sexta-feira, 5 de julho de 2019

Carta Educação



“Bolsonaro só não manda matar Paulo Freire porque ele já morreu”
Entre as tantas memórias de Paulo Freire em Nita Freire, sua viúva, uma delas ganha um lugar de destaque: “A capacidade em ser tolerante”, conta emocionada àreportagem de CartaCapital, 22 anos após a sua morte. A educadora parte de uma das principais habilidades do educador, a de dialogar com o diferente, para fazer apostas de como Freire, próximo de completar 98 anos se estivesse vivo, reagiria aos atuais ataques perpetrados pelo presidente Bolsonaro, os integrantes do governo e seus apoiadores.
“Paulo não responderia nem oralmente, nem escreveria. A resposta dele seria o silêncio. Agora, acho que ele se sentiria ofendido. O presidente só não manda matar Paulo porque ele já morreu, senão mandaria matar, tamanho o ódio que ele tem.
É a existência total de intolerância, tudo que é diferente não serve”, diz. Ver no YouTube →
Por que o MEC quer excluir a biografia de Weintraub no Wikipedia?
O Ministério da Educação encaminhou no dia 27 de junho um pedido à plataforma Wikipedia para que exclua o verbete sobre o ministro Abraham Weintraub. A justificativa é que a página pode conter informações “não confirmadas” que podem levar a “interpretações dúbias”.
O MEC também colocou que o pedido se deve ao fato do conteúdo não poder ser editado pela pasta, o que torna a pessoa física/jurídica incapacitada de declarar ampla defesa e o contraditório. Continuar lendo →
Professores dão aulas de graça em praças do Rio de Janeiro
“A partir de agora, você consegue ler sozinha todos esses nomes”, diz pausadamente e em voz alta Edna Pinheiro, acompanhando com o dedo indicador a frase que acaba de escrever. Aos 86 anos e apesar de trabalhar em uma biblioteca, mal sabe ler. Mas com o projeto “Adote um aluno”, que oferece aulas particulares gratuitas em praças públicas do Rio de Janeiro, ela afirma estar “aprendendo algo” pela primeira vez Continuar lendo →
Governo promete parte do Enem em modelo digital para 2020
O Ministério da Educação anunciou nesta quarta-feira 3 que o Enem vai ser totalmente digital até 2026. A ideia é migrar progressivamente para o modelo que já começa a ser aplicado em modelo piloto no ano que vem. A primeira edição contemplará 50 mil candidatos de 15 capitais: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Continuar lendo →
Enviado por CartaCapital
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Tribunal de Justiça nega liminar para libertação de Preta e Sidney

05 DE JULHO DE 2019, 21H18

Tribunal de Justiça nega liminar para libertação de Preta e Sidney

“Não há nenhum elemento concreto que justifique a manutenção da prisão preventiva enquanto sequer ainda existe uma acusação formal”, disse o advogado Augusto de Arruda Botelho
Preta Ferreira - Foto: Reprodução
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, nesta sexta-feira (5), o pedido de liminar em habeas corpus (HC), que visava assegurar a liberdade da publicitária e produtora cultural, Preta Ferreira da Silva, e do educador Sidney Ferreira da Silva, presos há 12 dias acusados, sem qualquer fundamento, da prática de extorsão.
A defesa afirma que a prisão é ilegal, injusta e desnecessária. “Não há nenhum elemento concreto que justifique a manutenção da prisão preventiva enquanto sequer ainda existe uma acusação formal”, disse Augusto de Arruda Botelho, advogado que defende os membros do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC), juntamente com Beto Ferreira Martins Vasconcelos, Ariel de Castro Alves, Francisco Lúcio França, Iberê Bandeira de Mello e Ana Carolina Albuquerque de Barros.
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A defesa, agora, levará o pedido de HC ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, enquanto estuda outras medidas jurídicas para revogar as detenções arbitrárias.
Ilegalidade
Para Ariel de Castro, as prisões são ilegais, uma vez que a polícia não apresentou nenhuma prova sequer de que eles estivessem coagindo ou ameaçando testemunhas de forma justificar as ações cautelares.
O advogado explica ainda que o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) também não apresentou provas contra os irmãos e destaca, inclusive, que ambos integram movimento diferente dos outros detidos. “Essas prisões configuram constrangimento ilegal e demonstram que os integrantes dos movimentos sociais estão sendo criminalizados por lutarem pelo direito à moradia”, ressaltou.
Com informações da assessoria do MSTC

Constrangido pela Vaza Jato, Moro aparece em vídeo com dono da Havan

Constrangido pela Vaza Jato, Moro aparece em vídeo com dono da Havan

No mesmo dia em que a revista Veja divulgou reportagem em parceria com The Intercept, que mostra o conluio de Moro com procuradores e sua tentativa de driblar o STF, o juiz apareceu constrangido em vídeo ao lado do empresário Luciano Hang, bolsonarista dono das Lojas Havan
247 - O ministro da Justiça, Sérgio Moro, participou nesta sexta-feira, 5, de evento com o mercado financeiro realizado nesta sexta-feira (5), em São Paulo. 
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No mesmo dia em que a revista Veja divulgou reportagem em parceria com The Intercept, que mostra o conluio de Moro com procuradores e sua tentativa de driblar o STF, o juiz apareceu constrangido em vídeo ao lado do empresário Luciano Hang, bolsonarista dono das Lojas Havan. 
Assista:

“Aha, uhu, será que o Supremo ainda é nosso?”

“Aha, uhu, será que o Supremo ainda é nosso?”

"No STF, aumentará, segundo interlocutores de ministros, a pressão pela concessão do habeas corpus em favor do ex-presidente Lula na segunda turma", afirma Helena Chagas, do Jornalistas pela Democracia, sobre os efeitos das novas revelações da Vaza Jato
Por Helena Chagas, no Divergentes e para o Jornalistas pela Democracia - “Aha uhu o Fachin é nosso!”, festejou o procurador Deltan Dallagnol no grupo do Telegram com outros procuradores da força tarefa da Lava Jato, ao sair de 45 minutos de conversa com o ministro do STF no dia 13 de julho de 2015, segundo revela a Veja desta semana, em reportagem conjunta com The Intercept.  Não se pode fazer, de antemão, reparos à conduta de Edson Fachin – que veio a se tornar relator da Lava jato bem depois, com a morte de Teori Zavaszki, em janeiro de 2017 – por ter recebido um procurador. Mas o episódio gera constrangimento no STF e volta a esquentar o caso Vaza Jato.
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Se os últimos dias haviam sido favoráveis à narrativa do ministro Sergio Moro e dos procuradores, a ponto de alguns acreditarem que o episódio estivesse “superado”, o conjunto da obra trazido pela revista reabre o assunto. E reforça a autenticidade das mensagens ao cotejá-las com ações e operações comprovadas ao longo da linha do tempo da Lava Jato. O próprio encontro de Dallgnol com Fachin, inclusive, pode ser facilmente checado. Vai ficando a cada dia mais difícil negar que sejam verdadeiras.
No STF, que viajou para o recesso preferindo deixar o problema para depois, aumentará, segundo interlocutores de ministros, a pressão pela concessão do habeas corpus dem favor do ex-presidente Lula na segunda turma. Fachin, hoje relator, votou contra na primeira rodada e reafirmou sua posição ao negar pedido de liberdade provisória para o ex-presidente Lula defendido por Gilmar Mendes. Há quem acredite, porém, que o relator da Lava Jato terá ficado bastante incomodado com a sem-cerimônia da referência “Fachin é nosso” – e poderá querer mostrar que, afinal, é um juiz que não é de ninguém.
A oportunidade seria o retorno do caso de Lula à segunda turma, onde já haveria claro entendimento de que o então juiz Moro foi parcial ao julgar o ex-presidente por porte de Gilmar Mendes e de Ricardo Lewandowski. O decano Celso de Mello, que negou o HC heterodoxo proposto por Gilmar para Lula, é dúvida, mas fez questão de dizer que aquela decisão não determinaria seu juízo posterior do assunto. Cármen Lúcia é considerada um voto perdido pela defesa de Lula, mas Fachin, agora exposto nas mensagens dos procuradores, poderia mudar de opinião à luz das novas revelações.
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Isso pode acontecer à medida em que as revelações de Veja, e outras que ainda vão aparecer, forem se desdobrando ao longo do mês. Um ponto importante para Lula é que boa parte dos casos mencionados nessa nova leva pouco têm a ver diretamente com o processo do ex-presidente. Referem-se a outros casos de interferência do juiz nos trabalhos da acusação, mostrando até que recebia antecipadamente pareceres e denúncias antes de serem protocoladas oficialmente, num claro conluio com a acusação. Sem falar nas sugestões de inclusão de documentos e trechos de depoimentos no material que ainda iria receber do MP.
Ao lado disso, consolida-se o entendimento, já apoiado inclusive pela próprio Lula, de que o questionamento do ex-presidente a Moro não representará nem o fim nem a revogação de toda a Lava Jato, amparada por fortes provas em boa parte das acusações. Nem a narrativa petista ousou defender isso, numa forma de esvaziar o principal argumento de Sergio Moro para escapar aos questionamentos. Em seu depoimento no Senado, por exemplo, o ministro da Justiça chegou a alertar os senadores do risco de revogação de todas as condenações, devolução do dinheiro recuperado, etc. Vai ficando claro, porém, que isso não acontecerá, já que cada recurso terá que ser analisado individualmente, à luz de provas.
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Reinaldo: novas revelações são devastadoras para Moro e Dallagnol

Reinaldo: novas revelações são devastadoras para Moro e Dallagnol

"Não há mais dúvida: Moro é o real coordenador da Força Tarefa", escreve o jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog no Uol; segundo o colunista, "Deltan Dallagnol, que deveria exercer tal função, é só a fachada da operação. Fala e se comporta como subordinado do juiz"
247 - "Não há mais dúvida: Moro é o real coordenador da Força Tarefa", escreve o jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog no Uol. Segundo o colunista, "Deltan Dallagnol, que deveria exercer tal função, é só a fachada da operação. Fala e se comporta como subordinado do juiz".
"A reportagem é devastadora para a reputação de Moro. A reportagem é devastadora para a reputação de Dallagnol. A reportagem é devastadora para a reputação da Lava Jato", continua.
"O que há de grave nisso? Ora, o juiz que instruía a acusação era também aquele que, depois, julgava. É impressionante! Na conversa com Dallagnol, Moro: – pede que a acusação altere a denúncia para torná-la mais forte. É ILEGAL!; – cobra Dallagnol sobre manifestação contra prisão preventiva e estabelece prazo. É ILEGAL!; – instrui procurador a criar dificuldades para uma determinada delação. É ILEGAL!; – orienta delegada da PF a não anexar um documento a processo. É ILEGAL!; – cobra de Dallagnol parecer do MPF sobre pedido de habeas corpus da Odebrecht; o procurador diz que não está pronto, mas que pode enviar rascunho para o juiz redigir a sua decisão — contrária, é claro! É ILEGAL!; – toma uma decisão, tudo indica, antes mesmo de o MPF deflagrar uma operação. É ILEGAL!; – determina a data de operações do MPF. É ILEGAL!", complementa.
O jornalista também afirma que " um ministro do Supremo é tratado como uma espécie de boneco de mamulengo da turma". "Como esquecer o 'In Fux We trust'? E, como se nota, mais uma vez o verbo 'haver' é espancado pela turma. E, claro, como se nota, Dallagnol está convicto de que Fachin também não é um juiz isento. Afinal, segundo o procurador, o relator do petrolão no Supremo tem lado: é deles!", afirma. 

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