sexta-feira, 27 de maio de 2016

Se há uma justiça poética nesta trama sórdida do golpe é a seguinte: quem mais saiu desmoralizado dele é Aécio.



Se há uma justiça poética nesta trama sórdida do golpe é a seguinte: quem mais saiu desmoralizado dele é Aécio.

Paulo Nogueira


Ele já foi comido, para usar uma expressão dos áudios gravados que viralizou.

Não vou escrever, vou gritar: bem feito, Playboy!

Aécio é agora nacionalmente conhecido como covarde. Renan falou de seu medo diante da delação de Delcídio, de sua paúra em saber se havia mais coisas que o incriminassem – como se as que houvesse não fossem bastantes.

Depois Renan tentou remediar e transformou a medo em “indignação”, e aqui peço uma pausa para gargalhadas.

O mesmo Renan que carimbou na testa botocada de Aécio a palavra covarde definiu Dilma como dona de uma “incrível bravura pessoal”.

Aécio merece o final patético de sua carreira. Com a proteção da mídia, notadamente da Globo, ele era um corrupto que conseguia passar por moralista, a exemplo de seu tutor FHC.

O grau de proteção de Aécio na mídia pode ser avaliado nisto: o editor de política do Globo em Brasília, Paulo César Pereira, é seu primo. Um jornalista de Brasília familiarizado com Paulo César disse ao DCM: “Ele passa imediatamente ao Aécio tudo que os repórteres lhe contam.”

E, evidentemente, suprime coisas negativas para o primo.

Não é tudo. Paulo César é casado com uma das principais repórteres da GloboNews, Andrea Saadi. Aécio é padrinho de casamento dos dois.

Isto é o jornalismo à Globo, aos Marinhos – isentão.

O conforto majestoso em que Aécio vivia diante de uma imprensa que massacrava seus adversários acabou por culpa dele mesmo.

Aécio foi a peça inicial a partir da qual as demais peças do golpe se movimentaram. Ao se comportar como o pior perdedor da história do Brasil, ele começou um processo que acabaria por engoli-lo.

Repito: fez-se aí justiça poética.

O esquema de propinas de Furnas, que ele comandou por muitos anos sem que ninguém o incomodasse nem na imprensa e muito menos na Polícia Federal, surgiu com inédito destaque na delação de Delcídio.
Até então, ele, com sua hipocrisia descarada, dizia que era invenção dos adversários. (O DCM produziu, há pouco, um documentário com evidências esmagadoras.)

Apenas para lembrar, lembremos que Delcídio, sobre Furnas, colocou Aécio e Dilma em situações opostas, como fez agora Renan. Disse que a raiz do boicote de Eduardo Cunha a Dilma residiu no fato de ela varrer a corrupção ancestral de Furnas, e enxotar um homem de Cunha.

Aécio fez sua campanha presidencial toda com a fantasia demagógica de homem puro. Cada frase sua continha a palavra corrupção, atirada contra uma mulher que é, ao contrário dele, íntegra e honesta.
Não tivesse ele feito o que fez, em 2018 seria certamente o candidato do PSDB à presidência. E poderia contar com um eventual desgaste do PT para chegar – pelos votos – ao Planalto.

Mas ele desencadeou um processo que simplesmente liquidou uma carreira que sempre dependeu da supressão, por seus comparsas entre os barões da imprensa, de uma vasta coleção de delinquências.
Os sonhos presidenciais de Aécio estão tão mortos quanto seu tio Tancredo. Ele já foi comido, digerido e vomitado.

Grito mais uma vez: bem feito, Playboy.

Resistência até o fim

Política

Entrevista - Dilma Rousseff

Resistência até o fim

Serena no seu peculiar exílio, nesta entrevista Dilma Rousseff afirma que o último capítulo do impeachment ainda não se encerrou
por André Barrocal, Mino Carta e Sergio Lirio — publicado 22/05/2016 06h35, última modificação 22/05/2016 18h32
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma
"O golpe é o parasita, a democracia o hospedeiro. Este precisa ser salvo"
Dilma Rousseff, ao contrário do que pretende a propaganda da mídia nativa, aparenta notável tranquilidade. Ela enfrenta até com sorrisos o seu peculiar exílio no Palácio da Alvorada, hoje residência permitida a uma presidenta afastada, e esta não é a visão de quem não trai a verdade factual.
Há uma lógica no comportamento de Dilma, surgida de uma esperança plausível, como se verá por esta entrevista, a mostrar que ela pretende resistir, e jogar cartas na mesa ao longo do capítulo final e ainda inconcluso do processo do impeachment, conforme a pauta do inédito golpe à brasileira. Leia a íntegra da entrevista na edição 902 de CartaCapital, que já está nas bancas.
Dilma Rousseff: Eu entendo que algo vai se revelar de forma muito clara. Quem conduz este processo? A questão é importante para perceber sua natureza, e o véu se levanta ao se analisar a composição do ministério provisório, ligado ao controle de um certo grupo do PMDB que assumiu o PMDB, capaz de transformar um partido de centro em um partido golpista de direita. Temos o governo do Cunha. Que mais é do Cunha? Os 217 parlamentares do centrão indicam André Moura, homem do Cunha. Podem tirar o André Moura, indicarão outra pessoa ligada ao Cunha.
CC: André Moura, salvo engano, é réu no STF...
DR: Haverá dificuldade em achar quem não é. Mas voltando. Desde 1988, nosso presidencialismo requer uma coalizão, até aí nada de mais. É impossível um país desta envergadura e deste tamanho ser dirigido sem uma coalizão. Ela foi de centro-direita, no período FHC, ele precisava de três partidos para conseguir a maioria, às vezes de quatro ou cinco para fazer os dois terços. Cada vez mais, pela fragmentação partidária, pelo aumento dos interesses em criar partido dado o fundo partidário, foi aumentando a quantidade de partidos e esse aumento se deu dentro dessa ideia muito imprecisa de centro político, mas é a que eu tenho.
Lula já precisava de oito partidos para ter a maioria simples, em torno de uns 10 ou 12 para ter dois terços e eu precisei, nos meus dois períodos, cada vez mais de mais partidos. Aí depende de quantos e de quem. No grande partido de centro, o que veio desde a Constituinte, emerge uma figura tipicamente conservadora de direita, fundamentalista, com uma capacidade de articulação razoável, com mecanismos de reprodução e controle de parlamentares também razoáveis, e esse processo leva a uma imensa dificuldade na relação Executivo-Legislativo, Eduardo Cunha.
Imensa dificuldade que não é determinada somente, por exemplo, pelos três votos que ele nos pediu para não entrar com o processo de impeachment, chantagem que o próprio autor do processo de impeachment, o ex-ministro do FHC, Miguel Reali Júnior, chamou de chantagem explícita. A origem do impeachment não está  no PSDB e no DEM, não tinham força para tanto. Se na Câmara tivemos 145 votos e eles 367, o Centrão hoje é muito significativo, é o maior grupamento... se você fizer a conta, verifica que se estabelece um controle pela direita de 217 parlamentares no mínimo.
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O governo provisório não é de Michel Temer. Quem manda ali e na Câmara é o Cunha (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
CC: Uma reforma política não resolveria o problema do nosso presidencialismo?
DR: Reforma política é imprescindível. Recordam 2013? Propusemos uma Constituinte a qual precisa do respaldo das instituições, a não ser que a rua tenha a reforma como bandeira. Ora, a rua não tinha, vinha com uma fala mais difusa. Talvez, em momento algum, como hoje se tenha percebido a premência da reforma.
CC: O que a senhora acha do parlamentarismo, que volta e meia vem à baila?
DR: Acho muito difícil a compreensão do povo brasileiro. O presidencialismo foi a única instância que permitiu fazer transformações dentro da legalidade. Por quê? Porque a relação do voto popular com o presidente implica uma discussão sobre rumos que não têm filtros, nem oligárquicos nem regionais, nem de interesses econômicos. É uma relação quase direta. O Senado tem alguma autonomia nos espaços estaduais, mas a melhor oportunidade para a relação transformadora no Brasil por meio de eleições diretas foi o presidencialismo. O parlamentarismo do Brasil tenderia a ser oligárquico, porque teria enorme influência nos poderes localizados. Isso vem desde o império, a meu ver.
CC: O que explicaria o fato de a senhora ter tido como companheiro de chapa alguém que na interinidade lançou uma agenda tão distinta daquela que foi vitoriosa em 2014. São os problemas do nosso sistema político sobre os quais falamos há pouco aqui ou foi um processo exterior que tem a ver mesmo com tomada de poder?
DR: Já vi o PMDB como partido de centro e acho que segmentos dele ainda são, mas uma parte do PMDB foi de fato capturada para uma posição conservadora de direita. Perdão, é falar mal dos conservadores, na realidade são golpistas de direita. Acho que houve um processo dentro do PMDB de reagrupação de forças, de tal forma que hoje a hegemonia dentro do partido é de Eduardo Cunha e seu grupo. Mesmo afastado pelo Supremo, ele continua dando as cartas na Câmara e no governo. E mesmo no Senado através deRomero Jucá.
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Vejam só, até no Senado a mão de Cunha aparece, com a presença de Romero Jucá (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Fonte: Carta Capital

Gastos públicos de Cunha supera a R$ 500 mil mensais; descubra as mordomias do deputado

Gastos públicos de Cunha supera a R$ 500 mil mensais; descubra as mordomias do deputado

 
eduardo-cunha-pmdbSuspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é réu na Operação Lava Jato, continua com as mordomias do cargo, além de receber um alto salário.
Nesta quarta-feira (25) o PSOL fez uma reclamação constitucional no Supremo para suspender os gastos públicos de Cunha.
São R$ 33,7 mil mensais destinos ao deputado e sua residência oficial gera um gasto de R$ 400 mil. No gabinete do político, R$ 92 mil são destinados a salários dos funcionários. Com outras despesas, o total que os brasileiros pagam para para manter Cunha é de R$500 mil mensais.
Confira a lista de regalias de Eduardo Cunha e os custos por mês:
– 16 agentes do Departamento de Polícia da Câmara para sua segurança (R$ 217 mil mensais)
– Equipe de vigilância terceirizada (R$ 60,3 mil mensais)
-Governanta para a casa do deputado (R$ 28,2 mil mensais)
-Um chefe de cozinha, três cozinheiros, dois auxiliares de cozinha, quatro garçons e duas arrumadeiras na residência oficial. (R$ 35,9 mil mensais)
-Quatro motoristas à sua disposição. R$ 29,3 mil mensais)
-Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Fonte:RD

STF dá prazo de cinco dias para Temer se explicar sobre reforma administrativa

STF dá prazo de cinco dias para Temer se explicar sobre reforma administrativa

 
Temer-reprodução-globoO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, estabeleceu o prazo de cinco dias para que o presidente em exercício, Michel Temer (foto), se pronuncie sobre a realização da reforma administrativa ocorrida logo após o afastamento da presidente Dilma no processo de impeachment.
“Tratando-se a medida cautelar de providência de caráter excepcional, à vista da presunção de validade dos atos estatais, determino a oitiva da Exmo. Sr. Presidente da República em exercício, a cerca do pedido de medida cautelar, no prazo de cinco dias”, diz Barroso no despacho proferido anteontem.
A decisão do ministro tem como base ação encaminhada ao STF pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) para reverter reforma administrativa realizada por Temer.
A sigla questiona atos do Poder Executivo realizados nos últimos dias, funções privativas de Presidente da República, como nomeação de ministros, fusão e extinção de ministérios, alteração de política externa, implementação de reformas tributárias e previdenciárias, venda de empresas públicas, extinção e redução de programas sociais e anulação de atos praticados pela residente eleita Dilma durante o exercício regular do mandato.
“A precariedade do mandato de um presidente em exercício não permite que ele faça reformas tão profundas. Defendemos que ele se abstenha de fazer esse tipo de ação durante o mandato interino que pode prejudicar programas tão essenciais ao País”, afirmou à reportagem o deputado federal e ex-ministro das Comunicações, André Figueiredo (CE).
Após os esclarecimentos de Temer, a ação será encaminhada para um posicionamento do advogado-geral da União e do Procurador-geral da República que deverão se manifestar também no prazo de cinco dias.

Fonte: RD

Bandarra e Deborah Guerner: demitidos há cinco anos, com salários mantidos


Crédito: Carlos Moura/CB/D.A Press. Brasil. Brasília
CRÉDITO: CARLOS MOURA/CB/D.A PRESS. BRASIL. BRASÍLIA

Bandarra e Deborah Guerner: demitidos há cinco anos, com salários mantidos

Publicado em Sem categoria

Quase tudo igual cinco anos depois da demissão
Em maio de 2011, em decisão histórica, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) demitiu, de uma só vez, dois promotores de Justiça do Distrito Federal. Leonardo Bandarra e Deborah Guerner receberam a pena máxima aplicada a um integrante do Ministério Público na esfera administrativa: a perda do cargo.
Foi a primeira vez que um ex-procurador-geral de Justiça recebeu tal penalidade, desde a criação do órgão que disciplina a atuação da classe.
Cinco anos depois, nada aconteceu, a não ser pelo afastamento do trabalho dos dois envolvidos no escândalo da Operação Caixa de Pandora. Mas eles continuam recebendo salários e nunca foram condenados na Justiça. A ação civil pública que pede a perda dos cargos vitalícios caminha lentamente ainda na primeira instância.
Quase o teto
O salário bruto de Leonardo Bandarra quase bate o teto do funcionalismo público federal, que é R$ 33.763,00. O Ministério Público do DF paga ao ex-procurador-geral de Justiça R$ 32.887,19, com valores líquidos de R$ 24.273,12.
O contracheque de Deborah Guerner mostra um vencimento de R$ 19.547,77 já com os abatimentos.
Recurso da AGU aguarda julgamento
Por efeito de uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, em fevereiro de 2012, os promotores Leonardo Bandarra e Deborah Guerner mantêm os salários apesar do afastamento do trabalho e da demissão decretada pelo CNMP.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que o contracheque só pode ser suspenso quando houver decisão judicial transitada em julgado, ou seja, no desfecho do caso.
No mesmo ano, a Advocacia-Geral da União entrou com agravo contra a decisão de Gilmar mas, até hoje, a análise está pendente no STF. Para a União, os promotores hoje estão em uma situação mais vantajosa daquela em que estariam se tivessem mantido “conduta ilibada”, já que continuam recebendo integralmente vencimentos “sem desempenhar qualquer contraprestação ao órgão ministerial”.
Janot pede suspensão de pagamentos
O próprio Ministério Público defende a suspensão dos salários. Em março de 2014, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou pela cassação da liminar no mandado de segurança de Deborah Guerner. Segundo Janot, ela “continua percebendo vencimentos e vantagens pecuniárias do cargo sem a correspondente contraprestação laboral”.
Na Justiça
Três denúncias contra Leonardo Bandarra, por violação de sigilo funcional, extorsão e sonegação fiscal, tramitam no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Outra ação penal, relacionada a falsidade ideológica e uso de documento falso, não foi recebida pela Justiça. O procurador regional da República Ronaldo Albo recorreu ao STJ e o julgamento está suspenso com placar de 2 a 2, por pedido de vista do ministro Joel Ilan Paciornik. O Ministério Público pede pressa na análise do recurso porque esses crimes, supostamente relacionados à compra da casa de Bandarra no Lago Sul, vão prescrever em julho.
6 vezes em 11 anos
Em 11 anos de existência, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou apenas seis vezes a pena de demissão a um integrante do Ministério Público. O DF contribui com um terço dessa lista. O último caso foi julgado em abril. O procurador da República Douglas Ivanowski Kirchner recebeu a pena sob a acusação de agredir a própria mulher e mantê-la em cárcere privado.

Áudios indicam que partidos patrocinaram MBL em atos pró-impeachment

Áudios indicam que partidos patrocinaram MBL em atos pró-impeachment

Panfletos e carros de som teriam sido bancados pelo PMDB e Solidariedade
Áudios indicam que partidos patrocinaram MBL em atos pró-impeachment | Foto: Tânia Rego / Agência Brasil / CP
Áudios indicam que partidos patrocinaram MBL em atos pró-impeachment | Foto: Tânia Rego / Agência Brasil / CP
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  • Correio do Povo
O Movimento Brasil Livre (MBL), entidade criada em 2014 com intenção para combater a corrupção e lutar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff teria recebido apoio financeiro de partidos. O site UOL, em matéria publicada nesta sexta-feira, afirma que o grupo foi apoiado na impressão de panfletos e uso de carros de som. As siglas envolvidas seriam PMDB e o Solidariedade e contato foi gravado em fevereiro deste ano.  
Conforme o UOL, o movimento negociou também com a Juventude do PSDB um auxílio financeiro em suas caravanas, como pagamento de lanches e aluguel de ônibus, e teria tido apoio da "máquina partidária" do Democratas. Na época em que foi fundado, o movimento se definia como apartidário e sem conexões financeiras com os partidos políticos.  
Apesar disso, os coordenadores do movimento teriam negociado e pediram a ajuda a partidos pelo menos a partir deste ano. A contribuição financeira concedida é vinculada ao grau de participação do doador com o movimento.   
De acordo com a matéria do UOL, o PMDB teria ficado responsável por custear a impressão de panfletos referentes às manifestações no último dia 13 de março. O presidente da Juventude do PMDB, Bruno Júlio, informou ao site que solicitou ao presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, o custeio de 20 mil panfletos de divulgados dos atos com a frase "Esse impeachment é meu". A assessoria de Franco negou essa afirmação. 
Questionado sobre a ajuda financeira, o MBL não confirmou o custeio dos panfletos e afirmou que o PMDB fazia parte da comissão pró-impeachment.
Uso da máquina 
Conforme a gravação de fevereiro de 2016, áudio a que o UOL teve acesso, um dos coordenadores nacionais do MBL, Renan Antônio Ferreira dos Santos, diz em mensagem a um colega que tinha fechado com partidos para divulgar manifestações do dia 13 de março, usando a máquina das siglas também. Renan declara ainda que o MBL seria o único grupo que realmente estava "fazendo a diferença" na luta em favor do impeachment de Dilma Rousseff.
Em nota, Renan Santos confirmou o contato com o colega de MBL e relatou que o comitê do impeachment contava com lideranças de vários partidos, entre eles estariam DEM, PSDB, SD e PMDB.
A assessoria de imprensa do Solidariedade confirmou a parceria em nota ao UOL. Já o DEM informou que atuou em conjunto com o MBL, mas negou qualquer tipo de ajuda financeira ou apoio material ao movimento.

Fonte: Correio do Povo