sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Correio Braziliense: Empresa vende disparo no whatsapp a 3 centavos e promete 250 milhões de mensagens por dia

Correio Braziliense: Empresa vende disparo no whatsapp a 3 centavos e promete 250 milhões de mensagens por dia
Roberto Jayme/Ascom/TSE
DENÚNCIAS

Correio Braziliense: Empresa vende disparo no whatsapp a 3 centavos e promete 250 milhões de mensagens por dia


19/10/2018 - 18h24

Reprodução Correio Braziliense
Esquema de mensagens pró-Bolsonaro será investigado pelo Ministério Público
Suposta ajuda para impulsionar notícias favoráveis a Jair Bolsonaro na internet será investigada. TSE puniu empresário com multa de R$ 10 mil. O Correio teve acesso a mensagens de empresas que oferecem disparos de mensagens para candidatos
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tinha todos os indícios de que os impulsionamentos irregulares em redes sociais estavam ocorrendo durante a campanha eleitoral a favor de candidatos.
No mês passado, o órgão multou o empresário Luciano Hang em R$ 10 mil por contratação de patrocínio citando favoravelmente a Jair Bolsonaro (PSL).
Além disso, especialistas procuraram a Corte para detalhar como o esquema de empresas especializadas em disparos de mensagens via WhatsApp funcionava durante a eleição.
Um dos casos foi denunciado em reportagem de ontem da Folha de S. Paulo — motivo da apresentação de ações contra a candidatura do militar reformado.
O Correio teve acesso a mensagens de empresas que oferecem disparos de mensagens para candidatos.
“Aqui vai a melhor dica para chegar lá nas eleições”, diz a propaganda para marqueteiros eleitorais.
“São disparos que atingem 100% das pessoas com celular, o que corresponde a 99% dos eleitores.”
Tal ação não é permitida pela legislação, com o objetivo de evitar o abuso de poder econômico.
As empresas oferecem o disparo para uma base de dados própria, o que também é proibido pelo TSE.
Os bancos com cadastros de eleitores só podem ser criados pelos próprios partidos, candidatos e coligações.
Hang, dono das lojas Havan, foi condenado pelo TSE por impulsionar conteúdo a favor de Bolsonaro no Facebook.
O assunto foi julgado em uma das sessões da Corte. Os ministros entenderam que, apesar de o candidato do PSL ser beneficiado com a ação, não sabia do ato ilegal, portanto, não o puniram.
A representação contra os atos do empresário foi protocolada pela Coligação para Unir o Brasil, do candidato Geraldo Alckmin.
Por unanimidade, os ministros entenderam que a legislação proíbe expressamente qualquer tipo de veiculação de propaganda eleitoral paga na internet, como uma forma de evitar a interferência do poder econômico.
“A lei estabelece que pessoa física não pode fazê-lo (o impulsionamento), por um motivo muito simples: é que seria absolutamente impossível avaliar, na prestação de contas (do candidato), as inúmeras pessoas que contratariam diretamente o impulsionamento”, explicou o relator do caso, ministro Luís Felipe Salomão, em seu voto.
Procurada pela reportagem, a assessoria de Bolsonaro não se pronunciou sobre o assunto. O jornal não conseguiu contato com Luciano Hang.
Pistas apresentadas
Em entrevista ao Correio, o marqueteiro Marcelo Vitorino, responsável pela campanha digital de Alckmin, afirmou que todos as informações sobre o uso irregular das bases de dados, impulsionamento e disparos eram de conhecimento do TSE. “Todos as pistas de que isso ocorreria foram apresentadas, mas não se fez nada. Quem perde com isso é o eleitor, que acaba ludibriado.”
Segundo ele, há menos de 50 empresas capazes de enviar mensagens em massa no Brasil, e que não seria tão difícil de se acompanhar ou investigar.
Por outro lado, o Ministério Público e a Polícia Federal devem iniciar investigações sobre o suposto pagamento de impulsionamento a favor de Bolsonaro por empresários, o que é proibido por lei.
Três ações sobre irregularidades na campanha dele pela internet foram apresentadas ontem à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e ao TSE: do PT e dos deputados Jean Wyllys (PSol-RJ) e Jorge Solla (PT-BA).
As medidas judiciais ocorrem após o jornal Folha de S. Paulo ter informado que empresários teriam comprado pacotes de disparos em massa de mensagens pró-Bolsonaro e contra o PT no aplicativo WhatsApp.
De acordo com a reportagem, sai por R$ 12 milhões cada contrato, firmado com agências de comunicação especializadas em redes sociais.
A empresa Quickmobile — que trabalhou para Dilma Rousseff (PT) na eleição de 2014 — é apontada como uma das agências contratadas.
Em seu site, a empresa informa que possui “uma ferramenta de comunicação dinâmica, com baixo custo, simples de ser utilizada, com a possibilidade de personalização da mensagem e com garantia de entrega e a certeza de leitura da mensagem enviada”.
Procurada pela reportagem, a Quickmobile não retornou as ligações.
Apoio
Entre os envolvidos, de acordo com a publicação, está Luciano Hang.
Por meio das redes sociais, Hang disse que desafia que “mostrem qualquer contrato dele com as empresas de WhatApp”.
Bolsonaro, pelo Twitter, negou ter solicitado ajuda financeira.
“Apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita. Sempre comprando consciências. Um dos ex-filiados de seu partido de apoio, o PSol, tentou nos assassinar. Somos a ameaça aos maiores corruptos da história do Brasil. Juntos resgataremos nosso país”.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que vai aguardar o andamento do caso na Justiça, e evitou comentar sobre eventuais investigações.
“O direito à denúncia é de qualquer candidato. Quem decide se essa denúncia vai ser ou não acatada é a Justiça”, disse. O próprio TSE prometeu uma coletiva hoje para falar sobre o assunto.
Para o advogado eleitoral Renato Ribeiro, as suspeitas lançadas contra o candidato do PSL “são gravíssimas” e precisam ser apuradas.
É indispensável, porém, que se apresentem provas de que as empresas efetivamente pagaram pela difusão das informações.

Em meio a escândalo de caixa dois de Bolsonaro, TSE adia pronunciamento ATÉ QUANDO?kkkkk

19 DE OUTUBRO DE 2018, 16H36

Em meio a escândalo de caixa dois de Bolsonaro, TSE adia pronunciamento

O próprio aplicativo de mensagens que era usado para propagar as fake news já notificou às agências envolvidas no esquema
Foto Fernando Frazão/Agencia Brasil
Depois de o jornal Folha de S.Paulo ter revelado o esquema de caixa dois da campanha de Jair Bolsonaroo (PSL), no qual empresários financiaram uma rede de notícias falsas para serem compartilhadas no WhatsApp contra o PT, era esperado que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se pronunciasse o quanto antes, já que o segundo turno das eleições está marcado para daqui a pouco mais de uma semana. Porém, nada foi feito até a tarde desta sexta-feira (19).
O próprio aplicativo de mensagens que era usado para propagar as fake news já notificou às agências envolvidas no esquema. O WhatsApp exigiu também que elas parem de usar números de celulares obtidos pela internet para aumentar o alcance dos grupos na rede social. Além disso, o aplicativo também baniu as contas associadas a essas agências. Uma delas foi a de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), filho do candidato à presidência.
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Mesmo a empresa já tendo feito sua parte, o TSE ainda não se pronunciou e a demora chegou até a virar meme nas redes sociais. “Quem demora mais pra se pronunciar? O TSE ou a Anitta?”, brincou um usuário. Pessoas públicas também comentaram sobre o assunto. O jornalista Kennedy Alencar disse: “A omissão e a lentidão da Justiça e do Ministério Público diante de uma notícia que alertava sobre crime eleitoral destoam da celeridade dessas instituições nos últimos anos”.
Um dos candidatos no primeiro turno das eleições presidenciais, Guilherme Boulos (Psol) também se pronunciou nas redes: “No meio do escândalo do caixa dois de Bolsonaro, o TSE se esconde como um avestruz. Adiou o pronunciamento público de hoje para domingo. Em momentos decisivos, o silêncio significa cumplicidade”.
“A procuradora-geral da República [Raquel Dodge], a presidente do TSE [Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber] e as demais autoridades estavam onde, quando receberam essas denúncias, e não adotaram as providências necessárias para evitar que o processo eleitoral brasileiro chegasse ao [ponto] que chegou esta semana?”, perguntou Darci Frigo, vice-presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH).

Jornalista que denunciou esquema de Bolsonaro está sendo ameaçada ESTAMOS SOLIDÁRIOS À JORNALISTA

Jornalista que denunciou esquema de Bolsonaro está sendo ameaçada

Publicado em 19 outubro, 2018 9:22 am
A jornalista Patrícia Campos Mello da Folha de S. Paulo denunciou o esquema de impulsionamento de fake news no WhatsApp por parte de empresas na campanha de Jair Bolsonaro. O dinheiro pago na prática ilegal chega ao montante de 12 milhões de reais e envolveu até a companhia Havan de Luciano Hang. Por conta da reportagem, Patrícia passou a ser alvo de ataques nas redes sociais dos apoiadores do ex-capitão.
Depois da publicação da reportagem começaram os ataques subindo hashtag #FolhaPutinhaDoPT no Twitter. Uma montagem de ativistas do MBL usou um vídeo de Patrícia na internet tirando as falas dela de contexto para acusá-la de ser militante do Partido dos Trabalhadores. Por outro lado, alguns colegas de profissão prestaram solidariedade em respeito a profissional nas redes, incluindo Guga Chacra, da GloboNews. “A Patrícia é uma das grandes repórteres desta geração. Já fez reportagens em zonas de guerra no Afeganistão, Síria, Iraque e Gaza. Cobriu a epidemia do ebola in loco em Serra Leoa. Foi correspondente em Washington. E faz uma ótima cobertura da eleição brasileira na Folha”, disse o correspondente.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo se manifestou também no Twitter: “Abraji condena a ofensiva contra Patricia Campos Mello. Retaliar jornalistas em função de sua atividade profissional traz prejuízos à sociedade como um todo, inclusive aos que praticam os ataques”.
Outros colegas de Patrícia Campos Mello também estão promovendo a hashtag #SomostodosPatriciaCamposMello pela liberdade de expressão da profissional da Folha na denúncia que envolve a campanha de Bolsonaro.
Patricia Campos Mello. Foto: Reprodução

A @camposmello é uma das grandes repórteres desta geração. Já fez reportagens em zonas de guerra no Afeganistão, Síria, Iraque e Gaza. Cobriu a epidemia do ebola in loco em Serra Leoa. Foi correspondente em Washington. E faz uma ótima cobertura da eleição brasileira na @folha

Movimentos realizam neste sábado manifestação nacional contra Bolsonaro e pela democracia

Movimentos realizam neste sábado manifestação nacional contra Bolsonaro e pela democracia

 
Convocação (Foto: Reprodução/O Brasil Feliz de Novo)
Publicado originalmente na Rede Brasil Atual
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Em defesa da democracia e dos direitos da população, manifestações populares estão agendadas para este sábado (20) em todos os estados. A mobilização intitulada “Todos pelo Brasil” é organizada por movimentos sociais. “Vamos vencer a violência e o ódio e construir, com (Fernando) Haddad, um Brasil unido”, diz a convocação da Frente Brasil Popular.
De acordo com a organização, as manifestações devem contar com a presença de algumas das principais lideranças políticas brasileiras. O objetivo é expor os retrocessos representados pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL).
A convocação também enaltece o movimento #EleNão, no último dia 29. “As mulheres foram para as ruas no primeiro turno e com uma imensa manifestação do ajudaram a garantir o segundo turno. Agora é preciso que toda a sociedade civil, mais uma vez, se organize para mostrar a nossa indignação e amor pelo Brasil, resistir e virar o jogo nas urnas no dia 28 de outubro”, diz o texto.
Em São Paulo, o ato será às 15h, no vão livre do Museu de Arte (Masp), na Avenida Paulista, região central da capital. Já no Rio de Janeiro, a manifestação começa às 13h, na Cinelândia.
Belo Horizonte terá seu ato às 12h, na Praça Sete de Setembro, no centro. A programação em Salvador começará às 14h, com concentração no Largo do Campo Grande.
Segundo o site da campanha O Brasil Feliz De Novo, cerca de 30 cidades já possuem atos programados em prol do candidato petista, e mais de 1 milhão de pessoas já confirmaram presença. Confira a agenda completa aqui.

Ah, se nós tivéssemos um tribunal eleitoral de verdade no Brasil...Certas coisas não aconteceriam.

ÚLTIMAS

Como Bolsonaro está sabotando a democracia brasileira

As intenções de votos do candidato do PSL e rejeição a Fernando Haddad cresceram em setembro exatamente após o Facebook ter sido hackeado

esquema fraudulento pró-Bolsonaro foi descoberto e confirmou que sua campanha se aproveitou de uma verdadeira Usina de Fake News. Sem projeto para o país, o candidato do PSL promoveu o ódio e a desinformação, em uma estratégia capaz de causar inveja a Goebbels, o ministro da propaganda nazista.
O Ministério Público investiga a Indústria da Mentiras de Bolsonaro e começam a surgir indícios de que a campanha de difamação contra Fernando Haddad pode ter começado muito antes.
revista Carta Capital traz uma reportagem que elenca importantes acontecimentos que podem ter influenciado diretamente as Eleições 2018.

“Será que o bolsonarismo está por trás de um certo acontecimento de meados de setembro,  um momento em que o seu rival no duelo final de 28 de outubro, Fernando Haddad, do PT, mergulhava na campanha e despontava como favorito?”


A publicação faz referência ao anúncio que o Facebook fez, em 25 de setembro, sobre ter sido hackeado. Arede social informou que a invasão ao seu sistema teve início em 14 de setembro, três dias após Haddad ser anunciado o candidato do PT. Segundo o Facebook, que também pertence ao dono do WhatsApp, Mark Zuckerberg, foram roubados os dados de 400 mil usuários e, partir disso, os hackers coletaram informações de 30 milhões de pessoas.

Do total de pessoas hackeadas, 29 milhões tiveram descobertos o número de telefone e o email. Os hackers conseguiram ainda, de metade desses usuários do Facebook, informações como: o nome da pessoa, gênero sexual, idioma, estado civil, religião, cidade natal, data de nascimento e 15 últimas pesquisas feitas na internet.


Diante dos fatos, o questionamento é inevitável:

Estariam os grupos pró-Bolsonaro hackeando as Eleições e a Democracia brasileiras?


A estratégia de campanha de Bolsonaro guarda muitas semelhanças com o que Donald Trump fez na disputa pela Casa Branca, em 2016. Eduardo Bolsonaro, filho do candidato do PSL, se encontrou com Steve Bannon, em agosto desse ano. Bannon foi o principal estrategista de Trump e é conhecido como ‘O Grande Manipulador’ e o ‘Sabotador de Democracias’.
A principal estratégia de divulgação de mensagens políticas dele dependeu de um roubo de dados do Facebook, promovido pela Cambridge Analytica (CA). Esse grande escândalo veio a público na imprensa mundial, em março de 2017.
Criada em 2014, a Cambridge Analytica criou uma forma de influenciar os eleitores americanos. Para isso, era necessário montar um perfil psicológico do eleitorado, e a melhor fonte para isso era o Facebook. A CA chegou no Brasil em 2017 em uma parceria com a Ponte Estratégia. Desde que o escândalo mundial estourou, a parceria é investigada, segundo a Carta Capital. O MP queria saber sobre o banco de dados da empresa. A investigação corre até hoje sob sigilo.
Na reportagem, a revista questiona:

“Será que o hackeamento do Facebook em setembro foi feito para montar um banco psicosocial de dados para uso em favor de Bolsonaro?”


Segundo a Carta Capital, o Facebook não quis informar a nacionalidade das vítimas dos hackers. A publicação, no entanto, lembra que há muitos brasileiros atingidos pela invasão.

Ligue os pontos:

  • Hackeamento ocorreu entre 14 e 25 de setembro;
  • Após isso, Bolsonaro, que só oscilava em torno de 28%, rompeu a barreira dos 30%, a partir de 1º de outubro e apareceu com 31% das intenções de votos na pesquisa do Ibope;
  • Ao mesmo tempo, a rejeição de Haddad, que entre 11 e 26 de setembro variava entre 23% e 27%, chega a surpreendentes 38% a partir do dia 1º de outubro, uma elevação de mais de 11 pontos percentuais
No mesmo período em que Bolsonaro muda de patamar nas pesquisas e a rejeição a Haddad cresce, ocorreu as manifestações do #EleNão. Segundo a Carta Capital, a manipulação da Usina de Fake News pode ter revertido as manifestações em favor do candidato do PSL.
A revista lembrou ainda que a Cambridge Analytica fez uma ‘manipulação de medos na eleição’ de Trump, declaração de um dos colaboradores da empresa, Cristopher Wylie, que confessou a estratégia ao jornal britânico The Guardian.

“Nós exploramos o Facebook para colher milhões de perfis de pessoas. E construímos modelos para explorar o que sabíamos sobre eles e direcionar seus demônios interiores. Essa foi a base em que toda a empresa (Cambridge Analytica) foi construída”.


Com a descoberta do esquema fraudulento de mensagens em massa pró-Bolsonaro, fica o questionamento:

Estaria a Cambridge Analytica hackeando as Eleições do Brasil?