domingo, 10 de março de 2013

Chávez: o legado e os desafios





Chávez: o legado e os desafios

 

 

Ao gritar nas ruas de Caracas “Todos somos Chávez!” o povo está lucidamente consciente de que Chávez houve um só e que a revolução bolivariana vai ter inimigos internos e externos suficientemente fortes para pôr em causa a intensa vivência democrática que ele lhes proporcionou durante treze anos.

 

Boaventura de Sousa Santos

 

 

Morreu o líder político democrático mais carismático das últimas décadas. Quando acontece em democracia, o carisma cria uma relação política entre governantes e governados particularmente mobilizadora, porque junta à legitimidade democrática uma identidade de pertença e uma partilha de objetivos que está muito para além da representação política. As classes populares, habituadas a serem golpeadas por um poder distante e opressor (as democracias de baixa intensidade alimentam esse poder) vivem momentos em que a distância entre representantes e representados quase se desvanece.

 

Os opositores falarão de populismo e de autoritarismo, mas raramente convencem os eleitores. É que, em democracia, o carisma permite níveis de educação cívico-democráticos dificilmente atingíveis noutras condições. A difícil química entre carisma e democracia aprofunda ambos, sobretudo quando se traduz em medidas de redistribuição social da riqueza. O problema do carisma é que termina com o líder. Para continuar sem ele, a democracia precisa de ser reforçada por dois ingredientes cuja química é igualmente difícil, sobretudo num imediato período pós-carismático: a institucionalidade e a participação popular.

 

Ao gritar nas ruas de Caracas “Todos somos Chávez!” o povo está lucidamente consciente de que Chávez houve um só e que a revolução bolivariana vai ter inimigos internos e externos suficientemente fortes para pôr em causa a intensa vivência democrática que ele lhes proporcionou durante treze anos. O Presidente Lula do Brasil também foi um líder carismático. Depois dele, a Presidenta Dilma aproveitou a forte institucionalidade do Estado e da democracia brasileiras, mas tem tido dificuldade em complementá-la com a participação popular. Na Venezuela, a força das instituições é muito menor, ao passo que o impulso da participação é muito maior. É neste contexto que devemos analisar o legado de Chávez e os desafios no horizonte.

 

O legado de Chávez

 

1.       Redistribuição da riqueza. Chávez, tal como outros líderes latino-americanos, aproveitou o boom dos recursos naturais (sobretudo petróleo) para realizar um programa sem precedentes de políticas sociais, sobretudo nas áreas da educação, saúde, habitação e infraestruturas que melhoraram substancialmente a vida da esmagadora maioria da população. A Venezuela saudita deu lugar à Venezuela bolivariana.

 

2.       A integração regional. Chávez foi o artífice incansável da integração do subcontinente latino-americano. Não se tratou de um cálculo mesquinho de sobrevivência e de hegemonia. Chávez acreditava como ninguém na ideia da Pátria Grande de Simón Bolívar. As diferenças políticas substantivas entre os vários países eram vistas por ele como discussões no seio de uma grande família. Logo que teve oportunidade, procurou reatar os laços com o membro da família mais renitente e mais pró-EUA, a Colômbia. Procurou que as trocas entre os países latino-americanos fossem muito para além das trocas comerciais e que estas se pautassem por uma lógica de complementaridade e de reciprocidade, e não por uma lógica capitalista. A sua solidariedade com Cuba é bem conhecida, mas foi igualmente decisiva com a Argentina, durante a crise da dívida soberana em 2001-2002, e com os pequenos países das Caraíbas.

 

Foi um entusiasta de todas as formas de integração regional que ajudassem o continente a deixar de ser o (quintal dos EUA. Foi o impulsionador da ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas), depois ALBA-TCP (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América- Tratado de Comércio dos Povos), mas também quis ser membro do MERCOSUL. CELAC (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), UNASUL (União de Nações Sul-Americanas) são outras das instituições de integração a que Chávez deu o seu impulso.

 

1.       Anti-imperialismo. Nos períodos mais decisivos do seu governo (incluindo a sua resistência ao golpe de Estado de que foi vítima em 2002) Chávez confrontou-se com o mais agressivo unilateralismo dos EUA (George W. Bush) que teve o seu ponto mais destrutivo na invasão do Iraque. Chávez tinha a convicção de que o que se passava no Oriente Médio viria um dia a passar-se na América Latina se esta não se preparasse para essa eventualidade. Dai o seu interesse na integração regional. Mas também estava convencido de que a única maneira de travar os EUA seria alimentar o multilateralismo, fortalecendo o que restava da Guerra Fria. Daí, a sua aproximação com a Rússia, a China e o Irã. Sabia que os EUA (com o apoio da União Europeia) continuariam a “libertar” todos os países que pudessem contestar Israel ou ser uma ameaça para o acesso ao petróleo. Daí, a “libertação” da Líbia, seguida da Síria e, em futuro próximo, do Irã. Daí também o “desinteresse” dos EUA e EU em “libertarem” o país governado pela mais retrógrada ditadura, a Arábia Saudita.

 

2.       O socialismo do século XXI. Chávez não conseguiu construir o socialismo do século XXI a que chamou o socialismo bolivariano. Qual seria o seu modelo de socialismo, sobretudo tendo em vista que sempre mostrou uma reverência para com a experiência cubana que muitos consideraram excessiva? Conforta-me saber que em várias ocasiões Chávez tenha referido com aprovação a minha definição de socialismo: “socialismo é a democracia sem fim”. É certo que eram discursos, e as práticas seriam certamente bem mais difíceis e complexas. Quis que o socialismo bolivariano fosse pacífico, mas armado para não lhe acontecer o mesmo que aconteceu a Salvador Allende. Nacionalizou empresas, o que causou a ira dos investidores estrangeiros que se vingaram com uma campanha impressionante de demonização de Chávez, tanto na Europa (sobretudo na Espanha) como nos EUA. Desarticulou o capitalismo que existia, mas não o substituiu. Daí, as crises de abastecimento e de investimento, a inflação e a crescente dependência dos rendimentos do petróleo. Polarizou a luta de classes e pôs em guarda as velhas e as novas classes capitalistas, as quais durante muito tempo tiveram quase o monopólio da comunicação social e sempre mantiveram o controle do capital financeiro. A polarização caiu na rua e muitos consideraram que o grande aumento da criminalidade era produto dela (dirão o mesmo do aumento da criminalidade em São Paulo ou Joanesburgo?).

 

3.       O Estado comunal. Chávez sabia que a máquina do Estado construída pelas oligarquias que sempre dominaram o país tudo faria para bloquear o novo processo revolucionário que, ao contrário dos anteriores, nascia com a democracia e alimentava-se dela. Procurou, por isso, criar estruturas paralelas. Primeiro foram as misiones e gran misiones, um extenso programa de políticas governamentais em diferentes setores, cada uma delas com um nome sugestivo (Por. ex., a Misíon Barrio Adentro para oferecer serviços de saúde às classes populares), com participação popular e a ajuda de Cuba.

 

Depois, foi a institucionalização do poder popular, um ordenamento do território paralelo ao existente (Estados e municípios), tendo como célula básica a comuna, como princípio, a propriedade social e como objetivo, a construção do socialismo. Ao contrário de outras experiências latino-americanas que têm procurado articular a democracia representativa com a democracia participativa (o caso do orçamento participativo e dos conselhos populares setoriais), o Estado comunal assume uma relação de confrontação entre as duas formas de democracia. Esta será talvez a sua grande debilidade.

 

Os desafios para a Venezuela e o continente

 

4.       A união cívico-militar. Chávez assentou o seu poder em duas bases: a adesão democrática das classes populares e a união política entre o poder civil e as forças armadas. Esta união foi sempre problemática no continente e, quando existiu, foi quase sempre de orientação conservadora e mesmo ditatorial. Chávez, ele próprio um militar, conseguiu uma união de sentido progressista que deu estabilidade ao regime. Mas para isso teve de dar poder econômico aos militares, o que, para além de poder ser uma fonte de corrupção, poderá amanhã virar-se contra a revolução bolivariana ou, o que dá no mesmo, subverter o seu espírito transformador e democrático.

 

5.       O extrativismo. A revolução bolivariana aprofundou a dependência do petróleo e dos recursos naturais em geral, um fenômeno que longe de ser específico da Venezuela, está hoje bem presente em outros países governados por governos que consideramos progressistas, sejam eles o Brasil, a Argentina, o Equador ou a Bolívia. A excessiva dependência dos recursos está a bloquear a diversificação da economia, está a destruir o meio ambiente e, sobretudo, está a constituir uma agressão constante às populações indígenas e camponesas onde se encontram os recursos, poluindo as suas águas, desrespeitando os seus direitos ancestrais, violando o direito internacional que obriga à consulta das populações, expulsando-as das suas terras, assassinando os seus líderes comunitários. Ainda na semana passada assassinaram um grande líder indígena da Sierra de Perijá (Venezuela), Sabino Romero, uma luta com que sou solidário há muitos anos. Saberão os sucessores de Chávez enfrentar este problema?

 

6.       O regime político. Mesmo quando sufragado democraticamente, um regime político à medida de um líder carismático tende a ser problemático para os seus sucessores. Os desafios são enormes no caso da Venezuela. Por um lado, a debilidade geral das instituições, por outro, a criação de uma institucionalidade paralela, o Estado comunal, dominada pelo partido criado por Chávez, o PSUV (Partido Socialista Unificado da Venezuela). Se a vertigem do partido único se instaurar, será o fim da revolução bolivariana. O PSUV é um agregado de várias tendências e a convivência entre elas tem sido difícil.

 

Desaparecida a figura agregadora de Chávez, é preciso encontrar modos de expressar a diversidade interna. Só um exercício de profunda democracia interna permitirá ao PSUV ser uma das expressões nacionais do aprofundamento democrático que bloqueará o assalto das forças políticas interessadas em destruir, ponto por ponto, tudo o que foi conquistado pelas classes populares nestes anos. Se a corrupção não for controlada e se as diferenças forem reprimidas por declarações de que todos são chavistas e de que cada um é mais chavista do que o outro, estará aberto o caminho para os inimigos da revolução. Uma coisa é certa: se há que seguir o exemplo de Chávez, então é crucial que não se reprima a crítica. É necessário abandonar de vez o autoritarismo que tem caracterizado largos setores da esquerda latino-americana.

 

O grande desafio das forças progressistas no continente é saber distinguir entre o estilo polemizante de Chávez, certamente controverso, e o sentido político substantivo de seu modo de governar, inequivocamente a favor das classes populares e de uma integração solidária do subcontinente. As forças conservadoras tudo farão para confundilos. Chávez contribuiu decisivamente para consolidar a democracia no imaginário social. Consolidou-a onde ela é mais difícil de ser traída, no coração das classes populares. E onde também a traição é mais perigosa. Alguém imagina as classes populares de tantos outros países do mundo verter pela morte de um líder político democrático as lágrimas amargas com que os venezuelanos inundam as televisões do mundo?

 

Este é um patrimônio precioso tanto para os venezuelanos como para os latino-americanos. Seria um crime desperdiçá-lo.

 

 

 

 

Coimbra, 6 de Março de 2013

 

 

 

 

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Os cinco pastores mais ricos do Brasil

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Carta de Fidel Castro a Hugo Chávez


CARTA DE FIDEL CASTRO A HUGO CHÁVEZ

 

 

Querido Hugo:

 

Me satisface mucho que hayas podido regresar al pedazo de la tierra americana que tanto amas, y al pueblo hermano que tanto te apoya.

 

Fue necesaria una larga y angustiosa espera, tu asombrosa resistencia física y la consagración total de los médicos como lo hicieron durante 10 años, para obtener ese objetivo.

 

Es absolutamente justo hacer mención a la insuperable constancia con que tus familiares más allegados, tus compañeros en la dirección revolucionaria, las Fuerzas Armadas Bolivarianas, rearmadas y reequipadas por ti, y las personas honestas del mundo, mostraron sus simpatías.

 

Especial mención merece el aliento que el pueblo venezolano te brindó con sus muestras diarias de apoyo entusiasta e irreductible. A eso se debe un regreso feliz a Venezuela.

 

Tú aprendiste mucho de la vida, Hugo, en esos duros días de sufrimientos y sacrificios. Ahora que no tendremos el privilegio de recibir noticias tuyas todos los días, volveremos al método de la correspondencia que durante años hemos utilizado.

 

Viviremos siempre luchando por la justicia entre los seres humanos sin temor a los años, los meses, los días o las horas, conscientes, humildemente, de que nos tocó vivir en la época más crítica de la historia de nuestra humanidad. Nuestro pueblo, que es también el tuyo, conocerá mañana por esta misma vía tu regreso a Venezuela.

 

Todo debió llevarse a cabo con mucha discreción, para no darle oportunidad a los grupos fascistas de planear sus cínicas acciones contra el proceso revolucionario Bolivariano.

 

Cuando el campo socialista se derrumbó y la URSS se desintegró, el imperialismo, con el puñal afilado de su bloqueo se proponía ahogar en sangre a la Revolución Cubana; Venezuela, un país relativamente pequeño de la dividida América, fue capaz de impedirlo. En aras del tiempo no menciono los numerosos países de las Antillas, Centro y Suramérica que Venezuela, además de sus grandes planes económicos y sociales, fue capaz de ayudar. Por ello, todas las personas honestas del mundo han seguido de cerca "la salud y las noticias sobre Chávez".

 

¡Hasta la victoria siempre!

 

¡Un fuerte abrazo!

 

Fidel Castro Ruz

 

17 de febrero de 2013

Canção da Terra (Earth Song, por Michael Jackson

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http://sorisomail.com/partilha/12091.html

Para "enlouquecer" quem ainda não foi à Cuba. Quanta saudade!

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http://www.youtube.com/watch?feature=fvwp&v=Feu0gHezueY&NR=1



Do Informativo Semanal do Prof. Ernesto Germano Pares


Escravidão em São Paulo.

Em 2012, a maioria (64,7%) dos trabalhadores resgatados nas ações de combate ao trabalho escravo no estado de São Paulo estava na capital. Segundo levantamento repassado à Agência Brasil pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no ano passado, 213 trabalhadores foram liberados de condições análogas à escravidão. Desses, 138 na cidade de São Paulo. Em 2011, foram libertadas 180 pessoas no estado, 32 delas (17,7%) na capital.

O balanço da Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo aponta que, em 2012, foram resgatadas 77 vítimas de tráfico de pessoas, 59 delas exploradas na indústria têxtil, no agronegócio e na construção civil. As principais vítimas desse tipo de crime são bolivianos e paraguaios.

Um dos casos mais conhecidos é o da marca espanhola Zara que, em 2011, foi flagrada em dois casos de trabalho análogo à escravidão. Em junho daquele ano, foram descobertas 51 pessoas (46 bolivianos) trabalhando em condições precárias em uma confecção contratada pela Zara em Americana, no interior paulista. Os trabalhadores eram submetidos a uma jornada média de 14 horas e recebiam o equivalente a R$ 0,20 por peça de roupa produzida. No mês seguinte, foram encontrados 14 bolivianos em condições semelhantes em duas confecções na cidade de São Paulo. (Matéria em Agência Brasil)

Enfim... a verdade que todos já sabiam.  “Na minha conclusão eu afirmo categoricamente que ele [Rubens Paiva] foi morto no DOI-Codi [Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna] pelo 1º Exército,” disse na segunda-feira (04) o coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Cláudio Fonteles. “A prova documental é muito forte. Ela vem do próprio sistema ditatorial militar com a tarja de secreto”.

Em novembro, a comissão recebeu uma série de documentos com informações inéditas sobre o desaparecimento do deputado Rubens Paiva em 1971. Os documentos recebidos pela comissão, em Porto Alegre, confirmam que após ser preso por uma equipe do Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa), em 20 de janeiro de 1971, em sua casa, no Rio de Janeiro, Paiva foi entregue ao DOI-Codi no dia seguinte.

A confirmação do assassinato, de acordo com o coordenador da CNV, veio com dois documentos encontrados no Arquivo Nacional. O Informe nº 70, de 25 de janeiro de 1971, redigido pela agência do Rio de Janeiro do Serviço Nacional de Inteligência (SNI). O documento, de caráter confidencial, informa o que aconteceu com Rubens Paiva do dia 20, quando foi preso, até o dia 25 de janeiro.

Para Fonteles, os documentos revelados desmontam a versão oficial da ditadura militar de que o ex-deputado teria sido resgatado por “terroristas” no dia 22 de janeiro, enquanto estava sob custódia do Exército e indicam que o ex-deputado foi assassinado, sob tortura, nas dependências do DOI-Codi do Rio de Janeiro. “Mentiu. Mentiu sim a versão oficial do Estado ditatorial militar que dizia que ele fugiu e que estaria foragido até hoje.” ( A matéria é de Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil)

Venezuela vai processar “El País”. O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, confirmou que o governo da Venezuela moverá ações legais contra o jornal espanhol El País, que publicou uma fotografia falsa dizendo ser de Hugo Chávez, em janeiro desse ano. Na verdade, a imagem publicada foi retirada de um vídeo do YouTube e mostrava um paciente entubado em uma cama de hospital.

A fotografia publicada não tinha assinatura de autor e o El País informou que não tinha “podido verificar de forma independente as circunstâncias em que foi tirada a imagem, nem o momento preciso, nem o local”, culpando “as particularidades políticas de Cuba e as restrições informativas que o regime impõe o tornam impossível”.

Venezuela foi o país que mais avançou na erradicação da fome. A informação foi dada pelo representante da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) na Venezuela, Marcelo Resende de Souza. Os dados constam do relatório preliminar 2012 da entidade.

O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, comunicou a boa notícia durante uma solenidade de entrega de 516 novos equipamentos (máquinas e ferramentas) para os trabalhadores do campo.

Venezuela continua aquecendo lares pobres nos EUA. O programa de ajuda a famílias pobres nos EUA é antigo, sendo aplicado há oito anos. Trata-se de um projeto do solidariedade do povo venezuelano com os pobres estadunidenses através da entrega de combustíveis para calefação de ambientes em comunidades carentes. O programa, segundo levantamento feito, atende 100 mil famílias, em 25 estados, incluindo 240 comunidades indígenas.

Nos EUA, o programa é coordenado pela empresa petroleira Citgo, uma subsidiária da PDV (Petróleos de Venezuela). Desde 2005, quando foi lançado, o programa já atendeu a quase 2 milhões de pessoas. Lançado logo depois da passagem do furacão Katrina nos EUA, a empresa venezuelana já doou mais de 200 milhões de galões de combustível, representando aproximadamente 400 milhões de dólares! Para mais informações sobre o programa: www.citizensenergy.com ou www.citgo.com

Na Guatemala, um processo histórico! Desde o dia 29 de janeiro a Guatemala virou centro de atenção dos que lutam pelos direitos humanos no planeta. O ex-ditador Efraín Ríos Montt está sendo julgado por seus crimes e este é um passo histórico contra a impunidade reinante há quatro décadas no país. Na quinta-feira, 31 de janeiro, o juiz guatemalteco Miguel Ángel Gálvez confirmou a abertura da coleta de provas contra o ex-ditador guatemalteco.

Dois dias antes, em 29 de janeiro, Gálvez havia tornado pública sua decisão de levar a julgamento a causa já existente contra Ríos Montt e seu chefe de inteligência militar nos anos 80, o ex-general Mauricio Rodríguez Sánchez. Falta confirmar ainda a data do início do julgamento e a conformação do Tribunal de Sentença. A justiça guatemalteca acusa os dois militares pela matança de 1.770 indígenas Maya Ixile no Departamento do Quiché, norte do país.

“É tudo mentira, exceto algumas coisas”! Entenderam? Pois esta foi a afirmação do presidente espanhol Mariano Rajoy para as denúncias de corrupção na cúpula do seu partido. Em uma entrevista coletiva com a imprensa, Rajoy afirmou que “Tudo o que se refere a mim e aos companheiros do partido é errado, menos algumas coisas que foram publicadas pela imprensa”!

Rajoy e seu partido estão sendo acusados de vários crimes de corrupção, manutenção de contas em paraísos fiscais, sonegação de impostos, etc. Há um grande movimento no país exigindo a sua renúncia e o afastamento de toda a cúpula do partido para que sejam investigados.

Jornalistas palestinos viram alvos em Gaza. O documentário feito pela repórter Jihan Rafiz, da The Real News, mostra que em Gaza os jornalistas palestinos não recebem o mesmo tratamento de outros jornalistas estrangeiros, ou mesmo árabes. Oficialmente, Israel os vê como parte da resistência palestina e eles são, portanto, alvos de ataques por mísseis guiados.

Em meados de novembro do ano passado, as forças militares de Israel alvejaram um centro de imprensa onde trabalhavam dezenas de jornalistas palestinos. Oito jornalistas ficaram feridos e, depois de uma semana de bombardeios, três jornalistas palestinos foram mortos. Segundo os repórteres sobreviventes, entrevistados no documentário, o objetivo das forças israelenses foi censurar a transmissão dos ataques – já que muitos jornalistas estrangeiros foram proibidos de entrar no país.

54 países formaram uma rede ilegal para os EUA! Um relatório apresentado nesta semana pela ONG OSJI (Open Society Justice Initiative), localizada em Nova Iorque, mostra que 54 governos estavam envolvidos em violações de direitos humanos durante a administração Bush. Em suas 213 páginas, o documento mostra que os EUA conseguiram “convencer” mais de um quarto dos governos de todo o mundo para cooperarem em operações de sequestro e tortura de suspeitos de terrorismo depois do 11 de setembro.

Segundo o documento, intitulado “Globalizing Torture: CIA Secret Detention and Extradition Rendition” (Globalizando a Tortura: As Detenções Secretas e Extradições Extrajudiciais da CIA), a maioria desses países está na Europa e nenhum na América Latina. O relatório também revela a ajuda de países hostis e inimigos declarados dos EUA, como Síria e Irã, e a ausência de aliados-chave, como Israel, na lista de co-responsáveis pelas operações.

Os países implicados de responsabilidade na lista são creditados em diferentes níveis de cooperação, desde a permissão da utilização de espaço aéreo ou na negligência em tentar proteger suspeitos em seus próprios territórios, até cooperação com informações de inteligência, participação em interrogatórios ou fornecimento de base para prisões. Conhecidos aliados, como Canadá e Reino Unido, merecem menção especial e mais detalhada no documento.

Os 54 países envolvidos na lista são: Afeganistão, Albânia, Argélia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bósnia-Hezergovina, Canadá, Croácia, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, Djibuti, Egito, Etiópia, Finlândia, Gâmbia, Geórgia, Alemanha, Grécia, Hong Kong, Islândia, Indonésia, Irã, Irlanda, Itália, Jordânia, Quênia, Líbia, Lituânia, Macedônia, Malauí, Malásia, Mauritânia, Marrocos, Paquistão, Polônia, Portugal, Romênia, Arábia Saudita, Somália, África do Sul, Espanha, Sri Lanka, Suécia, Síria, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Uzbequistão, Iêmen e Zimbábue.

Obama pode ordenar assassinatos de cidadãos estadunidenses. A notícia foi divulgada na noite de terça-feira (05) pela rede de TV NBC que mostrou um documento oficial do Departamento de Defesa dos EUA tentando justificar legalmente o uso de aviões não tripulados “drones” para matar cidadãos estadunidenses suspeitos de ligações com o terrorismo internacional. De acordo com o documento, de 16 páginas, a operação pode ser considerada legal se forem observadas três condições principais: 1) uma autoridade de alto-escalão e bem informada determinar que o alvo em questão represente uma ameaça iminente de ataque violento contra os EUA; 2) a captura do alvo se torne inviável, embora seu monitoramento ainda seja possível; 3) a operação seja realizada de forma consistente às leis de princípios de guerra.

Posteriormente, a informação foi confirmada por dois senadores democratas. Barack Obama autorizou o acesso de senadores à íntegra do polêmico dossiê confidencial que permite o presidente e altos membros do governo a emitirem ordens para abater cidadãos estadunidenses no exterior. A notícia foi divulgada na noite de quarta-feira (06) pelo site Huffington Post, que recebeu a informação de uma fonte governamental sob condição de anonimato. Segundo a fonte, a decisão teria partido pessoalmente de Obama, que a comunicou para o Departamento de Justiça da Casa Branca.

Depois, a informação foi confirmada pelo senador democrata Ron Wyden, de Oregon, ao jornal The New York Times. Segundo ele, o presidente o comunicou pessoalmente que a Comissão de Inteligência do Senado, que trata de temas relativos a Inteligência e Defesa, terá acesso ao memorando. Posteriormente, ele se tornará acessível a todos os senadores. O texto, no entanto, não deve se tornar público.

Na quarta-feira (06), o Washington Post apurou que os EUA têm bases secretas de drones há dois anos na Arábia Saudita”.

Segundo a BBC, a mídia dos EUA sabia da base aérea sigilosa desde o início. Funcionários do governo teriam dito que estavam preocupados que a divulgação pudesse prejudicar as investidas contra o grupo terrorista e a relação com a Arábia Saudita.

Buena Vista Social Club

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