Vídeo inédito mostra suposto diálogo entre segurança de Bolsonaro e Adélio antes da facada; assista
10 de janeiro de 2019por Esmael Morais
De acordo com informações publicadas na Revista Fórum, um vídeo que está circulando nas redes sociais nesta quinta-feira (10) mostra um segurança de Jair Bolsonaro (PSL) aparentemente conversando com Adélio Bispo de Oliveira, que minutos depois daria uma facada no então candidato à presidência da República.
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FLÁVIO BOLSONARO ESTÁ COM MEDO DE QUÊ?, PERGUNTA CORREIA SOBE CASO QUEIROZ
"Flávio Bolsonaro, senador eleito e filho do Jair, também deu para trás na hora de dar esclarecimentos sobre o cada vez mais nebuloso caso envolvendo a milionária movimentação bancária de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Essa turma tá com medo de quê?", questionou o deputado estadual em Minas Rogério Correia (PT), eleito deputado federal
247 - O deputado estadual em Minas Rogério Correia (PT), eleito deputado federal, questionou o motivo pelo qual o deputado estadual no Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PSL), eleito senador, não compareceu ao Ministério Público (MP-RJ) para esclarecimentos sobre a movimentação atípica superior a R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017 por parte do seu ex-assessor Fabrício Queiroz, identificada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
"Flávio Bolsonaro, senador eleito e filho do Jair, também deu para trás na hora de dar esclarecimentos sobre o cada vez mais nebuloso caso envolvendo a milionária movimentação bancária de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Essa turma tá com medo de quê?", perguntou o parlamentar.
Pelo Facebook, o filho do presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (10) disse que não vai depor no MP-RJ porque não teve "acesso aos autos". O parlamentar se comprometeu a "agendar dia e horário para apresentar os esclarecimentos" assim que se informar melhor sobre os fatos.
Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), como era previsto, não compareceu o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), nesta quinta-feira (10), para depor sobre o caso que envolve seu ex-assessor Fabrício Queiroz e movimentações financeiras suspeitas, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As informações são de Carlos Brito, no G1.
Em sua página no Facebook, Flávio disse que foi notificado apenas na segunda-feira (7) e que tem todo o interesse em esclarecer o caso, apesar de não ser investigado. Por ter foro privilegiado, ele pode escolher data, horário e local.
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“Como não sou investigado, ainda não tive acesso aos autos, já que fui notificado do convite do MP/RJ apenas no dia 7/Jan, às 12:19. No intuito de melhor ajudar a esclarecer os fatos, pedi agora uma cópia do mesmo para que eu tome ciência de seu inteiro teor. Ato contínuo, comprometo-me a agendar dia e horário para apresentar os esclarecimentos, devidamente fundamentados, ao MP/RJ para que não restem dúvidas sobre minha conduta. Reafirmo que não posso ser responsabilizado por atos de terceiros, como parte da grande mídia tenta, a todo custo, induzir a opinião pública”, diz a mensagem.
Protagonistas de vídeo contra nordestinos se manifestam. IFMG também divulga posicionamento – um dos autores é professor da instituição de ensino
Lucas Paolinelli Campos e Vinícius Raposo
Ainda repercutem as falas de Lucas Paolinelli Campos e Vinícius Raposo contra nordestinos. Autores de um vídeo depreciativo que viralizou nas redes sociais, eles abandonaram a internet.
Lucas Paolinelli Campos, de 32 anos, é sócio da empresa Ramos e Campos Importação e Exportação Ltda, conhecida como Primus Gemstones.
Vinícius Raposo, de 29 anos, é professor de cursos EAD do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e cursa doutorado em Zootecnia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Vinícius e Lucas decidiram se pronunciar através do seu advogado, que enviou ao Pragmatismo Político a seguinte nota:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Vimos, através da presente nota, pedir desculpas e retratar-nos do conteúdo do vídeo gravado em 30/12/2018 e viralizado nos últimos dias.
Em momento algum, tivemos a intenção de agredir verbalmente qualquer pessoa ou grupo de pessoas, tampouco quisemos expressar ali um sentimento de ódio, preconceito, discriminação ou incitação de violência. Nunca foi nossa intenção.
Aludido vídeo foi gravado em uma roda de amigos, e visava uma brincadeira privada, brincadeira essa que, reconhecemos ser infeliz e de péssimo gosto.
Veiculada de forma descontextualizada, tomou proporções inimagináveis, motivo pelo qual, de pronto, a rechaçamos e manifestamos total retratação.
Reiteramos o pedido de sinceras desculpas a todos aqueles que, por qualquer motivo, se sentiram ofendidos com as palavras ditas por nós, que não condizem com as nossas convicções.
Independentemente disso, no entanto, pedimos desculpas a todas as pessoas que de alguma forma foram atingidas pelo conteúdo desse vídeo e expressamos aqui a nossa certeza de que esse tipo de assunto não deve ser motivo de brincadeiras, mesmo que internas.
Lucas Campos Vinícius Raposo
Belo Horizonte, 10 de janeiro de 2019.
IFMG se pronuncia
O Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) confirmou que Vinícius Raposo faz parte do quadro da instituição e que “as medidas legais cabíveis já estão sendo tomadas”. Leia a íntegra abaixo.
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG)- Campus Bambuí, dentro da sua história de 50 anos, vem a público reforçar o seu compromisso e respeito com a pluralidade do meio acadêmico.
Ambiente este que visa a busca pelo conhecimento, nas diferentes formas de aprender e entender o mundo que nos interpõe. Fato primordial para a valorização de um espaço de transformação, que deve ser permeado pelo respeito e pela democracia.
Diante desse contexto, o IFMG não compactua com nenhuma forma de discriminação, e tem trabalhado incansavelmente na promoção do respeito a diversidade, a discussão das diferenças e na eliminação das diferentes formas de preconceito existentes. Estando comprometido com a formação de indivíduos pautados no respeito.
O IFMG esclarece que está tomando as providências legais cabíveis em relação ao fato ocorrido envolvendo servidores de nossa instituição, e reafirma que essa postura não condiz com os preceitos de nossa instituição. Continuaremos lutando por uma educação inclusiva, livre de “amarras” e pautada na ética, moral e civilidade.
Direção Geral do IFMG – Campus Bambuí
Punição
Desde que o vídeo veio à baila, internautas cobram que os autores sejam punidos. “A xenofobia continua. Acho que cabe um bom processo para esses senhores saberem onde dói este tipo de preconceito. Nordeste não é um país; Nordeste é parte do Brasil”, escreveu um usuário.
Algumas pessoas citaram o caso Mayara Petruso como exemplo. A estudante de direito ficou famosa em 2010 por expressar seu ódio contra nordestinos nas redes sociais após a vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais.
“Nordestino (sic) não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”, publicou Mayara em 2010. A jovem foi condenada pela Justiça Federal de São Paulo pelo crime de discriminação e recebeu uma punição de 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão, mas a pena foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa.
Mayara trabalhava em um escritório de advocacia, mas perdeu o emprego depois do caso. Ela também teve que mudar de cidade e de faculdade por conta da repercussão de suas mensagens.
A lei que pune o crime de xenofobia existe desde 5 de janeiro de 1989. Ela diz que “serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A pena consiste em detenção de até 3 anos e multa.
Existem três formas de denunciar: a primeira delas é por meio da plataforma SaferNet, a segunda diretamente no site do Ministério Público Federal. Por fim, a denúncia em relação ao crime, cometido pela internet ou não, também pode ser feita pelo telefone, no Disque 100.