terça-feira, 31 de maio de 2016

A autonomia total da PF é mais um monstro legado por Cunha na aprovação do impeachment.

A autonomia total da PF é mais um monstro legado por Cunha na aprovação do impeachment. Por José Cássio



Postado em 31 May 2016
por : 
pf-lava-jato


Nesta quarta-feira, 1° de junho, quando os delegados apresentarem a lista tríplice com nomes para ocupar o cargo de diretor-geral da Polícia Federal tem início o primeiro round da luta da categoria para se impor diante do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e do governo interino de Michel Temer.
O segundo round, mais importante até que indicação do diretor-geral, é a batalha dos delegados pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 412) que está parada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos deputados desde que Eduardo Cunha foi afastado da presidência pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A PEC 412 vende a ideia de “autonomia funcional, administrativa e financeira” da PF. Na verdade, trata-se de manter a instituição sob o domínio exclusivo dos delegados.
Sua tramitação sinaliza uma crise na corporação que os dirigentes insistem em negar: um conflito interno envolvendo delegados e os demais policiais escrivães, peritos, papiloscopistas e agentes.
“Queremos apoio a esse projeto porque, sem interferências financeiras, orçamentárias e administrativas, temos melhores condições para ter autonomia nas investigações”, defende o diretor regional da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) no Distrito Federal, Luciano Leiro.
“Autonomia investigativa nós já temos”, rebate o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boudens, que representa agentes, escrivães, servidores da área administrativa e papiloscopistas. “O que essa PEC pode fazer é resultar na criação de um verdadeiro monstro, de um quinto poder no país”.
Dentro da PF, o comentário é de que os delegados têm interesse na mudança da lei para, no comando das chefias, poderem entre outras atribuições direcionar o quê, como, quando e quem investigar.
O racha na corporação acentuou-se a partir de 1996 quando todos os cargos de policiais federais passaram a exigir, por lei, formação universitária.
A medida resultou numa melhora no quadro de servidores – e funções de chefia passaram a ser desempenhadas por outros policiais e servidores administrativos.
As investigações melhoraram e isso incomodou os delegados que acabaram se sentindo ameaçados em seu status – para complicar, tiveram de compartilhar a mesma remuneração dos outros cargos de “nível superior”.
Os demais policiais começaram a reivindicar uma definição legal de suas atribuições, melhores salários e meritocracia. Na tentativa de tornar as atividades de polícia mais céleres e eficientes, passaram a criticar abertamente o excesso de burocracia e o papel de juristas que pretendem os delegados.
É daí que vem o racha que culminou com a crise.
Para contrapor o argumento dos demais policiais, os delegados iniciaram uma política interna de tirar das chefias todos que não fossem delegados. Até áreas de logística, recursos humanos e grupo tático passaram a ser chefiadas por representantes da categoria.
A vendida “autonomia administrativa, orçamentária” da PEC 412 daria aos delegados o poder de definir os valores dos seus e de todos os subsídios (salários) pagos no órgão, criar gratificações (“bônus” moradia, paletó, etc).
Aos delegados caberia fazer ou não concurso para determinado cargo e criar novos. Também poderiam direcionar qual área de atuação, dentre as várias da PF, que receberia mais ou menos recursos.
Os críticos da medida lembram que a PF não é somente polícia judiciária.
É também polícia administrativa – cuida de assuntos como armas, produtos químicos, segurança privada, fronteira, drogas, imigração, passaportes e estrangeiros -, e essas áreas notadamente não necessitam ser ocupadas por delegados.
Profissionais da corporação que não aceitam essa ideologia de “superioridade” dos delegados, segundo relatos de funcionários, “são perseguidos e não têm a quem recorrer, salvo as entidades de classe”.
Esses funcionários contam que há histórias de policiais que se suicidaram e outros que sofrem sistematicamente assédio moral por não concordarem com a iniciativa.
A proposta, que repousava numa gaveta qualquer da Câmara desde 2009, ganhou fôlego no processo de troca de favores organizado pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que “vendeu” (http://migre.me/tYD7m) aos delegados deputados da Casa a facilidade da tramitação em troca do voto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Por essa estratégia, a relatoria na Comissão de Constituição e Justiça acabou no colo de João Campos (PSDB GO), delegado civil e parceiro de Fernando Francischini (Solidariedade PR), delegado da polícia federal e principal articulador da Emenda no Congresso.
Sem Cunha, eles agora apostam em duas outras frentes para garantir a aprovação: no temor popular de pararem com a Lava Jato para pressionar a opinião pública e nos dossiês e vazamentos seletivos de grampos para chantagear parlamentares investigados pela Justiça – neste caso, vale a máxima de que, em se tratando de política e Polícia Federal, nada é de graça.
Procura-se pactuar com os congressistas. Não sendo possível, pressiona-se. Não dando resultado,  chantageiam. Por fim, então, usa-se a máquina em desfavor.
O ressurgimento da PEC da “Autonomia”, como defendem os delegados interessados, ou da “Chantagem”, como preferem os críticos, é só mais um problema que Temer herdou a partir dos compromissos assumidos por Eduardo Cunha para garantir o golpe.
Quanto à lista tríplice para a escolha do delegado-geral, que será apresentada nesta semana, o ministro interino da Justiça já se manifestou contrário.
“Eu sou favorável à autonomia de cada delegado, de cada agente para exercer a sua função”, disse Alexandre de Moraes em entrevista. “A diretoria da PF acha a lista tríplice necessária? Os superintendentes acham que ela é necessária? Não. Na verdade, quem acha que é necessária é só a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal.”
A pergunta a se fazer é: Temer vai novamente desautorizar o seu ministro da Justiça, nomear o delegado-geral indicado pela categoria e ainda bancar o acordo assumido lá atrás por seu comparsa Eduardo Cunha?
Em poucos dias, as respostas para essas perguntas virão à tona, inevitavelmente.
E você, leitor do DCM, terá pelo menos uma vantagem em relação aos funcionários da PF: seu computador não está “impedido” de abrir as nossas páginas para conferir o desfecho dessa novela, à exemplo do que acontece nos prédios onde se reúnem os homens responsáveis por combater os crimes de corrupção no país.

Fonte:DCM

A confusão de Temer com o ministro da Transparência mostra que ele não sabe lidar nem com seus bandidos.

A confusão de Temer com o ministro da Transparência mostra que ele não sabe lidar nem com seus bandidos. Por Kiko Nogueira



Postado em 30 May 2016

Michel Temer avisou à tarde que não vai demitir Fabiano Silveira do ministério da Transparência, nome que é uma piada pronta. No começo da noite, Silveira subiu no telhado.
Fabiano Silveira, como se sabe, apareceu nos grampos de Sérgio Machado orientando Renan, o próprio Machado e advogados sobre a Lava Jato e a PGR.
Na época, fevereiro, ele era do Conselho Nacional de Justiça. Os diálogos seguem o padrão do que vem sendo divulgado na trama do golpe: uma mistura de desfaçatez e picaretagem mais antiética que negociação na cracolândia.
Num teatrinho da semana passada, o interino bateu a mão na mesa, lembrou de seu passado como secretário de secretário de Segurança Pública em São Paulo, falou alguma platitude sobre não ter compromisso com o equívoco e mandou uma frase que já entra para a história pelos motivos errados: “Eu sei lidar com bandido”.
Isso é inegável. Silveira é indicação de Renan e Temer não mexeria na cota de Renan Calheiros. Ele depende do amigão para aprovar suas pautas econômicas e, obviamente, tocar o impeachment de Dilma Rousseff.
Para os otários e mal intencionados que venderam um Richelieu, um articulador, um homem capaz de, como definiu Delfim Netto, fazer tricô com quatro agulhas — sabe-se lá que cazzo isso significa —, o ex-vice decorativo está se saindo uma tragicomédia.
Montou um ministério com sete investigados na Lava Jato, um clube do bolinha versão siciliana, arrumou encrenca com artistas, matou e ressuscitou o MinC, desautorizou a equipe, tudo em duas semanas.
Essa última manobra naufragou. Chefes regionais do ministério estão entregando seus cargos. Servidores invadiram com vassouras o gabinete do chefe. No Senado, Simone Tebet avisou que não assumirá a liderança do PMDB porque “não acha que é o momento de arcar com tal responsabilidade”: ela quer o afastamento do titular da pasta.
Como fez com Jucá, o Globo pediu a cabeça de FS num daqueles editoriais feitos para Temer engolir o choro e obedecer. Silveira deve morrer para a farsa prosseguir. O governo natimorto vai se arrastar até Michelzinho, um fenômeno do mercado imobiliário, mandar parar que ele quer descer.
 Fonte: DCM

Em Nova York, acadêmicos fazem protesto contra golpe no Brasil


Em Nova York, acadêmicos fazem protesto contra golpe no Brasil

Organizada pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais, manifestação foi realizada na abertura de congresso de estudiosos especialistas em América Latina
Centenas de acadêmicos especializados em América Latina protestaram na sexta-feira (27/05), em Nova York, nos Estados Unidos, contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff, em processo que classificaram como golpe de Estado.
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A manifestação, organizada pelo Clacso (Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais), foi realizada na abertura do congresso da LASA (Associação de Estudos Latino-Americanos), uma associação formada por mais de 12 mil indivíduos e instituições que se dedicam ao estudo da região.
Vestidos com camisetas pretas com a inscrição “Brasil. A democracia de Luto. Não ao golpe”, os intelectuais gritaram “Fora Temer!” e rechaçaram governo interino.
Em entrevista à agência France Press, o secretário-executivo do Clacso, Pablo Gentili, disse que o espaço acadêmico oferecido pela Lasa foi “uma oportunidade para denunciar, de maneira veemente, o que acreditamos ser um novo golpe de Estado na América Latina".
 

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Na quinta-feira (26/05), o conselho diretivo da Lasa havia aprovado por unanimidade uma moção de repúdio ao golpe no Brasil, decisão que foi anunciada no início do congresso.
Convidado como palestrante do evento, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso cancelou sua participação na sexta-feira. Em carta enviada à organização, ele disse que discursaria para “mentes radicais”.
“Eu peço que vocês entendam que a essa altura da minha vida, aos 85 anos, eu não desejo dar pretexto para mentes radicais, dirigidas por paixões partidárias, me usarem em uma luta imaginária ‘contra o golpe’, um golpe que nunca existiu”, escreveu o ex-presidente.
No final de abril, 162 membros da entidade latino-americana e 337 pesquisadores não associados pediam o cancelamento da conferência de FHC, afirmando que o ex-presidente teria tido influência no processo de impeachment que afastou Dilma Rouseff da Presidência do país.
Na petição, os intelectuais afirmaram que “ao convidar o ex-presidente para falar sobre a evolução da democracia exatamente num momento de fragilidade da democracia brasileira, quando o próprio Cardoso, bem como o partido em que ele ocupa um papel central, não hesitou em pôr em perigo a paz doméstica e os mecanismos básicos da democracia como a Constituição, a Lasa estaria desrespeitando estudiosos que têm lutado para constituir uma estabilidade democrática na região nos últimos 50 anos”.

Em repúdio a governo Temer, eurodeputados pedem que UE interrompa negociações com Mercosul


Em repúdio a governo Temer, eurodeputados pedem que UE interrompa negociações com Mercosul

Cerca de 30 membros do Parlamento Europeu afirmam que governo interino no Brasil 'carece de legitimidade democrática' e pedem suspensão das negociações entre os blocos
Cerca de 30 deputados do Parlamento Europeu enviaram nesta sexta-feira (27/05) um pedido para que a União Europeia suspenda todas as negociações com o Mercosul devido à “falta de legitimidade” do atual governo brasileiro, liderado pelo vice-presidente no exercício da Presidência, Michel Temer.
“Consideramos que o governo brasileiro instalado após o impeachment carece de legitimidade democrática e, portanto, pedimos a suspensão das negociações UE – Mercosul”, diz o documento assinado por 27 eurodeputados de diversos partidos e países da Europa e enviado a Federica Mogherini, Alta Representante da União Europeia para a Política Externa. Segundo o site Sputnik News, no domingo (29/05) a proposta já contava com o endosso de 36 dos cerca de 700 eurodeputados.
“O acordo comercial com o Mercosul”, argumentam os eurodeputados, “não só se limita a bens industriais ou agrícolas, mas inclui outros afastados como serviços, licitação pública ou propriedade intelectual. Por isso, é extremamente necessário que todos os atores implicados nas negociações tenham a máxima legitimidade democrática: a das urnas”.
Valter Campanato / Fotos Públicas

O vice-presidente e atual líder do governo interino do Brasil, Michel Temer, durante seu primeiro discurso, no dia 12 de maio
“Tendo em vista a situação política no Brasil, temos dúvidas de que este processo tem a legitimidade democrática necessária para um acordo de tal magnitude”, diz o texto em referência ao afastamento da presidente brasileira, Dilma Rousseff, em decorrência do processo de impeachment contra ela que tramita no Senado.
Os eurodeputados afirmam que não há acusação de crime que justifique o afastamento de Dilma e classificam o processo de impeachment de “ruptura institucional”. Eles dizem “compartilhar a preocupação expressada também pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela Unasul sobre a severa situação na qual Dilma Rousseff foi condenada por um Congresso doente de corrupção e claramente orientado por obscuras intenções” e pedem que a União Europeia dê “total apoio para a restauração da ordem democrática no Brasil”.

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Para a deputada portuguesa Marisa Matias, do Bloco de Esquerda (BE), uma das signatárias do documento, “um acordo comercial não pode ser negociado com um governo sem legitimidade democrática como é o governo atualmente em funções no Brasil”, disse ela ao Sputnik News.
A iniciativa, segundo Matias, não é apenas simbólica. “É a ação mais eficaz que podemos fazer nesse momento. E esse pedido tem uma vantagem: ele vai obrigar a União Europeia a tomar uma posição no tema do Brasil”, afirmou.
Matias diz que o grupo aguarda uma resposta de Federica Mogherini, a quem foi enviada a solicitação, e que, a depender da posição da Alta Representante da UE para a Política Externa, os eurodeputados podem propor a inclusão do tema para debate pelo Parlamento Europeu.
Também assinam a carta o deputado espanhol Xabier Benito Ziluaga, do Podemos, primeiro vice-presidente da Delegação do Parlamento Europeu para as Relações com o Mercosul, e vários deputados do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde e dos Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia.

*Com informações de Agência Efe

Justiça argentina investigará Mauricio Macri por suposto enriquecimento ilícito

Justiça argentina investigará Mauricio Macri por suposto enriquecimento ilícito

Segundo declaração divulgada na última quinta-feira, patrimônio do presidente argentino aumentou 111% em um ano; denúncia foi apresentada por ex-deputada opositora
Após denúncia apresentada nesta segunda-feira (30/05) por Gabriela Cerruti, ex-deputada da cidade de Buenos Aires e integrante do partido de oposição Nuevo Encuentro, a Justiça argentina investigará o presidente da Argentina, Mauricio Macri, por suposto enriquecimento ilícito.
Em declaração juramentada apresentada na última quinta-feira (26/05), Macri indicou que seu patrimônio passou de aproximadamente 52 milhões de pesos (cerca de R$ 13,4 milhões) no fim de 2014 para 110 milhões (R$ 28,3 milhões) no fim do ano passado. O valor corresponde a um aumento de 111% durante 2015.
EFE

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, foi acusado de enriquecimento ilícitio pela ex-deputada portenha Gabriela Cerruti
“Nos encontramos diante de uma situação de uma entrada declarada de 6.890.707,16 pesos e um aumento patrimonial no mesmo período de 61.034.684 pesos. Obviamente, estamos diante de um escandaloso aumento patrimonial que automaticamente nos leva a presumir a existência do crime de enriquecimento ilícito”, disse Cerruti na denúncia. O juiz federal Sebastián Ramos e o promotor Gerardo Pollicita ficaram responsáveis pelo caso.
A assessoria de Macri afirmou que um dos motivos do aumento foi a valorização de parte das ações que o presidente possui, antes registradas na OA (Oficina Anticorrupção) com o valor simbólico de 1 centavo de peso “por questões técnicas vinculadas ao formulário de apresentação”.
 

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Segundo a assessoria, o aumento se deu também porque os ativos de Macri no exterior antes estavam avaliados com o dólar cotado a 8 pesos, valor que chegou a 12 pesos no final do período tratado pela declaração.
“O aumento patrimonial de mais de 60 milhões de pesos não encontra justificativa nem no Ingresso Líquido Anual (6.890.707,16 pesos segundo a declaração juramentada), nem na diferença de avaliação dos bens no início e no fim do ano (0,00 segundo a declaração juramentada)”, afirmou Cerruti, que também é jornalista e escreveu uma biografia de Macri publicada em 2010. 
No mês passado, Macri foi citado nos “Panama Papers”, série de mais de 11 milhões de documentos vazados da firma panamenha Mossack Fonseca. O presidente é investigado por suposta “omissão maliciosa” de sua participação nas empresas Fleg Trading Ltda, com sede nas Bahamas e citada pelos “Panama Papers”, e Kagemusha SA, revelada também em abril apósinvestigação de um jornalista argentino.
Dinheiro nas Bahamas
O presidente da Argentina também declarou ativos nas Bahamas, país considerado internacionalmente como um paraíso fiscal, no valor de 18 milhões de pesos (R$ 4,6 milhões). Durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira na Casa Rosada, Macri afirmou que repatriará o dinheiro que possui nas Bahamas. Ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto, o presidente disse que tomou a medida por “acreditar que fará muito bem à Argentina”.
Um interlocutor de Macri afirmou ao jornal argentino La Nación que a quantia é “o mesmo dinheiro que tinha depositado nos Estados Unidos e na Suíça com [o banco norte-americano] Merrill Lynch”. “O que aconteceu é que [o banco suíço] Julius Baer comprou o Merrill Lynch e mudou sua sede para as Bahamas. É apenas uma mudança legal de seu agente financeiro”, disse a fonte próxima ao presidente.