segunda-feira, 20 de junho de 2016

Mais de 60 mil japoneses vão às ruas contra base militar dos EUA em Okinawa



Mais de 60 mil japoneses vão às ruas contra base militar dos EUA em Okinawa


Protesto é o maior em 20 anos e foi organizado em resposta ao assassinato de uma mulher, cometido por um contratista norte-americano



Aproximadamente 65 mil pessoas protestaram neste domingo na ilha e Okinawa, no sul do Japão, contra a presença de bases militares dos Estados Unidos na região. O número de manifestantes foi divulgado pelos organizadores.
Agência Efe

Protesto foi o maior dos últimos 20 anos na região

O protesto foi organizado após o assassinato de uma mulher japonesa, cometido por um contratista da base militar dos EUA na ilha. Entre os cartazes exibidos pelos manifestantes estavam dizeres como “Não às bases dos Estados Unidos” e “Fora Fuzileiros Navais”.
Crimes cometidos por fuzileiros dos EUA são contantes na região
Crimes cometidos por fuzileiros dos EUA são contantes na região
Em 19 de maio, Kenneth Shinzato, de 32 anos, foi preso após admitir ter estrangulado e apunhalado Rina Shimabukuro, de 20 anos.
O crime reativou a polêmica a respeito da presença militar dos EUA na ilha, onde estão 30 mil militares e contratistas norte-americanos.
Os presentes assinaram um manifesto no qual solicitam a retirada de todas as bases militares de Okinawa. O texto também pede que o pacto firmado em 1960 entre o Japão e os EUA, que dá jurisprudência aos EUA sobre as bases, seja revisto.

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De acordo com o tratado, crimes cometidos nas bases dos EUA não podem ser julgados pelo Japão e sim pelo país norte-americano.
O abaixo-assinado também pede que a Casa Branca peça desculpas à família da vítima e a todo o povo de Okinawa.
O protesto de hoje foi o maior desde outubro de 1995, quando cerca de 85 mil pessoas foram às ruas após três soldados norte-americanos terem estuprado uma menina de 12 anos.

A descoberta do Brasil ! I


A descoberta do Brasil !



Ainda é comum encontrarmos, nos livros didáticos, que o Brasil foi descoberto no dia 22 de abril de 1500 (século XVI). Nossos professores ensinam (nos dizem) e os alunos aprendem (decoram) e todos saem com a nítida ideia que foi descoberta nesta data é por que, antes, ninguém sabia da existência do mesmo. Isso do ponto de vista dos europeus. Afinal de contas, existiam milhões de nativos (índios) vivendo nesse novo continente!

Nestas histórias escritas (livros e derivados) ou orais (aulas e palestras) se fala sobre os Tratados celebrados entre Espanha e Portugal e sempre passam a ideia que eles ainda não sabiam da existência das terras que serão descobertas. Entre esses tratados o mais conhecido é o Tratado de Tordesilhas (1494), onde ficou definido que as terras descobertas a leste do Paralelo de Tordesilhas iriam pertencer a Portugal e as terras a oeste iriam pertencer à Espanha. Vejam bem, os representantes do governo espanhol e português assinaram tratados de terras que não sabiam da existência! Vocês acreditam mesmo que eles assinaram tratados para explorarem terras que não sabiam existir? Alguém em sã consciência assinaria um tratado de alguma coisa que pensa não saber existir?

Já faz algum tempo que é de conhecimento, científico, a existência destas terras muito antes da assinatura destes tratados. Já era de conhecimento dos europeus, principalmente franceses, a existência de terras no Oceano Atlântico e era comum o comércio da tinta vermelha e móveis, fabricados do pau-brasil, entre os franceses e holandeses. Existem vários documentos comprovando que os franceses faziam comercio com os nativos na América. O que os franceses e europeus imaginavam era que as terras, existentes, eram ilhas no Oceano Atlântico e ainda não se davam conta que as terras na realidade é um imenso continente.

Na Região Norte e parte da Região Nordeste, os habitantes creditam a descoberta do Brasil ao espanhol Vizente Yáñez Pinzón. Na realidade, nosso país foi descoberto (tomado posse) na parte oeste de Tordesilhas pelos espanhóis e na parte leste pelos portugueses. Infelizmente nas nossas escolas a descoberta dos espanhóis (que chegaram primeiros que os portugueses) é ocultada nos nossos livros de história e o mais grave é que na realidade dois espanhóis (Vizente Yáñez Pinzón e Diogo de Lepe) chegaram, as terras brasileiras, primeiro que Pedro Álvares Cabral.

Mesmo nos tempos atuais, os nossos livros de História e Geografia trazem a informação que o Brasil foi descoberto em 1.500 (século XVI) e a América em 1457. Essas informações levam a termos perguntas um pouco constrangedores por parte de alguns alunos mais observadores. Já fui questionado várias vezes como pode o Brasil ser descoberto em 1500 se a América foi descoberta em 1457? A pergunta do aluno tem certa lógica. Sabiam da existência de um continente e não sabiam da existência do Brasil! É claro que os portugueses sabiam que existia um continente, mas eles não sabiam que as terras que eles descobriram fazia parte do continente. Eles pensaram ter descoberto uma grande ilha e só posteriormente ficou esclarecido que fazia parte de algo maior, um continente.

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena - Geografia

A descoberta do Brasil II


A descoberta do Brasil II

A explicação, nos livros Didáticos de História, sobre o descobrimento do Brasil, é que ocorreu por acaso quando da viagem de uma grande expedição enviada para as Índias, com a finalidade de comprar drogas e especiarias. Por conta de uma calmaria e os navios serem impulsionados pela força dos ventos (Caravelas) a esquadra portuguesa teve de fazer um desvio em direção a Oeste. O problema é que normalmente os escritos antigos não explicam o fato de ter calmaria e mesmo assim os navios, que eram impulsionados pelos ventos, navegaram em direção a Oeste.

Todo o malabarismo é utilizado para tentar explicar o Descobrimento do Brasil como tido sido um fato ocorrido por acaso (sem querer). Ignoram a chegada dos espanhóis ( Vicente Yañes de Pinzón e Diego de Lepe) em terras a oeste um ano antes (1499) e ignoram fatos do comércio dos franceses com nativos em ilhas no Atlântico Sul (imaginavam serem ilhas, mas era o Continente Americano). Tudo para justificar que os portugueses não sabiam da existência das terras no do Oceano Atlântico.

Alguns pesquisadores utilizaram a justificativa da falta de ventos (as embarcações eram impulsionadas pelos ventos) para a esquadra se deslocar a oeste e aproveitaram-se das correntes marítimas. Nessas viagens era comum o uso de correntes marítimas em alto mar, nem sempre os ventos sopram na direção desejada e às vezes o uso da corrente marítima tornava a viagem mais curta. Se os portugueses não sabiam da existência de terras, por que não deixaram a esquadra continuar viagem usando as Correntes Marítimas?


As correntes marítimas no Atlântico

A Corrente Marítima Fria de Benguela sai da Antártida, subindo para o norte, percorre o litoral oeste da África e muda de direção, sendo aquecidas pelas águas quente da Zona Equatorial, quando se aproxima do Equador, segue em direção a América do Sul e se transforma em duas ao se aproximar do Litoral do Nordeste do Brasil.



A Esquadra de Pedro Álvares Cabral utilizou a Corrente Equatorial do Sul que se divide em duas quando se aproxima do litoral do Nordeste do Brasil, uma seguinte em direção norte e a outra em direção sul.

Pedro Álvares Cabral não poderia seguir em direção ao norte para não correr o risco de se encontrar com os espanhóis que chegaram ao atual norte do Brasil um ano antes. Embora já era de conhecimento do Rei de Portugal a existência dessas terras devido o envio de uma expedição secreta, em dezembro de 1498, de uma esquadra comandada por Eduardo Pacheco Pereira.

Não poderiam seguir em frente para oeste por que correria o risco de se encontrar com algum navio francês e ficariam sem poderem utilizar a desculpa que as terras eram desconhecidas. Ficou a opção de seguir a Corrente Marítima para o sul e somente pouco depois se desviar para oeste para tomar posse das terras que os portugueses diziam serem desconhecidas de todos.

Pouco tempo depois da posse das terras brasileiras, os portugueses criaram as chamadas Expedições Guarda-costas, sob o comando de Cristóvão Jacques (1516 e 1517). Vários navios, principalmente franceses, foram aprisionados e muitos marinheiros mortos. Como essas expedições tinham custos financeiros muito altos, o Rei de Portugal resolveu povoar as novas terras para garantir a soberania (posse). Foi então que mandou Martim Afonso de Souza explorar e povoar as novas terras, mas mesmo nessa viagem ele teve de se livrar de alguns navios franceses, no litoral do Nordeste.

Mesmo nos tempos atuais, fica difícil se provar que já era de conhecimento, pelo menos dos nobres, da existência de terras no Oceano Atlântico. Essa dificuldade decorre que os descobrimentos de novas terras eram Segredos de Estado. As chamadas Cartas Geográficas (Mapas) era consideradas segredos de guerra e a divulgação ou mesmo a venda delas eram crimes punidos com a pena de morte.

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena - Geografia

Golpistas já tentam barrar Lava Jato em público


Golpistas já tentam barrar Lava Jato em público

 


O ex-ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner (BA) alfinetou o atual comandante da pasta no governo Michel Temer, Eliseu Padilha, ao dizer que "os golpistas não conseguem esconder a vontade de barrar a qualquer custo as investigações da Lava Jato. Nem mesmo o fato de estarem em público os constrange".

 

   "Esse é o caso, por exemplo, do ministro Eliseu Padilha. No momento em que a operação se aproxima da cúpula do PMDB, Padilha, o homem forte de Temer, fez um apelo para que os procuradores coloquem logo um ponto final nas apurações", disparou o ex-governador da Bahia, na sexta-feira (17), pelo Facebook. "É o indisfarçável desespero de quem ainda não entendeu que os tempos do Engavetador-Geral da República ficaram no passado", complementou.

 

Wagner faz referência à declaração de Padilha, na quinta-feira (16), durante palestra em São Paulo, quando o peemedebista disse ter certeza de que "os principais agentes da Lava Jato terão a sensibilidade para saber o momento em que eles deverão aprofundar ao extremo, e também de eles caminharem rumo a uma definição final".

 

"Isso tem que ser sinalizado, porque nós vimos na Itália, onde não houve essa sinalização e depois do grande benefício que veio, tiveram efeitos deletérios que nós não podemos correr o risco aqui", afirmou Padilha. Ao citar a Itália, ele se referiu à Operação Mãos Limpas, que combateu a corrupção no país europeu na década de 1990.

 

Três ministros de Temer já deixaram seus cargos em consequência da divulgação de trechos da delação do ex-presidente da Transpectro Sérgio Machado: São eles: Henrique Eduardo Alves saiu da Turismo, Romero Jucá, do Planejamento, e Fabiano Silveira, da Transparência, Fiscalização e Controle.

 


Cabral e Pezão venderam aposentadoria dos pensionistas na bolsa dos EUA


Cabral e Pezão venderam aposentadoria dos pensionistas na bolsa dos EUA
 
 

 

BETY SOARES

 

Sérgio Cabral e Pezão negociaram a aposentadoria dos cariocas com especuladores internacionais que adquiriram R$ 3,1 bilhões em títulos do fundo (Rio-Previdência) em 2014.

 

Isto mesmo, Sergio Cabral e Pezão junto com o PMDB venderam a Rio-Previdência, penhoraram a Rio-Previdência na bolsa de valores dos EUA. E como fizeram isto?

 

O fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio captou, ano passado, US$ 3,1 bilhões com títulos de dívida em dólar. Foi uma operação muito bizarra, pois nunca um fundo de pensão brasileiro havia emitido dívida lá fora e a garantia foram os royalties de petróleo que a autarquia receberia no futuro. Para isto contratou e pagou a peso de ouro, consultorias e chamados “especialistas” para como isto leiloar a aposentadoria do servidor carioca.

 

Contudo, desde então, a cotação internacional do petróleo despencou à metade, a Petrobras reduziu a produção, e, com isso, as receitas do Rio-Previdência. A drástica mudança de cenário impactou as expectativas de lucro, levando ao descumprimento de uma cláusula contratual com os credores (covenant) e lesiva a Rio-previdência, que prevê o vencimento antecipado dos títulos, se a estimativa de receitas do devedor cair abaixo de determinado limite.

 

Os investidores começaram a reter dinheiro e, portanto, o pagamento de aposentadorias do Rio-Previdência. O primeiro bloqueio, previsto para o dia 15, estava estimado em US$ 129 milhões (R$ 508 milhões), 38% da receita da autarquia com royalties no terceiro trimestre ou 3,6% de todas as receitas do Rio-Previdência para 2015.

 

A Rio-Previdência criou uma sociedade em Delaware, nos EUA, a Rio OilFinanceTrust – quem são os donos?

 

Para lançar os papéis lá fora, o Rio-Previdência criou uma sociedade em Delaware, nos EUA, a Rio OilFinanceTrust, e cedeu a ela sua receita com royalties e participação especial. Ou seja, toda a receita líquida do Estado do Rio com royalties e participação especial, e equivale a 30% dos recursos recebidos pela autarquia. Uma operação sem sombra de dúvidas lesiva aos interesses do estado do Rio e absolutamente criminosa, que prejudica ao carioca mas que traz benefícios a um grupo de “especialistas” nomeados pelo Sérgio Cabral e Pezão.

 

Temos que perguntar também quem são os sócios e os donos da ‘Rio OilFinanceTrust’?

 

Serão diretores da Rio-Previdência? Esta é realmente uma operação que tem que ser investigada, afinal, seria o correspondente ao INSS criar uma empresa privada, com ações na bolsa, que iriam pagar os aposentados brasileiros. E o INSS repassaria todo o dinheiro para esta empresa privada que faria uma cobrança pelos serviços prestados. Estaríamos vendo com isto a privatização da previdência. Isto é legal?

 

A alternativa da criação da empresa nos EUA seria criar dentro do Brasil. Porque não, afinal os bancos brasileiros estão com lucros exorbitante. Porque não chamar os bancos e fazer a operação no Brasil? Ou será que o objetivo de criar nos EUA seria poder praticar alguma manobra de desvio de recursos e caso fosse feita a operação no Brasil seria mais evidente o desvio?

 

As emissões e a criação da ‘Rio Oil’ atraíram alguns dos maiores gestores e chamados “abutres” de títulos do mundo, como Allianz, Pimco, BlackRock e UBS. Mas a derrocada dos preços do petróleo no mundo e a redução de metas da Petrobras fez cair as projeções de lucro da empresa criada pela Rio-Previdência nos EUA. A gota d’água foi o último relatório trimestral da RioFinanceOilTrust, apresentado dia 24, que admitia que uma cláusula covenant havia sido violada. A relação entre o caixa do fundo e suas dívidas no futuro deveria estar acima de 1,5, mas caiu a 1,2. A estimativa é baseada nas projeções para a produção de petróleo calculadas pela consultoria Mackenzie até 2023.

 

Segundo as diretoras da Fitch para a área de finanças estruturadas na América Latina Mirian Abe e Maria Paula Moreno, uma vez que o covenant foi violado, 60% do fluxo de caixa excedente (dinheiro que sobra após pagamento dos juros da dívida) da RioOilFinanceTrust ficarão retidos numa conta nos EUA. Em situações normais, seria repassado ao Rio-Previdência.

 

O dinheiro da Rio-Previdência fica retido em uma conta nos EUA

 

É de se perguntar como a Rio-Previdência pode aceitar e compactuar com cláusulas tão lesivas e ademas concordar que o dinheiro seja retida em uma conta fora do Brasil. Tem realmente algo de muito grave nesta situação.

 

No terceiro trimestre, a receita do Rio OilFinance com royalties foi de US$ 338 milhões. Descontados US$ 48 milhões destinados a despesas correntes e deduções mandatórias (repasse a municípios e ao fundo ambiental, por exemplo) e US$ 75 milhões do serviço da dívida, sobram US$ 215 milhões. Assim, projeta a Fitch, US$ 129 milhões devem ser retidos em uma conta nos EEUU.

 

·        Os royalties são recebidos mensalmente e são reservados para pagamento do serviço da dívida no fim do trimestre. Depois, o excedente é repassado ao Rio-Previdência. Só que, uma vez que o gatilho foi acionado, 60% do excedente ficarão depositados em conta reserva até uma decisão dos investidores — disse Mirian.

 

Agora, para se proteger do risco de calote, detentores dos títulos poderão usar o valor acumulado para pré-pagar a emissão ou perdoar a violação. Se houver perdão, afirmou Mirian, ele deve envolver aumento na taxa da emissão ou multa.

 

·        A antecipação é uma possibilidade real. Mas também imagino alguns investidores temendo que a Justiça brasileira decida contra eles — disse um gestor.

 

Na quarta-feira, a Fitch rebaixou os títulos para grau especulativo (BB+). Desde que foram emitidos, os papéis com vencimento em 2024 já caíram 35,8%.                

 

http://midiacoletiva.org

domingo, 19 de junho de 2016

Advogados pela democracia lançam nota de repúdio a crimes em Caarapó-MS

Advogados pela democracia lançam nota de repúdio a crimes em Caarapó-MS

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Fazendeiros patrocinaram, no dia 14/06, um ataque à comunidade indígena Guarani-Kaiowá de Caaparaó-MS.
Assim como ocorreu em Honduras, o golpe de Estado estimulou o aumento das violências no campo e nas comunidades, porque as oligarquias o entendem como um sinal verde para atacar movimentos sociais que, até então, tinham alguma representação ou diálogo em Brasília.
NOTA PÚBLICA DA ASSOCIAÇÃO ADVOGADAS E ADVOGADOS PÚBLICOS PARA A DEMOCRACIA - APD
A APD – Associação Advogadas e Advogados Públicos para a Democracia, entidade civil sem fins lucrativos ou corporativistas, criada por advogados públicos federais, que busca a plena efetivação dos valores sociais e jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito através do fortalecimento da relação da Advocacia Pública com os movimentos sociais e populares, vem a público manifestar profunda indignação com os fatos ocorridos ontem, 14/06/2016, no município de Caarapó-MS, quando fazendeiros patrocinaram um cruel ataque à comunidade indígena Guarani-Kaiowá que ocupa o Tekoha Tey Jusu, que resultou na morte de Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza e feriu gravemente vários outros indígenas, inclusive crianças.
A Terra Indígena Dourados-Amambaipeguá I teve seu relatório de identificação e delimitação publicado no Diário Oficial da União do dia 13 de maio de 2016, reconhecendo os limites do território originário dos Kaiowá, cuja posse e usufruto exclusivo lhes são negados há décadas.
A Constituição Federal de 1988 acolheu o instituto do indigenato e consolidou uma proposta fraternal de inclusão e de reparação aos povos indígenas, ao reconhecer o direito originário às terras que ocupam, cujo direito à posse permanente independe até mesmo da existência de processo de demarcação, conforme preceitua o artigo 25 do Estatuto do Índio, Lei 6.001/1973.
O massacre de Caarapó, como já vem sendo chamado o ataque ocorrido no dia de ontem, representa apenas mais um passo da violência e do descaso do Estado Brasileiro e de parte da sociedade civil, os quais insistem em negar cotidianamente a existência do Povo Guarani-Kaiowá e em violar seus direitos mínimos de dignidade e de sobrevivência.
Os Kaiowá, que historicamente são conhecidos como um povo pacífico e espiritualizado, encontram-se agora vivendo um grande dilema existencial que os obriga a traçar outras estratégias para garantir sua sobrevivência física e cultural, exercendo seu legítimo direito de resistência.
Diante de tais fatos, e sob pena de se concretizar em solo brasileiro mais um genocídio de povos originários, a APD exorta o Estado Brasileiro a cumprir seus compromissos internacionais e sua vocação fraterna e democrática, posicionando-se claramente em favor dos direitos do Povo Guarani-Kaiowá, bem como providenciando a imediata punição de todos os envolvidos.
Brasília, 15 de junho de 2016.
Advogadas e Advogados Públicos para a Democracia -APD