sexta-feira, 5 de junho de 2020

De Jean Wyllys para Miriam Leitão:


qui., 4 de jun. às 20:03
De Jean Wyllys para Miriam Leitão:

1) Sou jornalista. Trabalhei quase dez anos em mídia comercial. E uma coisa que sei dos medalhões do jornalismo no Brasil é que são corporativistas e não gostam de ser criticados.

2) Quase toda imprensa comercial no Brasil é historicamente antipetista e muitos dos seus medalhões trabalharam no limite da fake news contra o PT e seus governos.

3) Boa parte da imprensa comercial no Brasil e seus jornalistas medalhões participaram do golpe mascarado de impeachment contra Dilma Rousseff e insuflaram o antipetismo.

4) Boa parte da imprensa comercial brasileira passou pano sobre às violações de direitos perpetradas pela Lava Jato e transformou os medíocres Sergio Moro e Dallagnol em heróis.

5) A Globo News, por exemplo, raríssimas vezes deu espaço a uma perspectiva diferente do problema da corrupção tratado pela Lava Jato com seu justiçamento e desrespeito à prerrogativa de inocência.

6) A maior parte da imprensa comercial empoderou e deu voz a gente do quilate de Joyce Hasselmann e Kinta Katiguria, par ficar só em dois nomes, além de insuflar as manifestações verde-e-amarelas de tom fascista.

7) A maior parte da imprensa comercial praticamente IGNOROU DELIBERADAMENTE a escalada de violência política contra o PT e as esquerdas durante o ano de 2018.
😎 Boa parte da imprensa comercial construiu uma narrativa que equiparava @Haddad_Fernando a Jair Bolsonaro, como se se tratasse de candidatos do mesmo nível. Enquanto amaciava a abordagem sobre Bolsonaro, endurecia o discurso contra Haddad.

9) William Bonner ouviu Bolsonaro mentir sobre o “kit gay” (seu delírio) em cadeia nacional e não lhe desmentiu, tomou a mentira como verdade; e lhe foi bastante ameno.

10) @MiriamLeitaoCom foi obrigada a ler um ponto diante dos ataques de Bolsonaro à Globo, por esta ter apoiado à ditadura, numa das cenas mais constrangedoras já vistas na tevê. Não houve reação espontânea ao elogio do fascista ao torturador!

11) Diante de tudo isso, @MiriamLeitaoCom ainda vem se fazer de “indignada” por eu ter criticado, com respeito, sua tardia conclusão de que Bolsonaro é incompetente e ter dito que ela pavimentou seu caminho até a presidência.

12) Ora, @MiriamLeitaoCom , você pode ser esquecida, mas burra não é: e você sabe que quando disse “você” estava me referindo à imprensa comercial da qual você faz parte, que, sim, pavimentou o caminho de Bolsonaro à presidência.

13) É compreensível que medalhões do jornalismo comercial - uns com talento, outros não - ajam de maneira corporativista e venham me atacar. Não tenho medo de nenhum de vocês: nem dos jornalistas de fato nem dos ratos de redação.

14) O que não vou deixar, @MiriamLeitaoCom , é que pessoas como você na imprensa comercial e os milhões de eleitores que votaram nesse escroque posem de ingênuos ou desavisados em relação ao que ele é sempre mostrou que é. Não vou deixar.

15) Quem chocou o ovo da serpente foram vocês. Assumam seu monstro agora. É mais digno. Nós avisamos. Eu sigo com a minha arma em mente: e a minha arma, @MiriamLeitaoCom e demais colegas da imprensa comercial, é o que a memória guarda.

Fonte: twitter do Jean Willys.

Apoie o Manifesto S.O.S. Cinemateca Brasileira

Cinemateca Brasileira pede socorro. Salvem esse patrimônio da sociedade

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Cinemateca Brasileira

MANIFESTO

CINEMATECA BRASILEIRA, Patrimônio da Sociedade

A comunidade cinematográfica brasileira, representada por suas entidades, vem manifestar a sua inconformidade com a grave crise que se aprofunda e pode levar à falência da Cinemateca Brasileira.
A Cinemateca é uma  conquista histórica do cinema brasileiro. Nela está depositada a maior parte das imagens domésticas, filmes de todos os gêneros e bitolas, programas de TVs e jornais televisivos que o nosso país já produziu ao longo dos últimos 100 anos. Ela é a memória viva de nosso país e o testemunho da grandeza atingida por nosso cinema ao longo da sua existência. O trabalho de restauro desenvolvido pela Cinemateca foi considerado de excelência pelos principais centros especializados do mundo.
Cinemateca Brasileira
No entanto, estamos assistindo à inaceitável deterioração de suas funções que já atingiu um patamar absolutamente incompatível com a sua importância. Técnicos valiosos e especializados foram demitidos e as atividades foram reduzidas drasticamente. Entre outras coisas, isso se refletiu na subutilização dos equipamentos de ponta, fruto de vultosos investimentos, que correm o risco de sucateamento.
Há muito a Cinemateca, em grave crise financeira, não recebe recursos governamentais necessários para o seu pleno funcionamento. Desde de abril, está com os salários dos poucos funcionários que restam atrasados e luta para pagar a conta de luz, que pode ser cortada a qualquer momento. Um eventual apagão elétrico será desastroso, pois atingirá a climatização das salas onde estão arquivados verdadeiros tesouros de seu acervo histórico. Sem refrigeração e inspeção constante, os filmes em nitrato de celulose- material altamente inflamável – ficarão expostos ao tempo e podem entrar em autocombustão como já ocorreu em 2016. A lista de obras ameaçadas inclui filmes da Atlântida, da Vera Cruz, tudo o que restou do cinema silencioso brasileiro, arquivos históricos de Glauber Rocha e grandes filmes restaurados pela cinemateca –  a história do audiovisual nacional corre enorme risco.
Todo esse processo de irresponsável negligência se combina com o afastamento da comunidade cinematográfica nacional que não é consultada ou sequer informada a respeito dos rumos desta instituição.
Cinemateca Brasileira
Por acreditarmos que a interlocução da Cinemateca Brasileira com a comunidade cinematográfica é essencial para o seu urgente e devido resgate, reivindicamos a formação de uma comissão com membros indicados pelas principais entidades cinematográficas do país a fim de que se estabeleça um contato formalizado e periódico, condição sine qua non para que se trabalhe com transparência e a Cinemateca volte a assumir a sua vocação pública primeira de preservar e difundir o cinema brasileiro.
Para isso, exigimos que o governo federal providencie imediatamente a dotação urgente e necessária para que a Cinemateca Brasileira volte a funcionar plenamente e em bases seguras para os filmes nela depositados – patrimônio cultural e histórico de nosso país.

ENTIDADES QUE ASSINAM O MANIFESTO SOS CINEMATECA BRASILEIRA

ENTIDADES NACIONAIS – ORDEM ALFABÉTICA

  1. ABC Associação Brasileira de Cinematografia
  2. ABD Associação Brasileira de Documentaristas
  3. ABPA Associação Brasileira de Preservação Audiovisual
  4. ABRA Associação Brasileira de Roteiristas
  5. ABRACCINE – Associação Brasileira de Críticos de Cinema
  6. ABRACI Associação Brasileira de Cineastas
  7. ABRANIMA Associação Brasileira de Animação
  8. ACCIRS -Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul
  9. ANDAI Associação Nacional Distribuidores do Audiovisual Independente
  10. APACI Associação Paulista de Cineastas
  11. APAN Associação Paulista do Audiovisual Negro
  12. API Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro
  13. APRO Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais
  14. APROCINE Associação de Produtores e Realizadores de Cinema e Audiovisual DF
  15. CONNE Conexão Audiovisual Centro-Oeste, Norte e Nordeste
  16. DBCA Diretores Brasileiros de Cinema e Audiovisual
  17. FORCINE Fórum Brasileiro de Ensino de Cine e Audiovisual
  18. FÓRUM DOS FESTIVAIS – Fórum Nacional dos Organizadores de Festivais de Cinema
  19. FUNDACINE Fundação de Cinema do Rio Grande do Sul
  20. SANTACINE Sindicato da Indústria do Audiovisual de Santa Catarina
  21. SIAESP Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo
  22. SIAV Sindicato da Indústria Audiovisual do Rio Grande do Sul
  23. SICAV Sindicato da Indústria Audiovisual
  24. SINDAV-MG Sindicato da Indústria Audiovisual de Minas Gerais
  25. SINDCINE Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual
  26. SOCINE Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
  27. STIC Sindicato Interestadual dos Trabalhadores na Indústria Cinemat. e do Audiovisual
  28. Mostra Internacional de São Paulo
  29. PAVI – Pesquisadores do Audiovisual e da Iconografia

ENTIDADES INTERNACIONAIS – ORDEM ALFABÉTICA

  • BIBLIOCI – Red de Unidades de Información Especializadas en Cine y Medios Audiovisuales.
  • Cinémathèque Française – França
  • Cinémathèque Suisse – Suíça
  • Cineteca di Bologna – Itália
  • CLAIM – Coordenadoria Latinoamericana de Archivos de Imágenes em Movimento
  • FIAF International Federation of Film Archives (152 cinematecas do mundo)
  • FIPCA Federación Iberoamericana de Productores Cinematográficos y Audiovisuales
  • FIACINE – Federación Iberoamericana de Academias de Cine
  • Locarno Film Festival – Suíça
Conheça mais sobre a Cinemateca Brasileira: http://cinemateca.org.br/

Benfeitoria para apoio financeiro aos trabalhadores da Cinemateca Brasileira com atrasos de salários e benefícios e em situação de emergência financeira.

'Carlos R. S. Moreira Beto' carlos.moreira.beto@gmail.com [3setor] <3setor@yahoogrupos.com.br>Cancelar assinatura
qui., 4 de jun. às 19:46
Benfeitoria para apoio financeiro aos trabalhadores da Cinemateca Brasileira com atrasos de salários e benefícios e em situação de emergência financeira.

Projeto por: Trabalhadores da Cinemateca Brasileira

30 dias restantes 
Meta 1 = R$ 200.000,00

Com esse valor, apoiaremos os 62 trabalhadores da Cinemateca Brasileira que estão há meses sem receber seus vencimentos e sem garantia de emprego.

A Cinemateca Brasileira não existe sem os seus trabalhadores

Os trabalhadores da Cinemateca Brasileira contratados pela Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto - ACERP, entidade atualmente responsável pela gestão administrativa da instituição e também da TV Escola (Rio de Janeiro e Brasília), estão com dois meses de salários e notas de prestação de serviços atrasadas, e três meses sem os benefícios essenciais como vales refeição e alimentação. Não há, inclusive, dinheiro para a rescisão dos trabalhadores, tampouco houve o recolhimento do FGTS dos trabalhadores desde de março deste ano.

A ACERP, uma organização social (OS) vinculada ao Ministério da Educação para a gestão da TV Escola, ganhou a licitação para gerir a Cinemateca Brasileira, assinando em 2018 um termo aditivo ao Contrato de Gestão (CG) da emissora, que envolveu também o hoje extinto Ministério da Cultura. No final de 2019, o vínculo da ACERP para gerir a TV Escola foi encerrado bruscamente pelo Ministério da Educação. Assim, o termo aditivo da Cinemateca Brasileira também se extinguiu e a ACERP afirma estar tentando, desde então, reestabelecer um repasse do Governo Federal para a continuidade da instituição. Esse imbróglio político e jurídico afetou radicalmente os trabalhadores da TV Escola e da Cinemateca Brasileira.

Muito se sabe a respeito do quadro emergencial em que se encontra o acervo da Cinemateca Brasileira, que tem sua origem a partir da organização da sociedade civil e abriga mais de 120 anos de história da cultura audiovisual brasileira. Mas pouco tem se falado sobre a situação do seu corpo de trabalhadores, cuja sobrevivência também se encontra inteiramente em risco. Nesse atual cenário, não podemos esquecer que sem trabalhadores não se constroem nem se preservam acervos, ainda mais em uma instituição como a Cinemateca, cujo conhecimento e competência na preservação e difusão do patrimônio audiovisual brasileiro são construídos e atualizados diariamente, na totalidade das suas atividades correntes e de médio e longo prazo.
O caos instaurado na vida dos trabalhadores também é resultado da gestão sem transparência da ACERP. A entidade nunca foi clara a respeito de sua situação financeira, tampouco esclarece seus funcionários sobre a renegociação de um novo contrato, conquistas por melhores repasses ou busca por outras soluções de continuidade. Sabemos, hoje, que a situação já não era boa e desde o final de 2019, com o rompimento unilateral do CG pelo Ministério da Educação, tornou mais que previsível a situação trágica que agora se impõe. A aposta da ACERP desvela a sua irresponsabilidade em gerir o seu caixa, resultando em centenas de trabalhadores sem salários ou benefícios, justamente durante a pandemia da COVID-19.

Nós trabalhadores da Cinemateca Brasileira não recebemos qualquer comunicação da ACERP a respeito dessa real situação, tampouco o que estava sendo feito para resolvê-la. Apenas dois comunicados: em 30 de março, avisando que parte de alguns salários seriam parcelados, sem a indicação da data de pagamento da segunda parcela; e em 28 de abril, dois dias antes da data do pagamento, avisando que os salários não seriam pagos, mas que havia a esperança de regularizá-los na primeira semana de maio. Nada também foi dito sobre os vales refeição e alimentação não pagos na sua totalidade desde março, benefícios essenciais que representam um total de 30% na renda dos funcionários com menores salários.
 
Somos profisionais, seguimos trabalhando tanto de modo remoto quanto presencialmente, queremos garantir nossos empregos, mas sob o cumprimento legal de pagamento de salários, contratos, benefícios e direitos por parte do empregador.

Mesmo com mais de dois meses sem receber os nossos vencimentos, até o momento, trabalhamos dentro do possível e no meio da maior crise sanitária e econômica dos últimos anos, para manter as mínimas condições de preservação, pesquisa e difusão do acervo da Cinemateca Brasileira. Mas o limite das reservas financeiras chegou para muitos de nós, por isso decidimos recorrer a doaçõesz públicas, para que possamos ter um socorro até que a situação seja resolvida entre a ACERP e o Governo Federal.

Por que precisamos de doações e como faremos a distribuição
Em meio ao descaso e desrespeito da ACERP com seus trabalhadores, e pela falta de repasses dos recursos pelo Governo Federal à ACERP, decidimos realizar a campanha pública para amenizar os efeitos dessa situação que não tem perspectiva de se resolver, até o momento.

Na Cinemateca Brasileira somos 62 trabalhadores contratados diretamente pela ACERP, entre CLT's e PJ's, e 93 trabalhadores de empresas terceirizadas - colegas estes que, por ora, ainda recebem os seus vencimentos.

Para realizar a arrecadação e fazer a redistribuição das doações, partimos de um formulário preenchido pelos 62 trabalhadores, diretamente contratados pela ACERP, e trabalhadores que dependem da programação que ocorre na Cinemateca para terem alguma renda. A coleta dessas informações possibilitou dimensionar uma quantia para as urgências, estabelecer prioridades e prever suporte para esses trabalhadores correspondente aos meses não recebidos.

Após todos os atrasos e a falta de garantia de nossos empregos, metade dos funcionários, e suas famílias, precisam de auxílio urgentemente. No entanto, sabemos que ao fim do terceiro mês de atraso, este número vai aumentar e precisamos contar com algum auxílio que atenda a todos.
Através das doações arrecadadas a partir desta campanha pública, priorizaremos o repasse para trabalhadores em estado de emergência e, dependendo da arrecadação, estenderemos aos demais funcionários, que também seguem com salários e pagamentos de prestação de serviços atrasados, e sem seus benefícios essenciais.

Caso queira entrar em contato conosco envie e-mail para trabalhadoresdacb@gmail.com.

Benfeitoria

O que significaria para a cultura brasileira o fechamento da Cinemateca?

O que significaria para a cultura brasileira o fechamento da Cinemateca?

Fachada da Cinemateca Brasileira, em São Paulo - Danilo Verpa/Folhapress
Fachada da Cinemateca Brasileira, em São PauloImagem: Danilo Verpa/Folhapress
Leonardo Rodrigues
Do UOL, em São Paulo
01/06/2020 16h53
Entidade mais importante para a manutenção e preservação da memória do audiovisual brasileiro, a existência da Cinemateca Brasileira vem sendo colocada em xeque. O governo federal sugeriu o fim antecipado do contrato da instituição com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), que gere as atividades da instituição desde 2018.
Funcionários estão sem receber salários desde abril e, segundo ofício do Ministério Público, nenhuma parcela do orçamento de R$ 12 milhões relativo a 2020 foi repassada pela Secretaria Especial da Cultura. Caso o governo decida de fato "matar" o órgão, que existe desde 1946 e é referência internacional, cerca de 150 funcionários serão demitidos.

Perda irreparável

Assim como acontece na Europa e outros países da América da Sul, a Cinemateca Brasileira é responsável pela preservação de cerca de 245 mil rolos de filmes e 30 mil títulos, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares, que ficariam sem cuidados e sob risco de serem perdidos para sempre. Não é pouca coisa. A entidade é conhecida por abrir o maior acervo de imagens em movimento da América latina.
Rolos de filmes da Cinemateca Brasileira - TV Brasil
Rolos de filmes da Cinemateca Brasileira
Imagem: TV Brasil

Material corre risco de incêndio

O local, localizado na Vila Clementino, zona sul de São Paulo, tem depósito com rolos de nitrato de celulose, material altamente inflamável e usado até meados do século 20 na produção audiovisual. Existe alto risco de incêndio caso as películas não sejam acondicionadas adequadamente. O prédio da Cinemateca, que é é tombado, já sofreu com enchentes e incêndios, o último em 2016.
3.fev.2016 - Incêndio atinge parte do acervo da Cinemateca Brasileira, em São Paulo  - Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo
3.fev.2016 - Incêndio atinge parte do acervo da Cinemateca Brasileira, em São Paulo
Imagem: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo

Qual é o acervo da Cinemateca?

A Cinemateca possui, por exemplo, registros raros, como a coleção de imagens da TV Tupi, primeira emissora do país inaugurada em 1950 e extinta em 1980. O material foi herdado em 1985 e traz 180 mil rolos de filmes em 16 milímetros, como programas, reportagens e coberturas históricas de telejornais da época. A história da TV e do cinema do Brasil está lá.

1 milhão de documentos

A entidade também dispõe de um patrimônio de cerca de 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, como livros, roteiros, periódicos, recortes de imprensa, documentos pessoais doados, cartazes, fotografias e desenhos, importantes para a contextualização histórica e preservação da memória da produção nacional.

Fim dos restauros?

Este é outro ponto que está sob ameaça com um eventual fechamento. A Cinemateca também exerce atividades de restauro e preservação. A instituição, que abriga produções dos estúdios de cinema Vera Cruz e Atlântida, já restaurou em laboratório filmes como o clássico "Macunaíma", estrelado por Grande Otelo e baseado na obra de Mário de Andrade, "Os Fuzis", de Ruy Guerra, e "Manhã Cinzenta", de Olney.

Eventos sob ameaça

Além de servir como guardiã da memória do audiovisual brasileiro e internacional, a Cinemateca, localizada na Vila Clementino, possui duas modernas salas de exibição, patrocinadas pela Petrobras e BNDES, e uma área externa para projeção de filmes. Além de promover mostras próprias, o local é palco tradicional de eventos e festivais importantes para o fomento do cinema, como a Mostra Internacional de São Paulo, Anima Mundi e In-Edit, que também ajudam a equilibrar as contas do órgão.
Imagem da sala da Cinemateca Brasileira - Reprodução
Imagem da sala da Cinemateca Brasileira
Imagem: Reprodução