Dois dias após novas sanções dos EUA, Cuba recebe ajuda humanitária da Rússia
Remessa inclui alimentos, equipamentos de proteção individual e mais de um milhão de máscaras e foi ordenada pelo presidente russo, Vladimir Putin
Os dois aviões de transporte militar An-124 Ruslán, com mais de 88 toneladas de ajuda humanitária enviada pela Rússia a Cuba, chegaram neste domingo (25/07) ao Aeroporto Internacional José Martí, em Havana.
“Agradeço o envio de ajuda humanitária do Governo da Federação Russa, símbolo das excelentes relações de amizade e solidariedade que unem nossos países irmãos”, disse o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
A remessa inclui alimentos, equipamentos de proteção individual e mais de um milhão de máscaras. A entrega da ajuda ao país latino-americano foi ordenada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
Quando chegou o primeiro avião com as doações, estiveram presentes autoridades cubanas, como a ministra de Comércio Interno, Betsy Díaz Velázquez, e a primeira vice-ministra do Ministério de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Ana Teresita González Fraga.
A ministra do Comércio Interno também agradeceu o gesto de solidariedade num momento em que a ilha atravessa uma complexa situação de desabastecimento, em consequência do bloqueio norte-americano.
Por sua vez, o embaixador russo em Cuba, Andréi Guzkov, disse que Moscou continuará trabalhando com o lado cubano para avaliar outras necessidades, como medicamentos, a fim de coordenar as doações posteriores.
No dia anterior, Cuba registrou seu pior dia de toda a pandemia de coronavírus, com 8.853 novas infecções e 80 mortes por covid-19.

Reprodução/Twitter
Cuba recebeu 88 toneladas de ajuda humanitária da Rússia
Novas sanções dos EUA contra Cuba
O carregamento acontece dois dias depois que o governo dos Estados Unidos anunciou a imposição de novas sanções contra autoridades cubanas por supostos "abusos contra manifestantes" nos protestos ocorridos em algumas partes da ilha em 11 de julho.
Depois do anúncio das medidas punitivas, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que as sanções impostas são "apenas o começo" e que seu país "continuará a punir os responsáveis pela opressão do povo cubano".
Diante dessas afirmações, o chanceler cubano Bruno Rodríguez declarou que o governo dos Estados Unidos "não tem autoridade moral alguma " para pedir a libertação das pessoas detidas nos protestos em Cuba e pediu a Washington que lidasse com o "racismo sistemático" e a repressão brutal nos protestos registrados no país norte-americano.
“Todas as garantias jurídicas e processuais para os detidos estão sendo cumpridas em Cuba”, acrescentou o chefe de Relações Exteriores.
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