domingo, 3 de março de 2019

Prates: Bolsonaro esperou a sexta-feira de Carnaval para dar outro golpe nos sindicatos TRAIDOR COVARDE



VIOMUNDO
Diário da Resistência
    






Prates: Bolsonaro esperou a sexta-feira de Carnaval para dar outro golpe nos sindicatos
Montagem Alex Capuano

DENÚNCIAS

Prates: Bolsonaro esperou a sexta-feira de Carnaval para dar outro golpe nos sindicatos


03/03/2019 - 19h40

Mais um ataque aos trabalhadores e sindicatos
Na calada da noite da véspera do Carnaval, o governo federal, sem qualquer consulta ou discussão aberta com as partes afetadas ou interessadas, emitiu uma medida provisória, a MP 873/2019, que altera diretamente artigos relevantes da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e estabelece severas restrições à contribuição sindical facultativa e às mensalidades de filiados em favor dos sindicatos, tanto para o Regime Jurídico Único (RJU) relativo aos servidores públicos quanto para o regime celetista, relativo aos trabalhadores da iniciativa privada.
Esta MP constitui mais um duro golpe contra as organizações sindicais no Brasil.
Soma-se ao efeito devastador provocado pela chamada “Reforma Trabalhista” que feriu de morte a capacidade de sustentação financeira regular dos sindicatos.
Aos que se gabam e comemoram este desmonte, principalmente os trabalhadores hipnotizados por argumentos enganosos mas massivamente divulgados, relembro que a força do trabalhador reside na organização sindical independente e forte.
Sem instrumentos, mesmo facultativos, para buscar financiamento próprio, o colapso da estrutura sindical será inevitável.
Compreendo a insatisfação de certas pessoas com o tema. Ao longo dos anos, conheci dirigentes autênticos e batalhadores, e também conheci oportunistas habituados a tirar proveito da condição mandatária para renderem-se a luxos e mordomias.
A divulgação dos valores anualmente recebidos por sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais, alimentou a onda de insatisfação que alcançou o Poder Legislativo, fazendo vítima os sindicatos bem administrados e combativos.
Penso que as exceções e desvios não podem condicionar a regra e suas razões fundamentais.
Quem observar tudo isso despido de paixões constatará que a luta sindical, conduzida com coragem e honestidade, contribuiu tanto ou mais do que a lei para a conquista de direitos pelas classes trabalhadoras.
Estrangular os sindicatos é um caminho direto para a dominação unilateral das relações trabalhistas e para o esmagamento dos direitos laborais.
O fim da contribuição recolhida compulsoriamente já representou medida extrema – quando o certo seria aprimorar as condições de registro e coibir a superposição de sindicatos.
Esta nova MP, que visa dificultar e burocratizar a contribuição voluntária, terá que ser objeto de análise crítica detalhada e não poderá passar despercebida mesmo após o Carnaval.
Mantenhamos vigilância e combatividade quanto a retrocessos como este. Vamos nos mobilizar para impedir o atraso.
*É senador pelo PT do Rio Grande do Norte

Delegado da PF repreendeu Lula por aceno ao povo; ex-presidente rebateu


Redação Pragmatismo
LULA03/MAR/2019 ÀS 12:59COMENTÁRIOS

Delegado da PF repreendeu Lula por aceno ao povo; ex-presidente rebateu

Ao deixar o velório do neto Arthur, Lula subiu no carro da Polícia Federal e acenou a centenas de pessoas que lotavam a entrada do cemitério. Na hora que ele desceu, o delegado da PF disse: “O senhor sabe que não devia ter feito isso.” E Lula respondeu: “O senhor sabe que eu devia”

Lula neto Arthur carro PF delegado
Lula sobre em veículo da PF para cumprimentar o povo ao deixar velório do neto Arthur
Ao deixar o velório do neto Arthur neste sábado (2), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu no carro da Polícia Federal para acenar ao povo que o enaltecia e acabou repreendido pelo delegado da PF que o acompanhava.
“O senhor sabe que não devia ter feito isso”, observou o delegado na hora que o ex-presidente desceu do carro. Lula rebateu: “O senhor sabe que eu devia”. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo.
Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, faleceu na última sexta-feira (1) devido a uma meningite meningocócica. As imagens do momento em que Lula deixa o velório do neto e sobe no veículo da PF podem ser vistas abaixo.
Lula permaneceu cerca de duas horas no velório de Arthur. Segundo relatos, ele chorou muito, recebeu cumprimentos e prometeu ao neto que provaria sua inocência.
“O Arthur foi um menino que sofreu muito bullying na escola, porque era neto do Lula. Por isso, eu tenho um compromisso com você, Arthur, eu vou provar a minha inocência e quando eu for para o céu, eu vou levando o meu diploma de inocente”, afirmou Lula, segundo pessoas presentes no velório.
“Vou provar quem é ladrão neste país e quem não é. Quem me condenou não pode olhar nos olhos dos netos como eu olhava para você”, complementou o ex-presidente, ainda de acordo com relatos.
Sem poder conversar com o ex-presidente ou chegar perto dele, populares rezaram um Pai-Nosso em homenagearam o neto de Lula com gritos de “Arthur presente agora e para sempre”. Também cantaram ‘Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula’ e gritaram ‘Polícia Federal, vergonha nacional’.
Participaram da cerimônia dois pastores metodistas e um padre católico. Lula consolou o filho Sandro Luiz Lula da Silva e a nora Marlene Araújo. No período em que permaneceu no cemitério ainda recebeu, por cerca de meia hora, cumprimentos de mais de cem pessoas e o telefonema do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

Dor e revolta marcam despedida de Arthur, neto do ex-presidente Lula

Dor e revolta marcam despedida de Arthur, neto do ex-presidente Lula

Lula participou do velório de seu neto de 7 anos em São bernardo do Campo (SP) neste sábado de carnaval

REDAÇÃO
Brasil de Fato Brasil de Fato
“Lula é minha família”, disse Lucas Henrique de Castro, jovem de 26 anos, chorando copiosamente num banco do cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, onde Arthur Araújo Lula da Silva, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi cremado neste sábado (2).
Assim como centenas de outras pessoas, incluindo políticos e pessoas comuns, Lucas veio prestar solidariedade à família Lula da Silva. Aos 7 anos de idade, Arthur faleceu ao meio dia dessa sexta-feira (1), em decorrência de uma meningite meningocócica.
Detido na Polícia Federal de Curitiba desde 7 de abril de 2018, Lula foi autorizado a sair da prisão para se despedir de seu neto, direito previsto no artigo 120 da Lei de Execução Penal (LEP). Abatido, o ex-presidente chegou por volta das 11h deste sábado ao cemitério, onde desde 22h do dia anterior, seu neto estava sendo velado.
Lula estava sob forte aparato da Polícia Federal e policiais da Rocam, além de dezenas de viaturas e policiais militares que chegaram ao local mais cedo. Apesar da parede de policiamento e grades, a população conseguiu ver o presidente acenar por alguns segundos antes de ingressar no velório, que foi restrito a familiares e amigos. Durante uma hora e meia em que esteve no velório, três helicópteros sobrevoavam o crematório, na primeira vez em que o ex-presidente saiu do cárcere nesse um ano de prisão.
O sentimento dos presentes era de luto e de solidariedade, mas também de indignação pela prisão de Lula, que em breve completará um ano. A todo o momento, se escutava gritos que entoavam as palavras “Arthur, presente!” e “Lula Livre!”.
A diarista Diana Dantas, moradora de São Bernardo do Campo, não desgrudou da grade que separava o caminho por onde o presidente foi conduzido. "Eu sou vó. É muito triste. Sou eleitora dele [Lula]. Eu sou Lula. Vim prestar solidariedade e vê-lo também", lamentou.
Da mesma forma a ajudante geral, Patrícia Pereira, disse que além da solidariedade, o que a trouxe foi o sentimento de amor a Lula. “Amo muito o presidente Lula. Ele tá preso, mas continua sendo meu presidente", afirmou.
Solidariedade
A militância teve de ser contida pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, após a chegada do petista. Do lado de fora, simpatizantes, amigos e moradores do entorno tinham a expectativa de ver o ex-presidente.
Em entrevista ao Brasil de Fato, Okamoto lamentou o fato de Lula ter que passar por tudo isso sob essas condições. Okamoto considera "uma falha brutal da nossa justiça" o fato de Lula ter sido impedido de ficar com sua família durante o último ano.
Okamoto se mostrou desiludido com o Poder Judiciário brasileiro, ao afirmar que resta apenas "acreditar na justiça divina, porque a justiça dos homens está muito falha. É lamentável que um país como o nosso tenha falhado tanto em promover a justiça. Nosso povo está muito prejudicado".
Diversos políticos, integrantes de movimentos popualres e entidades sindicais estiveram presentes no velório. Entre os parlamentares, a ex-presidente Dilma Rousseff, Fernando Haddad, Ivan Valente, Gleisi Hoffman, Benedita da Silva, Rui Costa, Aloísio Mercadante, Eleonora Menicucci, Alexandre Padilha, José Genoíno, Eduardo Suplicy, Guilherme Boulos, os irmãos Paulo e Celso Frateschi, entre outros.
Cerimônia
“Hoje tivemos que cumprir um dos papéis mais difíceis que a gente tem que fazer na vida. Acompanhar a despedida do presidente Lula de seu netinho, de 7 anos, que já era bom de bola e partiu de forma trágica. A determinação da Justiça Federal era que ele poderia ficar apenas uma hora e meia no recinto, não poderia se manifestar com as pessoas que estavam aqui e nem haver nenhuma manifestação política. Absurdo! Imagina se alguém vai num velório fazer comício”, indignou-se João Pedro Stedile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Durante a cerimônia, Lula contou, segundo o dirigente do MST, que o menino vinha sofrendo muito bullying na escola por seu avô estar preso.
“Lula fez um compromisso com o Arthur, botando as mãos em cima do menino. Ele disse: ‘Eu prometo a você, ainda haverá justiça nesse país’”, contou Stedile, que acompanhou o velório próximo ao ex-presidente.
Ele acrescentou que Lula pediu ao menino que levasse um abraço a Dona Marisa Letícia e que ela cuidaria dele no céu.
Juliana Cardoso, vereadora eleita em São Paulo, também lamentou a morte repentina Arthur. “A morte de uma criança é sempre muito difícil. Ao mesmo tempo uma situação como essa, em que o presidente Lula chegou fazia duas horas no Aeroporto de Congonhas e foi mantido lá, quando poderia estar na despedida do neto”, afirmou.
Indignação
O ex-ministro da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho, mostrou sua indignação em relação aos comentários de ódio divulgado por alguns adversários políticos, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL).
“É um absurdo que nessa hora de tanta dor continuem expressando um ódio que parece não ter fim. Queria pedir que Deus perdoe essas pessoas e que ao mesmo tempo plante no coração delas pelo menos uma dúvida: se é justo o que eles estão fazendo. Porque no dia, que Deus me livre, eles perderem alguém nessas condições, eles vão saber a crueldade que estão fazendo nesse momento".
Na mesma linha, Guilhermes Boulos, da direção do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), ressaltou a importância de separar a luta política das relações pessoais.
"Quando se comemora a morte de alguém, de uma criança de 7 anos, não estamos mais falando de política, mas de caráter, de humanidade. O que aconteceu ontem nas redes sociais serve como uma reflexão para a sociedade: até que ponto nós chegamos? Abriram a porteira da insanidade", enfatizou Boulos.
Em janeiro, após a morte do irmão do ex-presidente, Genival Inácio da Silva, o Vavá, o pedido para saída da PF chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência das negativas em instâncias inferiores da Justiça. Quando o ministro Dias Toffoli expediu a autorização, o velório de seu irmão já havia ocorrido e Lula decidiu não deixar a PF, considerando-se impedido pelo Poder Judiciário de participar desse momento, conforme prevê a legislação brasileira.
Arthur foi cremado no mesmo local onde foi cremada há dois anos a esposa de Lula, Marisa Letícia.

sábado, 2 de março de 2019

Comissão da ONU investigará Israel por crimes de guerra contra palestinos

Comissão da ONU investigará Israel por crimes de guerra contra palestinos

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Uma comissão da ONU afirmou nesta quinta-feira (28) que a resposta de Israel às manifestações em Gaza em 2018 “pode constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade”, e observa que franco-atiradores atacaram civis, incluindo crianças.
Em um relatório elaborado por investigadores do Conselho de Direitos Humanos da ONU —que não receberam autorização de Israel para ir ao local dos fatos—, foi analisada a violência ocorrida durante os protestos semanais realizados de março a dezembro de 2018 no território palestino.
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“Soldados israelenses cometeram violações contra os direitos humanos e o direito internacional humanitário, alguns dos quais podem constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade e devem ser imediatamente investigados por Israel”, afirmou presidente da comissão que investiga o caso, Santiago Cantón.
Segundo a comissão da ONU, “mais de 6.000 manifestantes desarmados foram atingidos por atiradores de elite militares, semana após semana, durante as manifestações”.
Os investigadores indicaram que “encontraram motivos razoáveis para acreditar que atiradores de elite israelenses atiraram em jornalistas, profissionais de saúde, crianças e pessoas com deficiência, sabendo que eles eram claramente reconhecíveis como tal”.
“Não há razão para matar ou ferir jornalistas, médicos e pessoas que não representam uma ameaça iminente de morte […] para as pessoas à sua volta. Atacar crianças e pessoas com deficiências é particularmente alarmante “, declarou outra pesquisadora da ONU, Sara Hossain.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU estabeleceu a comissão em maio de 2018 para “investigar as violações e supostos maus-tratos […] no contexto dos ataques militares realizados durante as grandes manifestações civis que começaram em 30 de março de 2018 em Gaza”.
Desde então, milhares de palestinos da Faixa de Gaza, região localizada entre Israel, Egito e o mar Mediterrâneo, se reuniam todas as semanas perto da fronteira na chamada Marcha de Retorno, que reivindicava o direito dos palestinos de retornar às terras de onde foram expulsos ou de onde fugiram com a criação de Israel em 1948.
Israel disse que o protesto em massa foi organizado pelo Hamas, movimento islamita que comanda a Faixa de Gaza e com o qual já travou três guerras desde 2008.
Mas para os investigadores da ONU, “as manifestações eram de natureza civil, com objetivos políticos claramente declarados e, apesar de alguns atos de violência significativa, a comissão considerou que as manifestações não constituíam campanhas militares ou de combate”.
Em suas conclusões, a comissão também recomenda às autoridades da Faixa de Gaza que parem com o uso de “balões equipados com dispositivos incendiários”, sendo o envio desses artefatos para Israel um dos aspectos da vasta mobilização palestina.
A comissão, com a qual Israel não cooperou, conduziu 325 entrevistas de vítimas, testemunhas e fontes. Foram coletados mais de 8.000 documentos. Ela também teve acesso a material audiovisual, incluindo gravações feitas por drones.
Pelo menos 251 palestinos foram mortos por tiros israelenses nesses confrontos, a grande maioria ao longo da fronteira, e os demais morreram em ataques israelenses em retaliação por atos hostis. Dois soldados israelenses morreram no mesmo período.
Em uma reação imediata, Israel rejeitou o relatório da ONU, atribuindo ao movimento palestino Hamas a responsabilidade pelas violências e o número de vítimas nas manifestações.
“O teatro do absurdo praticado no Conselho de Direitos Humanos [da ONU] produz um relatório hostil, falso e parcial contra Israel”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Israel Katz, em um comunicado.
Em 18 de março, um relatório mais detalhado será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos, um órgão da ONU que as autoridades israelenses geralmente acusam de preconceito contra Israel.
Da FSP