terça-feira, 24 de novembro de 2020

Instituto Lula

 


mar. 24 nov. à 14:28
 
 
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EDIÇÃO 12 • NOVEMBRO DE 2020
 
LAVA JATO DESCUMPRE DECISÃO DO SUPREMO E NÃO ENTREGA DADOS DA ODEBRECHT
 
A Lava Jato desrespeitou uma decisão encaminhada na semana passada pelo STF que ordenava, novamente, a entrega dos autos da leniência da Odebrecht. A defesa de Lula conseguiu o direito aos documentos de acordo com o princípio que a defesa e acusação têm que ter acesso às mesmas informações.
 
 
LULA É INOCENTADO MAIS UMA VEZ. PRESIDENTE SÓ FOI CONDENADO PELO ESQUEMA DE MORO EM CURITIBA
 
Pela 6ª vez a Justiça rejeitou uma denúncia sem materialidade contra Lula. A sentença foi proferida em 19/11/2020 pela 12ª Vara Federal Criminal de Brasília e rejeitou a acusação de que Lula teria integrado uma organização criminosa. Lula jamais foi condenado em processos ocorridos fora da Operação Lava Jato.
 
 
OBAMA CITA BOATOS PARA MANCHAR A IMAGEM DE LULA NA GLOBO
 
O ex-presidente Barack Obama citou boatos para criticar o ex-presidente Lula no programa Conversa com Bial. Obama chefiava o maior serviço de espionagem do mundo, o dos EUA, que investigou a Petrobrás, como denunciou Edward Snowden, em 2013.
 
 
#SOSAMAPÁ: POVO CONTINUA ABANDONADO SEM LUZ, ÁGUA E SOFRENDO COM O AUMENTO DA COVID-19
 
O Amapá completa nesta semana mais de 20 dias do apagão de energia elétrica que atingiu 13 dos 16 municípios do Estado. A população sofre com a crise energética, a privação de direitos essenciais, as chuvas e o aumento de casos da covid-19, e recebeu Bolsonaro com xingamentos e vaias no sábado (21).
 
 
REVEJA O DISCURSO DE LULA SOBRE O RACISMO NO BRASIL
 
Lula fez um pronunciamento pelo Dia Nacional da Consciência Negra conclamando a população a engajar-se na luta antirracista. “Sem igualdade étnica e racial, assim como sem igualdade de gênero, não há democracia de verdade, não há cidadania efetiva e não haverá desenvolvimento. Com racismo, não há sequer soberania”, disse.
 
 
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O centro imaginário não vai derrotar Bolsonaro. Só a esquerda

 COLUNA

O centro imaginário não vai derrotar Bolsonaro. Só a esquerda

Imagem de perfil do Colunistaesd
Só a esquerda pode derrotar Bolsonaro. Porque essa derrota não se constrói em poucas semanas de campanha eleitoral - Roberto Parizotti / Fotos Publicas
Ninguém pode prever com antecipação o resultado mais provável de uma luta

Não se pode agradar a todos / A atividade faz mais fortuna do que a prudência / A barriga faz a perna andar

(Sabedoria popular portuguesa)

eleição de Biden trouxe de volta a discussão da Frente Ampla. Ou seja, a ideia de que a esquerda no Brasil não pode derrotar Bolsonaro em 2022, e deveria se preparar para apoiar uma candidatura de centro. Ela se apoia na premissa que a rejeição à esquerda é maior do que a rejeição a Bolsonaro. Esta tese é falsa.

A mídia comercial burguesa repercute com banda de música e tapete vermelho as noticias de almoços e jantares entre Doria, Moro e Huck. Depois vemos a celebração da vitória de Kalil em BH, do DEM em Salvador, Curitiba, Florianópolis, ou a ida de Covas e Paes para o segundo turno como antecipação de 2022. E há uma ofensiva para desqualificar Guilherme Boulos como um radical extremista em Sâo Paulo.

Está em curso uma operação política para legitimar a velha direita como o centro, mas, também, para posicionar Ciro Gomes e seu nacional desenvolvimentismo como esquerda, contra os dois extremos, Bolsonaro e o perigo representado pelo PT/PSol e PCdB.

Neste mundo imaginário de infantilismo e manipulação ideológica os dois extremos são ruins, e nada é mais lindo do que a moderação, o equilíbrio, e a estabilização fantasiosa dos dois centros – um centro-direita e um centro-esquerda – que unem firmeza fiscal e empatia social, um capitalismo de “rosto humano”. Só que não.

É uma fraude escandalosa. A ideia de que os dois extremos têm muito em comum é uma armadilha para enganar os incautos. Não há nada em comum entre a esquerda e a extrema-direita. A teoria do “demônio de duas cabeças” é um insulto à inteligência de qualquer pessoa, razoavelmente, bem informada.

Leia também: Anacrônico, esquisito e perigoso

A verdade é que é a direita liberal que oferece governabilidade a Bolsonaro. Rodrigo Maia e suas notas de repúdio não são oposição ao governo de extrema-direita. Ao contrário, o bloco DEM, MDB, PSDB ofereceu quadros ao governo Bolsonaro, e colabora com a aprovação dos projetos do governo no Congresso Nacional, com descontos. E são poucos.

Este contexto coloca um desafio para a esquerda. A vida ensina que a tática deve estar sempre ao serviço da estratégia, e não o contrário. A política parece o império de um eterno presente, da resposta imediata, do posicionamento instantâneo, o aplauso fácil, respondendo à consciência média do senso comum, mas o que ela pede de nós é coragem. Não é cedendo, capitulando e se dobrando à pressão dos inimigos de classe que se abre um caminho.

Não é assim que se ganham vitórias. Passamos dois anos ouvindo o elogio de uma vitória fantasma que Ciro Gomes teria podido conquistar em 2018, se ele e não Haddad tivesse ido para o segundo turno, porque a rejeição à esquerda favoreceu Bolsonaro. Acontece que nas eleições de domingo, os aliados de Ciro Gomes, Márcio França e Marta Rocha sucumbiram em São Paulo e no Rio de Janeiro e, mesmo em Recife e Fortaleza, o desenlace do segundo turno é incerto.

Mas a eleição nos EUA é usada para legitimar a farsa de que só a direita poderia derrotar o neofascista. Na verdade, nunca foi assim em lugar nenhum do mundo em momento algum da história. Bolsonaro só será derrotado se uma imensa maioria popular for construída para derrotá-lo. E isso exige uma oposição com mão que não treme.

Só a esquerda pode derrotar Bolsonaro. Porque essa derrota não se constrói em poucas semanas de campanha eleitoral. Não há marketing, não há operação de publicidade que possa fazer essa mágica.

Na verdade, embora não seja possível cravar qualquer tipo de prognóstico eleitoral com esta antecedência, o mais provável, no terreno das hipóteses, é que só a esquerda poderá chegar ao segundo turno em 2022, como aconteceu em 2018, com chances de derrotar Bolsonaro.

São muitos os fatores que estabelecem essa probabilidade. Os mais importantes são as pressões de um processo objetivo de desgaste, mais intenso de Bolsonaro, mas que atinge, também, o bloco PSDB, MDB, DEM. Nas grandes cidades o bolsonarismo vem perdendo força, ainda que mantenha influência. Em São Paulo, por exemplo, a rejeição a Bolsonaro já está em 50%. Mas não é gratuito que Bruno Covas se proteja escondendo Doria. Há, também, um imenso cansaço com os tucanos nas grandes cidades.

Tudo dependerá da evolução da relação de forças sociais e políticas. Essas posições de força das classes e das organizações que as representam oscilam, flutuam e mudam. Depende, essencialmente, da capacidade de iniciativa.

Leia mais: O perigo do caudilhismo

As comparações entre a disputa eleitoral contra Trump e a necessidade de derrotar Bolsonaro são, portanto, disparatadas. Os EUA não são o Brasil. A diferença fundamental é que a esquerda é, incomparavelmente, mais forte no Brasil que nos EUA, e não pode ser silenciada. Aqui a esquerda, ainda que vinda de um processo de acumulação de derrotas, e apesar da operação Lava Jato, não foi destruída e mantém posições, com até um importante fortalecimento do PSOL. Mas é importante lembrar, também, que, sem a explosão nas ruas do Black Lives Matter, Biden dificilmente teria vencido, porque foi decisivo para que a juventude fosse às urnas em massa. Abriu o caminho.

Ninguém pode prever com antecipação o resultado mais provável de uma luta. A vida é o domínio da incerteza. Há sempre incontáveis riscos e, na luta política, não é possível prever os movimentos de todos os adversários e inimigos.

Mas se a esquerda tiver mente aberta para aprender as lições das eleições norte-americanas e municipais, a principal lição é que há uma fermentação molecular que se acelera com a pandemia e a crise social, e que se expressa na audiência dos movimentos feministas e negros, ambientalistas e de direitos humanos, sindicais e populares. Se a esquerda confiar na juventude, a juventude abraçará a esquerda. E a juventude é o futuro.

Edição: Rodrigo Chagas

Fonte: Brasil de Fato

Taxa de transmissão da Covid-19 no país é a maior desde maio, aponta Imperial College

 

Taxa de transmissão da Covid-19 no país é a maior desde maio, aponta Imperial College

·2 minuto de leitura
Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo
Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo

A taxa de transmissão do novo coronavírus voltou a subir no Brasil e já é a maior desde maio, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (24) pelo Centro de Controle de Epidemias do Imperial College, de Londres.

A taxa passou de 1,10 no último balanço (divulgado em 16 de novembro) para 1,30 nesta semana. Esse é o maior número desde a semana de 24 de maio, quando o índice atingiu 1,31.

Esse índice tem como objetivo indicar para quantas pessoas um paciente infectado consegue transmitir o vírus. Quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa.

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Assim, no momento, um grupo de cem infectados brasileiros transmitem o vírus para outras 130 pessoas, acelerando ainda mais a propagação do novo coronavírus no país.

Até a tarde desta terça-feira, o país registrava 169.569 mortos pela Covid-19. São também 6.090.197 de casos confirmados, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

O Brasil teve um aumento de 51% nas mortes em relação à média móvel de óbitos de duas semanas atrás. Segundo os dados do consórcio de veículos de imprensa, três regiões apresentaram tendência de aceleração na média de mortes: Centro-Oeste (42%), Sudeste (118%) e Sul (19%). Nordeste (-4%) e Norte (11%) tiveram estabilidade.

Onze estados tiveram alta nesta mesma taxa. Outros seis permaneceram estáveis e nove estados e o Distrito Federal registraram queda na média de óbitos.

Contudo, é preciso ressaltar que algumas altas podem ser explicadas pelos problemas com a divulgação dos dados vivido pelo país no início do mês. Há semanas, a plataforma de registro de mortes por Covid-19 do Ministério da Saúde apresentou instabilidade e impossibilitou a inserção de dados na plataforma e-SUS.

Assim, alguns estados ficaram sem divulgar o número de mortes por dias consecutivos. São Paulo, estado mais atingido pela pandemia no país, foi um dos afetados pelo problema técnico.