segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Direitos dos povos: ameaça a comunidades indígenas nunca foi maior

Direitos dos povos: ameaça a comunidades indígenas nunca foi maior


O direito à existência, manutenção do modo de vida tradicional e territórios demarcados das populações originais do Brasil – os povos indígenas – estão sob ameaça, de um jeito que jamais estiveram desde a redemocratização do país, na década de 1980.
Tal entendimento, compartilhado pela maioria das instituições, acadêmicos e especialistas que acompanham a questão indígena no país, não é fundado em mera opinião, muito menos em achismos ou orientações mais ideológicas do que técnicas.
O que justifica o receio dos especialistas são os fatos e indícios presentes até aqui, acerca dos projetos e discurso de Jair Bolsonaro, da composição de sua equipe nas áreas relacionadas ao tema e do direcionamento das forças políticas e econômicas que lhe dão sustenção.

O fim da demarcação de terras

Não foi uma, não foram duas e não foram três. Sempre que a oportunidade permitia, o então candidato Jair Bolsonaro repetia a quem quisesse ouvir e ler noticias. Se eleito, não permitiria a demarcação de mais um hectare sequer de territórios indígenas no país.
Uma das últimas declarações do capitão da reserva nesse sentido foi em 28 de outubro, quando afirmou não apenas que não abriria mais processos demarcatórios, mas que também interromperia os 129 que já estão em andamento em todo o país, onde vivem cerca de 120 mil indígenas.
A gravidade da questão é explicada por Spensy Pimentel, antropólogo, professor na Universidade Federal do Sul da Bahia e pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios da USP. O especialista é um crítico das políticas de proteção ao índio aplicadas nos últimos anos, inclusive nos governos Lula e Dilma Rousseff.
Atualmente, porém, está ainda mais apreensivo, e explica o motivo: “O discurso de Jair Bolsonaro e de setores ruralistas que o apoiam é o de que já existem reservas indígenas demais. O que não é levado em conta é que metade da população indígena brasileira vive na região amazônica, que concentra 98,5% das reservas demarcadas. Já a outra metade ocupa apenas 1,5% do território protegido. Em alguns lugares, a situação beira o confinamento, gerando uma infinidade de problemas, desde pobreza, falta de alimentos, aumento da criminalidade, conflitos internos e com comunidades vizinhas e até uma epidemia de suicídios nas áreas mais problemáticas”, alerta o antropólogo.
“Se de fato não forem feitas mais demarcações, principalmente na região centro-sul do país, o que se pode esperar é uma situação de emergência, com potencial para uma catástrofe humana.”
A PASTORA E MINISTRA DAMARES ALVES. ELA JÁ AVISOU QUE “QUESTIONA ALGUMAS ÁREAS INDÍGENAS” (FOTO: REPRODUÇÃO DA TV)

A evangelização e a nova ministra dos Direitos Humanos

Na semana passada, Jair Bolsonaro indicou a advogada Damares Alves como ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. Colocou sob o comando da pasta a Funai (Fundação Nacional do Índio). Pastora da Igreja Evangélica Quadrangular, Damares fundou uma ONG (Atini) que carrega duas denúncias do Ministério Público Federal por intervenção indevida e ilícita em comunidades indígenas.
Entre as ações irregulares descrita pelos procuradores, está o uso não autorizado da imagem de índios em peças publicitárias, a acusação inverídica da prática de infanticídio em determinadas tribos e até a tentativa de se apoderar de uma criança indígena para entregá-la em adoção a um casal de uma igreja evangélica.
O cineasta Luiz Bolognesi dirigiu o documentário Ex-Pajé, vencedor do Festibal “É Tudo Verdade” deste ano. O filme conta a história de um líder espiritual de uma tribo indígena que passou por um processo de evangelização.
Trabalhando apenas com imagens e entrevistas reais, a obra mostra que a evangelização que está sendo exercida pelas igrejas neopentecostais, que têm correntes “fundamentalistas e muito agressivas”, apresentam grande crescimento no Brasil. O cineasta, em seu discurso na premiação que recebeu pelo filme em abril deste ano, afirmou:
“Os indígenas denunciam que os evangelizadores se aliam aos inimigos dos povos indígenas, com mineradores e lenhadores legais e ilegais, com o objetivo de explorar não apenas os elementos preciosos de suas terras, mas também de suas almas.”
Segundo Bolognesi, “o encontro entre o interesse evangélico e o agrobusiness é estratégico”, pois ambos formam uma rede que “trabalha em conjunto” e que tem como objetivo destruir a dimensão mitológica dos povos indígenas.
Se acabamos com sua mitologia, a floresta já não tem valor mágico, já não tem valor simbólico, espiritual. Assim, fica mais fácil convencer os povos indígenas a destruir tudo e a despertar neles o interesse pelo dinheiro
Em suas primeiras declarações públicas como ministra indicada, Damares – que é ex-assessora parlamentar do pastor evangélico e senador Magno Malta (PR) – disse que não está entre seus planos sustentar uma nova cruzada evangelizadora no país. Já sobre a demarcação de terras indígenas, disse que “será necessário conversar muito sobre isso”, e ressaltou: “Eu, particularmente, questiono algumas áreas indígenas.”
Suas afirmações vão ao encontro das de seu chefe, o presidente eleito, para quem “é preciso tirar o índio do zoológico”, ou seja, rever a inviolabilidade dos territórios protegidos. “Vamos trazê-los para o protagonismo. Não é porque estão isolados que estão esquecidos, aos cuidados de ONGs. Tamos áreas com muitos conflitos, mas eu acredito na força do diálogo. Todo mundo vai ter que ceder.”
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A democracia e os direitos fundamentais sob risco

A democracia e os direitos fundamentais sob risco


Enquanto celebramos os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a democracia e os direitos fundamentais estão sendo conspurcados no cenário político e social brasileiro. As declarações daquele que foi ungido presidente da República exprimem com uma clareza ímpar a vitória da filosofia da violência brasileira alicerçada nos preconceitos e discriminações sociais, raciais e de gênero oriundos da dinâmica da Casa-Grande e senzala.
Mas é preciso considerar que esta vitória político-institucional nos revela que esta filosofia dispõe de raízes e bases sociais amplas e profundas. Não à toa uma parte relevante da sociedade iniciou ataques violentos contra os “diferentes” e “anômalos” ao status quo ignorante e bárbaro. Abriu-se a caixa de Pandora.
O diagnóstico sociopolítico não dá margens a dúvidas: vivemos tempos em que os direitos humanos estão em sob ataque.  Se por um lado comemoramos os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que inaugurou um nova era das Relações Internacionais e do Direito Internacional, por outro, no Brasil dos tristes trópicos, são estas mesmas conquistas que estão ameaçadas.
Mas é preciso que se diga com letras maiúsculas: nossa Constituição Federal de 1988 inspirou-se na DUDH. Ou seja, é também nossa Constituição que está em xeque. Estamos falando, por exemplo, do Título I “Dos princípios fundamentais” da Constituição e do Título II “Dos Direitos e Garantias Fundamentais”. Valerá a pena ler e reler estes direitos pois são eles que estão e estarão ameaçados nos próximos 4 anos.
Estamos imersos na crise mais grave da história recente do País, desde a redemocratização. A crise econômica apequena-se perto desta.  Jair Bolsonaro e sua expressiva votação revelam uma crise dos valores e direitos mais caros da Constituição que, como se sabe, cumpre a função de uma pedra de abóboda na sociedade.

A Constituição como a bandeira de luta

Se este diagnóstico recobra certa acuidade então a luta pela democracia e os direitos humanos se tornaram, por óbvio, os imperativos contemporâneos na política brasileira progressista. Nossa grande luta será salvaguardar a democracia e os direitos humanos e, assim, a constituição cidadã. Por ora, os programas políticos partidários devem ser deixados de lado para que emerja um só programa político: preservar a Constituição. Neste sentido, a ideia da Frente Ampla recobra magnitude.
E tenhamos claro, não estamos mais tratando de forças políticas e partidárias de esquerda, mas a Frente Ampla deve incluir, inclusive, parcela expressiva do PSDB, do PMDB e de outros; de todos aqueles que defendem de forma intransigente os direitos humanos constitucionais, também resguardados na DUDH e em outros instrumentos do direito internacional humanitário.
A Constituição se tornou um dos últimos refúgios da democracia. Em certo sentido é o documento e o “programa” para salvaguardar a democracia e os direitos humanos no País.

A Educação e a formação para o exercício da cidadania

Mas não podemos nos furtar de pensar no médio e longo prazo e, desta feita, precisamos de uma vez por todas entender que a Educação constitui-se como o farol da democracia. Talvez o lócus mais importante para o estabelecimento de uma sociedade democrática seja realmente a sala de aula. Pois se a Constituição assenta as bases para a defesa da democracia e dos direitos humanos é só a Educação que propiciará o conhecimento, a introjeção e a defesa destes princípios e direitos.
Sem a Educação e a Cultura a Constituição é letra morta. Aliás, o fenômeno Bolsonaro e a emergência de sua filosofia da violência, nada mais é que um sintoma da falência educacional brasileira. Ao fim e ao cabo, precisamos ser honestos, não conseguimos cumprir com um dos desígnios basilares da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996: formar cidadãos.
É preciso recordar e gravar em letras garrafais o Artigo 2 da Lei 9.394 de 1996:
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (Lei 9.394, 1996)
De tempos para cá, o governo federal conferiu prioridade ao segundo eixo estruturante da educação, o trabalho. Assim o é também nos mais variados estados da federação, independente da coloração partidária.
Se a finalidade de educar para formar cidadãos não teve o papel que merecia no período pós ditatorial, ela ficou ainda mais em segundo plano nos governos recentes.
Assim como quer os interesses da Casa-Grande e, de igual forma, das grandes fundações empresarias nacionais e internacionais da educação.
O “saber fazer” tomou tamanha proporção que o “saber pensar”, do ponto de vista crítico e reflexivo, se tornou peça rara nas Escolas de Ensino Médio. A ênfase é no ensino integral, técnico e profissionalizante, o lema é o “Trabalho”.
Estas eleições e a representatividade do recém-eleito presidente, para grande parte da população brasileira, nos providencia um diagnóstico simples.  Nosso sistema de ensino, no que se refere a propiciar conhecimentos adequados sobre princípios, direitos e valores da democracia e direitos humanos, falhou peremptoriamente.
Está aí o maior nó górdio da sociedade brasileira. A educação é o fiel da balança entre a civilização e a barbárie. Enquanto não entendermos isso ficaremos à mercê das conjunturas políticas habituais.
Não à toa, das primeiras medidas do governo Temer, duas delas se referiram à educação: o congelamento dos gastos sociais e a reforma do ensino médio que, lembremos, foi lançada no primeiro mês do governo golpista enquanto Medida Provisória.
Não à toa também os vitoriosos destas eleições presidenciais, adeptos da filosofia da violência, amantes do capitalismo neoliberal e selvagem e da opressão dos mais pobres, propõem a privatização do ensino superior, a introjeção no ensino no ensino básico do sistema de educação à distância, bem como promovem o projeto “Escola sem Partido” no Congresso e insuflam perseguições atentando contra direitos de liberdade de expressão e de cátedra consagrados também na Constituição.
É chegada a hora de compreender que a educação e a sala de aula são os locais por excelência para se alcançar uma sociedade livre e democrática. É principalmente na sala de aula que se formam cidadãos plenos, cônscios e defensores dos direitos humanos consagrados nacional e internacionalmente.
Não compreender e atuar decididamente em todos os âmbitos possíveis, para construção de currículos, programas, formação de professores, etc. é permitir que a filosofia da violência siga prevalecendo em nossos frágeis trópicos. A educação é nossa Helena nessa marcante Guerra de Tróia.
* Carlos Enrique Ruiz Ferreira é mestre e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, pós-doutor em Filosofia pela mesma casa e, atualmente, é professor de Relações Internacionais da Universidade Estadual da Paraíba e presidente do Conselho Estadual de Educação da Paraíba. Integrante do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais/GR-RI. cruiz@usp.br
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lirio@cartacapital.com.br
Diretor executivo da Editora Confiança

Chomsky completa 90 anos mais atual do que nunca

Chomsky completa 90 anos mais atual do que nunca


Os temas com que se ocupa são os que deveriam aparecer, mas nunca aparecem nas capas dos jornais: a crítica à destruição do clima, ao neoliberalismo e à globalização, disse Noam Chomsky cinco anos atrás, no Global Media Forum da Deutsche Welle.
Aos 90 anos, completados na sexta-feira 7, o intelectual norte-americano continua a lutar por mudanças e pode olhar em retrospecto para três áreas que ajudou significativamente a moldar desde meados do século XX até os dias de hoje – como linguista, filósofo e ativista político de esquerda.
Avram Noam Chomsky nasceu em 1928 na Filadélfia, numa família de imigrantes judeus. Seu pai era da Ucrânia e fugiu para os Estados Unidos. A mãe vinha de Belarus. Comprometida com o sionismo de esquerda, a família vivia numa espécie de gueto judeu.
Aos dez anos de idade, Chomsky escreveu um primeiro artigo sobre a ameaça do fascismo.
Na adolescência, começou a se identificar com a política anarquista.
Ele estudou Linguística, Matemática e Filosofia, fazendo mestrado em 1951 na área de linguística. As principais teses de seu doutorado Análise Transformacional resultaram mais tarde num livro que revolucionaria a linguística: sua monografia inovadora Estruturas Sintáticas, publicada em 1957.
Com esse livro, Chomsky definiu seu próprio tema de vida científico: as origens e os limites das habilidades cognitivas humanas. Sua pergunta inicial parece simples: como uma criança pode aprender a falar em tão pouco tempo, formar frases gramaticalmente corretas em sua língua materna depois de alguns anos, talvez até mesmo em outra língua? Em sua pesquisa, ele chegou à conclusão de que o aprendizado da linguagem é uma competência inata.
Não é a imitação do que a criança escuta em seu entorno que a transforma num ser falante. De acordo com sua tese central, há uma estrutura geneticamente impressa no cérebro humano que lhe permite perceber as coisas do mundo, pensar sobre elas – e formar um número infinito de sentenças com um número finito de regras.

Gramática universal revolucionária

Guiada pelo pensamento matemático, a sua doutrina de que as estruturas básicas de todas as línguas são iguais e que a linguagem humana segue regras complexas e lógicas – uma “gramática universal” – não influenciou somente a linguística.
Ela também implicou uma tomada de posição dentro de uma disputa filosófica que remontava ao início do Iluminismo. No início do século XVII, René Descartes argumentou que a capacidade de pensar em conceitos seria inata. Chomsky catapultou esse “racionalismo cartesiano” para o século XX.
A sua teoria não permaneceu sem discordância – cientistas da comunicação do século XXI, por exemplo, não aceitam mais a sua distinção fundamental entre humanos e animais, já que atualmente habilidades cognitivas também são atribuídas aos animais.
Em 1961, Chomsky se tornou professor titular da universidade de excelência Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Cambridge, Massachusetts. Como linguista, ele permaneceu ligado ao MIT mesmo depois de sua aposentadoria, e, desde os anos 1960, vem atuando em todo o mundo como professor visitante.
Ele é autor de mais de 100 livros e recebeu dezenas de prêmios e títulos de doutor honoris causa. Desde 2017, Chomsky leciona na Universidade do Arizona, uma instituição um tanto modesta, mas linguisticamente renomada, em Tucson.

Ativismo político

Na percepção da opinião pública internacional, no entanto, as suas conquistas na área da filosofia da linguagem ficaram cada vez mais atrás de seu ativismo político de esquerda. Desde os anos 1960, quando protestou contra a Guerra do Vietnã, Chomsky passou a ser nos EUA algo como a consciência esquerdista de uma contra-opinião pública. Mundialmente, ele se tornou conhecido como um crítico incansável dos governos dos EUA, da globalização e do capitalismo.
“Para uma minoria privilegiada ocidental, a democracia proporciona o tempo disponível, as habilidades e a instrução que lhe permite procurar a verdade que está escondida atrás da máscara da distorção e da falsidade, da ideologia e do interesse de classes. É responsabilidade dos intelectuais dizer a verdade e revelar mentiras.”
Essa citação de Chomsky, de 1966, permaneceu válida para ele por décadas. Depois de 11 de setembro de 2001, quando ele condenou os ataques terroristas nos EUA, mas em seu livro 11 de setembro os classificou como uma consequência lógica do imperialismo americano e resposta inevitável à exploração e opressão do Terceiro Mundo, Chomsky se tornou uma figura de referência para a esquerda mundial.
Sua crítica à política externa e econômica dos EUA fez dele o patrono do movimento Occupy. Ele também se mostra crítico perante Israel e sua política de assentamentos, especialmente diante do isolamento da Faixa de Gaza. Como muitos intelectuais americanos de origem judaica, Chomsky apoia o BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), uma campanha global de boicote a Israel.

A luta continua

Em seu último livro, Global Discontents, lançado em 2017, Chomsky reúne entrevistas realizadas entre 2013 e 2016 por um interlocutor seu de longa data, o jornalista e escritor David Barsamian. Nessa obra, Chomsky argumenta a favor de mudanças radicais de um sistema que não atende aos desafios do futuro.
Em 2018, ele se ocupou detalhadamente com o – em sua opinião – aumento da ameaça de uma guerra nuclear por meio da política do presidente americano, Donald Trump.
“Faltam dois minutos para a meia-noite”, resume Chomsky, em alusão ao Relógio do Apocalipse, no qual a meia-noite representa a destruição da humanidade por uma guerra nuclear.
Também em seu livro mais recente, publicado em alemão, Kampf oder Untergang! (“Luta ou derrota”, em tradução livre), o ex-professor do MIT adverte repetidamente que a humanidade está na fase mais ameaçadora de sua história.
Mesmo assim, ele continua confiante, pois há somente duas possibilidades de escolha: “Nós podemos ser pessimistas e desistir, aumentando a probabilidade de que o pior venha a acontecer ou podemos ser otimistas e aproveitar todas as oportunidades disponíveis para ajudar o mundo a se tornar um lugar melhor.” Chomsky já fez a sua escolha.
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