notificada. Nenhuma. O voto na Venezuela sequer é obrigatório, portanto, não há, como ocorre aqui, a possibilidade de criação de currais eleitorais. Há, sim, gente politizada, principalmente, à esquerda.
A posse de Maduro contou com delegações internacionais de 94 países, além de representantes de organismos internacionais como a diversas agências da ONU, a Organização da Unidade Africana (OUA) e a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) – da qual ele será o próximo presidente.
Maduro e o povo venezuelano são odiados por gente como Donald Trump e Jair Bolsonaro. Em 2015, uma patética comitiva de senadores comandada por Aécio Neves, do PSDB, com gente do naipe de Ronaldo Caiado e Aloysio Nunes Ferreira, foi a Caracas para criar um factoide contra Maduro. Foram recebidos a pedradas e tiveram que voltar com o rabo entre as pernas.
Aqui, deixaram essa gente se criar. Agora, com a ajuda de certa esquerda ressentida, ficam criticando a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, por prestigiar a posse de Maduro.
Fez ela muito bem.
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MADURO NÃO ESTÁ ISOLADO E POSSE TEVE REPRESENTANTES DE 94 PAÍSES

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

BOLSONARO QUER VOLTA DO AUXÍLIO-MORADIA PARA MILITARES

Informativo FPA

10 DE JANEIRO DE 2019 | ANO 04 - EDIÇÃO 144
Ao assumir a Presidência da República, Jair Bolsonaro assinou uma Medida Provisória (MP) no primeiro dia de 2019. No que se refere aos povos indígenas e quilombolas, o artigo 21 da MP traz mudanças relevantes ao alocar as funções de demarcação de terras indígenas e titulação de quilombos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Leia mais
 
POLÍTICA
Governo Bolsonaro classifica 30 anos de democracia como “caos”
Nos primeiros dias de 2019, Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, declarou que seria necessário "despetizar" seu ministério e demitir servidores em cargos de confiança "ligados ao PT". Leia mais
 
ECONOMIA
Com golpe, mais 1,4 milhão de trabalhadores passaram a ganhar menos de um salário mínimo
O golpe que alçou Michel Temer à Presidência gerou resultados desanimadores e catastróficos ao país em diversas áreas. Os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral, do IBGE, demonstram mais um deles: cerca de 1,4 milhão de trabalhadores passaram a engrossar as estatísticas do que receberam menos de um Salário Mínimo (SM) por mês entre o segundo trimestre de 2016 e o terceiro de 2018. Leia mais
 
INTERNACIONAL
Modelos para Bolsonaro, Netanyahu e Orbán enfrentam problemas
A posse do novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), foi marcada pela pequena presença de chefes de Estado ou de governo, a menor desde 1995 na ocasião da posse do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Leia mais
 
CULTURA
‘O Orgulho’ põe em pauta o racismo e o poder da retórica
O longa mentragem O Orgulho traz uma visão crítica sobre o quanto as universidades são hostis para os estudantes que não pertencem à elite intelectual e mostra que a perseverança e capacidade de adaptação desses alunos pode ajudar a construir uma nova realidade, dentro e fora da academia. Leia mais
 
Vigília Lula Livre mantém chama acesa
Luiza Dulci 

Algumas organizações e movimentos sociais sustentam o dia a dia da vigília, que ganha vida sobretudo com presenças anônimas de militantes que chegam a se deslocar centenas e até milhares de quilômetros em caravanas. Leia mais
 
FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO