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sábado, 25 de abril de 2020
Exclusivo: rachadinhas de Flávio financiaram prédios da milícia
Os destaques da manhã no 247
Folha adere ao impeachment de Bolsonaro |
Haddad: Fora Bolsonaro, mas também Fora Moro |
Gilmar aponta que Moro manipulou a justiça em nome de um projeto pessoal de poder |
Moro pediu pensão ilegal para ser ministro, diz presidente da OAB |
Paulo Guedes vira bola da vez e mercado já aposta na sua queda |
Moro se desmoralizou no JN e ficou devendo provas, diz Érika Kokay |
Em queda livre, real tem sua maior desvalorização em 11 anos |
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Boa leitura!
Equipe 247 |
Pedido dos catadores de recicláveis
*Amigos, os Catadores de Recicláveis tem um pedido para toda a população, para não descartarem luvas, máscaras, e/ou outros EPIs diretamente no lixo. Coloquem dentro de um saquinho bem fechado, no lixo comum. Não joguem também nas vias públicas e lixeiras.*
*Gratidão a todos que nos ajudarem a preservar nossas vidas!*
*Se puder compartilhe esse pedido com seus amigos.*
GRANDE PERDA: Morre o colecionador Ricardo Brennand, vítima de coronavírus
Morre o colecionador Ricardo Brennand, vítima de coronavírus
RIO - Morreu, aos 92 anos, o empresário Ricardo Brennand, vítima da Covid-19. Brennand é o fundador do Instituto Ricardo Brennand (IRB), museu no Recife que abriga a maior coleção mundial do pintor holandês Frans Post. Segundo o "Diário de Pernambuco", Brennand estava internado desde segunda-feira na UTI do Real Hospital Português, no Recife.
Formado em Engenharia pela Universidade federal de Pernambuco, Brennad se dedicou por anos aos negócios da família, que incluia a marca Nacional de cimentos e investimentos nas áreas de energia eólica e hidráulica. Em 2002, inaugurou o Instituto Ricardo Brennand. Além das pinturas de Post, feitas durante a ocupação holandesa no Brasil, a instituição também abriga em seu acervo uma ampla coleção de armas brancas, incluindo armaduras medievais.
O empresário era primo do artista plástico Francisco Brennand, morto no ano passado também aos 92 anos, após complicações de uma infecção respiratória. Um dos maiores nomes das artes plásticas do Brasil, Brennand criou, em mais de 70 anos de atividade artística, desenhos, painéis, esculturas e as cerâmicas vitrificadas pelas quais ficou conhecido no Brasil e no exterior.
“É surreal”, diz Anielle Franco sobre citação de Bolsonaro a Marielle Franco
“É surreal”, diz Anielle Franco sobre citação de Bolsonaro a Marielle Franco
Anielle Franco lamentou as comparações feitas por Bolsonaro. (AP Photo/Michel Euler)
Texto / Pedro Borges
Anielle Franco, diretora do Instituto Marielle Franco e irmã da ex-vereadora do PSOL assassinada em março de 2018, demonstrou repúdio sobre as comparações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro em seu pronunciamento em resposta ao ex-ministro Sergio Moro.
“É revoltante, lastimável, é surreal a gente ter hoje um presidente da república no poder que compara o crime contra ele e contra o da minha irmã, que perdeu a vida com mais de cinco tiros na cabeça. Lembrando, que nenhuma vida deve ser ceifada”, afirmou Anielle.
Bolsonaro disse, na tarde desta sexta-feira (24), que “a PF de Sergio Moro se preocupou mais com a Marielle do que com seu chefe supremo”, ao citar um dos motivos para exonerar o agora ex-diretor da PF Maurício Valeixo. A exoneração, concretizada nesta manhã, resultou no pedido de demissão de Moro do ministério.
Na fala, o presidente compara seu atentado a faca cometido por Adélio Bispo em agosto de 2018, durante a campanha presidencial, na cidade de Juiz de Fora (MG), ao assassinato a tiros da ex-vereadora e do motorista Anderson Gomes, em março do mesmo ano, no Rio de Janeiro.
Para Anielle, Bolsonaro se utiliza do nome da ex-vereadora como forma de desviar o foco sobre as acusações recebidas mais cedo. “O pronunciamento foi irresponsável, foi uma cortina de fumaça. Faltou ética, caráter e valores. Ele deveria ter centrado suas forças em responder aos ataques e denúncias que recebeu”.
O pronunciamento do presidente foi uma resposta à demissão de Moro. Mais cedo, o então juiz da Operação Lava Jato acusou Bolsonaro de interferir na escolha do delegado responsável pela Polícia Federal e de querer obter informações sobre investigações em curso na PF e no STF (Supremo Tribunal Federal).
Os rumores sobre a morte de Bolsonaro ainda são precipitados
Os rumores sobre a morte de Bolsonaro ainda são precipitados
, por Leonardo Attuch

Não vi o Jornal Nacional. Apenas li as mensagens, que foram repassadas pelo Moro. Mais cedo, escutei sua fala na demissão, em que ele disse que, depois de descansar, procuraria emprego.
A primeira coisa que me ocorreu foi: se você fosse um headhunter contrataria alguém que grava os e-mails do chefe para usar como prova e depois sai correndo para vazar parar o Bonner? (Cuidado, Doria, Witzel, Mourão... qualquer um que seja o contratante).
A segunda coisa que salta aos olhos é o diálogo com a Zambelli, em que ele diz que “não está à venda”, ao receber a proposta de aceitar um novo diretor da PF em troca da indicação para o STF. Sob medida para a construção do super-herói.
Minha percepção é: ao apostar que o governo Bolsonaro será marcado por depressão econômica e a catástrofe do covid-19, Moro fez um cálculo político e decidiu antecipar sua campanha presidencial de 2022, com apoio de uma Globo duramente atingida pela crise.
Bolsonaro percebeu a jogada e no seu pronunciamento desta sexta-feira pintou Moro como um político egoísta e ambicioso. Disse até que, se ele queria ser presidente, deveria ter sido candidato em 2018. Colou em Moro a pecha de concorrente e traidor.
O caminho natural para Moro é filiar-se ao Podemos, de Álvaro Dias. Entrar no PSDB seria muito bandeiroso. E Bolsonaro, que ainda tem Record, SBT e talvez CNN, voltará a fazer lives nos próximos dias como se nada tivesse acontecido.
Com a pandemia, ele também terá a oportunidade de se livrar de Paulo Guedes e relançar o PAC, rebatizado como Pró-Brasil. A um só tempo, abandona o fracasso neoliberal e vira tocador de obras. Portanto, os rumores sobre sua morte são precipitados.
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