terça-feira, 20 de março de 2018

STF ameaça atropelar Carminha na prisão em 2ª instância

Acessem: 

https://www.youtube.com/watch?v=m25PRqsC-lA

"A Globo é contra tudo o que Marielle defendia"

Acessem: 

https://youtu.be/439-VRcxjQU

A Farsa do 11 de Setembro


TERÇA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2011


A Farsa do 11 de Setembro

Sempre estou recebendo textos e endereços de vídeos sobre os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 mas, este vídeo que me enviaram foi o que melhor argumentou aquela tragédia que mudou o rumo da história.

Se você for daqueles que acredita em tudo que a televisão mostra sem  nenhuma autocrítica e aconselhável a não assistir este vídeo embora, os argumentos utilizados pelos jornalistas são difíceis de se derrubarem.


https://youtu.be/2FqNePqTsGg

Texto relacionado:
Mentindo mas, falando somente a verdade!!!

Este vídeo me foi indicado por:
PERNAMBUCANO FALANDO PARA E COM O MUNDO

Marco Aurélio sobre Moro: "Tempos estranhos. Juiz de primeiro grau fazendo apelo a ministro do Supremo"

Ministro do STF critica apelo de Moro a favor da prisão após 2ª instância

Postado em 20 de março de 2018 às 5:21 pm
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou, nesta terça-feira (20), o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, após ele dizer, em uma decisão judicial, que uma eventual mudança no entendimento da execução de pena para condenados em segunda instância por parte do STF seria “desastrosa”. “Tempos estranhos. Juiz de primeiro grau fazendo apelo a ministro do Supremo”, disse Marco Aurélio

Ao decretar a prisão do empreiteiro Gerson Almada, da Engevix, Moro citou os nomes dos .ministros do STF que podem votar pela revogação do entendimento anterior.
“Espera-se, enfim, que a jurisprudência que nos permitiu avançar tanto e que é legado do ministro Teori Zavascki não seja revista, máxime por uma Corte com o prestígio do Supremo Tribunal Federal e por renomados ministros como Rosa Weber, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski”, diz trecho do despacho do juiz.
Para Moro, a revisão da decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal “não só comprometeria novas prisões de condenados poderosos em segunda instância por crimes graves, mas afetaria a efetividade de dezenas de condenações” por corrupção e lavagem de dinheiro em todo o país.
Segundo ele, a liberdade seria concedida sem qualquer avaliação das provas, o que significaria conceder a criminosos tempo para que busquem prescrição e impunidade “a custa da credibilidade da Justiça e da confiança dos cidadãos de que a lei vale para todos”.

Marielle: operacões de mídia, anunciação e necropolítica


Marielle: operacões de mídia, anunciação e necropolítica

O necropoder se apropria da potência, e por isso os mesmo heróis celebrados pela mídia são os elementos matáveis para o Estado. Ao mesmo tempo o discurso em torno da difamação, das fake news e pró direitos humanos atingem um limiar com a massificação da comoção em torno do assasinato de Marielle Franco

Ivana Bentes. Texto para Revista Cult

https://revistacult.uol.com.br/home/marielle-operacoes-de-midia-necropolitica/




A comoção gigantesca por Marielle, um fenômeno nas redes e nas ruas, para além dos que partilhavam das suas lutas, viralizou e se globalizou, levando junto valores que hoje vão na contramão do retrocesso político que vivemos.
A reação das mídias corporativas foi imediata: Fantástico, RJ TV e Jornal Nacional novelizaram a execução de Marielle Franco. Traçaram um perfil humano e digno da vida da vereadora, apresentando-nos sua família, sua filha e sua mulher embaladas para um consumo anestesiante – como fizeram com parte da indignação de 2013, canalizada para o golpe de 2016. Mas as coisas são mais complexas que isso, e é possível mesmo celebrar a posição da Globo à esquerda da direita!
O Fantástico – e a cobertura massiva do assassinato político – faz o que é possível para colar os arquétipos de sua teledramaturgia ao carisma de Marielle, à sua cara iluminada, ao seu sorriso lindo, de jovem negra vitoriosa vinda da favela contra o poder de morte do Estado.
O capitalismo trabalha com a potência e se apropria dela. Sempre houve uma bipolaridade no tratamento da Globo a questões de comportamento e imaginário, e do embate econômico-político: são liberais no comportamento (no que se refere a homoafetividade, a comportamentos disruptivos da juventude, à cultura trans, a potência ligada aos desejos), e traduzem isso como a “periferia legal”, o “novo”, o “hype”.
A perversão está no fato de que os mesmos sujeitos do discurso e da potência, transformados em personagens de um multiculturalismo não-problemático, são os “elementos suspeitos” matáveis para o Estado, para a polícia e para o exército, que recebem respaldo da mídia.
A negra linda e descolada, as “marielles” politizadas, as minas pretas com seus cabelos coloridos, o jovem hype da periferia, eles são os mesmos que são matáveis! Essa “dissociação” é perversa! Dissociação cognitiva, política, uma operação de mídia e de linguagem..
Temos sim que celebrar a posição da Globo contra a difamação, as fake news, o discurso de ódio e a apresentação pedagógica da cartilha dos direitos humanos para um contingente que faz apologia da barbárie. Não adianta achar que o PSOL não deveria colaborar com a Globo, e nem que suas lideranças não deveriam aparecer no Fantástico! Seria desinteligente! Ainda mais com a audiência gigantesca que tiveram, pis sabem vocalizar a potência dos corpos e do imaginário. Vamos “aprender” criticamente com a Globo, com a publicidade e com Hollywood a tal da disputa das narrativas.
Nossas lutas e corpos são a matéria dos sonhos, são a matéria do imaginário, e é isso que os novos movimentos políticos podem buscar. Esse é o novo ativismo que passa pela comoção e pelos afetos potentes, pela renovação da linguagem. É isso o que vejo na Mídia Ninja, nos coletivos de arte e urbanismo; é o que podemos ver em uma campanha como a de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara, na cara dos cotistas dentro das universidades, no funk, no hip-hop, no jongo, nas culturas explosivas e disruptivas. Os corpos que sofrem o poder e transformam as forças mais hostis em potência.
Na mídia, a distorção vem depois. Dissociada, mais uma vez: ao final da edição do Fantástico, do Bom Dia Brasil, do RJ TV, do Jornal Nacional desta segunda aparecem matérias redentoras sobre os bilhões do governo Temer para a intervenção no Rio, conectando Marielle a uma operação que combatia.
Acende-se uma vela ao imaginário contemporâneo das lutas e ao necropoder, o poder de morte do Estado brasileiro, conectando Marielle a uma operação que combatia: a intervenção militar no Rio de Janeiro. A denúncia de Marielle de possíveis crimes cometidos por policiais, sua posição crítica diante da intervenção militar no Rio, liga-se, então, a uma solução mágica: mais recursos para a própria intervenção! Mais recursos para o necropoder!
A morte de Marielle está em disputa por muitas lutas! Os conservadores, liberais, a extrema-direita, a Globo, todos querem surfar nesse acontecimento que desequilibra, pela sua brutalidade, as narrativas pré-eleições. Esse acontecimento prova que chegamos num ponto sem retorno para avançar nos movimentos pela consolidação dos direitos humanos no Brasil, os movimentos contra o racismo, o machismo, o genocídio dos jovens negros das periferias; contra esse mesmo necropoder que a matou.
Meritocracia e racismo
Marielle Franco performou uma trajetória de superação que os brancos amam contar para dizer que temos todos as mesmas oportunidades. Marielle superou o contexto onde foi criada (a favela), o racismo, o machismo; fez uma universidade, se formou, foi eleita com votação extraordinária e se tornou representante parlamentar de um contingente de pessoas e grupos, vereadora do Rio de Janeiro! Fez todo o percurso singular e raro, “a jornada do herói” como define a narratologia.
Foi executada exatamente por isso, por ser uma negra vencedora. Por ser uma mulher linda e potente, vinda da Maré, que ousou denunciar tudo o que já sabemos sobre a necropolítica. Muitos homens fizeram essas denúncias antes, mas uma mulher negra e vinda da favela não podia. Por que as marielles são matáveis, mesmo sendo uma parlamentar? Mesmo tendo encarnado de forma meritocrática a definição de uma mulher negra bem-sucedida?
O Brasil não para de produzir autoprofecias macabras que, anunciadas diariamente, buscam intimidar, calar e violar. Entretanto, alguns corpos e sujeitos estão na linha de frente desse massacre, mesmo aqueles que “venceram” a corrida de obstáculos de um capitalismo neo escravocrata (já que a meritocracia não apaga o racismo).
As polarizações, diferenças e disputas silenciaram por um dia diante da brutalidade do assassinato de Marielle. Vimos muitas jovens negras que multiplicavam o perfil da vereadora, com cabelos crespos e coloridos, pela praça e pelas ruas laterais lotadas do centro do Rio, criando a sensação de que ela estava entre nós. É contra essa anunciação que a mataram: esse contingente de marielles insurgentes; toda uma nova geração de mulheres que, no meio da tristeza e da comoção, traziam ânimo e faziam pensar.
Necropolítica
Achille Mbembe, filósofo e cientista social, atualizou o conceito de biopoder de Michel Foucault para fenômenos da periferia do capitalismo, mostrando como a passagem da biopolítica, a produção da vida e da subjetividade pelo capitalismo e seus dispositivos, atinge a necropolítica, uma política centrada na produção da morte em larga escala, visível nas guerras urbanas, territorializadas e também nômades, nas periferias e guetos do mundo contra minorias, migrantes, negros, mulheres.
A necropolítica diz quem deve viver e quem deve morrer, quem são os sujeitos matáveis e que são desprovidos de status político, não-sujeitos reduzíveis ao biológico e ao desumano. Uma série de políticas de extermínio que vemos em ação contra a juventude negra nas periferias do Brasil e do mundo.
O neoliberalismo chegou a um ponto que, para  manter os processos de assujeitamento e exploração, precisa passar pelo extermínio de grupos, como um sistema neo escravocrata e um capitalismo mafioso. Da exclusão ao extermínio, há o processo que nunca deixou de operar em um Estado que usa a força e a repressão para vender os interesses do capital.
Temos aqui duas faces do poder e da produção de subjetividades: as máquinas que se apropriam da potência dos corpos e sujeitos e que não necessariamente proíbem, aniquilam e reprimem; o sistema midiático e a sociedade de consumo tal qual conhecemos como poder soft que disputa imaginários, e o necropoder que desumaniza e aniquila.
O mais chocante, e o assassinato de Marielle Franco explicita isso, é perceber quando a máquina de sedução, linguagem e apropriação da potência pode se associar a esse poder de aniquilamento, produzindo mortes reais e mortes simbólicas. #mariellepresente
Revista Cult 












Lula, o criador de Universidades, inclusive a UNIPAMPA destinada aos eternos excluídos: os assentados e agricultores familiares

Direto do campus da Unipampa em Bagé, inicia a caravana pelo Sul. A foto é um registro do presidente na cidade em 2005, qdo anunciou a criação da Universidade! Hj são 10 campi na região, mais de 900 profs e 15 mil alunos.

Lula abre caravana com visita a universidade pública voltada a filhos de assentados O EXTRAORDINÁRIO LULA

UNIPAMPA

Lula abre caravana com visita a universidade pública voltada a filhos de assentados

Unipampa é uma alternativa pública e gratuita para formação de filhos de assentados e agricultores familiares

Brasil de Fato | Bagé (RS)
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A Unipampa tem 10 campi espalhados pelo Rio Grande do Sul, e foi criada com a perspectiva de oferecer educação pública e gratuita. / Ricardo Stuckert
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou às dez horas da manhã desta segunda-feira (19) no aeroporto de Bagé, Sudoeste do Rio Grande do Sul, para iniciar uma caravana de 11 dias pelos três estados do sul. Com ele, estavam a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), os ex-governadores Olívio Dutra (PT) e Tarso Genro (PT), e lideranças de movimentos populares no interior gaúcho.
Esta é a quarta etapa do projeto "Lula pelo Brasil", que percorreu as regiões Nordeste e Sudeste do país, além de uma jornada específica pelo interior de Minas Gerais.
Legado
A primeira parada da etapa Sul da caravana foi no campus da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) em Bagé, inaugurada pelo próprio Lula em 2006.
A Unipampa tem 10 campi espalhados pelo Rio Grande do Sul, e foi criada com a perspectiva de oferecer educação pública, gratuita e de qualidade a filhos de assentados rurais e agricultores familiares. Antes dos anos 2000, segundo o ex-presidente, o ensino superior era privilégio dos descendentes de latifundiários.
"Nesse país, a elite nunca quis que o povo mais pobre tivesse acesso à educação", afirmou Lula durante a visita a universidade. "A maior prova disso é que todos os países vizinhos tiveram universidade no século 19, e nós só tivemos no século 20. A elite mandava seus filhos estudarem na Europa, e o povo pobre mal e porcamente terminava o segundo grau. Na cabeça deles, nós só servíamos para trabalhar", observou.
Para Diana Paula Salomão de Freitas, professora em Licenciatura na área de Educação, a Unipampa é uma realidade. "Tenho alunos de assentamentos, que antes não se reconheciam [enquanto população do campo]. Anos depois acabaram fazendo trabalhos de conclusão de curso valorizando a realidade de onde vinham", comenta.
Lula chegou ao campus às onze e meia e foi recebido por milhares de apoiadores. Em seguida, visitou um laboratório de energia recém-inaugurado.
A passagem do ex-presidente pela Unipampa foi mais breve que o planejado, devido à grande aglomeração de pessoas que disputavam uma "selfie" ou um abraço do petista.
Nara Oliveira é graduada e fez especialização no campus de Bagé. Hoje, ela é estudante de mestrado e valoriza o legado do ex-presidente: "Tenho 52 anos e faço parte de uma geração que um dia sonhou com uma universidade federal. Quando o então presidente Lula assinou o decreto de criação da Unipampa, isso aqui era só mato. É surreal. A importância dessa universidade é a possibilidade de formar seres emancipados, livres, que pensam por si sós".
A próxima parada da caravana será em Santana do Livramento, na tarde desta segunda-feira, para uma conversa pública com o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica.
Edição: Luiz Felipe Albuquerque