segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Lava Jato: Wadih Damous analisa possíveis impactos das declarações de Tacla Duran

INVESTIGAÇÕES

Lava Jato: Wadih Damous analisa possíveis impactos das declarações de Tacla Duran

Sub-relator da CPMI, deputado foi um dos responsáveis por jogar luz aos fatos que advogado expõe

Brasil de Fato | Brasília (DF)
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O Brasil de Fato conversou com o parlamentar sobre os possíveis impactos das revelações. / Reprodução
O advogado Rodrigo Tacla Duran trabalhou para a Odebrecht, um dos principais alvos da Lava Jato, entre 2011 e 2016. Acusado pela operação, foi detido, no final do ano passado, na Espanha. Por ter dupla cidadania, não foi extraditado e responde o processo em liberdade. Ele nega ter cometido qualquer crime enquanto atuou na empresa.
No dia 30 de novembro deste ano, Duran prestou depoimento por videoconferência à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, que investiga, entre outra coisas, acordos de delação premiada firmados entre suspeitos e o Ministério Público.
Duran fez graves acusações contra os integrantes da Lava Jato. Ele afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) utilizou planilhas fraudadas para iniciar processos judicias, e que foi procurado por Carlos Zucolotto, advogado e ex-sócio da esposa de Sérgio Moro, que teria oferecido intermediar um acordo de delação premiada com a Lava Jato em troca de R$ 5 milhões de reais.
Além disso, o então procurador da República, Marcelo Miller, também o teria orientado em relação a quais políticos e autoridades seriam de interesse da Procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot naquele momento.
O deputado Wadih Damous (PT-RJ), sub-relator da CPMI, foi um dos responsáveis por jogar luz aos fatos que Duran expõe. O Brasil de Fatoconversou com o parlamentar sobre os possíveis impactos das revelações. Confira a entrevista.
Brasil de Fato: O depoimento de Tacla Duran carrega graves acusações contra a Lava Jato, mas sua repercussão não é proporcional aos fatos que ele expõe. Como avalia isso?
Wadi Damous: Não é à toa que não houve, por parte da chamada grande imprensa, a cobertura merecida. Embora o prestígio da Lava Jato esteja abalado, a grande imprensa ainda blinda as atitudes e procedimentos dos condutores desta operação. Exatamente por conta disso, para que esse silêncio não se consolide é que […] nós pedimos que a Procuradoria-Geral da República abra investigação sobre cada um dos pontos, cada um dos itens, que o advogado Tacla Duran revelou. Não só revelou, como demonstrou no depoimento à CPMI. Nós estamos tentando quebrar a barreira do silêncio e exigindo do órgão competente a pronta investigação, já que diversos dos seus membros estariam envolvidos nessas condutas abusivas.
A Lava Jato é marcada por disputa de versões entre os envolvidos. Por que confiar no depoimento de Tacla Duran?
Os pontos cardeais do depoimento dele, ele demonstrou. A conversa com o advogado da chamada "Panela de Curitiba", Carlos Zucolotto. O diálogo que foi travado está documentado e periciado na Espanha. Exemplares de notas fiscais, planilhas falsas. Ele demonstrou também, está periciado. Conversas e tratativas com procuradores acerca de possível acordo de delação premiada por parte dele, depois negada pelos procuradores. Ele documenta e diz que houve essas tratativas, apenas não se submeteu a elas.
Enfim, uma série de revelações que ele documenta. Então não é boataria. Aliás, quanto mais silenciosos ficarem Moro e seus amigos procuradores, mais convicção vão gerar essas revelações do Tacla Duran.
Tacla Duran acusa diretamente Carlos Zucolotto. Até que ponto essa acusação pode ser estendida a Sérgio Moro?
Na conversa com o Zucolotto, primeiro, o Moro é amigo pessoal e compadre dele. Segundo, a mulher de Moro era sócia de Zucolotto. Então, o Moro minimamente deveria dar uma satisfação. Pelos métodos que ele usa - mandar prender preventivamente - se fossem usados contra ele, ele deveria estar preso. Ele e os procuradores estariam presos preventivamente.
Qual o potencial dessa investigação seguir na Procuradoria-Geral da República?
Tem potencial não, tem obrigação de ser processada. Tem que investigar sob pena de prevaricação. [Há apenas duas opções:] tem dizer que ele está mentindo e que as provas que ele apresentou são falsas ou que ele está falando a verdade e as provas forem verdadeiras. Isso a Procuradoria terá de dizer.
Se o depoimento dele se confirmar, o que pode acontecer?
A Lava Jato acaba. Moro e os procuradores vão para a cadeia. Sem sombra de dúvida, têm um potencial devastador. Mas temos de ver qual a seriedade que o sistema de Justiça vai colocar nessa investigação.
E a mídia não pode blindar mais uma vez?
Ou pode não blindar. Neste momento, por mais blindado que esteja, quando aparecerem fatos relevantes e estes são demonstrados, chega um momento que não é mais possível conter. As revelações têm esse potencial. Se esse potencial vai se tornar uma força motriz, só vamos ver com o tempo.
Edição: Simone Freire

A Folha e os cotistas: desempenho igual, no mérito e nas deficiências

A Folha e os cotistas: desempenho igual, no mérito e nas deficiências

A Folha, hoje, publica extensa matéria em que foi averiguar o desempenho dos “cotistas” nas universidades públicas.
A rigor, a reportagem se justifica, porque ainda prevalece em muitos a ideia de que as cotas, sociais ou étnicas, são uma espécie de “caridade” que prejudica aqueles que, “por mérito”, conquistaram ou deixaram de conquistas as vagas.
Os números, além de mostrarem, como no gráfico, que o acesso à universidade vai, lentamente, se aproximando da mesma relação entre ensino público e privado, caminhando para o fim do “problema” mais mencionado quando se fala do ingresso na universidades federais: o de que a “maioria” dos que entram nelas ter alto po9der aquisitivo, vindo do ensino privado.
Provam também que méritos tanto ou mais o têm os que superam as deficiências de sua formação escolar – seja pelo pouco investimento no ensino público, seja pela falta de um ambiente familiar que forneça o suporte à educação.  A melhoria do desempenho durante o curso é evidenciada pelo fato de que qualquer diferença que remanesça ao final é imensamente inferior àquela que se registrava no ingresso da universidade.
Embora a ênfase seja no fato de que, na maioria dos cursos, foi igual  o desempenho dos que ingressaram na universidade com ou sem o sistema de cotas – e só até ali podem ser chamados de cotistas, e não depois, como fazem, caracterizando uma “marca” permanente, que os obrigue a serem sempre “merecedores” do “privilégio” ou “inferiores” que a ele não fizeram jus – sobra um “mas”.
Só lá no final do texto é que se registra o obvio: a dificuldade de desempenho nos cursos e cadeiras que envolvem física e matemática não é exclusiva dos que entraram pelo sistema de cotas.
“Especialmente os primeiros três semestres são puxados para qualquer aluno, porque exige muita matemática”, diz o presidente da Associação Brasileira de Educação em Engenharia, Vanderli Fava de Oliveira. “Para o cotista é ainda pior, porque ele chega com mais defasagem.”
É um problema crônico de nosso ensino – e não só o público – que sempre criou esta divisão absurda entre “humanas” e “exatas”, sem tratar o conhecimento como um todo. Vivi isso na passagem do ensino médio para a universidade, embora do lado oposto: fui para o jornalismo, mas meus colegas de Escola Técnica (pública e ótima) foram para o curso de Engenharia e foram quase os únicos a terem bom desempenho nas cadeiras de Cálculo, um “terror” para os que tinham recebido um ensino médio deficiente nisso.
Infelizmente, a atribuição de “valor de mercado” ao conhecimento, que leva a esta absurda separação de áreas gera essa anomalia, que custa caro à Universidade – porque dobra o custo, pela necessidade de suprir a tal “defasagem” – e desestimula o aluno, gerando forte evasão nos primeiros semestres, onde o professor Oliveira, que é da Federal de Juiz de Fora, “bate os 50%, para cotistas e não cotistas”.
O fato objetivo é que, apesar da renitência do pensamento elitista, a democratização do acesso à universidade pública não gera perda de qualidade – cujas razões não outras, materiais e filosóficas – porque a educação é o maior e mais rápido nivelador de competências e oportunidades de uma sociedade.
É por isso que a elite brasileira, que odeia a visão de pobres nos aeroportos, também se mantêm avessa à sua presença na universidade pública e, por isso, despeja neles os recalques de sua própria mediocridade.
Isso quando não lhes despeja, como faz agora,  esquadrões de policiais.

“Pegadinha” no Estadão: só é imbecil completo quem se acha um gênio

“Pegadinha” no Estadão: só é imbecil completo quem se acha um gênio

Um imbecil só o é por completo quando se crê genial.
A imprensa brasileira caminha a passos céleres para essa completa idiotia, a de crer que as todas as pessoas acreditam nas bobagens que diz e que, pensa ela, devem ser vistas como verdades absolutas.
Gustavo Conde,  linguista, professor e colaborador deste blog, fez um “teste” rápido esta semana com o Estadão.
Deixou incorporar-se do espírito da Eliane Cantanhêde – poupando as redundâncias enxundiosas da “musa” tucana – e fez uma carta ao jornal repetindo todos os argumentos tolos e toscos que sobram nas notícias e comentários “de verdade” que ele publica.
O crescimento de 0,1% do PIB aliado à popularidade crescente do presidente Temer – não captada pelas pesquisas – e à retomada de todos os setores da economia alegram o brasileiro. Os salários estão em alta, o emprego está a todo vapor e os investimentos seguem a tendência de confiança. Em meio a tudo isso, temos ainda a excelente notícia de que a Lava Jato está cumprindo seu papel de acabar com a corrupção de maneira transparente e republicana. O eleitor também entendeu esse momento alvissareiro, como as pesquisas mostram: Alckmin, Huck, Bolsonaro e Temer lideram a preferência dos eleitores mais qualificados – pois eles representam o novo na política – ao mesmo tempo em que as candidaturas que representam o atraso vão caindo cada vez mais. Parabenizo o Estadão pela excelente cobertura, imparcial e técnica, estendendo a saudação a todos os seus colaboradores que nos brindam diariamente com textos instigantes e bem escritos.
Entre as centenas de cartas que recebe, o jornal, claro, selecionou a de Gustavo, com o rapaz que escolhe o que vai ser publicado de olhos rútilos, com o achado. Até que enfim alguém aparece para concordar conosco e saudar este período brilhante que o Brasil atravessa!
Não conseguem ver nos seus próprios textos – como veriam no de Gustavo? – que crescimento de 0,1% é piada, que a Lava Jato descamba para o arbítrio, que a corrupção segue solta neste Governo de “maleiros”, que o emprego não existe e as taxas de desocupação só têm ligeira retração, como indica o IBGE, porque aumentou o número de “bicos, biscates e virações”. Ignoram o fato de que Lula anda folgado nas intenções de voto e que seus adversários empacam, incapazes de sensibilizar o povão.
Verdades óbvias, invisíveis a quem mergulhou tanto nos ódios e no partidarismo que não percebe mais nada senão os bordões “mercadistas”.
Nem perceberam o corolário de ironia atroz dos parabéns pela cobertura  “imparcial e técnica” e aos “textos instigantes e bem escritos”de um jornal que se tornou reprodutor dos press-releases que lhe vêm nos procuradores da Lava Jato, dos delegados da Polícia Federal ou da cantilena mil vezes repetida do mercado. Pouco há ali, senão raras exceções como Marcelo Rubens Paiva, José Roberto de Toledo e Jamil Chade (há outros, mas não muito), que não seja a repetição do “partido único”  da imprensa brasileira.
Mas, reconheça-se, creem na genialidade de sua própria estupidez e confiam na máxima de Joseph Pulitzer, de que “com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.
Um público que seria capaz de escrever, a sério, o que Gustavo fez como gozação.

Idade para se aposentar não será sempre 65. Será 66, 67, 68, 69 e até 70 anos QUEM VOTAR, NÃO VOLTA!

Idade para se aposentar não será sempre 65. Será 66, 67, 68, 69 e até 70 anos

Marta Imenes, em O Dia, traz o péssimo aviso aos trabalhadores que estão hoje na meia-idade.
Segundo adverte a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Adriane Bramante, “a cada quatro anos, mais ou menos, após a divulgação da tábua de mortalidade do IBGE, a idade subirá de 62 anos (mulheres) ou 65 anos (homens), para 63 anos e 66, respectivamente, e assim por diante até 70 anos”.
Com isso, a mulher trabalhadora com 40 anos de idade, hoje, terá 67 anos de idade mínima para aposentar-se. E um homem, com os mesmo s 40, hoje, 70 anos.
E isso não é tudo:
 A “pegadinha” não é só no tempo de trabalho. A Reforma da Previdência também afeta diretamente o valor do benefício concedido ao segurado. O tempo mínimo de contribuição para os trabalhadores da iniciativa privada continua a ser de 15 anos. Mas, quem se aposentar após cumprir a exigência terá direito a apenas 60% do benefício integral, atualmente esse percentual está em 85%.
“Uma aposentadoria por idade hoje para uma mulher com 60 anos, 15 de contribuição e renda média de R$ 3 mil, seria R$ 2.550, ou seja 85% da média de contribuições. Mas, caso seja aprovada a Reforma da Previdência, o benefício seria R$ 1.800, ou seja 60% da média de contribuição”, calcula Adriane.
Difícil, quando se sabe isso, sustentar o discurso de que a reforma vem para acabar com “privilégios”, não é?

O que vai bem, Temer?

O que vai bem, Temer?

Ontem, em Buenos Aires, o senhor Michel Temer não se acanhou em roubar os versos de Vandré: ““Para não dizer que não falei de flores, quero dizer que a reforma da Previdência vai muito bem”.
Vai, não é?
Tanto que necessita da maior operação de compra de votos na Câmara, que custou, até agora – segundo cálculos do insuspeito Estadão, a bagatela de R$ 43 bilhões em “bondades” com o dinheiro público.
Finanças públicas que estão arrasadas pela recessão, com déficits de R$ 160 bilhões por ano, e que, alegam ele e a grande imprensa, têm de ser “salvas” com a ruína dos atuais e futuros aposentados.
Além da compra, as ameaças sobre os que teimam em recusar a tunga dos direitos segue a todo vapor, forçando os partidos a enfiarem um “voto fechado” goela abaixo de suas bancadas. Mas não nas palavras de Temer, que acha que os partidos  estão “entusiasmados para eventualmente fecharem questão”.
Entusiasmados? Constrangidos, diria melhor do que se passa. Na semana do lançamento de sua candidatura, o já insosso Geraldo Alckmin tem de carregar o amargo jiló de apoiar a reforma, ganhando “de quebra” a feição de “candidato do Temer” e, para desespero dos “cabeças pretas” tucanos, mantendo, na prática, o PSDB no Governo.
Vai tão bem que Temer precisou mobilizar o “homem do Cunha”, Carlos Marun, para levar sua truculência à negociação com os deputados.
O jogo pesado, claro, conta com a cumplicidade dos colunistas da grande mídia, embora reste-lhes um resíduo de pudor em verem-se engajados numa batalha ao lado de tão tosca companhia.
Temer não se acanha em anuncia que, até às eleições, será a política de terra arrasada. Anuncia que os leilões de privatização se atropelarão e que venderá a Eletrobras em pleno processo eleitoral. Como lhe falta apoio no Congresso, seus agentes falam até numa venda de “varejo”, como um saldão de encerramento do governo:
A privatização encontra resistência na Câmara e no Senado, inclusive de membros da base do governo. “Se ela não ocorrer, vende-se usina a usina”, diz o nomeado de Temer para liquidar a empresa, Wilson Ferreira Júnior, à Folha.
Temer não é apenas um velhaco, é uma peste, que contamina todo organismo nacional, arrastando consigo o parlamento, os partidos, o Judiciário, a máquina pública e a mídia.
Quem permanecer perto dele trará esta cumplicidade como uma chaga, talvez pior do que aquela que Sarney deixou em homens como Ulisses Guimarães e Aureliano Chaves, reduzidos a cacarecos nas eleições de 1989.

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Comentário deste blogueiro: não poderia haver cenário mais adequado.

Não repara a bagunça. O SOFRIMENTO DE MORADORES DE RUA NA MAIOR CIDADE DO BRASIL!

Nosso curta investigou quatro faces do déficit habitacional na cidade de São Paulo a partir de personagens que vivem na rua, em ocupações, cortiços e favelas



https://apublica.org/2017/12/nao-repara-a-bagunca/?utm_medium=browser&utm_source=push&utm_campaign=notificacoes

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Às vésperas do recesso, reforma da Previdência pode subir no telhado


7 de dezembro de 2017 - 13h12 

Às vésperas do recesso, reforma da Previdência pode subir no telhado

Reprodução da Internet
  

O recesso parlamentar terá início no próximo dia 22. Até lá, na expectativa de poder pautar a matéria caso consigam os votos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já anunciou um calendário com votações em quase todos os dias. No entanto, o parlamentar tem sido cauteloso no que se refere a datas para votação da PEC 287/16.

Ao chegar à Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, Maia reconheceu dificuldades em conseguir o apoio necessário para votar a reforma da Previdência ainda em 2017, mas afirmou que seguirá trabalhando para construir o “ambiente ideal” para votar a PEC o quanto antes.

“Está difícil chegar ao número de votos para pautar a reforma, mas vamos chegar lá. Vamos discutir o tempo que for necessário para votar. Tenho muita esperança que esse trabalho que estamos fazendo para convencer os parlamentares vai surtir efeito”, disse.

Na noite de quarta-feira (6), Temer reuniu ministros, deputados e senadores da base para contabilizar votos. Mas ainda não possui o número necessário. De acordo com o deputado Beto Mansur (PRB-SP), o governo tem 260 votos favoráveis à PEC, mas Temer, segundo ele, quer “votar na certeza”, quando tiver 325 votos.

Chantagem para aprovação
De acordo com Mansur, Temer tem usado o discurso do fim dos privilégios para pressionar os deputados indecisos a votar com o governo. “O presidente foi muito claro [com os deputados]. Qual é a resposta que o deputado vai dar à sociedade brasileira votando contra a reforma? Que ele está mantendo privilégios?”, contou.

A pressão se justifica porque Temer sabe que se o texto ficar para 2018, a dificuldade de aprovação será ainda muito maior, visto que é ano eleitoral e boa parte da base já está reticente ao tema por conta do pleito.



Do Portal Vermelho, com agências