terça-feira, 12 de março de 2019

Agentes encontram 117 fuzis na casa de um amigo de Ronnie, suspeito de matar Marielle

12 DE MARÇO DE 2019, 19H10

Agentes encontram 117 fuzis na casa de um amigo de Ronnie, suspeito de matar Marielle

Apreensão foi feita na residência de Alexandre Mota de Souza, amigo de infância de Ronnie Lessa, apontado como o atirador que assassinou Marielle e Anderson
Foto: Reprodução/Polícia Civil
A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou um total de 117 fuzis, do tipo M-16, na casa de um amigo do policial militar Ronnie Lessa, acusado de ter efetuado os disparos que assassinaram Marielle Franco e Anderson Gomes. A apreensão foi feita no bairro do Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro.
As armas são novas e estavam desmontadas em caixas em um guarda-roupas. Conforme declarou Marcos Vinícius Braga, secretário de Polícia Civil, se trata da maior apreensão de fuzis da história do Rio.
Alexandre Mota de Souza, dono da residência onde foi encontrado o arsenal, disse aos policiais que Ronnie é seu amigo de infância, entregou as caixas, pediu para guardar e não abrir.
“Alexandre é amigo do Lessa há anos e ele fez apenas um favor em colocar essas encomendas, porque ele não sabia do que se tratava, no seu apartamento. Ele ficou surpreso ao saber do conteúdo, mas ele não tem nada a ver com esse episódio lamentável da vereadora”, justificou o advogado de Souza.
Dinheiro
Durante a operação, os agentes encontraram, ainda, R$ 112 mil na operação, sendo R$ 50 mil na casa dos pais de Ronnie e R$ 60 mil em seu carro.
A polícia investiga agora se Lessa é traficante de armas e escondia na casa do amigo o material.
Com informações do G1

GLEISI REBATE CIRO: “É UM CORONEL OPORTUNISTA RESSENTIDO E COVARDE”

A eleição de Lula representou o início de uma guerra contra o trabalho escravo

A eleição de Lula representou o início de uma guerra contra o trabalho escravo

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Já no primeiro ano de mandato do ex-presidente, em 11 de março de 2003 — há exatos 16 anos — foi lançado o Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo.
“Consciente de que a eliminação do trabalho escravo constitui condição básica para o Estado Democrático de Direito, o novo Governo elege como uma das principais prioridades a erradicação de todas as formas contemporâneas de escravidão. E o enfrentamento desse desafio exige vontade política, articulação, planejamento de ações e definição de metas objetivas”, dizia o documento.
Durante a cerimônia, o presidente lembrou: “O que nós precisamos ter é consciência e clareza de que muito mais que uma lei, é preciso determinação; muito mais do que uma lei, é preciso disposição política; muito mais do que uma lei, é o Estado brasileiro transformar numa vontade o fato de que nós vamos erradicar o trabalho escravo no nosso país”.
Como resultado dos esforços empreendidos ao longo dos anos, entre 2003 e 2013, mais de 40 mil trabalhadores foram resgatados de situações análogas à escravidão no país. #LegadoLula

OIT diz que privatização da previdência fracassa no mundo todo

OIT diz que privatização da previdência fracassa no mundo todo

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A privatização da previdência fracassou na maioria dos países que adotou o sistema de capitalização previdenciária que o governo de Jair Bolsonaro(PSL) que implantar no Brasil. Os impactos sociais e econômicos do sistema foram tão negativos que a única saída foi voltar atrás e reestatizar total ou parcialmente a Previdência.
A conclusão é de um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) “Revertendo as Privatizações da Previdência – Reconstruindo os sistemas públicos na Europa Oriental e América Latina”, divulgado nesta segunda-feira (11).
A capitalização exige que o trabalhador abra uma poupança pessoal onde terá de depositar todo mês para conseguir se aposentar. A conta é administrada por bancos, que cobram taxas e ainda podem utilizar parte do dinheiro para especular no mercado financeiro. Eles são os únicos que ganham com a privatização, é uma das conclusões do estudo da OIT que demorou três anos para ficar pronto.
O estudo da OIT  mostra que sistemas como esse aumentaram a desigualdade de gênero e de renda, que os custos de transição criaram pressões fiscais enormes, os custos administrativos são altos, os rendimentos e os valores das aposentadorias são baixos e quem se beneficiou com as poupanças dos trabalhadores e trabalhadoras foi o sistema financeiro, entre outros problemas.
De acordo com o estudo, de 1981 a 2014, trinta países privatizaram total ou parcialmente seus sistemas de previdência social. Quatorze deles são da América Latina: no Chile (primeiro a privatizar em 1981), idosos estão morrendo na miséria; Peru (1993), Argentina e Colômbia (1994), Uruguai (1996), Bolívia, México e Venezuela(1997), El Salvador (1998), Nicarágua (2000), Costa Rica e Equador (2001), República Dominicana (2003) e Panamá (2008).
A grande maioria desistiu da privatização após a crise financeira global de 2008, que escancarou as falhas do sistema de previdência privada. Até 2018, dezoito países fizeram a re-reforma, ou seja, reverteram total ou parcialmente a privatização da previdência social: Venezuela (2000), Equador (2002), Nicarágua (2005), Bulgária (2007), Argentina (2008), Eslováquia (2008), Estônia, Letônia e Lituânia (2009), Bolívia (2009), Hungria (2010), Croácia e
Macedônia (2011), Polônia (2011), Rússia (2012), Cazaquistão (2013), República Tcheca (2016) e Romênia (2017).
Para os técnicos da OIT, o que melhora a sustentabilidade financeira dos sistemas de previdência e o nível de prestações garantidas, permitindo às pessoas usufruir de uma melhor vida na aposentadoria não é acabar e, sim, reforçar o seguro social público, associado a regimes solidários não contributivos, conforme recomendado pelas normas da entidade.
O que garante a segurança de renda na idade avançada é o fortalecimento de sistemas públicos de previdência, dizem os técnicos.
Ou seja, ao invés de acabar com a Previdência Social pública e solidária, o chamado modelo de repartição em que quem está no mercado sustenta a aposentadoria daqueles que já contribuíram ao longo de toda a vida, como quer Bolsonaro, os governos têm de reforçar o sistema.
Do PT

Assassino estava a 3 casas de Bolsonaro. E a Abin, nada?

Assassino estava a 3 casas de Bolsonaro. E a Abin, nada?

Os jornais revelam que não só o sargento reformado Ronnie Lessa, apontado como assassino de Marielle Franco e Anderson Gomes, morava no mesmo condomínio do Presidente Jair Bolsonaro, como morava na mesma rua. E a três casas de distância, como registra O Globo.
A pergunta é óbvia: a segurança presidencial, seja a Abin, o Gabinete de Segurança Institucional, a PF ou lá quem fosse não sabia quem eram seus vizinhos?
Uma pesquisinha básica: quem é, o que fez ou o que faz, se pode ser uma pessoa perigosa ou que atraia perigo para perto do presidente…
Você consegue imaginar se vão descobrir um assassino de aluguel a três casas de Donald Trump, Emmanoel Macron ou de Theresa May?
Ou que a segurança não tivesse perguntado ao presidente se ele conhecia bem o vizinho sicrano, beltrano ou fulano para saber se estes “tavoquei”?
Ou se trata de um bando de incompetentes ou tiveram o aval presidencial para tranquilizarem-se.

Marielle: Por que um suposto matador de aluguel mataria por intolerância? Não faz sentido

Marielle: Por que um suposto matador de aluguel mataria por intolerância? Não faz sentido

 
A promotora Simone, o denunciado Ronnie e o delegado Geniton Lages
A decisão do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro de realizar coletiva separadamente despertou a esperança de que haveria novidades sobre o inquérito.
E levaria à resposta que mais importa agora:
Quem mandou matar Marielle Franco?
Nesse ponto, Polícia Civil e Ministério Público divulgaram a mesma versão:
Ronnie Lessa teria agido por motivo torpe.
O que é motivo torpe?
O juiz aposentado Luiz Flávio Gomes, atualmente deputado federal e fundador de um dos cursos preparatórios mais procurados para concursos públicos na área jurídica, explicou:
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“Motivo torpe é motivo moralmente reprovável, demonstrativo de depravação espiritual do sujeito. Torpe é o motivo abjeto, desprezível”.
No caso de Marielle, torpe seria o motivo de não não aceitar sua posição política.
Se Ronnie Lessa foi denunciado por homicídio com motivação torpe, é porque, até agora, ele não é considerado pistoleiro, executor.
Faz sentido?
Não.
Roonie já tem suspeita de homicídio nas costas.
Em 2011, ele foi citado em uma investigação da Polícia Federal, segundo revelou o jornalista Elimar Côrtes, de Vitória, Espírito Santo.
Ele teria sido preso na Operação Guilhotina como suspeito de matar dois colegas policiais militares que haviam tentado extorquir dinheiro de um traficante no Espírito Santo.
Como não conseguiram dinheiro, esses policiais pegaram os 100 quilos de cocaína que o traficante havia comprado no Rio de Janeiro.
Na chegada ao Rio, teriam sido assassinados por Ronnie e um comparsa, também policial militar.
Esses dois policiais mortos estavam envolvidos no atentado a bomba contra o bicheiro Rogério de Andrade.
O mesmo grupo teria explodido o carro de Ronnie Lessa, num atentado em que o então policial perdeu uma perna.
Por que um suposto matador de aluguel iria matar por motivação pessoal, por ódio, como a Polícia e o Ministério Público indicam que ocorreu no caso Marielle?
Não faz sentido.
Hoje, durante a coletiva do governo do Estado, o delegado Geniton Lages, respondeu que a filha de Ronnie teria namorado o filho de Jair Bolsonaro.
Ambos moram no mesmo condomínio.
O delegado respondeu que isso não teria relevância e, se fosse o caso, seria investigado em momento oportuno.
Mais tarde, na entrevista do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, um repórter perguntou sobre o “boato” do namoro.
A promotor Simone Sibílio respondeu, seca:
“Isso não é relevante, isso não chegou ao conhecimento, isso não tem nenhuma relação com a investigação”.
Se não chegou ao conhecimento, é uma possibilidade.
Mas negar a relevância dessa informação é estranho.
E descartar que tenha relação com a investigação parece prematuro.
No mínimo, se existe esse relacionamento, é uma evidência de conexões de alto nível que o assassino de Marielle mantém.

Deputado do PT sugere afastamento de Flávio Bolsonaro até conclusão do caso Marielle

12 DE MARÇO DE 2019, 17H00

Deputado do PT sugere afastamento de Flávio Bolsonaro até conclusão do caso Marielle

Alencar Santana (PT-SP) disse que, se há algum elo entre o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e os milicianos envolvidos no assassinato de Marielle Franco, ele deve ser afastado provisoriamente do Congresso, como tem acontecido em inúmeras investigações
Flávio Bolsonaro com o ex-assessor, apontado como laranja e elo com a milícia, Fabrício Queiroz (Foto: Reprodução)
O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) foi à tribuna da Câmara, na tarde desta terça-feira (12), defender o afastamento provisório do deputado federal Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
A cobrança do parlamentar veio diante da repercussão da prisão, na manhã de hoje, do policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, apontados como suspeitos pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo as investigações, o sargento reformado Ronnie Lessa fez os disparos contra a vereadora e Élcio dirigiu o carro usado para levar o executor. Ambos teriam ligações com a milícia carioca.
Lessa foi preso às 4h da manhã no condomínio em que mora na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, o mesmo da casa onde mora o presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o presidente já posou para fotos ao lado de Lessa. A “coincidência” levantou ainda mais suspeitas sobre a suposta ligação entre o clã Bolsonaro e os milicianos envolvidos no assassinato da vereadora do PSOL.
“Nós tivemos senadores que perderam o mandato, senadores e deputados que foram afastados do congresso em momentos anteriores. Se tem algum tipo de ligação política, alguma suspeita, que paire sobre o senador Flávio Bolsonaro, não era o caso de afastamento? Para que a apuração pudesse ocorrer da melhor forma possível? Há algum tipo de elo? Se tiver, tem que ser afastado provisoriamente do mandato até a conclusão do inquérito”, disse Alencar, que ainda provocou: “Imagina de o policial fosse vizinho de alguém do PT? Do Lula? Qual seria o tamanho do escândalo?”.
Amigo de milicianos 
A prisão dos dois policiais representa mais uma peça do quebra-cabeças para se chegar aos mandantes do assassinato de Marielle Franco e aproxima ainda mais a família Bolsonaro do crime.
Entre outras evidências, como a de que o filho mais novo de Bolsonaro teria namorado a filha do sargento reformado da PM que foi preso hoje, há o caso das homenagens a milicianos.
Conforme noticiado pelo jornalista Chico Otávio, o mesmo que deu o furo da prisão dos policiais e que foi atacado por Bolsonaro no Twitter, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro condecorou, em 2003 e 2004, na Assembleia Legislativa do Rio, o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira.
Alvos da Operação “Os Intocáveis, os dois são suspeitos de integrar o Escritório do Crime, um grupo de extermínio que estaria envolvido no assassinato da vereadora do PSOL, em março do ano passado.