quinta-feira, 14 de março de 2019

DELEGADO DO CASO MARIELLE FOI SURPREENDIDO AO SER AFASTADO DO CASO

‘Já’ ou ‘só’ 149 votos para a Previdência? Compare as pesquisas

‘Já’ ou ‘só’ 149 votos para a Previdência? Compare as pesquisas

Valor – como quase todo o jornalismo econômico -, torcedor “de bandeirinha” da reforma previdenciária, publica hoje a primeira pesquisa sobre o número de votos que a proposta apresentada por Jair Bolsonaro teria hoje na Câmara.
Diz que “já” tem 149 votos favoráveis, parcial ou totalmente.
Melhor seria dizer que “só” tem 149 votos, porque o número é inferior ao que tinha antes que ela fosse detalhada e que o governo entrasse na sua sucessão de trapalhadas.
Em fins de outubro, o Estadão fez pesquisa semelhante. E 277 deputados se disseram a favor de endurecer as regras previdenciárias.
Quando a pesquisa se voltava especidicamente a dois dos pilares da proposta em exame na Câmara, este número caía sigificativamente: 179, frente à idade mínima e 159, quanto a igualar o funcionalismo às regras do Regime Geral da Previdência.
Você pode ver os números do Estadão na ilustração ao fim do post.
O que muda – e muito – é o número de parlamentares contrários: a oposição dobra de tamanho com a nova pesquisa.
Passam a 144, ante números que iam de 59 a 79, conforme as questões colocadas.
Isso quer dizer que a proposta de reforma tem de conquistar 159 dos 220 “indecisos”.
E que o “não” precisa de apenas 61 deputados para não permitir que o “sim” triunfe com os 308 votos exigidos para reformar a Constituição.
Está evidente que, para ter chances, o governo precisa ceder na proposta e conceder nos favores.
Com tuitadas e trapalhadas, até agora, só perdeu apoio parlamentar.
E a pesquisa do Estadão, em outubro de 2018:

Após atentado em Suzano, Lola recebeu mensagem de membro de grupo de ódio frequentado por atiradores

14 DE MARÇO DE 2019, 09H42

Após atentado em Suzano, Lola recebeu mensagem de membro de grupo de ódio frequentado por atiradores

Feminista, que foi ameaçada por criador de grupo que está preso, Lola acompanhou haters por 4 anos e disse que massacre em Suzano era anunciado."Não houve um só dia em que os membros não fantasiavam com o dia em que teriam acesso livre a armas de fogo. Todos votaram em Bolsonaro, o candidato que lhes prometia isso. Eles sempre falavam em cometer massacres. Suponho que a tragédia de Suzano não seja surpresa nenhuma pra Polícia Federal"
Luiz Henrique e Guilherme Tauci (Reprodução)
Atacada de diversas formas – de sabotagem virtual a ameaças de morte – por membros de grupos de ódio e misoginia da deep web, a professora universitária e blogueira feminista Lola Aronovovich soube do atentado na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, por uma mensagem em seu blog: “Grande dia, mas dois heróis morreram”.
A mensagem foi enviado por um “mascu”, como define Lola. “Uma abreviação que criei para masculinistas, que em países de língua inglesa se intitulam MRAs (ativistas pelos direitos dos homens), mas que na verdade são apenas homens frustrados e revoltados que vivem numa realidade paralela (para eles, a sociedade é dominada pelas mulheres, e as grandes vítimas da atualidade são homens brancos e héteros)”.
Em artigo em seu blog, Lola afirma que o “massacre de Suzano” foi um crime anunciado. “Um horror, e o que eu mais temia: que, com a liberação das armas (uma promessa de campanha de Bolsonaro), com toda a propaganda a respeito de armas de fogo, esse tipo de massacre passasse a ser mais comum no Brasil”, relata a ativista.
Os ataques partiram do mesmo site que abriga o grupo de ódio que atacou Lola, o Dogolachan, que fica hospedado na deep web, uma zona obscura da internet que usa dispositivos para garantir a privacidade e o anonimato na rede.
“Este fórum anônimo foi criado por Marcelo Valle Silveira Mello em 2013, pouco depois de sair da cadeia, onde havia passado um ano e três meses, e sido condenado a quase 7 anos de prisão. Ele estava tão furioso que foi expulso de outros chans e começou o seu próprio. Passou os cinco anos seguintes fazendo ameaças, criando novos sites de ódio, planejando como arruinar a vida de seus inimigos, tentando convencer outros a cometerem massacres, e cometendo dezenas de crimes (entre eles pedofilia, terrorismo, associação criminosa etc)”, relata Lola.
Marcelo foi condenado a 41 anos de prisão em dezembro de 2018. “Só que ele deixou toda uma quadrilha pra trás, e todos os membros da gangue continuam soltos”.
Segundo ela, que acompanhou o site por 4 anos, não houve um só dia em que os membros não fantasiavam com o dia em que teriam acesso livre a armas de fogo. “Todos votaram em Bolsonaro, o candidato que lhes prometia isso. Eles sempre falavam em cometer massacres. Suponho que a tragédia de Suzano não seja surpresa nenhuma pra Polícia Federal”.
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Primeira vítima do massacre em Suzano defendia o "porte de livros"


Redação Pragmatismo
TRAGÉDIA14/MAR/2019 ÀS 09:04COMENTÁRIOS

Primeira vítima do massacre em Suzano defendia o "porte de livros"

Professora que foi a primeira vítima do massacre em Suzano tocou recentemente no assunto dos armamentos nas redes sociais. A educadora era abertamente uma defensora do "porte de livros como a melhor arma para salvar o cidadão"

marilena massacre em suzano
Marilena Ferreira Umezu (em baixo, ao centro)
Luiz Henrique de Castro (25) e Guilherme Taucci Monteiro (17) invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã desta quarta-feira (13) e abriram fogo contra alunos e funcionárias.
Os jovens, que eram ex-alunos da escola, mataram sete pessoas, sendo cinco alunos, uma inspetora e uma coordenadora pedagógica do colégio. Em seguida, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou.
Um vídeo da câmera de segurança da escola que já foi divulgado pela imprensa mostra que a primeira pessoa a ser morta no massacre foi a professora Marilena Ferreira Umezu.
Estudantes afirmam que Marilena dava aulas de filosofia para o Ensino Médio e era conhecida por ser defensora dos “livros como melhor arma para salvar o cidadão”. As informações são da BBC News Brasil.
“Era uma pessoa dedicada, querida e fazia tudo pelos alunos. Vivia a educação com intensidade e era generosa, colaborava com coordenadores de outras escolas da cidade”, desabafa um professor.
Enquanto estava fora de sala de aula, Marilena costumava ser vista na biblioteca, onde aproveitava o tempo livre para aconselhar alunos ansiosos com o vestibular.
A educadora foi promovida a coordenadora pedagógica graças à boa relação que mantinha com estudantes e outros professores. Em 19 de janeiro, Marilena tocou no assunto dos armamentos ao compartilhar uma imagem nas redes sociais.
“Somos a favor do porte de livros, pois a melhor arma para salvar o cidadão é a educação”, dizia o texto que acompanhava a imagem compartilhada por ela.

quarta-feira, 13 de março de 2019

DELEGADO QUE SOLUCIONOU MORTE DE MARIELLE E CITOU BOLSONARO SERÁ AFASTADO