domingo, 10 de agosto de 2014

Informativo Semanal do Prof. Ernesto Germano Pares, nº 560

Banco Santander fez campanha contra Dilma.
O Banco Santander enviou aos seus clientes de renda mais alta um comunicado com o título “Você e seu dinheiro”. No comunicado o Banco dizia que a reeleição da Dilma representaria uma crise econômica grave. Vejam a íntegra da nota enviada pelo Santander.
“A economia brasileira continua apresentando baixo crescimento, inflação alta e déficit em conta corrente. A quebra de confiança e pessimismo crescente em relação ao Brasil em derrubar ainda mais a popularidade da presidente, que vai caindo nas últimas pesquisas, e que tem contribuído para a subida do Ibovespa. Difícil saber até quando vai durar esse cenário e qual será o desdobramento final de uma queda ainda maior de Dilma Rousseff nas pesquisas. Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir. O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e um o índice da Bovespa caíra, revertendo parte das altas recentes. Esse último cenário estaria mais de acordo com a deterioração de nossos fundamentos macroeconômicos. Diante desse cenário, converse com o seu Gerente de Relacionamento Select para alocar seus investimentos da maneira mais adequada ao ser perfil de investimento.”
Quando a imprensa denunciou a “armação”, o banco disse que adota “critérios exclusivamente técnicos” em suas análises econômicas, que ficam restritas à discussão de variáveis que possam afetar os investimentos dos correntistas, “sem qualquer viés político ou partidário”. Por meio da nota, o Santander pediu desculpas aos seus clientes e acrescentou que estão sendo tomadas as providências para assegurar que nenhum comunicado dê margem a interpretações diversas dessa orientação. O banco também voltou atrás e disse que reitera sua convicção de que a economia brasileira seguirá bem sucedida trajetória de desenvolvimento.
Mais tarde, oficialmente, o banco anunciou que demitiria o técnico responsável pela mensagem e pediu “desculpas” ao governo brasileiro.
Santander e a Opus Dei. Para quem não conhece, o banco Santander e seu presidente internacional, Emilio Botín, são investigados na Europa por vínculos de lavagem de dinheiro do Opus Dei, corrente de extrema direita dentro da Igreja Católica.
Uma das maiores instituições financeiras do mundo, o banco Santander, tem uma ligação nebulosa com o Opus Dei (“Obra de Deus”, em latim), um braço ultraconservador da Igreja Católica. O Opus Dei surgiu em 1928 na Espanha para “infiltrar” seus seguidores em setores importantes da sociedade.
Nas mãos dos membros dessa discreta organização católica, o banco cresceu bastante no período do fascismo espanhol, liderado pelo ditador Francisco Franco (1892-1975), com o qual líderes da Opus Dei também tiveram laços estreitos. Na década de 1960, o Santander passou a expandir seus negócios, começando pela América Latina. A primeira investida ocorreu na Argentina. Depois se instalou em Cuba, Porto Rico, Chile, Venezuela e México, antes de dar seus primeiros passos no Brasil, na Colômbia, no Peru e no Uruguai.
Na década de 1990, já como o maior banco na Espanha, fortaleceu sua atuação no Brasil ao comprar os bancos Noroeste, Meridional e depois, em 2000, o Banespa. Em 2008, o processo de expansão continuou com a aquisição do Banco Real. Assim, o Santander tornou-se o terceiro maior banco privado do País, com cerca de 21,4 milhões de clientes.
Para se ter uma ideia do poder de influência do Opus Dei, o jornalista Alberto Dines, em texto publicado no “Observatório da Imprensa”, diz que há mais de 200 editores a serviço da organização na imprensa brasileira. “A Opus Dei é uma confissão ou ordem religiosa mas é, principalmente, um projeto ideológico para conquistar o poder através da lavagem cerebral de seus adeptos”, diz o jornalista no mesmo artigo.
Por coincidência, o homem que dirige o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), o chamado Banco do Vaticano, é tido como integrante do Opus Dei. Responsável pela instituição que controla as contas das ordens religiosas e de associações católicas desde 2009, Ettore Gotti Tedeschi foi diretor do Santander na Itália durante 17 anos, antes de ser nomeado, por um conselho de cardeais, presidente do Banco do Vaticano. Tedeschi também foi colunista do “L’Osservatore Romano”, o jornal do Vaticano, e professor de ética empresarial da Universidade Católica de Milão.
“Católicos” contra Dilma? Curiosamente, na mesma semana da nota do Santander, começou a circular no Facebook uma nota com o seguinte título: “Católico não vota no PT”.
No corpo da mensagem coisas como “Nenhum católico verdadeiro que ama Jesus Cristo deve votar em políticos do PT. O PT é um partido com viés socialista fundado por militantes comunistas e por teólogos da Libertação, isso mesmo, os TLs fundaram o PT”. Ou seja, já deixa claro, logo no início, que é contra a Teologia da Libertação! O texto termina afirmando que “Somos católicos e somos cidadãos e para dar testemunho de nossa fé devemos manifestá-las nas urnas e mostrar que não somos a favor de um partido que luta contra os princípios cristãos.” Ou seja, claramente um texto que foi gestado no seio da Opus Dei!
Radiografia das eleições nos estados: governadores e Congresso
Por encomenda do DIAP, as empresas Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical e Contatos Assessoria Parlamentar, elaboraram o mais completo levantamento das eleições de 2014 para os governos estaduais e o Congresso Nacional – Câmara e Senado.
O estudo, que envolve cada uma das 27 unidades da Federação, está estruturado em três tópicos.
O primeiro faz uma retrospectiva da eleição de 2010. O segundo trata de aspectos gerais da eleição de 2014 em cada estado. O terceiro detalha as candidaturas e os candidatos com chance na disputa para os cargos de governador, senador e deputado federal.
O tópico sobre a eleição de 2010 faz uma breve retrospectiva com dados sobre o índice de renovação, informa os deputados que atingiram quociente eleitoral, lembra os senadores eleitos, lista as coligações e cita quantos e quais parlamentares se elegeram em cada uma das unidades da Federação.
O que aborda aspectos gerais da eleição de 2014 trata do tamanho do eleitorado do estado, o número de municípios, cita os de maior densidade eleitoral, informa os cargos em disputa, entre outros dados relevantes sobre a disputa.
E também há o que trata dos postulantes aos cargos em disputa traz uma radiografia da votação de cada um dos que tentam a reeleição (governador, senador e deputado), inclusive com base eleitoral, lista as coligações de cada grupo político e antecipa os nomes mais competitivos da disputa.
O processo eleitoral é muito dinâmico e levantamentos com estas características podem sofrer alterações no curso da campanha eleitoral, mas a fotografia do momento é a que se apresenta neste estudo. Atualizaremos esses dados de forma permanente e publicaremos, em breve, um prognóstico de bancada por partido para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
Para ver todo o estudo:
Vida Longa ao SUS (Carlos Ocké-Reis*)
Che Guevara tinha razão. O que define um revolucionário é o seu amor pela humanidade, pela justiça, pela verdade.
Com esse espírito, teremos força para transformar a economia, as instituições e as condições de vida da maioria da população brasileira. Teremos sabedoria para afirmar os pressupostos do SUS em defesa da vida, da democracia, da segurança alimentar, da saúde pública de qualidade e da ética na medicina.
Esse projeto estratégico precisa ser vivificado pelo Estado, precisa ser legitimado pela sociedade.
Não podemos naturalizar o pragmatismo, onde o fomento ao mercado aparece como solução para desonerar as contas públicas. Não podemos conviver com determinadas injustiças, quando recursos do governo são canalizados para o circuito de acumulação de capital. Não podemos nos calar diante da dor, da tragédia, do caos e da morte dos indivíduos nas grandes regiões metropolitanas.
A reforma sanitária apostou na universalização, na integralidade e no equilíbrio federativo dos serviços públicos. Como direito social, nesses vinte e cinco anos, enfrentou a barbárie e ajudou a melhorar os indicadores de saúde. Entretanto, o SUS não tem financiamento estável, o mercado cresceu e a estratificação de clientela não foi superada.
Uma vez que a saúde foi também considerada livre à iniciativa privada na Constituição de 1988, além dos problemas na gestão e no controle popular, outra contradição gritante apareceu nessa caminhada: o SUS não cobre, regularmente, o polo dinâmico do mercado de trabalho, cujos trabalhadores (setor privado e setor público) possuem maior capacidade de vocalização política – a exemplo da experiência do Estado de bem-estar social europeu – para consolidar o modelo de seguridade social.
Ora, sem reconhecer essa fragilidade, não avançamos objetivamente. As diretrizes constitucionais foram e são essenciais, porém insuficientes para garantir a hegemonia do SUS e a regulação substantiva do complexo médico-industrial e dos planos privados de saúde.
Para completar esse processo, será necessário reconstruir uma expressiva base de apoio social e parlamentar, combinando mobilização de massa com luta institucional, a partir de uma agenda de ‘reforma da reforma’, a um só tempo, mediada (as relações mercantis não serão extintas por decreto) e consensual (dentro do campo partidário democrático-popular e dentro do Estado em diálogo com a ‘multidão’).
Contra o capital financeiro, esse bloco histórico deve convencer a sociedade quanto à superioridade do sistema universal de saúde no plano civilizatório, sem perder de vista a renegociação da dívida interna (redução dos encargos financeiros), a reforma tributária (progressiva), a reforma da mídia (democrática) e a reforma eleitoral (constituinte exclusiva e soberana do sistema político).
A realização dessa tarefa extraordinária tem um ponto de apoio importante na cultura socialista: o debate em torno da transição passa pela aplicação de certo capitalismo de Estado, que valorize a solidariedade entre as nações, a função social da propriedade, o planejamento e o mercado interno, desprivatizando o fundo público e incorporando a sociedade civil no processo decisório governamental.
Afinal de contas, o SUS é parte integrante de um novo modelo de desenvolvimento social na América Latina e sua implantação seguirá pari passu à redução da pobreza, da desigualdade, da violência social e dos baixos níveis educacionais e culturais no Brasil.
* É técnico de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Política do Estado – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Venezuela vai enviar ajuda humanitária para Gaza. O chanceler venezuelano, Elías Jaua, anunciou que seu país vai enviar mais ajuda humanitária para os palestinos na Faixa de Gaza. O anúncio oficial foi feito na sede da Chancelaria da Venezuela.
Segundo ele, além da ajuda que será dada pelo governo, a Casa Amarela, sede da Chancelaria, vai ficar aberta para receber doações de organizações sociais. Estão sendo recolhidos medicamentos, alimentos não perecíveis, roupas e colchões para enviar para a região que está sob ataque de Israel.
Ele esclareceu que toda a ajuda será enviada em voos da Força Aérea da Venezuela e que se trata apenas de um gesto de solidariedade pois “nada pode aliviar a tragédia, porém um gesto de um povo irmão que acredita na paz está acima da guerra”.
América Latina se posiciona! América Latina vai se posicionando sobre o Estado de Israel e seus crimes contra a humanidade. Venezuela e Bolívia já haviam rompido relações diplomáticas em janeiro de 2009, durante a operação “Chumbo Derretido” que massacrou a Faixa de Gaza (dezembro de 2008).
Agora, nas recentes agressões israelenses e o genocídio de milhares de palestinos, na maioria crianças, outros países de Nossa América estão se afastando de Israel. O primeiro a “chamar o embaixador para consultas” foi o Equador (17/07/14) e depois o Brasil (24/07/14). Agora “chamaram seus embaixadores para consulta”: Chile (29/07/14), El Salvador (29/07/14) e Peru (30/07/14). 
A onda de repúdio aos crimes de Israel está crescendo em Nossa América!
Bolívia declara Israel como “estado terrorista”. O presidente Evo Morales informou a decisão assumida na reunião do seu gabinete. A Bolívia está suspendendo o acordo firmado com Israel, em 1972, sobre os vistos para visitantes e que agora o documento será exigido para ingresso no país.
Segundo ele, Israel passou a fazer parte da chamada “lista 3”, significando que, a partir de agora, é considerado “Estado Terrorista”.
Evo disse que o governo de Israel está desrespeitando as leis humanitárias internacionais e o direito à vida. Com isto, qualquer cidadão de Israel que pretenda entrar na Bolívia estará obrigado a cumprir os trâmites diplomáticos, obtendo um visto, com consulta prévia à Direção Nacional de Imigração que avaliará a justificativa para o pedido de ingresso.
“Oposição” está dividida na Venezuela. A tal “oposição” venezuelana, financiada e organizada por Washington, está dividida. O secretário geral da chamada “Mesa da Unidade Democrática” (MUD), Ramón Guillermo Aveledo, confirmou na quarta-feira (30/07) que renuncia ao cargo e deixará de falar oficialmente pelos partidos que fazem oposição ao governo de Maduro.
A decisão foi tomada 48 horas depois de uma reunião fechada entre dirigentes da “oposição” onde estavam a deputada ex-deputada María Corina Machado, o governador do estado de Mirada e o ex-candidato predidencial, Henrique Capriles.
Projeto do novo canal está quase pronto. Um representante da empresa britânica Environmental Resources Management (ERM) informou, na quarta-feira (30/07) que os estudos sobre o impacto ambiental e social do canal interoceânico na Nicarágua estará pronto ainda em 2014.
O projeto do canal contempla a criação de infraestruturas três vezes maiores que o Canal do Panamá, capaz de conectar o Mar do Caribe com o Pacífico, com um aeroporto, dois portos, uma área de zona franca, um centro turístico, estradas e siderúrgicas.
25 milhões de desempregados! A taxa de desemprego dos 18 países que compõem a Zona do Euro ficou em 11,5%, em junho, segundo a agência de estatísticas Eurostat (IBGE de lá). Apesar de ser a menor taxa desde setembro de 2012, ela significa que existem 18,4 milhões de desempregados nos país da região que adota o euro.
Entre os 28 países que integram a União Européia (UE), o desemprego ficou em 10,2% mês passado, contra 10,3%, em maio. O número de desempregados no bloco é estimado em 25 milhões pela Eurostat.
A distribuição do desemprego, porém, é extremamente assimétrica. Se Áustria (5%), Alemanha (5,1%) e Malta (5,6%) exibem as menores taxas do continente, em países como Grécia (27,3% em abril, último dado disponível) e Espanha (24,5%), o indicador é cerca de cinco vezes maior. Na Espanha, com isso, cresceu o número de pessoas que moram em lares nos quais ninguém tem emprego.
Mas vale lembrar que a taxa de desemprego na Alemanha é “maquiada” pelos “mini-jobs”, ou seja, empregos com meia jornada de trabalho e meio salário!
França ainda em recessão. O presidente da França, François Hollande, declarou que a situação econômica do país continuará “complicada” em 2014. Segundo o anúncio, feito na sexta-feira (01), o governo vai continuar atendendo apenas ao que chama de “principal”.
Em reunião com os ministros, o governo francês anunciou um programa para incentivar meio milhão de jovens franceses a entrarem no mercado informal como única saída para o desemprego no momento. De acordo com números oficiais, 390 mil pessoas em idade ativa estão paradas por falta de vagas no mercado de trabalho. Entre os jovens, menores de 25 anos, a taxa de desemprego já chega a 25%!
Líbia afunda no caos. Depois que os EUA e seus “cãezinhos amestrados” resolveram promover uma “guerra democrática” contra a Líbia, supostamente para “libertar o país de um ditador”, a situação degringolou de vez e o país está afundado no caos! Grupos de mercenários, treinados e armados por Washington, tomam conta do cenário e disputam pontos estratégicos para ganhar maior influência
Pelo menos 97 pessoas morreram e outras 404 ficaram feridas em duas semanas de confrontos entre milícias islamitas rivais pelo controle do aeroporto de Trípoli, informou no domingo (27/07) o Ministério da Saúde da Líbia. Trata-se do ponto de máxima violência no país africano desde o levante de 2011.
Sob a liderança interina de Abdallah Al-Thani, o governo da Líbia não conseguiu elaborar um Exército profissional capaz de se impor e de integrar os grupos armados que se desenvolveram em 2011. Tal incapacidade facilitou uma autonomia dessas brigadas, que cada vez mais desafiam as autoridades centrais em transição. Teme-se, com isso, que a instabilidade do país resulte em uma guerra civil.
No sábado (26/07), como já vimos acontecer em outras situações (não esqueçam o que aconteceu no Vietnam) funcionários diplomáticos estadunidenses evacuaram sua embaixada na Líbia e partiram para Tunísia, devido à proximidade dos combates. Além dos EUA, a ONU (Organização das Nações Unidas) e a Turquia também tiraram seus representantes do país nos últimos dias.
Criam o caos e “se mandam”. Depois de retirar todo o seu pessoal diplomático da Líbia, o governo dos EUA passou a recomendar que seus cidadãos não viajem para aquele país e pediu urgência para que os estadunidenses que lá se encontram saiam imediatamente.
Segundo nota oficial de Washington, a embaixada já funcionava com número reduzido de funcionários, mas agora todos foram retirados rapidamente. A nota diz que “Lamentavelmente tivemos que tomar esta decisão porque nossa embaixada está localizada muito próxima do local dos enfrentamentos e da violência que tomou conta da capital líbia”!
Curioso... Muito curioso! Quem criou o caos? Quem armou esses grupos rebeldes?
Brasil retira pessoal da embaixada na Líbia. O Ministério de Relações Exteriores do Brasil informou, na quarta-feira (30/07), que retirou todo o pessoal da embaixada brasileira em Trípoli, porque a violência tomou conta do país e “as condições de segurança foram deteriorando”.
Provocação estadunidense. Interessante como os nossos jornais costumam esconder determinadas notícias para depois apresentar outra versão criada nas salas de Washington. Vejamos o que se passa na fronteira russa.
Na quinta-feira (31/07), o chefe do Estado Maior Geral da Rússia, Valeri Guerásimov, telefonou para seu homólogo nos EUA, Martin Dempsey, para conversar sobre o deslocamento de tropas da OTAN na fronteira russa. Pelo que se sabe, a conversa girou em torno do Tratado Sobre Forças Nucleares de Alcance Médio, mas fica sempre a impressão de que há algo mais.
Afinal de contas, com a crise na Ucrânia se acirrando, é muito estranho que tropas da OTAN estejam na fronteira russa fazendo “exercícios”.
Putin promete reforçar a Marinha de Guerra. O presidente russo declarou, no domingo (27/07) que estão sendo construídos 60 novos navios de guerra no país. Assegurou também que será reforçada a Frota do Mar Negro, uma das prioridades do governo.
Em seu pronunciamento, ele disse que em breve será lançado ao mar o novo submarino nuclear Severodvinsk, equipado com mísseis de cruzeiro, que prestará serviços no Mar do Norte. Ele anunciou que estão em construção mais três submarinos nucleares semelhantes a esse, “para modernização de armamentos”, e mais dois. Um submarino multifuncional da classe Yasen (chamado Krasnoyarsk) e um submarino estratégico da classe Boréi (chamado Kniaz Oleg).
Para a Frota do Mar Negro já estão sendo construídos outros submarinos e barcos de superfície modernos.
Obama “alimenta” o genocídio. O Pentágono confirmou que o governo dos EUA estará enviando “toneladas” de munições e novos armamentos para que Israel continue a sua campanha contra Gaza.
O governo de Israel solicitou, oficialmente, a ajuda que foi prontamente atendida por Washington, segundo o jornal inglês “The Guardian”. Rear Admiral Kirby, porta-voz do Departamento de Defesa, disse que “Os Estados Unidos estão comprometidos com a segurança de Israel, e é vital para os interesses nacionais ajudar Israel a desenvolver e manter uma capacidade militar forte e disponível”.
Mais dólares para Israel! O Senado dos EUA aprovou na sexta-feira (01), por unanimidade, que o Pentágono repasse recursos suplementares no valor de US$ 225 milhões para o financiamento do escudo antimísseis de Israel, conhecido como “Domo de Ferro”.
“Estamos com os israelenses, porque se não têm o 'Domo de Ferro' não podem se defender”, argumentou o senador republicano e ex-candidato à presidência do país, John McCain.
“(Israel) está ficando sem mísseis para o 'Domo de Ferro' para se proteger. Estamos com eles. Aqui estão os mísseis”, disse, após a votação, o republicano pela Carolina do Sul, Lindsey Graham.
O Pentágono já anunciou na quarta-feira que tinha recebido um pedido de Israel através de um sistema de emergência para a compra de mais munição, e que ele tinha sido aceito. 
Revista Veja defende Israel e condena Itamaraty
Capa da revista semanal que adota posições cada vez mais extremistas aponta “apagão na diplomacia” e “falência moral da política externa de Dilma”; com seu radicalismo, revista da família Civita sai em defesa de Benjamin Netanyahu, que foi responsável pela morte de mais de mil pessoas nos últimos vinte dias e capaz de bombardear até um hospital e uma escola das Nações Unidas
Responsável pelo primeiro voto, em 1947, pela criação de Israel, o Brasil sempre foi um aliado da causa judaica. No entanto, a política externa do Itamaraty também sempre foi pautada pela defesa dos direitos humanos. Foi exatamente neste contexto que o chanceler Luiz Alberto Figueiredo divulgou uma nota em que condenava "energicamente" a ação desproporcional de Israel no conflito da Palestina, que, em menos de vinte dias, matou mais de mil pessoas.
Neste período, o governo do chanceler Benjamin Netanyahu assassinou mulheres, crianças e foi capaz até de bombardear um hospital e uma escola da Organização das Nações Unidas, levando o secretário Ban-Ki-Moon a se dizer "estarrecido". De acordo com as Nações Unidas, Netanyahu deve ser investigado por "crimes de guerra" e até mesmo o maior aliado de Israel, o governo dos Estados Unidos, tem se mostrado desconfortável com o banho de sangue. Ontem, o secretário de Estado, John Kerry, pediu uma trégua que impedisse a continuidade da matança.
No entanto, Netanyahu tem, a seu lado, a família Civita, que edita a revista Veja, cuja capa desta semana se dedica a apontar o que seria o “apagão na diplomacia” e a "falência moral da política externa do governo Dilma”. Internamente, a revista aponta o que seriam sinais de “nanismo” do Itamaraty. Um desses, curiosamente, seria até a declaração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, numa reunião do G-20, quando chamou o ex-presidente Lula de "o cara". Ou seja: na lógica de Veja, um elogio de Obama no G-20, organismo que deve muito ao Brasil, diminuiria o País.
Com a capa desta semana, Veja se coloca à extrema direita e se isola até de mesmo seus leitores. Responsável pela formulação da política externa do candidato Aécio Neves (PSDB/MG), o embaixador Rubens Barbosa concordou com a posição adotada pelo Itamaraty. Neste sábado (26), a jornalista Mônica Bergamo também informa que o presidente da Confederação Israelita Brasileira, Claudio Lottenberg, se disse indignado com a grosseria do porta-voz Yigal Palmor, que chamou o Brasil de “anão diplomático’. Em editorial, o jornal Estado de S. Paulo condenou o que chamou de “baixaria israelense”.
Veja, assim, se isola, assim como Benjamin Netanyahu.

Fonte: Brasil 247

sábado, 2 de agosto de 2014

Informativo Semanal do Prof. Ernesto Germano Pares

É preciso esclarecer.
(Ernesto Germano)
Durante a semana recebi várias mensagens de conhecidos falando sobre o que acontece na Palestina e minhas posições quanto aos crimes de Israel. Em mensagem no Facebook, deixei bem clara a minha posição e reproduzo aqui para que não restem dúvidas.
Em primeiro lugar, peço que reparem que em todas as minhas críticas, no Facebook ou em grupos de debates na Internet, ou mesmo aqui no Informativo, eu jamais ataquei ou me referi ao “povo judeu”. Não, isto eu não faria. Reparem que sempre me refiro ao Estado de Israel. E isto tem uma razão: eu diferencio o que é, historicamente, o povo judeu do Estado que foi criado a partir da radicalização do movimento sionista.
O que eu condeno é a filosofia criada no Estado de Israel, desde a sua criação, não reconhecendo o direito dos palestinos à suas terras. O que eu condeno é uma ideologia belicista criada em Israel, principalmente a partir dos Estados Unidos que necessitavam de um aliado poderoso naquela região e alimentaram os sentimentos expansionistas do Estado de Israel, sentimentos que ficaram bem definidos na trajetória política de Ben Gurion (tratei disto no último número do Informativo).
Em minha opinião, o sionismo – em si – não é o grande mal da humanidade. Sim, eu creio que Israel tem o direito de existir e o povo judeu tem o direito de ter sua pátria. Lembrem-se que, ao final da II Guerra, a União Soviética foi a voz mais forte em defesa da criação do Estado de Israel. Comunistas no mundo inteiro saudaram a resolução que criou a pátria para os judeus.
Creio, sim, que o “o grande mal mundial” é a ideologia expansionista (terrorista e genocida) que tomou conta do Estado de Israel. E a única forma de combater esse “mal” é a luta política, social, ideológica. Como escrevia Rosa Luxemburgo (que grande mulher!): “Socialismo ou Barbárie”. O Estado Terrorista e Genocida de Israel já é a “barbárie”!
Sim, há muitos judeus, mesmo em território de Israel, que condenam o Estado atual. E lutam para mudar. Mas lá não existe liberdade de expressão! Todos são perseguidos como “inimigos do Estado de Israel” e muitos são presos! O problema é que nossa imprensa é proibida de noticiar esses fatos. Há um jornal de oposição, em Israel, que publica excelentes denúncias sobre os desmandos do Estado, mas, vez por outra, fecham o jornal e proíbem a circulação.
Desmentindo a farsa. Desde quarta-feira (23), tanto no Facebook quanto na minha caixa de correios, tenho recebido uma mensagem sobre o fechamento da Santa Casa da Misericórdia, em São Paulo. As mensagens, de formas diferentes, dizem que os serviços foram fechados por falta de verbas e que o hospital não tem mais como pagar fornecedores. Algumas mensagens que recebi terminavam com a mesma lengalenga de sempre: “o governo tem dinheiro para os estádios da copa, mas não dá dinheiro para a saúde”.
Nas duas primeiras vezes eu respondi que a Santa Casa é um hospital filantrópico privado, gerido por uma Irmandade, e que, portanto, não está sob controle do governo federal que apenas repassa a remuneração estabelecida pelo SUS, como faz com outros hospitais. Portanto, se a Santa Casa estava com problemas financeiros deveria procurar na sua própria administração.
Minha resposta não bastou e recebi várias mensagens dizendo que era problema do governo federal, sim, e eu estava tentando fugir da questão. Enviaram-me uma entrevista com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), dizendo que a culpa é do governo federal.
Agora a farsa foi totalmente desmontada. Na sexta-feira tomamos conhecimento dos fatos reais aqui relacionados:
1 – o governo de São Paulo deixou de transferir para Santa Casa de São Paulo R$ 74,7 milhões que haviam sido repassados pelo Ministério da Saúde no período entre janeiro de 2013 e maio deste ano;
2 – segundo informações que a própria secretaria de saúde de SP passou para o Ministério, parte do dinheiro foi desviado e não chegou ao hospital em questão;
3 – em 2013, o governo federal destinou para cofres paulistas R$ 291.390.567,11. Desse total, no entanto, teriam sido entregues pelo governo de São Paulo para Santa Casa R$ 237.265.012. Ou seja, uma parte “sumiu pelo caminho”;
4 – em 2014, dos R$ 126,3 milhões transferidos pelo ministério, apenas R$ 105,76 milhões chegaram à instituição.
Ou seja, R$ 74,7 milhões, dinheiro suficiente para sanar a dívida de R$ 50 milhões com os credores, desapareceu no governo de São Paulo.
O governo federal anunciou que fará auditoria, em conjunto com o Ministério da Saúde, para analisar as contas da Santa Casa. O secretário de Saúde afirmou que a Santa Casa recebe verba para realizar dez cirurgias, mas faz sete, então sobra dinheiro.
O que o governo federal diz ainda que o fechamento do pronto-socorro foi uma medida unilateral que não foi previamente comunicada. Segundo o Ministério da Saúde, os valores repassados para a entidade não se restringem ao pagamento de procedimentos da tabela do SUS. Dos R$ 303 milhões previstos para 2014, 49,7% é repasse e 50,3% são incentivos.
Caiu a máscara! Os que me enviaram mensagens atacando o governo federal desapareceram...
A sonegação da Rede Globo enfim aparece. Já fiz o comentário algumas vezes, mas agora a denúncia parece estar tomando corpo. Na quinta-feira (17) o blog “O Cafezinho” publicou as 29 páginas do processo da Receita Federal contra a Rede Globo. E, não me surpreendeu ver as comprovações que as organizações Globo criaram um esquema internacional envolvendo diversas empresas em sedes por todo o mundo para mascarar a compra dos direitos da Copa do Mundo de 2002. O objetivo principal seria o de sonegar os impostos que deveriam ser pagos à União em pela compra dos direitos.
A engenharia da Globo para disfarçar a operação envolveu dez empresas criadas em diferentes paraísos fiscais. Todas essas empresas pertencem direta ou indiretamente à Globo, segundo os documentos. O esquema funcionava de modo que o dinheiro para a aquisição dos direitos era pago através de empréstimos entre empresas pertencentes à Globo sediadas em outros países. Deste modo, a empresa brasileira TV Globo, não gastava dinheiro diretamente com a operação. Posteriormente, as empresas que detinham os direitos de transmissão eram compradas pela TV Globo.
O cálculo do imposto de renda devido pela empresa chega a 183.147.981,20 de reais com base no valor pago pela compra, de 732.591.924,140 de reais. Além do imposto devido, a empresa também deve pagar uma multa, que por se tratar de caso que envolve sonegação, chega a 274.721.970,05 de reais. A este valor podem ser acrescidos os juros de mora, como descrito em processo divulgado no ano passado, de 157.230.022,58 de reais. Deste modo, o valor total do débito da Globo com a população brasileira chega ao valor de 615.099.957,16 de reais, sem contar a correção! E agora? Vai pagar?
Primeiros e importantes passos sobre a mídia independente. A Câmara dos Deputados já está analisando a proposta que cria o Fundo de Desenvolvimento da Mídia Independente (FDMI), com o objetivo de financiar programas, projetos e atividades desenvolvidas por veículos de comunicação que integram a mídia alternativa no País. A medida está prevista no Projeto de Lei 7354/14, da deputada Luciana Santos (PCdoB-PE).
O texto define como mídia independente emissoras de rádio e TV comunitárias, incluindo as utilizadas por organizações não governamentais (ONGs) e universidades, as rádios e TVs educativas, produtoras brasileiras regionais independentes e veículos de comunicação de pequeno porte. Os recursos do fundo serão destinados à instalação, à manutenção e à modernização desses veículos.
Pelo texto do PL, o fundo será composto por: a) dotações previstas na Lei Orçamentária Anual da União; b) 50% dos recursos arrecadados com a outorga de concessão ou permissão de serviços de rádio e TV comerciais; c) contribuição de 1% sobre a receita operacional bruta, excluídos os impostos, de emissoras de TV a cabo e de emissoras de radiodifusão comerciais que não sejam classificadas como veículos de comunicação de pequeno porte; d) por porcentagens específicas da parcela paga por concessionárias de serviços de rádio e TV para o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) e; e) além de doações e outras fontes que vierem a ser criadas.
Os recursos do FDMI deverão ser aplicados com diversas finalidades, entre as quais: a) modernização de equipamentos; b) contratação de pessoal, com pagamento de salários e encargos do contratado por 24 meses, contados da admissão; c) elaboração de projetos editoriais; d) geração de novos conteúdos; e) produção e programação com finalidades educativas, artísticas, culturais, científicas e informativas e; e) promoção da cultura nacional.
Grife de luxo, no Brasil, explora trabalho escravo. A empresa M5, detentora da grife M. Officer, foi processada em R$ 10 milhões por manter trabalhadores em condições análogas à de escravidão. A M5 utilizava empresas intermediárias para subcontratar o serviço de costura, realizado em grande parte por imigrantes em oficinas clandestinas submetidos a jornadas excessivas em condições precárias, sem qualquer direito trabalhista. A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP) no dia 15 de julho.
Em um desses locais, descoberto em fiscalização realizada no dia 6 de maio, foi constatado que os trabalhadores ganhavam de R$ 3 a R$ 6 por peça produzida e cumpriam jornadas médias de 14 horas. Os seis bolivianos resgatados pouco falavam português e viviam com suas famílias no mesmo local de trabalho, costurando em máquinas próximas a fiação exposta, botijões de gás e pilhas de roupas. Alguns afirmaram ainda estar pagando pela passagem ao Brasil com o salário recebido pelas peças costuradas, o que, segundo o MPT, poderia ser indício de tráfico de pessoas para fins de trabalho. A operação foi organizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em atuação conjunta com MPT, Defensoria Pública da União (DPU) e Receita Federal.
Notas fiscais nessa e em outras oficinas fiscalizadas pela força-tarefa mostravam que as roupas eram encomendadas pela M.Officer a empresas intermediárias, como a Empório Uffizi, que então as repassavam à oficina clandestina. Uma nota fiscal eletrônica encontrada em fiscalização do MTE na sede da Empório Uffizi mencionava que a marca havia encomendado 331 unidades da “calça diferenciada Chamois – M.Officer”, pagando à Uffizi R$ 52 por peça. Esta, por sua vez, pagou ao dono da oficina R$ 13 por peça. Normalmente, apenas um terço dos valores recebidos da intermediária era repassado aos costureiros, ainda que produzissem a peça por completo.
Operação Condor: a verdade vai aparecendo. O relatório “Víctimas del Terrorismo de Estado”, entregue durante a semana à Comissão Nacional da Verdade (CNV) do Brasil pela Comissão pela Memória da Província de Buenos Aires (CPM) reune documentos encontrados no Arquivo da Divisão de Inteligência da Polícia da Província da capital argentina. A documentação traz informações sobre as circunstâncias da prisão e desaparecimento de 11 cidadãos brasileiros na Argentina.
Os casos de brasileiros sequestrados e desaparecidos na Argentina presentes no relatório são: Edmur Péricles Camargo, David Chab-Tarab, Francisco Tenório Cerqueira Júnior (Tenorinho), João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, Jorge Alberto Basso, Maria Regina Marcondes Pinto, Roberto Rascado Rodriguez, Sergio Fernando Tula Silberberg, Sidney Fix Marques dos Santos e Walter Kenneth Nelson Fleury. Já os casos de argentinos presos e desaparecidos no Brasil são os de Antonio Luciano Pregoni, Horacio Domingo Campiglia, Jorge Oscar Adur, Lorenzo Ismael Viñas, Norberto Habbeger e Susana Pinus de Binstock.
Os outros cinco casos de graves violações de direitos humanos listados são os desaparecimentos de Ary Cabrera Prates e Marcos Arocena, cidadãos uruguaios filhos de pais brasileiros, assim como os casos dos brasileiros Daniel José de Carvalho, Joel José de Carvalho e do argentino José Lavecchia, desaparecidos em julho de 1974, próximo à fronteira da Argentina, no Parque Nacional de Foz do Iguaçu.
Argentina e China preparam cooperação para construção de usina nuclear. O governo argentino firmou um convênio de cooperação com a China para que o gigante asiático se comprometa a garantir condições preferenciais de financiamento para a construção de uma quarta usina nuclear no país. O acordo foi feito entre o ministro do Planejamento, Julio De Vido, e o presidente da China Nacional Nuclear Corp. (CNNC), Yang Chaodong. O objetivo do governo é que haja a tecnologia Candu, semelhante à que funciona em Embalse. Será um reator de urânio natural e água pesada com uma potência de 760 megawatts, instalado em Lima, junto à Atucha I e II. No entanto, ainda resta definir a licitação para a construção de um quinto reator, que será de água leve e urânio enriquecido, para o qual há pré-candidaturas de multinacionais russas, coreanas, estadunidenses, francesas e também da chinesa CNNC. Não será construído outro reator como os de Atucha I e II porque foi um desenho desenvolvido pela alemã Siemens, empresa que se retirou da atividade nuclear, o que obrigou o governo argentino a tomar as rédeas para o término da segunda usina através da empresa Nucleoeléctrica. 
México: Senado aprova privatização do setor energético. Pobre México! O Senado mexicano aprovou, com 85 votos a fator e 26 contrários, a última das quatro leis para regulamentar a reforma constitucional energética sancionada em 2013, que põe fim ao monopólio da estatal Petróleos Mexicanos na exploração e aproveitamento de recursos energéticos e abre o setor a investidores estrangeiros.
Brasil leva questão palestina para Cúpula do Mercosul. O governo brasileiro pedirá que o bloco debata a situação atual no Oriente Médio, reafirme sua posição contra os ataques israelenses aos palestinos e fixe posição diante da recente declaração da Chancelaria de Israel que acusou o Brasil de ser um “anão diplomático” e “impulsionador do terrorismo”.
A presidente Dilma Rousseff vai propor no próximo encontro da Cúpula do Mercosul, em Caracas (Venezuela), que o bloco se pronuncie oficialmente sobre as agressões israelenses.
“O Brasil é o maior país da América Latina e com um histórico de cooperação pela paz internacional, não pode ser considerado um ‘anão diplomático’”, disse o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo.
Começa a campanha eleitoral na Bolívia! Evo Morales, presidente boliviano, deu início à sua campanha pela reeleição na sexta-feira (25). Durante um ato que reuniu milhares de pessoas, em La Paz (sede do governo do país), lideranças do Movimiento al Socialismo (MAS), partido de Evo, defenderam a reeleição e fizeram um chamado a todos os trabalhadores para se engajarem nas campanhas.
“Estou muito orgulhoso de levar adiante este projeto de país que beneficia a todo o povo boliviano”, disse Evo em seu discurso, assegurando que, até 2020, a Bolívia pode ser o “centro energético da América Latina”.
Ainda sobre o avião da Malaysia Airlines (1). Ainda é difícil de entender os motivos de Washington sair acusando a Rússia pela derrubada do Boeing MH17, poucas horas depois do acontecimento. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi aquela história da criança que quebra o jarro da sala e, quando a mãe entra para ver, vai logo gritando “não fui eu”, e acusa o gato!
Depois lembrei várias outras situações parecidas, todas forjadas por vários governos estadunidenses, como a falsa revolução de colonos que justificou a invasão e a tomada de imensa área do México; lembrei da farsa montada em Chicago para condenar os líderes operários (1º de maio de 1886); lembrei da farsa que foi a explosão do Maine, em um porto de Cuba, para justificar uma guerra contra a Espanha já vencida pelos cubanos; lembrei do caso das bombas de Boston, logo erradamente creditadas a “terroristas”; lembrei da até hoje “estranha” história da queda das Torres Gêmeas... Lembrei de todas as farsas montadas pelos vários governantes estadunidenses e ainda acho estranho o que aconteceu com o avião da Malásia.
Ainda sobre o avião da Malaysia Airlines (2). Na segunda-feira (21), as Forças Armadas russas informaram que seu sistema de radar detectou um caça ucraniano voando em direção ao Boeing MH17 da Malaysia Airlines no dia da tragédia, quinta-feira (17). Além de pedir explicações à Ucrânia, militares russos também afirmam que a aeronave ucraniana é equipada com poder de fogo que seria capaz de atingir, àquela distância, a aeronave civil.
“Um caça da Força Aérea ucraniana foi detectado ganhando altitude, sua distância do Boeing malaio era de 3 a 5 km”, declarou em uma conferência de imprensa o tenente-general Andrey Kartopolov, chefe da Diretoria de Operações Principais do quartel-general do Exército russo, citado pela agência Efe.
Segundo Kartopolov, a aeronave militar modelo SU-25 pode atingir até 10 km de altitude e é equipada com mísseis R-60 ar-ar, capazes de atingir um alvo a até 12 km de distância — “seguramente até 5 km”, observou o oficial.
Pelo que se sabe, há uma gravação dos radares registrando o fato.
Ainda sobre o avião da Malaysia Airlines (3). Oficiais do alto escalão do serviço de inteligência dos Estados Unidos afirmaram na terça-feira (22) que não há provas evidenciando a participação do governo da Rússia na derrubada do Boeing-777 da Malaysia Airlines, há uma semana.
Para os agentes estadunidenses ouvidos sob anonimato pela agência AP, a aeronave comercial com 298 pessoas a bordo foi abatida por um míssil terra-ar modelo SA-11 disparado por membros do grupo separatista pró-russo — provavelmente “por engano”, segundo crê um dos oficiais.
Um dos funcionários do governo dos EUA disse ainda que os EUA não sabem nem o nome nem a posição do autor do disparo — “nem estamos 100% certos de que haja uma nacionalidade”. Segundo ele, os EUA não têm a pretensão de chegar a conclusões definitivas que esclareçam o evento.
Ah! Então tá, então!
Israel ataca hospital em Gaza e mata 4 pessoas. Quatro pessoas foram assassinadas e mais de 50 ficaram feridas na segunda-feira (21) quando as Forças Armadas de Israel atacaram um hospital na cidade de Deir Al Balah, na Faixa de Gaza.
Segundo informações do Ministério da Saúde de Gaza, tanques israelenses que estavam estacionados próximos da zona da fronteira, a leste da Faixa, dirigiram seus ataques de artilharia contra o hospital Al Aqsa, naquela cidade.
Segundo o governo de Israel, o ataque teria sido feito para destruir um depósito de projéteis antitanques armazenados em um terreno ao lado do hospital. E, é claro, repetiram a velha cantilena dizendo que os “terroristas” do Hamás escondem armas e foguetes em hospitais, mesquitas, etc. A mesma desculpa que usam há décadas, mas sem qualquer comprovação.
Uma equipe da Cruz Vermelha Internacional foi para o local e comprovou o ataque que caracteriza uma grave violação do Direito Internacional Humanitário.
Israel bombardeia escola da ONU. Na terça-feira (22), um dia depois de destruir um hospital, o exército de Israel bombardeou uma escola da agência das Nações Unidas para refugiados palestinos, no centro de Gaza. O ataque arrasou a estrutura do prédio, mas não causou vítimas porque o diretor da escola havia determinado que abandonassem o prédio bem antes do ataque.
No momento do ataque, técnicos da ONU estavam avaliando a situação do terreno e a segurança do local, pois, na noite anterior, Israel havia bombardeado toda a área.
Outra escola da ONU bombardeada por Israel. Fontes do Ministério da Saúde na Faixa de Gaza afirmam que pelo menos 15 pessoas morreram após um tanque israelense atacar uma escola das Nações Unidas na quinta-feira (24). Além das vítimas fatais, mais de 200 pessoas ficaram feridas na explosão do edifício que era usado por milhares de palestinos refugiados, obrigados a deixar suas casas em função do conflito armado.
Esta foi a quarta vez que uma instalação da ONU foi atingida desde que foi lançada a ofensiva israelense, batizada de Operação Margem Protetora.
O Exército israelense emitiu um comunicado assegurando que está “revisando” o incidente, e ressaltou que o ataque pode ter sido causado por um foguete lançado de Gaza! Mais uma vez, o velho e esfarrapado discurso de que Israel “se defende”.
A escola atingida era gerida pela agência da ONU que cuida especialmente do caso palestino, a UNRWA. Segundo funcionários das Nações Unidas, a UNRWA tinha o protocolo de sempre informar Israel com as coordenadas de suas instalações, para evitar bombardeios.
Segundo Chris Gunness, um porta-voz da ONU, a UNRWA tentou por duas vezes coordenar formalmente com Israel uma janela de tempo que permitisse a evacuação segura dos refugiados no abrigo de Beit Hanoun.
Só pode ser piada, ou provocação! Ron Dermer, embaixador de Israel em Washington, criticou os jornais que publicam matérias sobre o massacre na Faixa de Gaza, chamando-os de “apoiadores do terrorismo palestino”, e disse que “Israel merece um Premio Nobel da Paz pela moderação das Forças Armadas durante os ataques a Gaza”! O pronunciamento foi feito na noite de sexta-feira (25).
Segundo ele, mais de 1.000 mortes, na maioria civis e crianças, é um número pequeno para o poder militar de Israel que está se controlando para não usar força total nos ataques.
Os muito ricos da Espanha! Os mais recentes dados publicados pelo Banco de Espanha revelam que a riqueza em mãos dos particulares espanhóis chegou a 1,07 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2014, apesar do desemprego maior a cada dia no país.
Como explicar tal contradição? Pelo que está sendo informado o número de ricos, na Espanha, cresceu 11% em 2013, apesar de um PIB em queda. Não podemos deixar de fazer a seguinte comparação: segundo o informe da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), a renda média dos 10% mais pobres da população espanhola retraiu-se em mais de 7,5 vezes. Mas a renda dos mais ricos cresceu!
Novo “pacotaço” na Espanha. O ministro da Fazenda e Administrações Públicas da Espanha, Cristóbal Montoro, anunciou que já está negociando novos cortes sociais e destaca que o objetivo é fazer redução nos gastos com saneamento, reduzir salários dos funcionários, reduzir o número de empregados públicos, ampliar a jornada de trabalho dos funcionários que permanecerem e reduzir em 10% os salários dos professores.
Este é o projeto para fazer cumprir o acordo assinado pelo presidente Mariano Rajoy com a “Troika” e, pelo que foi anunciado, o “pacotaço” abrange 255 medidas de contenção de gastos.
Médicos espanhóis denunciam medidas do governo. A “Sociedade Espanhola de Medicina de Urgências e Emergências” está denunciando novas medidas do governo que vão prejudicar a população e transformar a saúde pública na Espanha em um caos.
Segundo os médicos, o governo pretende criar uma “taxa hoteleira” nos hospitais públicos, estabelecendo um valor a ser pago por internações! A entidade destacou também que o governo pretende passar a cobrar parte dos serviços – consultas, atendimentos de emergência, prescrição de receitas – prestados nos hospitais públicos.
Segundo a denúncia, o governo está impondo essas mudanças para desestimular a população de procurar os hospitais públicos e, assim, reduzir os custos de manutenção da saúde pública.
Dívida da Europa chega a 94% do PIB! A dívida pública dos 18 países que compõem a Zona Euro aumentou 1,2 ponto, atingindo 93,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2014, na comparação com igual período de 2013. A dívida no primeiro trimestre de 2014 somou 9,05 trilhões de euros, na Zona do Euro.
Na União Européia (28 países) o aumento foi maior (1,8 ponto), mas a relação dívida/PIB é um pouco menor: 88%. A dívida da UE totalizou 11,57 trilhões nos primeiros três meses do ano. Os dados foram divulgados pelo Eurostat, órgão de estatísticas do bloco.
Portugal foi o terceiro país da UE em que a dívida pública mais aumentou entre o fim do ano passado e o primeiro trimestre deste ano: 132,9% do PIB. O aumento só ficou atrás do registrado na Grécia (174,1%) e na Itália (135,6%).


terça-feira, 22 de julho de 2014

Maduro viaja ao Brasil e propõe acordo entre o Banco do Sul e o dos Brics


Maduro viaja ao Brasil e propõe acordo entre bancos do Sul e dos Brics

16/7/2014 13:01
Por Redação, com Opera Mundi - de Caracas

Maduro tenta contornar os problemas causados ao país por uma oposição raivosa
Maduro tenta contornar os problemas causados ao país por uma oposição raivosa
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro adiantou, nesta quarta-feira, que proporá uma aliança entre o recém-criado Novo Banco de Desenvolvimento, dos Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, na sigla em inglês) e a instituição financeira que representa a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o Banco do Sul, ferramenta para financiamento de projetos de integração cuja criação foi combinada entre países sul-americanos.
A declaração o embarque de Maduro ao Brasil, onde participará de uma reunião entre a Unasul e os Brics, nesta tarde. Além dos líderes dos dois blocos, também participarão da reunião os chefes de Estado de Cuba, Costa Rica e México, constituindo um inédito primeiro contato formal entre a América Latina e as grandes economias emergentes.
– “Modestamente, nós vamos propor que se faça uma aliança (…) cada um cumprindo o novo papel na nova arquitetura financeira – disse o chefe de Estado a jornalistas.
Maduro mantém expectativas também quanto à relação de seu país com os Brics e elogiou a criação do banco de desenvolvimento do bloco para uma nova ordem econômica internacional, classificando como “históricos” os anúncios feitos.
O presidente venezuelano adiantou que sua agenda no Brasil será frenética, já que tem previstas várias reuniões bilaterais, como com o presidente russo Vladimir Putin, com o sul-africano Jacob Zuma e com o recém-reeleito Juan Manuel Santos, para discutir mecanismos de combate ao contrabando de produtos venezuelanos à Colômbia. Outra das atividades previstas é a primeira reunião do Fórum China-Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos).
Sobre política interna, Maduro disse que seu governo está revisando a estratégia financeira do país para garantir investimentos e combater os efeitos do que considera ser uma “inflação induzida”. Segundo afirmou, a “ofensiva econômica” será permanente, com ministros relacionados à área econômica se dedicando exclusivamente nas quartas, quintas e sextas-feiras a inspeções e correção de problemas na produção, abastecimento e “preços justos”.
Maduro também anunciou que fará uma “revolução fiscal”, uma “revisão completa do sistema de governo” e iniciará uma auditoria do uso de cada dólar vendido pelo Estado – que controla o comércio cambial há mais de uma década – no primeiro semestre de 2014. Segundo o presidente venezuelano, mais de três mil empresas não poderão aceder ao sistema de administração de divisas por estarem sendo investigadas por suposto “mau uso” de dólares designados pelo Estado.Maduro


domingo, 13 de julho de 2014

Jackson do Pandeiro

https://www.youtube.com/watch?v=KkktdeBgSug&list=PL3EC9B162B118F15E

Chopin

https://www.youtube.com/watch?v=V60USaluxGA

Beethoven

https://www.youtube.com/watch?v=8ptfyhBjXj8

Barbosa quer mandar no STF mesmo fora dele

Barbosa quer mandar no STF mesmo fora dele


O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa encaminhou um novo ofício ao vice-presidente da corte, Ricardo Lewandowski, reiterando pedido pela manutenção de 46 servidores do seu gabinete na corte, após sua aposentadoria. Barbosa já deveria estar aposentado desde a última quinta-feira (10), mas adiou a saída para 6 de agosto.

O documento com o pedido esdrúxulo de Barbosa foi recebido nesta sexta-feira (11) pelo gabinete de Lewandowski. No ofício anterior, de segunda-feira (7), Barbosa havia enviado a Lewandowski uma relação de indicados aos cargos em comissão, funções comissionadas e demais servidores que ''deverão retornar'' ao seu gabinete de ministro assim que ele deixar a corte. O caso gerou novo, e talvez o último, embate entre Barbosa e seu sucessor na presidência da corte.

Em novo ofício, datado do dia 9, Barbosa cita o regulamento interno do tribunal para justificar seu pedido. De acordo com as regras, quando um ministro está de saída, seus assessores serão exonerados 120 dias após seu afastamento.

"Em face da clareza das normas internas, sigo na expectativa de que as tradições desta Casa venham a ser observadas na presente transição, evitando-se, com isso, que se cause inesperado desassossego aos profissionais técnicos que, por longo tempo, vêm prestando inestimáveis serviços a este tribunal", diz trecho do ofício.

Quatro ministros do STF ouvidos pelo jornal Folha de São Paulo dizem que o ofício de Barbosa, apesar de legal, não é comum. A praxe é o presidente que deixa o cargo entregar um pedido de exoneração de todos os funcionários. Os concursados são realocados, e os que não são deixam o Supremo.

O gabinete sem o novo ministro tem de ficar aberto para consultas a processos existentes. Para esse serviço, bastam quatro ou cinco funcionários, 10% dos 46 que Barbosa deseja manter empregados. Cada gabinete tem, em média, 30 funcionários. Ou seja, o de Barbosa já é um gabinete com excesso de comissionados.


http://www.brasil247.com