https://www.youtube.com/watch?v=M3cNrQrVFzE
sábado, 13 de março de 2021
carta de um experiente jornalista ex-Globo Benedido Costa para a jornalista da Globo Cecilia Flesch, que criticou Lula, por que ele fala adevogado...
De Benedito Costa, aula de etiqueta
Para Cecilia Flesch, jornalista da GloboNews que “corrigiu” rindo o adEvogado pronunciado pelo presidente Lula.
******
Carta a Cecília Flesch
Prezada jornalista,
Trabalhei vinte anos para essa empresa em que você está agora. Centenas de jornalistas “passaram pelas minhas mãos”, expressão não muito feliz, mas verdadeira. Vai que você não a entende e faz leituras indevidas dela. Isso não é legal, viu?
A maioria deles, em estado de indigência com os entendimentos da realidade da língua materna. Assim como você. Isso é uma pena.
Um jornalista tem a língua como principal ferramenta -- e entendê-la deve ser um dever, antes mesmo de um direito. Ou há um paralelo: direito e dever. Mas essas palavras confundem algumas cabecinhas, não é? Seus colegas andam confusos e perdidos em outras áreas também.
A questão não é o fato de os jornalistas saberem o que é uma epêntese, ou uma vogal epentética, pois isso foge ao escopo do curso de jornalismo. A questão é o jornalista, que tem a língua como principal ferramenta, como eu disse, não entender seu funcionamento.
Grande parte dos falantes do Sul usam a epêntese no caso de “advogado”, assim como em grande parte do país se fala “peneu”. Incluindo você. Aliás, você tem outros vícios de linguagem, que não são da minha preocupação.
Seus bandidos de estimação sulistas também usam epênteses, assim como vogais finais sem abrandamento, o que é inclusive uma piada local. Aliás, as pessoas não sulistas riem do nosso "pente" e não "pentchi" -- e isso é uma piada do nível do tio do pavê, que nos faz revirar os olhos. Afinal, tanta gente diz "treis" em vez de "três" porque isso é natural da língua. Grande parte dos seus colegas têm vergonha do "r" retroflexo e isso dá uma dor de cabeça danada para as fonoaudiólogas da sua empresa, que também não estão muito interessadas com a naturalidade da língua e sim com o preconceito mesmo. Preconceito vende mais que os produtos duvidosos que vocês colocam no ar, porque o preconceito é mais fácil de entender e é mais palatável. Em paralelo, o preconceito é um tipo de arma dos fracos e despreparados, que não têm algo mais profundo a dizer.
São pessoas ignorantes mesmo. Pseudo intelectuais, pedantes, vazias. Creem que um corte Chanel ou um scarpin de bico fino sejam suficientes para se fazer um trabalho bem feito.
Até o dia em que a empresa os joga na sarjeta, como tem ocorrido repetidamente na Globo -- e a sociedade, na lata de lixo da história, afinal a contribuição deles -- e a sua -- para o jornalismo, a ética, a "verdade" é nula, nada, nadica de nada.
Mas o mais grave para um jornalista, além de ser jagunço dos donos da empresa para a qual trabalha, é a vaidade e a ideia de superioridade, mesmo. Tratar as pessoas de cima para baixo.
Não sei se você tem doutorado na área. Creio que não. Quase nenhum de seus colegas têm. No máximo, as pós e os cursos in Company que a Globo oferece, geralmente têm conteúdo de gestão... e de autoajuda. E a pessoa de quem você debocha tem 16 ou mais doutorados "honoris causa", algo que você, certamente, não imagina o que é. Até porque, no máximo, seria a paraninfa paga de uma faculdade de esquina.
O mais engraçado para você é o seguinte. Eu esquecerei você amanhã. Mas outros, não. A cada frase que você pronunciar agora haverá um sujeito disposto a procurar descompassos entre o que a língua é e o que vc pensa que ela seja.
Sinto que você contribua para o empobrecimento das discussões linguísticas. Nós levamos séculos de observação e estudo para entender o que é uma epêntese e outros metaplasmos.
Sinto também que, dentre tantas coisas importantes ditas pelo sujeito de quem você debocha, você tenha escolhido isso, uma epêntese. Matar as aulas de edição e produção na faculdade parece não ter sido um bom negócio.
‘Supremo cavou um abismo sob seus pés, isso explica o voto do Fachin’, diz advogado Fernando Fernandes
‘Supremo cavou um abismo sob seus pés, isso explica o voto do Fachin’, diz advogado Fernando Fernandes

247 - O advogado Fernando Augusto Fernandes, em entrevista à TV 247, falou sobre a anulação das sentenças contra o ex-presidente Lula na Lava Jato por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin na última semana. Para o especialista, a Corte finalmente se deu conta de que permitiu, diante de seus olhos, que um juiz, ao lado de procuradores de Curitiba, corrompesse a Constituição e o devido processo legal, o que ele classificou como “omissão dolosa''.
“O Supremo Tribunal Federal agia tal qual o crime omissivo impróprio. Vou traduzir: é quando a omissão é uma ação. Exemplo: eu deixo de jogar a bóia para o meu inimigo morrer afogado; isso não é omissão de socorro, isso é homicídio. O fato é que o Supremo Tribunal Federal agiu tal qual a música do Cartola: ‘abismo que cavaste com os teus pés’”, falou.
Fachin anulou as sentenças do ex-presidente por ter julgado que a Vara Federal de Curitiba não tinha competência para analisar os processos que conduziu contra o petista. Segundo o jurista, “não há como explicar a nenhum estudante de Direito a questão da competência de Curitiba. Isso é um escândalo”. Ele esclareceu que o STF não havia discutido ainda a competência do ex-juiz Sergio Moro para julgar os casos. “O Supremo Tribunal Federal diversas vezes devolveu autos a Curitiba sem nunca dizer que o Moro era competente. Simplesmente devolvia dizendo ‘vamos resolver isso depois’. Isso que aconteceu. É uma mentira que o Supremo decidiu que o Sergio Moro era competente para casos da Petrobras”.
Fernando Fernandes afirmou que o Supremo agora age para corrigir suas omissões diante de sucessivas rupturas na Constituição. “Ao deixar isso ocorrer, dolosamente, para decidir depois, não percebeu que o próprio Supremo seria atacado, e não pelos advogados garantistas. Foi atacado porque criou uma direita radical que passou a atacar o Supremo Tribunal Federal e o Supremo não contou sequer com a legalidade da Procuradoria-Geral da República (PGR). Pela ausência, teve que o próprio Supremo Tribunal Federal fazer um inquérito, que é inconstitucional, mas isso em razão de ter deixado o Sergio Moro ‘se criar’, ter criado a Lava Jato, ter prendido senador da República, ter afastado o Aécio Neves quando não poderia… O Supremo deixou com que isso ocorresse, e nesse momento passou a tomar consciência da catástrofe que é permitir lesões à Constituição. A anulação dos processos do Lula representa um início de reencontro de ministros da Suprema Corte com o Estado de Direito, com o respeito à Constituição”.
Autor de PL contra obrigatoriedade da vacina, deputado do MT morre por complicações da Covid
Autor de PL contra obrigatoriedade da vacina, deputado do MT morre por complicações da Covid
O bolsonarista Silvio Fávero (PSL) era defensor da utilização de hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com coronavírus

ouça este conteúdo | readme.ai |
O deputado estadual pelo Mato Grosso, Silvio Antônio Fávero (PSL), 54 anos, morreu, no início da tarde deste sábado (13), em decorrência de complicações da Covid-19.
Conhecido pelo temperamento e declarações intempestivas ao defender Jair Bolsonaro, o parlamentar utilizou inúmeras vezes a tribuna da Assembleia Legislativa para criticar o isolamento social, o uso da máscara e a vacinação.
Fávero era defensor da utilização de hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19, medicação sem qualquer eficácia para tratar a doença e sem comprovação científica.
Infecção generalizada
Ele estava internado desde o dia 4 de março. De acordo com a assessoria de imprensa, o quadro de saúde se agravou nesta madrugada e o deputado teve infecção generalizada.
Fávero apresentou, em fevereiro de 2021, um projeto de lei (PL) estadual “para assegurar o direto de o cidadão escolher ou não pela sua vacinação”.

Lucas Vasques
Jornalista e redator da Revista Fórum.