sábado, 25 de abril de 2020

Exclusivo: rachadinhas de Flávio financiaram prédios da milícia


Sábado,25 de abril de 2020
Exclusivo: rachadinhas de Flávio financiaram prédios da milícia

Não é segredo que Jair Bolsonaro demitiu o diretor-geral da Polícia Federal Maurício Leite Valeixo para proteger os filhos. Mas Moro jogou apenas parte da história no ventilador ao atribuir a sua saída às tentativas do presidente de interferir na instituição.
Além do inquérito das fake news que resvala em Carlos e Eduardo Bolsonaro, outro caso traz arrepios ao presidente. Flávio Bolsonaro, o filho 01, lucrou com a construção ilegal de prédios da milícia no Rio, como o Intercept revela hoje com exclusividade após ter acesso à íntegra do processo contra o senador e que corre sob sigilo. 
Flávio Bolsonaro, então deputado estadual do Rio, era uma espécie de ‘investidor anjo’ dos assassinos comandados pelo capitão Adriano da Nóbrega – aquele mesmo, executado de forma mais que suspeita em fevereiro no interior da Bahia. O dinheiro para levantar os prédio ilegais vinha das  ‘rachadinhas’ do antigo gabinete do filho do presidente na Assembleia Legislativa fluminense, e era repassado aos milicianos por ninguém menos que Fabrício Queiroz, o laranja sumido. Essa é a tal “pica do tamanho de um cometa” que Queiroz temia no ano passado, e que o TIB publica hoje.
Um trecho da reportagem (que você pode ler na íntegra no nosso site, o link está logo abaixo):
“Os investigadores dizem que chegaram à conclusão com o cruzamento de informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema ilegal, que serviu para irrigar o ramo imobiliário da milícia. Os dados mostrariam que o hoje senador receberia o lucro do investimento, de acordo com os investigadores, através de repasses feitos pelo ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega e pelo ex-assessor Fabrício Queiroz.“
Os advogados de Flávio tentaram barrar as investigações dos promotores nove vezes. Sim, nove. Medo de que alguém descobrisse que nem só de chocolate é feito o milionário patrimônio do senador que entrou na vida política em 2002 com só um Gol 1.0 e o sobrenome do pai.

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Sergio Moro foi o ministro da Justiça que mais abriu inquéritos para proteger um presidente nos últimos 25 anos
Rafael Moro Martins
Moro tem motivos para se dizer traído por Bolsonaro: ele abriu mais inquéritos de crimes contra a honra do chefe do que seus antecessores somados.
Se Moro diminuiu a ponto de ser chutado por Bolsonaro, certamente foi também pela força do jornalismo que não se deixa seduzir por super-heróis
Leandro Demori
A despedida com tom de já vai tarde.
A disparada do dólar: o capital estrangeiro está fugindo do Brasil – e talvez ele não volte mais
Rafael Leão, Fábio Terra
Os maiores fundos já avisaram que o foco é investir em países que valorizam a economia verde. Governo Bolsonaro implodiu as políticas ambientais.
Nossos supervisores falavam: ‘o coronavírus não é nada, vamos para rua, vamos para cima!’, diz ex-vendedora da Vivo
Amanda Audi
Terceirizada da gigante de telecomunicações conta como perdeu emprego ao se recusar a colocar o filho doente e a mãe diabética e hipertensa em risco.
Coronavírus: ‘Liguei para o cemitério para preparar o meu enterro’, diz enfermeira
Thais Lazzeri
Em meio à falta de equipamentos e ao desespero por já ter uma doença incurável nos pulmões, ela tinha a certeza que morreria por covid-19.
Troca de Mandetta por Teich mostra que Bolsonaro não quer combater o coronavírus, mas garantir reeleição
João Filho
Todas suas ações durante a pandemia do coronavírus, inclusive a troca de ministros, foram calculadas visando alimentar narrativas eleitorais.

Os destaques da manhã no 247

Folha adere ao impeachment de Bolsonaro

Haddad: Fora Bolsonaro, mas também Fora Moro

Gilmar aponta que Moro manipulou a justiça em nome de um projeto pessoal de poder

Moro pediu pensão ilegal para ser ministro, diz presidente da OAB

Paulo Guedes vira bola da vez e mercado já aposta na sua queda

Moro se desmoralizou no JN e ficou devendo provas, diz Érika Kokay

Em queda livre, real tem sua maior desvalorização em 11 anos

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Equipe 247

Pedido dos catadores de recicláveis

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*Gratidão a todos que nos ajudarem a preservar nossas vidas!*
*Se puder compartilhe esse pedido com seus amigos.*

GRANDE PERDA: Morre o colecionador Ricardo Brennand, vítima de coronavírus

Morre o colecionador Ricardo Brennand, vítima de coronavírus

O empresário Ricardo Brennand em seu instituto, em 2002
O empresário Ricardo Brennand em seu instituto, em 2002
RIO - Morreu, aos 92 anos, o empresário Ricardo Brennand, vítima da Covid-19. Brennand é o fundador do Instituto Ricardo Brennand (IRB), museu no Recife que abriga a maior coleção mundial do pintor holandês Frans Post. Segundo o "Diário de Pernambuco", Brennand estava internado desde segunda-feira na UTI do Real Hospital Português, no Recife.
Formado em Engenharia pela Universidade federal de Pernambuco, Brennad se dedicou por anos aos negócios da família, que incluia a marca Nacional de cimentos e investimentos nas áreas de energia eólica e hidráulica. Em 2002, inaugurou o Instituto Ricardo Brennand. Além das pinturas de Post, feitas durante a ocupação holandesa no Brasil, a instituição também abriga em seu acervo uma ampla coleção de armas brancas, incluindo armaduras medievais.
O empresário era primo do artista plástico Francisco Brennand, morto no ano passado também aos 92 anos, após complicações de uma infecção respiratória. Um dos maiores nomes das artes plásticas do Brasil, Brennand criou, em mais de 70 anos de atividade artística, desenhos, painéis, esculturas e as cerâmicas vitrificadas pelas quais ficou conhecido no Brasil e no exterior.

“É surreal”, diz Anielle Franco sobre citação de Bolsonaro a Marielle Franco


“É surreal”, diz Anielle Franco sobre citação de Bolsonaro a Marielle Franco








Anielle Franco lamentou as comparações feitas por Bolsonaro. (AP Photo/Michel Euler)
Texto / Pedro Borges 
Anielle Franco, diretora do Instituto Marielle Franco e irmã da ex-vereadora do PSOL assassinada em março de 2018, demonstrou repúdio sobre as comparações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro em seu pronunciamento em resposta ao ex-ministro Sergio Moro.
“É revoltante, lastimável, é surreal a gente ter hoje um presidente da república no poder que compara o crime contra ele e contra o da minha irmã, que perdeu a vida com mais de cinco tiros na cabeça. Lembrando, que nenhuma vida deve ser ceifada”, afirmou Anielle.
Bolsonaro disse, na tarde desta sexta-feira (24), que “a PF de Sergio Moro se preocupou mais com a Marielle do que com seu chefe supremo”, ao citar um dos motivos para exonerar o agora ex-diretor da PF Maurício Valeixo. A exoneração, concretizada nesta manhã, resultou no pedido de demissão de Moro do ministério.
Na fala, o presidente compara seu atentado a faca cometido por Adélio Bispo em agosto de 2018, durante a campanha presidencial, na cidade de Juiz de Fora (MG), ao assassinato a tiros da ex-vereadora e do motorista Anderson Gomes, em março do mesmo ano, no Rio de Janeiro.
Para Anielle, Bolsonaro se utiliza do nome da ex-vereadora como forma de desviar o foco sobre as acusações recebidas mais cedo. “O pronunciamento foi irresponsável, foi uma cortina de fumaça. Faltou ética, caráter e valores. Ele deveria ter centrado suas forças em responder aos ataques e denúncias que recebeu”.
O pronunciamento do presidente foi uma resposta à demissão de Moro. Mais cedo, o então juiz da Operação Lava Jato acusou Bolsonaro de interferir na escolha do delegado responsável pela Polícia Federal e de querer obter informações sobre investigações em curso na PF e no STF (Supremo Tribunal Federal).

Bom dia 247: Moro sai e deixa um legado de destruição

https://www.youtube.com/watch?v=1L02V4P4Vo4&feature=push-lbss&attr_tag=NQNh8V5iCsi7bpjl%3A6

Os rumores sobre a morte de Bolsonaro ainda são precipitados

Os rumores sobre a morte de Bolsonaro ainda são precipitados

Não vi o Jornal Nacional. Apenas li as mensagens, que foram repassadas pelo Moro. Mais cedo, escutei sua fala na demissão, em que ele disse que, depois de descansar, procuraria emprego.
A primeira coisa que me ocorreu foi: se você fosse um headhunter contrataria alguém que grava os e-mails do chefe para usar como prova e depois sai correndo para vazar parar o Bonner? (Cuidado, Doria, Witzel, Mourão... qualquer um que seja o contratante).
A segunda coisa que salta aos olhos é o diálogo com a Zambelli, em que ele diz que “não está à venda”, ao receber a proposta de aceitar um novo diretor da PF em troca da indicação para o STF. Sob medida para a construção do super-herói.
Minha percepção é: ao apostar que o governo Bolsonaro será marcado por depressão econômica e a catástrofe do covid-19, Moro fez um cálculo político e decidiu antecipar sua campanha presidencial de 2022, com apoio de uma Globo duramente atingida pela crise.
Bolsonaro percebeu a jogada e no seu pronunciamento desta sexta-feira pintou Moro como um político egoísta e ambicioso. Disse até que, se ele queria ser presidente, deveria ter sido candidato em 2018. Colou em Moro a pecha de concorrente e traidor.
O caminho natural para Moro é  filiar-se ao Podemos, de Álvaro Dias. Entrar no PSDB seria muito bandeiroso. E Bolsonaro, que ainda tem Record, SBT e talvez CNN, voltará a fazer lives nos próximos dias como se nada tivesse acontecido.
Com a pandemia, ele também terá a oportunidade de se livrar de Paulo Guedes e relançar o PAC, rebatizado como Pró-Brasil. A um só tempo, abandona o fracasso neoliberal e vira tocador de obras. Portanto, os rumores sobre sua morte são precipitados.
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