sexta-feira, 2 de março de 2018

VERISSIMO: GOLPE DE 64 E INTERVENÇÃO DE 2018 MOSTRAM MANIA DE RECORRER A MILITARES

LULA: “NÃO TENHO MEDO DE NADA E VOU ATÉ O FIM”

ESQUERDAS CRIAM COMITÊ INTERNACIONAL EM DEFESA DE LULA E DA DEMOCRACIA

Fachin põe Temer em inquérito. Precedente para “todo poder à polícia”

Fachin põe Temer em inquérito. Precedente para “todo poder à polícia”

Edson Fachin mandou incluir Michel Temer nas investigações sobre as propinas pagas pela Odebrecht a políticos.
E quem investiga é a Polícia Federal.
Um bom teste para saber se ainda está “tudo dominado” na PF, se lá parar.
E, se andar, mais um passo para sermos governados pela Polícia, o que é muito pior do que as ameaças militares de que há alguns esboços desenhados no futuro.
País nenhum entrega assim suas estruturas de governo aos ambientes policiais.
Temer, claro, tem todo o “desmerecimento” para virar alvo disso.
Mas isso torna letra morta a restrição a processar um presidente da República – qualquer presidente da República – sem autorização legislativa, como está na Constituição.
O velho Brizola usava uma palavra que, confesso, tive de ir ao dicionário para entender: contubérnio.
Amigação, convivência, mancebia.
É a coisa mais comum entre instituições judiciais e para judiciais, como a Polícia e o MP.
Abstraia-se o fato de Michel Temer ser uma das mais desprezíveis criaturas que já habitou aquele Palácio e você verá que qualquer presidente poderá, agora, por combinação destes fatores, ser levado à destruição política pela vontade de apenas três pessoas: delegado, promotor e juiz.
De que adianta respeitar a proibição de “ser responsabilizado” numa sentença ou ação e, ao mesmo tempo, levar ao “indiciamento” – que não é responsabilização penal mas, politicamente, quem na prática a força de uma – de um chefe de Estado.
Muito cuidado ao justificar o estado policial  por aquele a quem ele persegue.
Se tolerado, este poderá ser qualquer um, inclusive aquele que o povo eleger.

Vox: maioria quer Lula na disputa e vê sua condenação como ‘politica’

Vox: maioria quer Lula na disputa e vê sua condenação como ‘politica’

56% das 2 mil pessoas entrevistadas pela Vox Populi em pesquisa encomendada pela Central Única dos Trabalhadores acham que “o processo e a condenação de Lula foram políticas, pois muita
gente não gosta dele”, enquanto 32% crêem que “foi um processo normal, sem se misturar com política”.
Quase o mesmo percentual, 54%, acham que o ex-presidente “deveria poder se candidatar a presidente na próxima eleição” contra 37% que pensam que ele deveria ser impedido de se candidatar.
Um pouco maiores ou menores que sejam, são números que deixam claro o impasse que será uma eleição presidencial da qual se retire Lula tendo como argumento uma condenação que metade da população ou mais vê como  motivada por razões políticas.
Algo que só se agravará com a eventual prisão do ex-presidente, que a fúria lava-jateira exige para ontem e que só vai aumentar esta percepção, mesmo escorada numa decisão do STF que modificou – com endereço certo – a jurisprudência de mais de um século.
Metade do Brasil acha que Lula não deveria ser preso e que deve ser julgado nas urnas. Um terço acha que deve e que deve, também, ser impedido de participar do pleito.
Dá para ver, por estes indicadores, que as opiniões pouco o nada têm a ver com o que se poderia, formalmente, se dizer Justiça. Entre os que querem vê-lo candidato estão os que o apoiam e os ainda acreditam nas formas democráticas de decisão política, enquanto os que o querem fora da eleição desejam que triunfe o lado sem voto, extirpando-se a fórceps da disputa aquele que os tem.
É uma equação que não fecha mas que, ao contrário, abre uma ferida que vai sangrar e infeccionar qualquer governo que saia das urnas de outubro, de deles se amputar um candidato favorito.
E com um Judiciário que não quer pacificar conflitos, mas estimulá-los e ter, com isso, cada  vez mais poder, não pode acabar bem.
PS: a pesquisa da Vox está na íntegra aqui.

A “jogada” dos R$ 42 bilhões para a segurança

A “jogada” dos R$ 42 bilhões para a segurança

Ontem, logo após do anúncio dos fantasiosos R$ 42 bilhões em empréstimos para a reestruturação da área de segurança pública, escreveu-se aqui que este dinheiro não existiria, na prática, menos ainda no curto prazo. Hoje, o repórter Rodrigo Viga Gaier, da Reuters, detalha tudo o que foi dito aqui, numa comprovação da natureza meramente demagógica do anúncio feito ontem por Michel Temer:
Os Estados terão dificuldades e limitações legais para contrair novos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investimentos na área de segurança, disseram três fontes do banco após o anúncio da criação de uma linha de financiamento para ações na área.
Segundo as fontes, que falaram sob a condição de anonimato, a maioria dos Estados brasileiros tem problemas fiscais, endividamento elevado perante sua receita corrente líquida, estão no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e com uma exposição elevada junto ao próprio BNDES.(…)
Para as fontes do BNDES, o anúncio pode ter tido um viés político eleitoral e que será preciso encontrar uma criatividade política para viabilizar as liberações.
“Ninguém entendeu que 42 bilhões são esses… parece algo político. Só tem um Estado que ainda tem condições de tomar dinheiro no BNDES, que é o Espírito Santo, e, só pode tomar pouco. Os demais já estão no limite de crédito com o banco ou em situação de inadimplência”, disse uma das fontes.
“Vai ter um monte de governador pedindo e vai se criar um desconforto porque o banco vai ter que negar, uma vez que não tem limite para tomar. Vai gerar um enorme ruído”, acrescentou essa fonte.
O “de mestre” é, certamente, discutível. Mas que a preocupação de Temer com a Segurança, da qual se tornou arauto tardio, é “jogada”, é fora de questão…

VÍDEO – “Pode haver um ou dois vazamentos, mas não sou responsável”: o show de cinismo de Moro em Nova York.


VÍDEO – “Pode haver um ou dois vazamentos, mas não sou responsável”: o show de cinismo de Moro em Nova York. Por Kiko Nogueira

 
Moro na feira da AS/COA com o mediador Brian Winter
Foi necessário que Sergio Moro viajasse a Nova York para ser interpelado sobre por que a Lava Jato vaza tanto para a mídia.
Em sua palestra na AS/COA, Moro foi questionado por uma jornalista da CNBC sobre as reclamações de advogados sobre as ilegalidades e a “metodologia” lavajatista.
Ela menciona os depoimentos passados para a imprensa “em questão horas”. “Seu departamento faz isso?”, pergunta. “É proposital?”
[no vídeo abaixo, a partir do minuto 38]
A resposta de Moro é um show de cinismo.
“Algumas vezes se faz uma confusão entre vazamentos e julgamentos públicos”, começa ele.
“Pode haver, durante a investigação, um ou dois vazamentos, mas posso garantir que não sou responsável por nenhum. E é muito difícil fazer uma investigação sobre vazamentos.”
Visivelmente desconfortável, ele olha para o mediador Brian Winter, da revista Americas Quarterly, editada pelos donos do evento, lembrando o caso Watergate. “Quanto tempo para descobrir o responsável?”
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Pobre Deep Throat, que não tem absolutamente nada a ver o que é feito no Brasil pelo MP.
Na defensiva, desafinando, ele alega que acha “errado ter essa atenção sobre os vazamentos” diante da “corrupção”.
“Uau. O problema são eles ou o comportamento criminoso dessas pessoas? Mas, de novo, sou contra os vazamentos. Como juiz, eu tenho que obedecer a lei estritamente, mas não vejo os vazamentos como o maior problema nesse caso”.
A divulgação de informações sigilosas, que por lei deveriam ser mantidas em segredo, ocorre desde o início da operação. É sistemático.
Para citar apenas dois exemplos, a divulgação da delação de Delcídio do Amaral na Istoé foi instrumental para a deterioração da situação política do governo Dilma. A de Leo Pinheiro, da OAS, envolvendo o ministro Dias Toffoli, do STF, saiu na Veja.
Apesar do que disse nos EUA, Moro liberou para o Jornal Nacional o grampo da conversa entre Lula e Dilma em 2016, quando o e ex-presidente acabava de ser nomeado para o cargo de ministro da Casa Civil.
“Não me arrependo de forma nenhuma, embora tenha ficado consternado com a celeuma que a divulgação causou”, disse em entrevista num convescote da Veja.
“As pessoas têm ilusões sobre alguns ídolos, mas é hora de verem a verdade”, afirmou à plateia americana.
A verdade está lá fora, já gosta o pessoal do Arquivo X.