sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

BOLSONARO EMPREGA VENDEDORA DE AÇAÍ COMO SERVIDORA FANTASMA NA CÂMARA

BOLSONARO EMPREGA VENDEDORA DE AÇAÍ COMO SERVIDORA FANTASMA NA CÂMARA
O presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) usa verba da Câmara dos Deputados para empregar uma vizinha dele em um distrito a 50 km do centro de Angra Dos Reis (RJ).
A servidora trabalha em um comércio de açaí na mesma rua onde fica a casa de veraneio do deputado, na pequena Vila Histórica de Mambucaba.
Segundo moradores da região, Wal, como é conhecida, também presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal atividade um comércio, chamado "Wal Açaí".
Walderice Santos da Conceição, 49, figura desde 2003 como uma dos 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro, em Brasília, recebendo atualmente salário bruto de R$ 1.351,46.
Segundo moradores da região, o marido dela, Edenilson, presta serviços de caseiro para Bolsonaro.
Jair Bolsonaro bem que tentou se vestir num figurino neoliberal, aceitável ao mercado.

Arranjou uns economistas algo aloprados para lhe darem aulas.
Mas não deu certo.
A besta-fera, o cafajeste que o habita foram mais fortes.
Na primeira “pegadinha” da imprensa, com seus imóveis e auxílios-moradia, perdeu as estribeiras.
Claro que todo mundo está sujeito a isso, mas Bolsonaro dá coices compulsivamente, a toda hora.
E sexo, aliás, não sai da sua cabeça, sempre com alto teor romântico: estupro, “comer gente”, etc.
A máquina de moer da mídia começou a cuidar dele.
E ele já soltou os cascos, como se vê na ilustração, em cima da repórter da Folha.
Até para a estupidez há limites.

Se a inflação está baixa, por que o custo de vida não cai?

Economia

Inflação em queda

Se a inflação está baixa, por que o custo de vida não cai?

por Dimalice Nunes — publicado 11/01/2018 15h44, última modificação 11/01/2018 16h41
A queda nos preços dos alimentos puxou o índice para baixo, mas os aumentos do gás, dos combustíveis e dos planos de saúde pesam para o consumidor
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ilan Goldfajn.jpg
Queda dos preços dos alimentos camuflou forte alta dos combustíveis, que pesam no orçamento das famílias
A inflação fechou 2017 em 2,95%, a menor desde 1998 (1,65%) e abaixo do piso de 3% da meta estipulada pelo governo, que mira os 4,5%, mas tem tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. O indicador já havia rompido o teto da meta, em 2002 e 2015, mas nunca o piso.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - que apura os dados para calcular o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - e o Banco Central concordam: a forte desaceleração veio em razão do comportamento dos preços de alimentação e bebidas. Mas o alívio não é sentido no bolso do consumidor. 
De um lado, o aumento de 30% da safra reduziu em 1,87% o preço dos alimentos, já que eles têm o maior peso no cálculo do índice e respondem por 25% das despesas das famílias brasileiras. Com isso, os preços dos alimentos consumidos em casa fecharam o ano em baixa de 4,85%, sob forte influência das frutas, cujos preços tiveram redução de 16,52%.
De outro,a inflação de 2017 foi puxada principalmente pelo aumento de preços de botijão de gás (16%), planos de saúde (13,53%), creche (13,23%), gás encanado (11,04%), taxa de água e esgoto (10,52%), ensino médio particular (10,36%), energia elétrica residencial (10,35%) e gasolina (10,32%). São esses os números que explicam porque não houve alívio para o custo de vida da população.
E se os cidadãos ainda não sentiram efeitos práticos da queda da inflação, tampouco isso deve acontecer nos próximos meses. De acordo com informações do IBGE, a partir de agora deverá ocorrer um “realinhamento” dos preços dos alimentos e ao longo de 2018 a inflação deve “voltar à normalidade”, ou seja, não são esperados fenômenos atípicos que deixem o índice muito elevado ou muito baixo.
Além da inflação baixa não ter sido sinônimo de folga no orçamento doméstico, ela também indica o quanto falta para a economia de fato se recuperar. "Na verdade, a inflação em um patamar tão baixo é mais um sintoma da depressão que vivemos, da forte retração da demanda. Atribui-se o feito à safra recorde, mas parecem subestimar os efeitos dos sucessivos aumentos no preço da eletricidade, dos combustíveis e do gás de cozinha, estes últimos controlados pelo governo", afirma o professor do Instituto de Economia da UFRJ e ex diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do IPEA, João Sicsú
O economista aponta, ainda, que entre 2015 e 2016 o Brasil perdeu 7,2% do seu PIB. Com isso, a economia recuou seis anos, para o mesmo patamar que tinha no segundo semestre de 2010.
Outra consequência esperada da queda na inflação, mas não sentida, seria o corte dos juros. No entanto, embora a taxa Selic tenha alcançado o menor nível desde 1986, juros reais seguem acima dos 4%. Com Selic a 14,25%, eles chegaram a 3,2%.
Fora da meta
O sistema de metas de inflação foi criado em 1999 como uma forma de evitar o risco da hiperinflação, que atingiu o país nas décadas de 1980 e 1990 e só foi freada com o Plano Real em 1994. O governo estabelece, para cada ano, uma meta de inflação e com base nela articula ações - como corte ou elevação dos juros, por exemplo - que permitam manter o indicador no prumo.
Quando a inflação foge da banda estipulada, como aconteceu em 2017, o Banco Central precisa se explicar. Na tarde da quarta-feira 10, após a divulgação do dado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma carta aberta foi publicada pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, endereçada ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que também é o presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN), o órgão que define anualmente a meta para a inflação. 
Na carta, o BC afirma que "em vista do comportamento excepcional dos preços dos alimentos no domicílio, decorrentes de choques fora do alcance da política monetária (como a oferta recorde de produtos agrícolas), o Banco Central do Brasil seguiu os bons princípios no gerenciamento da política monetária e não reagiu ao impacto primário do choque".
O Banco Central informou ainda que tem "calibrado" a taxa básica de juros da economia, atualmente na mínima histórica de 7% ao ano, e acrescentou que continuará a fazê-lo "com vistas ao cumprimento das metas para a inflação estabelecidas pelo CMN".
"A inflação já se encontra em trajetória em direção à meta em 2018. No acumulado em doze meses, a inflação ao final de 2017 aumentou 0,49 pontos percentuais em relação ao mínimo de 2,46% observado em agosto do mesmo ano", afirma o texto.
As metas para a inflação dos próximos anos já foram definidas: os mesmos 4,5% para 2018 e 4% para 2019 e 2020, com a mesma tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. O Banco Central estima, de acordo com seu último Relatório de Inflação, que o índice chegará a 4,3% em 2018, a 4,2% em 2019 e a 4,1% em 2020.

Serra e a impunidade dos tucanos

Serra e a impunidade dos tucanos

COTIDIANO
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Serra e a impunidade dos tucanos
Por Luiz Carlos Azenha
Do Viomundo
O ex-diretor da Odebrecht, Luiz Eduardo Soares, disse em depoimento que ajudou a dar destino a R$ 4 milhões de reais do hoje senador José Serra, dinheiro vivo que o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, escondia em casa.
O depoimento de Soares, dado no inquérito 4428, que corre no Supremo Tribunal Federal, coloca em dúvida a versão que circulou durante a campanha de 2010, quando José Serra enfrentou e foi derrotado por Dilma Rousseff.
Leia mais:
Em debate na TV Bandeirantes, Dilma fez menção a Paulo Vieira, que segundo ela havia “fugido com R$ 4 milhões de sua (dele, Serra) campanha”.
Questionado sobre o personagem, até então desconhecido do grande público, Serra disse não conhecê-lo.
Num evento de campanha em Goiânia, afirmou: “Isso é pauta petista. Eu nunca ouvi falar”, para em seguida reforçar, sobre o suposto sumiço de dinheiro: “Nunca ouvi falar disso. Eles (da campanha de Dilma) falam isso para que vocês perguntem”
Foi então que Paulo Preto, entrevistado pela Folha, disparou: “Ele me conhece muito bem. Não se larga um líder ferido na estrada, a troco de nada. Não cometam esse erro”.
Serra, imediatamente, recuou.
No dia seguinte ao evento de Goiânia, já em Aparecida do Norte, disse: “Evidente que eu sabia do trabalho do Paulo Souza, que é considerado uma pessoa muito competente”.
Numa entrevista ao Jornal Nacional, defendeu a contratação da filha de Paulo Preto pelo governo paulista: “Essa menina foi contratada, não por mim, para trabalhar no cerimonial. Ela tinha currículo, sabe dois idiomas, sempre trabalhou corretamente. Só fui saber muito tempo depois que era filha de um diretor. E não é um cargo que tome decisões, como no caso dos filhos da Erenice (Guerra, ministra de Dilma)”.
A jornalista Tatiana Arana Souza Cremonini, filha do diretor da Dersa, foi contratada como assistente técnica de gabinete. O decreto foi assinado pelo governador José Serra em 29 de janeiro de 2007. O salário era de R$ 4.595, com gratificações.
Tatiana era casada com Fernando Cremonini, que em sociedade com a mãe de Paulo Preto, Maria Orminda Vieira de Souza, controlava a empresa Peso Positivo, sub-contratada pelo consórcio Andrade Gutierrez/Queiroz Galvão para obras do Rodoanel.
Outra filha de Paulo Preto, a advogada Priscila Arana, também foi envolvida em controvérsia.
“Paulo Preto contratou a própria filha para defender a Dersa, ao mesmo tempo que advogava para as construtoras. É um aberração, já que era o engenheiro que liberava o dinheiro para as empresas clientes da filha e do governo”, denunciou na época o deputado federal José Mentor (PT-SP).
Para Serra, encerrar o assunto era do interesse de sua campanha.
O ARROGANTE SUPER-HOMEM
A importância de Paulo Preto nos bastidores era óbvia.
Tanto que, num e-mail endereçado a Serra e ao então secretário de Transportes, Mauro Arce, o vice-governador Alberto Goldman reclamou da arrogância de Paulo Preto, no contexto de um desabamento que aconteceu no Rodoanel, em 2009: “Parece que ninguém consegue controlá-lo. Julga-se o Super-Homem”.
Paulo Preto foi exonerado do cargo assim que Goldman assumiu o poder, quando Serra deixou o Palácio dos Bandeirantes para disputar o Planalto.
Ele comandou as principais obras dos tucanos em São Paulo: o trecho Sul do Rodoanel, a ampliação da marginal do Tietê, a construção do Complexo Viário Jacu-Pessego e de trecho da rodovia Carvalho Pinto.
Na campanha de 2010, foi a revista IstoÉ quem forneceu munição a Dilma Rousseff, noticiando o desvio de cerca R$ 4 milhões de dinheiro do PSDB, supostamente arrecadado “por fora” por Paulo Preto junto a empreiteiras.
A informação ganhou ares de veracidade, pois vinha acompanhada de uma declaração do tesoureiro-adjunto e ex-secretário-geral do PSDB, Evandro Losacco, que confirmou que Paulo Preto tinha poder suficiente para arrancar dinheiro de doadores: “Todo mundo já sabia disso há muito tempo. Essa arrecadação foi puramente pessoal, mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder infelizmente ele tinha.”
Em abril do ano passado, a imprensa noticiou a delação de Luiz Eduardo Soares sem que a íntegra do vídeo que reproduzimos acima ganhasse toda uma edição do Jornal Nacional, como merecia.
No dia 17 de abril, o Jornal Nacional dedicou 6 minutos e 18 segundos às acusações contra Serra, mas não reproduziu o trecho em que o delator menciona as malas de dinheiro na casa de Paulo Preto.
É uma omissão surpreendente, já que malas de dinheiro vivo costumam chamar a atenção de repórteres e editores.
Na mesma edição, o JN dedicou 5’39” a supostas tentativas da Odebrecht de evitar o avanço da Lava Jato no governo Dilma, durante as quais a presidenta teria sido informada sobre doações por fora para o PT.
No trecho do vídeo que a Globo utilizou, Luiz Eduardo Soares conta que a contabilidade paralela da Odebrecht registrava os pagamentos a José Serra em nome de “Vizinho”, o codinome do ex-governador paulista, escolhido porque Serra foi vizinho de Pedro Novis, ex-presidente da empreiteira (cujo depoimento também foi utilizado pelo JN).
Luiz Soares descreve detalhadamente os pagamentos feitos a Serra, através de contas de empresas controladas pelo lobista José Amaro Pinto Ramos, amigo de José Serra, fora do Brasil.
Amaro Ramos atuou como lobista da Alstom, grande fornecedora de governos tucanos paulistas. Na Suiça, chegou a ser acusado de lavagem de dinheiro e corrupção de funcionários estrangeiros.
Em 21 de fevereiro de 2011, autoridades suiças encaminharam um dossiê sobre o caso ao Ministério Público Federal de São Paulo, com pedido de oitiva de Amaro Ramos.
Mas o dossiê ficou dormente dois anos e oito meses em alguma gaveta ou escaninho do MPF-SP, levando o caso a ser arquivado na Suiça — e a nunca ser apurado no Brasil.
PROVAS DOCUMENTAIS E ENCONTRO COM PAULO PRETO
Agora, Luiz Soares, o ex-diretor da Odebrecht, apresentou comprovantes das transferências eletrônicas que fez a Amaro Ramos, o amigo de Serra, além de uma planilha (ver abaixo) com os pagamentos relativos ao período de 2006 a 2009, totalizando o equivalente a mais de R$ 10 milhões, sempre em nome do “Vizinho”.
Seriam propinas relativas às obras do Rodoanel, linha 2 do Metrô e rodovia Carvalho Pinto.
A partir dos 8 minutos e 40 segundos do vídeo acima, trecho omitido pelo Jornal Nacional, Luiz Soares narra uma reunião que teve com Paulo Preto em 2010.
O objetivo era tirar das mãos do diretor da Dersa R$ 4 milhões que ele mantinha em casa, em malas.
O encontro foi na sede da Dersa, em São Paulo.
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“Eu entendi que esse dinheiro não era dele e nós estavamos fazendo uma ajuda para alguém reaver o seu dinheiro e colocar num lugar mais seguro”, disse Soares.
O dinheiro foi retirado da casa de Paulo Preto pelo doleiro Álvaro José Galliez Novis, da Hoya Corretora de Valores e Câmbio.
Mais tarde, a Odebrecht depositou U$ 2 milhões numa conta da Suiça em nome de Jonas Barcellos, da Brasif, o que seria a contrapartida pelos R$ 4 milhões retirados em dinheiro da casa de Paulo Preto.
O que a Brasif fez com o dinheiro? Repassou a Serra? Ficou com o dinheiro por “serviços” anteriormente prestados? Pagou cala boca a alguém?
Isso ainda não foi esclarecido.
BRASIF, MIRIAM E FHC
Jonas Barcellos, da Brasif, é o mesmo homem que, em dezembro de 2002, fechou um contrato falso com a jornalista Miriam Dutra, permitindo a ela ganhar sem trabalhar no Exterior até 2006.
Foi mais uma etapa na compra do silêncio da ex-amante de FHC, que vinha desde os anos 90.
Dutra, repórter da TV Globo, foi para a Europa ao se ver grávida depois do affair extraconjugal com o então senador Fernando Henrique Cardoso que poderia, se exposto, retirá-lo da disputa pelo Planalto.
Segundo fontes de Brasília, José Serra teve participação no arranjo.
Em 1997, depois de desistir de retornar ao Brasil, “convencida” por políticos que pretendiam ver FHC reeleito, Miriam comprou um apartamento em Barcelona que precisava de reformas.
Segunda ela contou ao repórter Joaquim de Carvalho, em 2016, quem tratou da reforma foram José Serra e o ex-sócio dele, Gregório Marin Preciado, que é casado com uma prima de Serra.
Uma terceira pessoa com participação no esquema, definida por ela como “operador deles”, Miriam preferiu não identificar.
A essa altura, já se sabia que o filho de Dutra que FHC ajudou a manter fora do Brasil não era dele.
A irmã de Miriam, Margrit Dutra Schmidt, foi funcionária fantasma do gabinete de Serra no Senado.
PAULO PRETO ARRECADOU PARA SI OU PARA SERRA?
A gravação de Luiz Eduardo Soares, contextualizada, abre as portas para especulações interessantes: Paulo Preto arrecadou dinheiro para si junto a empreiteiras ou seu papel de “líder” incluía a tarefa de arrecadar em nome das campanhas do PSDB para em seguida desviar dinheiro para uso pessoal de José Serra no Exterior?
Vazamento recente da delação completa de Pedro Novis, o “vizinho” de José Serra, sugere que o atual senador do PSDB recebeu da Odebrecht mais de R$ 50 milhões entre 2002 e 2012, inclusive “milhões em espécie”.
O doleiro Adir Assad, que também fechou acordo de delação premiada, assumiu que montou um esquema através do qual as empreiteiras pagavam por serviços fictícios a empresas de fachada montadas por ele, que depois de descontar um “pedágio” devolviam o dinheiro.
As empreiteiras, então, usavam o dinheiro devidamente lavado para o pagamento de propinas.
Assad disse a investigadores que ouviu de Paulo Preto que o diretor da Dersa operava em nome de José Serra e do senador Aloysio Nunes Ferreira.
Foi Aloysio Nunes quem levou Paulo Preto a seu primeiro cargo em governos tucanos, como assessor especial da Presidência no segundo mandato de FHC (1998-2002).
A proximidade entre os dois foi escancarada quando se revelou que, em 2007, Paulo Preto emprestou 300 mil reais a Aloysio para que o então ex-deputado federal comprasse um apartamento no Higienópolis, bairro nobre de São Paulo.
Do total, 250 mil vieram da filha advogada de Paulo Preto, Priscila — ela mesma, a que trabalhou para empreiteiras enquanto elas construiam o Rodoanel sob o comando… do pai.
Aloysio diz que pagou tudo de volta, mas sem juros.
Segundo nota publicada na Folha de S. Paulo, Adir Assad chegou a dizer a investigadores que Paulo Preto mantinha um quarto de seu apartamento apenas para guardar dinheiro, à la preposto do ex-ministro Geddel Vieira Lima, em Salvador.
Adir Assad disse ter repassado R$ 100 milhões a Paulo Preto durante o governo Serra (2007-2010).
SILÊNCIO ENSURDECEDOR
Miriam Dutra abriu o bico em entrevistas, denunciando FHC. Prometia contar tudo.
Chegou a chamar o ex-presidente de velhaco, como relatou Joaquim de Carvalho, depois que um agente da Polícia Federal conseguiu ligar para marcar um depoimento dela, na Espanha:
Com certeza, foi aquele velhaco que deu o telefone do Tomás para a polícia, para que ele informasse o meu número. É assim que ele age. Ele tem meu número, mas prefere não se comprometer e pede que outros façam o serviço por ele. Envolve o meu filho nesses assuntos, e isso é difícil de perdoar. Velhaco!
De repente, numa viagem ao Brasil, Miriam atenuou seu discurso, mentiu numa entrevista televisiva e… se calou.
Paulo Preto, por sua vez, mandou o recado do “líder” caído na estrada e… desde então mantém o silêncio.
No final do ano passado, um advogado negou especulações de que o ex-diretor da Dersa faria acordo de delação.
“Esquecido” uma vez num escaninho do MPF, o que lhe garantiu impunidade, José Amaro Pinto Ramos não tem motivos para acreditar que agora será diferente.
José Serra e Aloysio Nunes negam todas as acusações.
FHC, como nunca deixou de fazer, pontifica sobre o futuro da Nação em generosos espaços da mídia.
Serra é senador da República e possível candidato a cargo majoritário em 2018.
Aloysio Nunes é ministro das Relações Exteriores.
Não há nada, absolutamente nada como ser tucano paulista no Brasil.
Planilha-banco-generale
Ordens-executadas-2007

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Movimentos e entidades sindicais lançam campanha "cadê a prova?" em defesa de Lula


Movimentos e entidades sindicais lançam campanha "cadê a prova?" em defesa de Lula

Campanha destaca inocência de ex-presidente e reforça defesa pelo direito à candidatura do petista em 2018

Brasil de Fato | Brasília (DF)
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Ouça a matéria:
Condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, Lula será julgado pela 8ª Turma do TRF-4 no próximo dia 24, em Porto Alegre / Antonio Cruz/Agência Brasil

Movimentos sociais e entidades sindicais lançaram, nessa segunda-feira (9), a campanha "Cadê a prova?", numa tentativa de massificar o movimento em defesa da inocência do ex-presidente Lula. O petista será julgado no próximo dia 24, no Tribunal Regional Federal (TRF) 4, em Porto Alegre, por conta do processo conhecido como o "caso do tríplex". 
De acordo com o vice-presidente nacional do PT, Alexandre Padilha, o nome escolhido para a campanha é uma provocação em referência à ausência de provas substanciais que justifiquem a acusação contra o ex-presidente.
"Fala-se muito de condenação, mas nenhum juiz nem a Rede Globo, ninguém mostrou qual é a prova. Queremos fazer um diálogo com cada cidadão brasileiro. Não só aqueles que defendem o presidente Lula, mas todo e qualquer cidadão [pra saber] se ele acha justo alguém ser condenado sem qualquer tipo de provas", afirma Padilha.
A campanha terá como estratégia a distribuição de banners e cartazes pelo país, além da divulgação de vídeos e outros materiais nas redes sociais. Entre os argumentos apresentados pelos organizadores, está o de que a Justiça estaria agindo politicamente no caso porque as cerca de 80 testemunhas que foram ouvidas inocentaram o ex-presidente.
Além disso, em manifestações recentes, o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, elogiou publicamente, antes de ler o processo, a sentença de condenação de Lula dada pelo juiz Sérgio Moro. O petista será julgado pela 8a Turma do Tribunal. 
"É como se fosse um juiz que fosse apitar o jogo e já entrasse com a camisa de um dos times", critica Padilha.
A dirigente nacional da CUT, Central Única dos Trabalhadores, Maria Faria Godoi considera que a conscientização da população sobre a inocência de Lula é algo que vai além da defesa do petista. 
"Lula transcende a questão da pessoa Lula e da questão de um ex-presidente. Ele significa pra nós toda uma conquista de um processo de democracia neste país, de inclusão social, de cidadania que vinha sendo construído", argumenta.
Eleições 2018
Para os organizadores da campanha, as acusações contra Lula objetivam a exclusão dele das eleições presidenciais deste ano. O petista é constantemente apontado em pesquisas de opinião como o candidato de preferência da população.
Para a Confederação de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), uma das articuladoras da campanha, a defesa do ex-presidente diz respeito a um processo de resistência democrática. 
"E não se trata simplesmente de defender o Lula presidente, porque nós vamos ter, provavelmente, outras candidaturas no campo progressista, mas defendemos o direito de ele ser candidato por uma questão de democracia. Essa é a principal trincheira da atividade de luta que nós vamos ter neste momento", pontua o dirigente nacional da CTB Ronaldo Leite.
Edição: Vanessa Martina Silva