Boulos: “Lamentável a prisão de Julian Assange. O Direito ao Asilo é uma conquista civilizatória”
Publicado em 11 abril, 2019 11:24 pm
Guilherme Boulos. Foto: Reprodução/Twitter
Do Twitter de Guilherme Boulos:
Lamentável a prisão de Julian Assange. O Direito ao Asilo é uma conquista civilizatória. Lenin Moreno abre um precedente perigoso e assegura seu lugar no rol dos traidores. Tornou-se um lacaio de Donald Trump. Nossa solidariedade a Assange e à sua luta por transparência.
Lamentável a prisão de Julian Assange. O Direito ao Asilo é uma conquista civilizatória. Lenin Moreno abre um precedente perigoso e assegura seu lugar no rol dos traidores. Tornou-se um lacaio de Donald Trump. Nossa solidariedade a Assange e à sua luta por transparência.
O último domingo (7) foi marcado pelo fuzilamento do carro conduzido pelo músico Evaldo Rosa dos Santos, de 51 anos, que foi alvejado por 80 tiros de militares do Exército que patrulhavam o bairro de Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro. Para além da morte de um inocente, que levava sua família a um chá de bebê, a notícia ganhou repercussão pela quantidade de balas disparadas pelos oficiais em uma abordagem comum. O número é ainda mais alarmante quando comparado aos 75 tiros disparados por toda a polícia alemã ao longo de 2017.
Sim, é isso mesmo que você leu. Ao longo daquele ano, a polícia alemã disparou 75 vezes contra civis, cerca de um tiro a cada cinco dias. Segundo os dados da Escola de Polícia Alemã, 14 pessoas foram mortas em ações dos oficiais em 2017. Outra 39 ficaram feridas.
Ainda segundo os dados, 13 das 14 mortes resultaram do tiroteio policial para própria defesa ou a outros em uma situação de risco. A outra morte veio por um oficial tentar impedir um suspeito de escapar.
Outros dez tiros foram disparados acidentalmente pela polícia germânica, enquanto dois disparos foram executados por oficiais que tentavam cometer suicídio.
Em junho de 2018, quando os dados foram divulgados, a agência de notícias alemã DPA alertou sobre uma tendência de alta pelos policiais germânicos.
DEPOIS DE UM ANO PRESO, LULA É O MELHOR PRESIDENTE DA HISTÓRIA PARA 48%; 2º COLOCADO É 'NENHUM'
A pesquisa Vox Pupuli-CUT divulgada nesta quarta-feira 10 perguntou aos brasileiros sobre o ex-presidente Lula; os resultados são surpreendentes: depois de um ano preso, sob ataque cerrado das elites e das mídias conservadoras há mais de 5 anos, Lula é considerado o melhor presidente da história por 48%; o segundo colocado, com 18%, é "nenhum" (respostas espontâneas); para Marcos Coimbra, do Vox Pupuli, a pesquisa mostra que "a liderança moral e o carinho da opinião pública não mudaram depois de um ano de prisão"
10 DE ABRIL DE 2019 ÀS 15:03
247 - A pesquisa Vox Pupuli-CUT divulgada nesta quarta-feira (10) e que versou sobre a popularidade de Jair Bolsonaro e temas como a Previdência Social, a Petrobrás e outros (aqui), perguntou aos brasileiros e brasileiras sobre o ex-presidente Lula. Os resultado são surpreendentes: depois de um ano preso, sob ataque cerrado das elites e das mídias conservadoras há mais de 5 anos, Lula é considerado o melhor presidente da história por 48%. O segundo colocado, com 18%, é "nenhum" (respostas espontâneas). Para Marcos Coimbra, do Vox Pupuli, a pesquisa mostra que "a liderança moral e o carinho da opinião pública não mudaram depois de um ano de prisão".
As pessoas têm clareza que "Lula está na prisão por motivos políticos e que Moro e o conjunto do Judiciário o mantiveram preso apenas para que ele não pudesse disputar a eleição e ganhar", disse o diretor do Vox Populi em entrevista ao Giro das 11 da TV 247 nesta quarta-feira (veja ao final). Um aspecto importante, segundo Marcos Coimbra, é que o olhar para a Presidência de Lula mantém-se nos mesmos parâmetros ao longo dos anos.
A tabela mostra de fato que o julgamento sobre a Presidência de Lula é sempre muito positivo e muito distante de qualquer outro presidente. Lula era avaliado como melhor presidente da história por 58% em 2013; chegou a cair para 40% em fevereiro de 2016 no auge da campanha contra ele e contra Dilma Rousse; desde então, vem recuperando-se, chegando a 53% em setembro de 2018 e 48% agora. Em todo esse período, nenhum outro presidente chegou perto dele. A segunda resposta mais informada era "não sei/não respondeu". A resposta "nenhum" tinha pouquíssima adesão em 2013 (1%) e cresceu ao longo dos anos, até chegar a 18%. O que indica que há um julgamento consolidando-se sobre Lula como o melhor presidente da história, pois o "não saber" de indefinição está evoluindo para a cristalização de "nenhum" como segundo colocado, o que remete a uma escolha.
Na mesma pesquisa, 55% afirmaram que Lula foi condenado e preso por motivos políticos. Entre os entrevistados, 49% afirmam que Sérgio Moro condenou Lula para impedir que ele fosse candidato a presidente. Portanto, recua a opinião de que Lula estaria preso por "corrupção" e afirma-se cada vez mais o componente político do processo e prisão do ex-presidente.
DEPOIS DE 'CONJE', MORO ATACA PORTUGUÊS NOVAMENTE COM 'RUGAS'
Em entrevista ao Programa do Bial, o ministro Sérgio Moro voltou a cometer erros na língua portuguesa; ao falar sobre a relação com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, Moro usou a palavra "rugas" ao invés de "rusgas"; "No fundo, essas rugas pontuais, em política, podem acontecer", disse; Moro também empregou, em três ocasiões, o verbo "haviam" no plural no sentido de "existiam", o que é incorreto, porque o verbo haver neste significado é impessoal, ou seja, deve ser conjugado apenas na terceira pessoa do singular
10 DE ABRIL DE 2019 ÀS 15:38
247 - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, concedeu entrevista ao jornalista Pedro Bial, levada ao ar na madrugada desta quarta-feira, 10, no Programa do Bial, da TV Globo.
Além de ter classificado como "incidente" o fuzilamento do músico negro Evaldo Rosa dos Santos com 80 tiros por militares do Exército, o ex-juiz da Lava Jato voltou a cometer erros na língua portuguesa.
Ao falar sobre a relação com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que ficou irritado após ser cobrado pelo ministro para tramitação de seu pacote anticrime, Moro usou a palavra "rugas" ao invés de "rusgas". "No fundo, essas rugas pontuais, em política, podem acontecer", disse Moro.
Só quero ser um dos primeiros a comentar mais essa gafe do Batoré de toga, @SF_Moro que trocou "cônjuge" por "conje" e, agora a nova burrice", rusgas" por "RUGAS". Diretamente da minha velha TV hahah. O marreco só engana quem ama a mentira e a desinformação.#15anosDeRoubalheira
Além desta, o ministro da Justiça também empregou, em três ocasiões, o verbo "haviam" no plural no sentido de "existiam". O que é incorreto, porque o verbo haver neste significado é impessoal, ou seja, deve ser conjugado apenas na terceira pessoa do singular, qualquer que seja o tempo (há, houve, havia, houvera, houver, houvesse etc.)
Antes destas derrapadas no idioma, Sérgio Moro viralizou nas redes sociais ao falar a palavra "conje" ao invés de "cônjuge", e dizer que alguém pode estar "sobre violenta emoção", ao invés de "sob" violenta emoção.