sábado, 13 de fevereiro de 2016

O Brasil tem excesso de servidores públicos?

Péricles Humberto Rocha
A Direita cria mitos em cima de mentiras.
Por isso, para quem não é fascista, A VERDADE É UM DEVER .

Mídia nativa: Isto não é jornalismo

sábado, 30 de janeiro de 2016

Mídia nativa: Isto não é jornalismo

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Incomodavam-me, em outros tempos, os sorrisos do sambista e do futebolista. Edulcorados pela condescendência de quem se crê habilitado à arrogância. Superior, com um toque de irônica tolerância. Ou, por outra: um sorriso vaidoso e gabola.

Agora me pergunto se ainda existem sambistas e futebolistas capazes daquele sorriso. Foi, aos meus olhos, por muito tempo, o sinal de desforra em relação ao resto do mundo, a afirmação de uma vantagem tida como indiscutível. Incomodou-me, explico, considerar que a vantagem do Brasil, enorme, está nos favores recebidos da natureza e atirados ao lixo pela chamada elite, que desmandou impunemente.

Quanto ao sambista e ao futebolista, não estavam ali por acaso. Achavam-se os tais, e os senhores batiam palmas. Enxergavam neles os melhores intérpretes do País e no Carnaval uma festa para deslumbrar o mundo.

O Brasil tinha outros méritos. Escritores, artistas, pensadores, respeitabilíssimos. Até políticos. Ocorre-me recordar a programação do quarto centenário de São Paulo, em 1954, representativa de uma metrópole de pouco mais de 2 milhões de habitantes e equipada para realizar um evento que durou o ano inteiro sem perder o brilho.

Lembro momentos extraordinários, a partir da presença de telas de Caravaggio em uma exposição do barroco italiano apresentada no Ibirapuera recém-inaugurado, até um festival de cinema com a participação de delegações dos principais países produtores.

A passar pela visita de William Faulkner disposto a trocar ideias com a inteligência nativa. Não prejudicaram a importância da presença do grande escritor noitadas em companhia de Errol Flynn encerradas ao menos uma vez pelo desabamento do primeiro Robin Hood de Hollywood na calçada do Hotel Esplanada.

A imprensa servia à casa-grande, mas nela militavam profissionais de muita qualidade, nem sempre para relatar a verdade factual, habilitados, contudo, a lidar desenvoltos com o vernáculo. Outra São Paulo, outro Brasil.

Este dos dias de hoje está nos antípodas, é o oposto daquele. A despeito da irritação que então me causava o sorriso do futebolista e do sambista, agora lamento a sua falta, tratava-se de titulares de talentos que se perderam.

Vivemos tempos de incompetência desbordante, de irresponsabilidade, de irracionalidade. De decadência moral, de descalabro crescente. Falei em 1954: foi também o ano do suicídio de Getúlio Vargas, alvejado pelo ataque reacionário urdido contra quem dava os primeiros passos de uma industrialização capaz de gerar proletariado, ou seja, cidadãos conscientes de sua força, finalmente egressos da senzala.

Segundo a Folha, Lula carrega o triplex nas costas, igual a mochila


Não cabe, porém, comparar Carlos Lacerda com os golpistas atuais, alojados na mídia, grilos falantes dos barões, a serviço do ódio de classe. Lacerda foi mestre na categoria vilão, excelente de fala e de escrita.

Os atuais tribunos de uma pretensa, grotesca aristocracia, são pobres-diabos a naufragar na mediocridade. Muitos deles, como Lacerda, começaram na vida adulta a se dizerem de esquerda, tal a única semelhança. Do meu lado, sempre temi quem parte da esquerda para acabar à direita.

Os sintomas do desvario reinante multiplicam-se, dia a dia. Alguns me chamam atenção. Leio, debaixo de títulos retumbantes de primeira página, que o ex-ministro Gilberto Carvalho admitiu ter recebido certo lobista.

Veicula-se a notícia como revelação estarrecedora, e só nas pregas do texto informa-se que Carvalho convidou o visitante a procurar outra freguesia. De todo modo, vale perguntar: quantos lobistas passam por gabinetes ministeriais ao praticar simplesmente seu mister? Mesmo porque, como diria aquela personagem de Chico Anysio, advogado advoga, médico medica, lobista faz lobby.

Outro indício, ainda mais grave, está na desesperada, obsessiva busca de envolver Lula em alguma mazela, qualquer uma serve. Tanto esforço é fenômeno único na história contemporânea de países civilizados e democráticos. Não é difícil entender que a casa-grande está apavorada com a possibilidade do retorno de Lula à Presidência em 2018, mesmo o mundo mineral percebe.

Mas até onde vai a prepotência insana, ao desenrolar o enredo de um apartamento triplex à beira-mar que Lula não comprou? A quem interessa a história de um imóvel anônimo? Que tal falarmos dos iates, dos jatinhos, das fazendas, dos Rolls-Royce que o ex-presidente não possui?

Este não é jornalismo. Falta o respeito à verdade factual e tudo é servido sob forma de acusação em falas e textos elaborados com transparente má-fé. Na forma e no conteúdo, a mídia nativa age como partido político.
Postado por Miro às 13:13 

Fonte: blog do Miro

Futuras aposentadorias em risco! Sindifisco-PB alerta!

Sindifisco Paraíba
Futuras aposentadorias em risco
Os advogados das entidades do Fórum dos Servidores se reunirão nesta semana para preparar a ação direta de inconstitucionalidade contra a lei, aprovada na ALPB, que autoriza o Governo a usar os recursos do Fundo Previdenciário dos Servidores.
Os recursos só podem ser usados para pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores que ingressaram no serviço a partir de 2012, sendo vedada, portanto, a utilização para outros fins, inclusive pagar aposentadorias e pensões anteriores a esta data. Além de ilegal e inconstitucional, se apossar desses recursos comprometerá a futura aposentadoria dos servidores que ingressaram a partir de 2012. O Governo não deve, nem pode resolver os problemas do Estado agindo ilegalmente. O bom gestor é aquele que resolve os problemas do presente sem comprometer o futuro.

Des-lator des-delata e des-moraliza o des-Moro

Des-lator des-delata e des-moraliza o des-Moro

Cadê a gravação da des-gravação do Fernando Moura?
publicado 29/01/2016
bessinha fantasia de carnaval
Fernando Moura é protagonista daquele vergonhoso episódio - exatamente o trecho da des-delação em que inocenta o Dirceu não foi gravado!

A Procuradoria Geral da República assegura que Procurador não tem a menor obrigação de gravar nada!

Nem de des-gravar!

E, portanto, tem a possibilidade de gravar o que quer e não gravar - ou des-gravar o que não quer!

Como fez o Nixon, em Watergate: mandou a secretária des-gravar!

O Nixon caiu.

O Janot não cai e não vai a Furnas, porque ele não iria des-agradar a Casa Grande.

O des-lação do Moura é uma completa des-culhambação.

(Vote na trepidante enquete: quando foi que o des-Moro caiu do cavalo?).

Como a do Paulo Roberto Costa, quando inocentou o Marcelo Odebrecht e esse trecho - exatamente esse trecho da des-lação - foi omitido da peça acusatória do des-Moro de Guantánamo.

(Veja na TV Afiada que a Operação Triplex do Lula é o cavalo paraguaio do des-Moro.)

Agora, o Fernando Moura disse o que des-disse, porque foi ameaçado.

Uma pessoa o abordou na rua, na cidade de Vinhedo, São Paulo, perguntou sobre a saúde de seus netos, no Sul.

Quem é essa pessoa, zé?

Quem ameaça testemunha?

Quem, Dr des-Moro?

Que vergonha é essa?

Parece coisa da máfia!

Estamos em Palermo ou em Curitiba?

(Por falar nisso, leia "Operação Triplex do Lula é uma atividade pré-criminosa").

Não vale apena des-investigar isso, Ministro da des-Justiça?

Quem estaria interessado na des-latação do des-lator, bem na hora em que ia des-latar o Dirceu?

zé, zé, se a D Marisa te encontrar numa rua des-cura em São Bernardo...

Paulo Henrique Amorim

Máfia da merenda no governo Alckmin atinge 152 cidades

Máfia da merenda no governo Alckmin atinge 152 cidades

Azenha: erro de Lula foi acreditaR NA CONCILIAÇÃO DE CLASSES

Azenha: erro de Lula foi acreditaR NA CONCILIAÇÃO DE CLASSES

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"José Dirceu e Lula chegaram ao poder apostando tudo na conciliação de classes. Experimentam, agora, o poder da guerra de classes movida pelos barões da mídia. Você pode até esquecer que nasceu pobre, foi do pau-de-arara ao Planalto, dividiu a mesa e serviu aos ricaços. Mas quem está “por cima” não esquece nunca…", diz o jornalista Luiz Carlos Azenha, ex-Globo e editor do Viomundo, sobre a campanha movida pela Globo contra Lula
31 DE JANEIRO DE 2016 ÀS 06:36
247 – O jornalista Luiz Carlos Azenha, ex-Globo e editor doViomundo, publicou instigante análise sobre a campanha movida pelos meios de comunicação familiares contra o ex-presidente Lula. Confira abaixo: 
por Luiz Carlos Azenha
De 15 para 16 de setembro de 2006. Uma equipe da Polícia Federal prende “aloprados” do PT com dinheiro vivo em um motel de São Paulo. Eles supostamente tentavam comprar um dossiê contra José Serra, candidato do PSDB ao governo de São Paulo.
O jornalista investigativo Amaury Ribeiro Jr. diz que foi uma ação de contra-inteligência. Algo comum nos bastidores de campanha. Você joga uma isca, a campanha adversária morde e, além de posar de vítima, você tem um argumento para tentar “virar” a eleição de última hora.
Estávamos, então, na reta final da campanha de 2006. Lula candidato à reeleição, Geraldo Alckmin encabeçando a chapa tucana. A TV Globo de São Paulo despachou uma equipe para cobrir a chegada dos “aloprados” presos à sede da PF em São Paulo.
Captura de Tela 2016-01-30 às 13.23.08

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ettore Scola

Ettore Scola

Ettore Scola

“O cinema não pode mudar o mundo nem a realidade, mas pode ajudar a refletir”.

Discípulo de Vittorio De Sica, o cineasta italiano Ettore Scola nasceu em 1931 em Trevico na Itália. Começou sua carreira no cinema como roteirista e foi ator, produtor e assistente de direção. Filho de médico, estudou direito na faculdade em Roma, mas nunca teve a intenção de seguir a carreira. Em pouco tempo, sentiu o fascínio do jornalismo, trabalhando como diagramador de um jornal humorístico. Acabou indo para o rádio onde fazia scripts para comédias, alguns para um programa com Alberto Sordi, então extremamente popular. Em pouco tempo, Scola também já era um roteirista conceituado no cinema. Porém, ele demorou para optar pela direção. Com quase 40 filmes no currículo, Scola descende de um grupo politizado, socialista (no real sentido da palavra) e bem humorado que transformou o cinema italiano depois da II guerra mundial.

Estreou com o filme Se Permettete Parliamo di Donne (1964), com Mônica Vitti e Vittorio Gassman, que viria a ser um ator constante em seus filmes, e, desde 2003 não produz nada. Sensível aos dramas familiares e aos temas políticos, seus filmes tem em comum essas temáticas, sempre retratadas com bom humor.

Seu primeiro sucesso foi com o filme Ciúme à Italiana (1970), uma sátira a política de seu país. O reconhecimento internacional, no entanto, veio quatro anos mais tarde com Nós Que Nos Amávamos Tanto (1975), sobre o encontro de ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial. Um ano mais tarde, Scola ganhou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes por Feios, Sujos e Malvados(1976), uma bem-humorada paródia da utopia urbanista do filme Milagre em Milão (1951), de Vittorio De Sica. Desenvolveu uma parceria das mais produtivas com o músico Armando Trovajoli, um constante colaborador de suas películas.

Com Sophia Loren e Marcello Mastroianni em Um Dia Muito Especial (1977), foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Em O Baile (1983), um filme sem narrativa nem diálogos, apenas com números de música e dança que contam histórias do século XX (guerras, amores e pragas) ele inovou na estética cinematográfica. Com Casanova e a Revolução (1982) ele foge da Itália para retratar a revolução francesa, depois veio o ótimo O Jantar (1998) e Concorrência Desleal (2001), o melhor filme do cineasta na minha opinião. Esses filmes fazem parte da mostra que começa hoje sobre esse genial diretor italiano. Infelizmente, com quase 40 filmes lançados, a obra de Scola não chegou ao Brasil na sua totalidade, por isso iremos nos concentrar nos filmes lançados em DVD, quatro ao todo e VHS, dois.

Dono de uma caligrafia privilegiada na construção de diálogos, Ettore Scola busca transmitir em suas películas uma análise real da vida, algo comparável a Robert Altman, com um pouco menos de sarcasmo. Outra característica em suas obras é a visão infantil que costuma encerrar suas películas, um toque do gênio criativo. No próximo post trarei uma interessante entrevista do diretor ao site português cine cartaz.