sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Sentindo sede e urina escura, dois sintomas não reconhecidos de câncer de pâncreas

 

Sentindo sede e urina escura, dois sintomas não reconhecidos de câncer de pâncreas

· 2 min de leitura
Homem bonito sênior bebendo um copo d'água em casa
Neste artigo:

Os cientistas identificaram 22 sintomas de câncer pancreático, dois dos quais até agora foram mal documentados.

O câncer de pâncreas é uma doença difícil e agressiva de detectar. As chances de sobrevida em 5 anos variam de 5% para cânceres não operáveis ​​a 30% quando o tumor pode ser operado no momento do diagnóstico. Daí a importância de conhecer os sintomas. Pesquisadores da Universidade de Oxford publicaram um quadro clínico abrangente de câncer de pâncreas no British Journal of General Practice .

A equipe do Dr. Weiqi Liao examinou dados de 24.236 pacientes diagnosticados na Inglaterra entre 2000 e 2017, do banco de dados eletrônico QResearch. Ela comparou os diferentes sintomas antes e depois do diagnóstico de câncer de pâncreas com dados de outros pacientes sem câncer.

Sintomas da doença um ano antes do diagnóstico

Dois sintomas chamaram a atenção dos cientistas: sensação de sede e urina escura. Muito pouco documentados, são, no entanto, facilmente identificáveis. Os outros 20 sintomas são:

  • amarelecimento da pele;

  • sangramento no estômago ou intestinos;

  • problemas de deglutição;

  • diarreia;

  • uma mudança nos hábitos intestinais;

  • vômitos;

  • indigestão;

  • "caroço" abdominal ou inchaço;

  • dor abdominal;

  • perda de peso ;

  • a constipação;

  • a presença de gordura nas fezes;

  • náusea;

  • flatulência;

  • azia;

  • febre ;

  • cansaço;

  • perda de apetite;

  • coceira;

  • dor nas costas.

A maioria desses sintomas não é específica do câncer de pâncreas e pode estar associada a outras condições benignas. No entanto, os pesquisadores observaram que muitos deles apareceram um ano antes de seu câncer ser diagnosticado.

VÍDEO - Dr. Christian Recchia: "O câncer de cólon é o mais comum, todos os sexos combinados. No entanto, é fácil de evitar"

 
 
 
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TIB

 

Sexta-feira, 12 de novembro de 2021
Você não conhece essa história

Em 2018, o Intercept era uma redação minúscula. Éramos menos da metade do que somos hoje e, certamente, tínhamos menos leitores. 

Em junho, nos demos conta de que o bicho ia pegar na eleição e, sem recursos para viajar o país, contratar mais repórteres e editores, decidimos lançar uma campanha de financiamento coletivo para bancar a nossa cobertura. Quando a nossa equipe apresentou a proposta para o Leandro Demori, editor-executivo, ele tomou um susto. Seria uma campanha para arrecadar R$ 90 mil. Era muito dinheiro, e Demori não acreditava que fosse possível levantar tanto em apenas um mês — também não tínhamos mais tempo que isso. 

A equipe insistiu, e vivemos aquele mês em clima de tudo ou nada. Ao fim, arrecadamos R$ 120 mil reais, naquela que foi a maior campanha de financiamento coletivo para o jornalismo no país até então. Muitos de vocês devem ter nos ajudado naquela ocasião. Meu muito obrigado por isso!

Contei essa história porque, agora, centenas de milhares de pessoas que não conheciam o Intercept em 2018 estão recebendo este e-mail. Muitas chegaram por aqui durante aquela cobertura em que acabamos dando uma enorme quantidade de furos e uma matéria que depois foi premiada. Outras tantas nos conheceram com a investigação sobre as mortes de Marielle Franco e de Anderson Gomes. Depois veio a turma da Vaza Jato, do escândalo dos respiradores, do caso Mari Ferrer. Gente que chegou ao nosso site porque batemos de frente com a Coca-Cola, com a Ambev, com Luciano Huck, com a JBS, com a Fiat. 

Mas tudo começou, não tenho dúvida, com aquela campanha de 2018. Foi ali que demos um tremendo salto. Fomos capazes de publicar mais, incomodar de verdade, investigar com mais segurança, com mais recursos e um robusto apoio jurídico. Depois que você recebe o apoio de mais de 2 mil pessoas, você não para.

Essa mobilização coletiva é parte essencial da missão do Intercept. Nos anos seguintes, foi essa capacidade de juntar pessoas em torno de um jornalismo verdadeiramente independente e livre que nos impulsionou e nos tornou conhecidos. Sem o apoio e sem a vaquinha mensal de milhares de doadores, nós não temos a mesma força para investigar e fazer denúncias. A relação é muito direta: a arrecadação diminui, colocamos o pé no freio. Ela aumenta, engatamos a quinta marcha.

Hoje, estamos em ponto morto e particularmente preocupados. A crise econômica não dá sinais de melhora, e continuamos perdendo muitos apoios por isso. Por outro lado, temos uma imensa quantidade de assuntos e pistas para correr atrás. Não vou listar aqui para não me alongar, mas apenas um exemplo: quem você acha que tem condição de cobrir a candidatura de Sergio Moro de verdade? Você acompanhou a euforia da imprensa com seu retorno ao Brasil nas últimas semanas? Para onde isso pode nos levar?

O Intercept cresceu, mas continua sendo aquele projeto independente de 2018, feito por jornalistas que não querem saber de patrocinadores e investidores, que não recebem políticos e empresários em sua redação para reuniões a portas fechadas. Mas não só. Continua sendo um projeto feito coletivamente, com a ajuda, as críticas e as doações de milhares de pessoas que querem ver um jornalismo forte, livre e corajoso em ação, especialmente, na cobertura das eleições. 

Não temos muito tempo até o fim de 2021 para tocar todas as pautas que são urgentes. Por isso, precisamos da sua ajuda. Você pode clicar aqui e doar o quanto quiser.

Para a gente é sempre melhor receber um apoio mensal, mesmo que de apenas R$ 20. Esses apoios nos permitem projetar o futuro. Você sabe, mais do que nunca é hora de planejarmos o ano que está chegando. E o Intercept precisa de você para isso. Vem com a gente!

CLIQUE E VEJA COMO →  

Um abraço,

Alexandre de Santi
Deputy-editor
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Carta Capital

 

SEXTA-FEIRA, 12 DE NOVEMBRO DE 2021
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