domingo, 3 de abril de 2016

Para os que espalham que só a Petrobras teve prejuízo!



Ainda a crise de 2008. A queda nos preços das commodities, o aumento no desemprego e a retração dos investimentos montam um quadro que mostra que o mundo ainda está longe de superar a crise iniciada em 2007/2008.
Entre os fatores que contribuem para a crise estão a desaceleração da economia chinesa, os mercados financeiros excessivamente desregulamentados e grande número de paraísos fiscais. A economia mantém-se atrelada à especulação financeira, que detonou a crise no final da década passada, e ganhou força com a expansão monetária feita pelo Federal Reserve norte-americano e depois copiada pelo Banco Central Europeu.
Alguns fatos mostram os problemas na economia mundial. O valor de mercado conjunto das cinco maiores mineradoras do mundo caiu 52%. Glencore, Rio Tinto, BHP, Vale e Anglo American perderam US$ 269 bilhões em valor negociado nas bolsas de valores, até o final de janeiro.
Já as petrolíferas Exxon/Mobil, BP, Chevron, Shell e Total perderam US$ 205 bilhões em valor de mercado. O setor demitiu 250 mil trabalhadores em 2015 e vai no mesmo padrão este ano. A BP já anunciou que vai suprimir 4 mil postos de trabalho.
As petroleiras anunciaram cortes de US$ 170 bilhões em investimentos entre 2016 e 2020, segundo dados da Wood Mackenzie. Desde 2014, os projetos cortados e adiados somam US$ 380 bilhões. Segundo especialistas da Bloomberg, se os preços do petróleo continuarem abaixo de US$ 50/barril, a Noruega vai enfrentar um “desastre econômico”. Houve no país redução de 42% dos impostos pagos pelas empresas de energia. O setor petróleo já demitiu 30 mil pessoas, levando o desemprego na Noruega ao mais alto patamar dos últimos nove anos.
O varejo não passa incólume. A maior empresa do ramo no mundo, a Walmart, fechará 269 lojas, das quais 60 no Brasil e 154 nos Estados Unidos. O comércio mundial teve o pior ano desde a crise de 2008. O desemprego levou o presidente da França, François Hollande, a decretar Estado de Emergência Econômica e Social, diante da trágica situação do mercado de trabalho, com poucos sinais de recuperação econômica.
O quadro se repete em outros países. As receitas adotadas em 2008 apenas reduziram os impactos agudos da crise, mas mantiveram um quadro de crise crônica.


Fonte: Informativo Semanal do Prof. Ernesto Germano Pares

O desastre que a direita, Macri à frente, está causando na Argentina



Pobreza na Argentina dá um salto! Desde a posse de Mauricio Macri, há 1,4 milhões de novos pobres na Argentina. Uma em cada 3 pessoas vive em situação de pobreza e 350 mil já estão na zona de indigência!

Os dados foram revelados em uma pesquisa feita pela Universidade Católica Argentina (UCA) e estima-se em 34,5% da população na linha de pobreza. E a pesquisa mostra ainda que o aumento na pobreza se deve, em grande parte, ao aumento nos preços dos serviços públicos (ainda não computado o aumento nos preços das passagens, como nota acima) e na cesta básica.

Vale lembrar, como já noticiado no nosso Informativo, que desde a sua posse Macri autorizou um aumento de 300% na tarifa de gás natural e mais de 50% no valor da cesta básica, além do aumento da tarifa de energia elétrica (entre 200% e 600%, dependendo da região). Macri, por decreto, eliminou a Lei de Controle que proibia remarcar preços de alimentos, bebidas, perfumaria e artigos de limpeza doméstica. E vale lembrar que ele autorizou o aumento de 150% nos preços dos remédios.

Macri aumenta em até 100% as tarifas de transporte. A partir do próximo dia 08 de abril, o preço das tarifas de trem, metrô e ônibus terão um aumento de até 100%. O anúncio foi feito pelo ministro de Transportes, Guillermo Dietrich, curiosamente um dos maiores comerciantes de automóveis do país, sendo representante da Ford e da Volkswagen!
Ao fazer o anúncio, ele culpou os governos anteriores (Kirchner) dizendo que “o populismo” havia atrasado os aumentos de tarifa e criado problemas na infraestrutura argentina.
Com os novos preços, a tarifa mínima de ônibus passará de 3 pesos (0,20 dólares) para 6 pesos; o serviço de trens subirá de 2 pesos (0,14 dólares) para 4 pesos (0,27 dólares) e; os serviços de metrô passarão de 5 pesos (0,34 dólares) para 7,50 pesos (0,51 dólares). Mas o ministro afirmou que aposentados, pensionistas e outros beneficiários de programas sociais continuarão tendo um desconto de 55%.
 


Fonte: Informativo Semanal do Prof. Ernesto Germano Pares

quinta-feira, 31 de março de 2016

Opera Mundi

 
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A conta de Aécio




Luis Nassif

Não é novidade para o Procurador Geral da República Rodrigo Janot a informação que consta da delação do senador Delcídio do Amaral, de que o também senador Aécio Neves mantém uma conta em Liechenstein em nome da própria mãe.

O Blog deu todos os dados, em um post de 2 de janeiro de 2015 (http://migre.me/teLlF). Nele se conta a história da Operação Norbert deflagrada em 8 de fevereiro de 2007 no Rio de Janeiro.

Em 8 de fevereiro de 2007 foi deflagrada a Operação Norbert, visando apurar denúncias de lavagem de dinheiro na praça do Rio de Janeiro. Conduzida por três jovens brilhantes procuradores - Marcelo Miller, Fabio Magrinelli e José Schetino - foi realizada uma operação de busca e apreensão nos escritórios de um casal de doleiros do Rio de Janeiro.

No meio da operação, os procuradores se depararam com duas bombas.

A primeira, envolvia o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Carpena do Amorim.

Carpena foi peça central no assassinato de reputação da juíza Márcia Cunha, trabalhando em parceria com a Folha de S. Paulo no período em que o jornal se aliou a Daniel Dantas. Coube a Carpena endossar um dossiê falso preparado por um lobista ligado a Dantas, penalizando uma juíza séria.

Ao puxar o fio da meada de uma holding, os procuradores toparam com Carpena. O caso foi desmembrado do inquérito dos doleiros, tocado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e resultou na condenação do ex-juiz a três anos e meio de prisão.

O segundo fio foi puxado quando os procuradores encontraram na mesa dos doleiros uma procuração em alemão aguardando a assinatura de Inês Maria, uma das sócias da holding Fundação Bogart & Taylor - que abriu uma offshore no Ducado de Liechtenstein.

Os procuradores avançaram as investigações e constataram que a holding estava em nome de parentes de Aécio Neves: a mãe Inês Maria, a irmã Andréa, a esposa e a filha.

Como o caso envolvia um senador da República, os três procuradores desmembraram do inquérito principal e encaminharam o caso ao então Procurador Geral da República Roberto Gurgel. Foi no mesmo período em que Gurgel engavetou uma representação contra o então senador Demóstenes Torres.

O caso parou na gaveta de Gurgel, onde permanece até hoje.

Com a delação de Delcídio, o PGR Rodrigo Janot tem tudo à mão. Não haverá sequer necessidade de abrir um inquérito suplementar porque todas as informações necessárias constam da Operação Norbert.

É apenas o tempo de abrir sua gaveta e retirar de lá o inquérito.