quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Câmara derruba destaque e mantém autorização de trabalho aos domingos 244 CANALHAS!

Por Esmael Morais

Câmara derruba destaque e mantém autorização de trabalho aos domingos

Publicado em 14/08/2019
O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira (14) o destaque à medida provisória (MP) da liberdade econômica apresentado pelo PC do B que pretendia reverter a autorização de trabalho aos domingos e feriados.
A proposta foi rejeitada por 244 votos contra 120.
O plenário da Câmara já rejeitou quatro destaques, e ainda precisa analisar outras oito propostas de modificação ao texto principal antes de encaminhar MP para o Senado.
Para não perder a validade, a MP precisa ser votada até o dia 27 de agosto.
Com informações do O Globo.

D’Artagnan D’Ourinol Episódio 10 – Final, por Rui Daher


D’Artagnan D’Ourinol Episódio 10 – Final, por Rui Daher

Darta, você ajudou muito para condenar à prisão um grande estadista brasileiro. Seja infeliz com sua consciência suja.

D’Artagnan D’Ourinol Episódio 10 – Final, por Rui Daher

Façam chuva e sol, estejam minhas botinas enlameadas ou pisando em terras estorricadas do agrário brasileiro, esta série de crônicas, por sugestão de minha afável editora, será publicada algumas vezes por semana, quando a obrigação do ganha-pão não me impedir. Mudança de escritório finda, tranqueiras do passado eliminadas, treinemos um pouco no teclado.
Os leitores devem lembrar-se da reação de D’Artagnan D’Ourinol à nossa ligação. Just in case, refresco suas memórias.
– DARTA, [íntimos] e aí, tudo bem? Estou retornando sua ligação. Muito trabalho?
– Trabalho é a merda que vocês estão me dando com essa porra de entrevista. Chamaram a atenção de todos. Até a Globo anda me batendo. Eu não sou nada perto deles, uma peça, entende, pronto a arrumar uma graninha com palestras e outras pequenas merdas. Quero meus acólitos e um décimo do que ganham em dízimos. Também um exemplar novo da Bíblia, que o meu já está gasto de tanto emprestá-lo à Raquel Cadillac.
Passados dez dias do episódio anterior, a equipe do BRD resolveu fazer deste o último capítulo da série. O resultado foi 3 a 2. Votaram a favor, Pestana, Everaldo e eu. Contra, Nestor e Harmônica.
O primeiro, acha que nem por um cacete Darta receberá alguma punição. Pelo contrário, já ganhou um bom algum, benefícios inerentes ao cargo continuarão rolando, aumentará a procura de quadrilheiros requerendo seus serviços, e será pastor mais graduado. Daí que mais deveríamos massacrá-lo. Já o Harmônica não se conforma em tudo acabar sem sangue.
Nós que formamos a maioria votamos por achá-lo mais acabado do que espiga chupada pelo João Dentão, o dono de um boteco, ao lado do Itaquerão, que ao ser chamado de “Bambi metido a macho” por um corintiano, arrancou-lhe o nariz com caca, ranho e tudo. João é palmeirense.
Ele não é o pior do time Xexelentos de Curitiba. O pior deles, hoje em dia, flutua nas águas do Lago Paranoá, qual marreco despenado.
Darta é apenas o mais fraquinho. Passando, entre os estados de São Paulo e Paraná, por lavouras de milho já colhidas pude verificar como ficam depauperados, disformes, secos, descoloridos, os milhares de Visconde de Sabugosa.
Novos virão, mas Darta já era, tão explícitos seus malfeitos, tão risíveis suas formas de defesa, tão merreca seu PowerPoint.
Destruindo a democracia, os direitos sociais dos trabalhadores, saúde, educação, soberania, relações exteriores, patrimônios nacionais, existem alvos muito maiores para o BRD se ocupar.
Darta, você ajudou muito para condenar à prisão um grande estadista brasileiro. Seja infeliz com sua consciência suja.
A entrevista? Enfie onde melhor couber.

Sessão secreta do Senado pode garantir embaixada para Bolsonaro SERÁ SOB A MIRA DE METRALHADORAS?

Sessão secreta do Senado pode garantir embaixada para Bolsonaro

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Pedro ladeira/Folhapress
Pedro ladeira/Folhapress
A sabatina de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Senado, que tem que aprovar o nome dele para a embaixada do Brasil nos EUA, pode ser secreta.
A sinalização foi dada pelo senador Nelson Trad (PSD-MS), que preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado.
Numa sabatina com candidatos às embaixadas da Bulgária e da Hungria, o senador afirmou que, se os diplomatas “assim quiserem”, a sessão pode ser fechada. Eles seguiram falando em audiência aberta.
Nelson Trad afirma que apenas seguiu uma praxe.
“Eu leio esse texto nas sabatinas de todos os embaixadores. É praxe”, afirma. “Se algum deles quiser tratar de questões delicadas e, por questão de segurança nacional, pedir que a sabatina seja fechada, nós podemos atender, depois de aprovação do plenário”, diz ele.
O parlamentar afirma que sua iniciativa nada tem a ver com a sabatina do filho do presidente Jair Bolsonaro.
“Qualquer coisa que a gente faz agora dizem que é por causa do Eduardo”, afirma ele.
De FSP

Esquerda reage à fala de Bolsonaro contra opositores: estimula ódio e perseguição a oposicionistas

blog do george marques

direto do Congresso Nacional
14 DE AGOSTO DE 2019, 19H48

Esquerda reage à fala de Bolsonaro contra opositores: estimula ódio e perseguição a oposicionistas

Parlamentares afirmam que tomarão as medidas jurídicas cabíveis junto ao STF/PGR para que Bolsonaro explique sua fala
Bolsonaro durante evento no Rio de Janeiro. Foto: Presidência da República/Divulgação
Menos de um mês depois inflamar os ânimos ao chamar os governadores nordestinos de ‘paraíbas’, a terceira ida de Jair Bolsonaro à região não passou sem insultos a parlamentares. Em visita à cidade de Parnaíba (PI) para inaugurar uma escola que levará seu nome, o presidente prometeu varrer a “cambada do Brasil”, usando a palavra “cocô” para referir-se aos opositores, e despertou mais reações por todo o país.
“Na escalada de bestialidades diárias, o presidente Jair Bolsonaro ameaça os ‘comunistas’, fazendo referência aos comunistas, petistas, socialistas, pedetista, enfim a todos que atuam no campo progressista. Para suas hordas, lança palavras com objetivo de estimular o ódio, a intolerância, violência e perseguição aos oposicionistas”, comentou o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA).
Presidente do PSOL, Juliano Medeiros afirmou que tomará as medidas jurídicas cabíveis para que o chefe de estado explique sua fala.
“Já pedi ao departamento jurídico do PSOL que prepare uma interpelação a Jair Bolsonaro. Ele terá de explicar ao STF como pretende “acabar com os comunistas” e que medidas estão sendo tomadas para “mandar essa cambada [a esquerda] pra Venezuela”. Aguardo ansioso a resposta”, afirmou.
Também representante do PSOL, o deputado federal Ivan Valente (SP) apontou a aproximação do chefe de estado à ultradireita. “Ao defender “acabar com os comunistas” Bolsonaro adere à mesma fórmula usada pelas ditaduras latino-americanas, pelo nazismo, pelo macarthismo e por outros projetos de extrema-direita q tinham como propósito a eliminação física ou política de seus oponentes”, disse.
Em meio à votação do Projeto de Lei 7596/17, que define os crimes de abuso de autoridade, a líder da minoria na Câmara dos Deputados, deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), usou o Plenário da Câmara para criticar a falta de postura de Bolsonaro. “A boca deste presidente mais parece uma cloaca, porque de lá não sai nada que seja absolutamente saudável ou absolutamente digno, rompendo de novo o decoro do cargo”, apontou.
Othelino Neto, atual presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, estado que tem sido o principal alvo de Bolsonaro, também usou o Twitter para comentar as novas declarações. “Lamentável o presidente Bolsonaro chamar as correntes políticas que lhe fazem oposição de bandidos e autoritários. Quando comete esse palavreado chulo, parece estar olhando com frequência para o espelho”, escreveu.
Em tom irônico, o líder da Bancada do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), também enviou seu recado. “O miliciano que ocupa o Planalto viajou para Parnaíba para celebrar o ANIVERSÁRIO da cidade. Clima de festa, de alegria. Passam o microfone e o que ele faz? Começa a xingar quem não pensa (sic) como ele. Até povos de outros países ele ofende, do nada. Como é que chama isso?”, questionou.


Amanhã, Comissão Arns e OAB lançam Mesa Nacional de Diálogo contra a Violência


Amanhã, Comissão Arns e OAB lançam Mesa Nacional de Diálogo contra a Violência

O objetivo é estimular o debate plural, democrático e focado nos direitos humanos, com toda a sociedade civil brasileira, uma reação ao clima de intolerância presente hoje no país.
Rgbstock
Jornal GGN – Diferentes setores da sociedade civil se unem em torno da Mesa Nacional de Diálogo Contra a Violência, uma iniciativa da Comissão Arns e da OAB. O encontro será amanhã, dia 15, às 11h, na sede nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O objetivo é estimular o debate plural, democrático e focado nos direitos humanos, com toda a sociedade civil brasileira, uma reação ao clima de intolerância presente hoje no país.
O evento contará com a participação de organizações como Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), Conselho Federal de Psicologia (CFP), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Núcleo de Estudos da Violência (NEV/USP), Instituto Sou da Paz, Centro Nacional de Africanidades e Resistência Afro-Brasileira (Cenarab), além de OAB e Comissão Arns, que presidirão o ato.
O Brasil se tornou um dos países mais violentos do mundo, com 65.602 homicídios em 2017, sendo 72,4% por armas de fogo, segundo dados do Atlas da Violência, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados mostram que a maioria desses mortos é jovem e 75,5% negros.
É em torno desta realidade que a Mesa Nacional de Diálogo contra a Violência inicia um amplo debate com a sociedade, como forma de dar voz às vítimas preferenciais de preconceito e discriminação, além de discutir as equivocadas políticas de segurança pública. Este é o primeiro passo para um processo de mobilização pelo país, que possa fortalecer a cultura de paz e a promoção dos direitos humanos.

Quem tem medo de Marielle Franco?

monica benicio

14 DE AGOSTO DE 2019, 19H42

Quem tem medo de Marielle Franco?

Monica Benicio: “Marielle representa um projeto comprometido com o combate à desigualdade, com a população mais pobre, favelada, de mulheres, de negros e negras e LGBTIs. Ela fala por muita gente, por nós”
Foto: PSOL
Vivemos tempos de muitos medos. Todo mundo está com medo de alguma coisa. Em tempos de retirada de direitos, com um governo que joga a democracia no ralo, as pessoas têm medo da violência, de suas próprias cidades, de simplesmente andar nas ruas. O direito à cidade é interditado, principalmente diante de um projeto político altamente militarizado. E a esses medos se somam o de ficar desempregado, de não conseguir pagar o aluguel e as contas e de não se aposentar.
Esses medos continuam rondando uma parte da sociedade brasileira. Mas, de um tempo para cá, um outro tipo de medo ganhou mais espaço entre essas pessoas: um medo chamado Marielle Franco. Sim, Marielle personifica todos os medos que este grupo social tem em relação às suas moralidades e aos seus padrões de vida e de família. Sua execução se deu exatamente em uma conjuntura de ataques aos direitos e movimentos em defesa de igualdade para as mulheres, populações negra e LGBTI.
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A figura pública de Marielle enfrentava tudo isso, com sua voz, sua história e seu corpo. Fosse por meio de seus projetos, das suas intervenções ou da simples existência da nossa família. Por isso, hoje, 17 meses após seu assassinato, as pessoas ainda têm medo do que ela representa e de sua imagem.
Em nome disso, quebram placas com seu nome, vandalizam painéis de arte, divulgam fake news, em nome de uma política do ódio. Arrancam calendários com sua foto da sala de professoras universitárias, perseguem e demitem quem ousa “incomodar” com a presença de sua imagem. É novamente a tentativa de calá-la. De nos calar.
A quem interessa provocar o medo por uma educação libertadora e inclusiva que ensine sobre justiça e solidariedade? A quem interessa perseguição aos professores e estudantes? A quem interessa o corte de quase 40% dos investimentos públicos das universidades e dos institutos federais?
Marielle representa um projeto comprometido com o combate à desigualdade, com a população mais pobre, favelada, de mulheres, de negros e negras e LGBTIs. Ela fala por muita gente, por nós. Seu nome, seu rosto e sua história evidenciam todos os dias o que essas pessoas querem esquecer: racismo, machismo, LGBTIfobia e preconceito de classe. E levam a ações extremas de perseguição à sua imagem e a todos e todas que compartilham do mesmo projeto que ela, ou seja, que lutam por uma sociedade justa, sem qualquer tipo de discriminação.
Para os que estão sendo perseguidos, como as professoras na Universidade Estácio de Sá, nossa solidariedade e a certeza de que somos muitas, de que não estão sós. A instituição será cobrada, assim como todos os que vêm tentando apagar ou deturpar a imagem de Marielle. Se quebram uma placa, milhares faremos. Se rasgam um calendário, milhares serão feitos. Se tentam nos calar, milhares de vozes serão levantadas. Resistir é o que melhor sabemos fazer, é o que nos faz existir. Marielle não será interrompida.
*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.