sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Com todo o respeito a Haddad, alguém ainda acredita no judiciário brasileiro?

‘Há chance de condenação ser revista’, diz Haddad após visita a Lula

Todos os postsÚltimas notícias
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) destacou como “primeira boa notícia” a decisão do Ministério Público Federal (MPF) favorável a que o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra a sua condenação, seja julgado pela 5ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Haddad visitou Lula nesta sexta-feira (28), em Curitiba, acompanhado do ex-prefeito de Osasco, na Grande São Paulo, Emídio de Souza.
“Ontem, tivemos a primeira boa notícia. O MP reconheceu o direito do presidente Lula de ter o seu recurso apreciado pela turma do STJ, e não por um único ministro. Significa dizer que existe uma chance efetiva da sentença condenatória ser revista pelos cinco ministro que compõem a turma”, afirmou Haddad aos militantes da Vigília Lula Livre, nos arredores da sede da Polícia Federal, após visita ao ex-presidente.
PUBLICIDADE
“Existe agora essa chance de essa sentença ser revista, o que pode fazer com que o nosso presidente esteja conosco em algum período do próximo ano, quando o recurso vai ser apreciado”, disse Haddad. Ele atacou como “muito frágil” a sentença do ex-juiz Sérgio Moro e o agravamento da penadecidido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
“A gente quer que o processo seja analisado de acordo com as provas apresentadas. Se tem prova, condena. Mas se não tem, tem que ter a coragem de absolver”, afirmou Haddad, que disputou o segundo turno das eleições 2018 contra o presidente eleito Jair Bolsonaro. Segundo ele, Lula é mantido preso “como troféu” do novo governo.
Sobre o futuro governo Bolsonaro, Haddad afirmou que é preciso conscientizar as pessoas sobre as ameaças aos direitos civis, sociais, trabalhistas e ambientais representadas por medidas que estão sendo anunciadas que, segundo ele, “não vão produzir o resultado esperado”. “Estão colocando pais contra professores, a população contra a classe artística, o produtor de alimento contra o indígena. Democracia é conciliação, e não criar oposição onde não tinha.”
Do PT.org

FIM DE LINHA: Aparecem Mais Provas Contra Moro Em Processo Que Tramita Na ONU; VÍDEO!


Popeye, Saci e seus cachimbos

28 DE DEZEMBRO DE 2018, 16H56

Popeye, Saci e seus cachimbos

Mouzar Benedito: “Nessa linha de defesa de mudança de hábitos, tem quem queira mudar também os do Saci, tomar o cachimbinho dele”
Foto: Reprodução/TV Globo/YouTube
Fiquei sabendo pelos jornais, um dia desses, que o Popeye, personagem de histórias em quadrinhos e desenhos animados, mudou de hábito. Quer dizer, mudaram o hábito dele.
Marinheiro, desde que foi criado há dezenas e dezenas de anos, comia espinafre e fumava cachimbo. Espinafre, continua comendo, só que orgânico, plantado sem adubos químicos etc. O cachimbo, sim, foi tirado dele. Agora, em vez do cachimbo tem um apito na boca.
Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais
Pelo que li, mudaram inclusive as historinhas antigas, tiveram que adaptar, redesenhar o objeto em sua boca, pois para essa gente o hábito dele fumar cachimbo poderia influenciar mal os meninos que o leem.
Não é a única bobagem do tipo feita por gente exageradamente adepta do “politicamente correto”.
Há poucos anos, tentaram impedir a reedição do livro “As caçadas do Pedrinho”, de Monteiro Lobato. Certo, é um mau exemplo, um menino (e adulto também) caçar animais. Mas não se considerava assim quando o livro foi escrito. Era “normal” caçar.
Em vez de querer proibir o livro, poderiam propor que os professores conversassem com os alunos leitores sobre isso: coisas que se faziam antes, que hoje consideramos ruins demais. Poderíamos até estender: coisas que se fazem hoje e que no futuro serão condenáveis.
Às vezes torna-se ridículo o exagero de tentar apagar da história hábitos ultrapassados ou considerados “ruins” por pessoas que querem blindar as crianças, evitando que tomem conhecimento sobre coisas que hoje consideram condenáveis, mas que se faziam antes e que podemos, sim, considerar que felizmente já não se faz ou não se deve fazer mais, criticar.
É o caso, por exemplo, de uma proposta ocorrida nos Estados Unidos há anos, de proibir que se fume nos filmes e retirar de produções “antigas” todas as cenas em que houvesse alguém fumando. Sempre com a desculpa de que mostrar esses hábitos incentivaria as pessoas a repeti-los (ui!, uma ênclise. Dei uma de Temer!).
Se isso pegasse, muitos clássicos do cinema teriam sido tirados de circulação, pois, pegue-se o exemplo do maravilhoso filme “Casablanca”. Fuma-se direto. Brinquei: “Casablanca vai ser um filme de 5 minutos, e sem sentido algum”.
E as musiquinhas infantis? “Atirei o pau no gato” é um péssimo exemplo, disseram os defensores da mudança da letra, com a desculpa de que a letra original incentivaria as crianças a maltratar os coitados dos bichanos, embora eu nunca tenha ouvido falar que crianças que cantavam essa musiquinha tenham feito isso. Mas insistiram e ouvi crianças cantando sem-graça “atirei a flor ao gato”. Coisa besta!
Na mesma época, um sobrinho-neto apareceu na casa de um dos meus irmãos cantando umas musiquinhas infantis, eu cantei para ele “Boi, boi, boi… Boi da cara preta… Pega esse menino que tem medo de careta”, e ele ficou bravo, disse que a professora proibiu isso e que ele cantasse a musiquinha com essa letra e me apresentou a alternativa “politicamente correta”, obrigatória na escolinha: “Boi, boi, boi… Boi da cara suja… Pega esse menino que tem medo de coruja”. Foi a minha vez de ser chato. Falei que era da associação dos defensores das corujas e ia à escolinha brigar com a professora.
E o Saci?
Nessa linha de defesa de mudança de hábitos, tem quem queira mudar também os do Saci, tomar o cachimbinho dele.
Como sócio-fundador da Sociedade dos Observadores de Saci (Sosaci), de vez em quando sou interpelado sobre isso. Seja qual for o assunto sobre o qual vou falar em algum lugar, sempre alguém lembra da minha militância sacizística em defesa da cultura popular brasileira, e às vezes alguém reclama do fato de ele ser fumante.
Uma vez, numa palestra em Ribeirão Preto, um homem se levantou até meio bravo, questionando o fato de termos um fumante como representante da nossa luta.
Quando é criança que me fala isso, eu explico: fumar faz mal à saúde da gente. Eu mesmo era fumante e parei. Mas o Saci não é gente como nós, é um ser diferente. Há mais de duzentos anos tem essa forma de negrinho que usa um gorrinho mágico e pita cachimbo, e isso nunca fez mal a ele. Ele pode fumar. Cobra come sapo. A gente come também? E a cobra está errada? Vaca come capim. Nós comemos também? E ela está errada? Então, é isso: seres diferentes têm hábitos que nós não temos, mas nem por isso estão errados.
Mas quando é adulto, como no caso do sujeito que me questionou, ajo diferente. Lembro a mitologia grega, tão badalada: Zeus, o principal deus grego, às vezes se apaixonava por uma humana e matava ou mandava matar o seu marido para ficar com ela. Édipo transava com a mãe e Eletra com o pai. Dioniso promovia festas que eram verdadeiras orgias. A mitologia romana, de que retiramos inclusive nomes dos planetas, era do mesmo tipo. As festas ao deus Baco eram… bacanais! E a mitologia nórdica? Thor matava seus inimigos com marretadas na cabeça e, segundo os vikings, tinha predileção especial por matar cristãos assim.
E concluo, como concluí ao homem de Ribeirão Preto: e você vem me encher o saco porque o Saci fuma? Ora, vá à merda!
Bom, termino aqui pensando num acordo com esse pessoal que quer apagar dos personagens e dos livros o que acham ruim:
– Vamos rever a mitologia romana: festas ao deus Baco eram regadas a suquinho de cenoura e água mineral.
– Édipo amava sua mãe como um filho exemplar, e cuidava dela com sem nenhuma pretensão. Ele criou o ditado “amor, só de mãe”.
– Zeus, quando se apaixonava por uma humana, colocava-se de castigo, ajoelhado em pedrinhas (grãos de milho não existiam na Grécia Antiga) e orava para ele mesmo até desistir de paquerar a dita-cuja.
– Thor, quando encontrava inimigos, dava flores a eles, agradava de todos os jeitos e os transformava em amigos.
E por aí vai…

A estréia deprimente de Bolsonaro na diplomacia


A estréia deprimente de Bolsonaro na diplomacia

O papel de ‘oferecido’ – perdoem a “caretice” do termo – desempenhado por Jair Bolsonaro em seu primeiro encontro como (quase) chefe de Estado, no encontro de hoje com Benjamin Netanyahu, premier israelense, foi de dar vergonha.
Faltou pouco para jogar-se aos pés do líder daquele país e comprometeu-se em fazer negócios “de orelhada”, sem qualquer embasamento técnico, sob o argumento que o relacionamento com Israel era barrado pelos “governos esquerdistas” do Brasil.
É verdade que Jair Bolsonaro já esteve em Israel, mas para uma missão religiosa (ou, pelo menos, com essa justificativa) na qual foi batizado pelo Pastor Everaldo no Rio Jordão. Não teve mais que um encontro protocolar com o Knesset, o parlamento israelense.
Por isso, não sabe que o Brasil nunca antes na sua história teve intenso relacionamento com Israel durante o governo Lula. Foram oito acordos de cooperação, média de um por ano – em áreas como Saúde, Educação, Cinema, transporte aéreo… – e mais um tratado de extradição entre os dois países.
Também não deve saber, ou finge que não sabe, que a Elbit, uma das mais importantes industrias militares de Israel tem, no Brasil, desde 2010, duas empresas, a Ares Aeroespacial e a Periscópio Sistemas Óticos, que fornece a torre para canhão Elbit UT30BR para os veículos militares Guarani. Não é pouca coisa: são sistemas de tiro de comando remoto para 2 mil veículos blindados. Contrato aprovado em 2011.
Na Aeronáutica, foram comprados conjuntos de bombas Spice, israelenses, para equiparem os caças suecos Grippen, cuja aquisição ocorreu no Governo Dilma e também sensores óticos Reccelite 2, também de uma indústria israelense, a Rafael, para equipar os caças.
Ou ainda que o primeiro dos acordos de  Cooperação Internacional em Inovação firmados pelo Brasil – em 2010, no Governo Lula – foi com Israel, convidando empresas brasileiras a formarem parcerias com empresas  israelenses para receberem financiamento a propostas de cooperação em pesquisa e desenvolvimento que “resultem no desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços direcionados à comercialização no mercado doméstico e/ou global.”
Tudo isso enquanto os “comunistas” imaginários estiveram no poder.
Mas Jair Bolsonaro, no seu despreparo, acha que cooperação internacional se faz com juras de amor e até medalha fajuta – ele entregou uma a Netanyahu, comprada em algum armarinho, talvez – em lugar de estudos e negociações demoradas e cheias de idas e vindas, quando envolvem tecnologia. Chefes de Estado, quando entram nelas, é porque tudo ou quase tudo está pronto e eles posam para fotos, assinando.
E já prometeu para março uma visita a Israel, prazo que não permite a confecção de qualquer acordo minimamente técnico neste campo, até porque demandam visitas de delegações, testes, estudos de projetos, etc.
Aliás, em março, nada garante que Netanyahu, acossado por escândalos de corrupção – a polícia israelense pediu o seu indiciamento – não esteja de saída do governo, pois as eleições por lá serão antecipadas para abril.
É no que dá ter alguém tosco assim na Presidência e um fundamentalista na chefia da diplomacia.
Mas ninguém fique achando que os espertos que vão fazer estes negócios arranjados a toque de caixa sejam “bobinhos” também.

Jeferson Miola: Exceto os justiceiros hipócritas da Lava Jato, ninguém acredita nas mentiras do Queiroz

Jeferson Miola: Exceto os justiceiros hipócritas da Lava Jato, ninguém acredita nas mentiras do Queiroz
Reprodução de vídeo
POLÍTICA

Jeferson Miola: Exceto os justiceiros hipócritas da Lava Jato, ninguém acredita nas mentiras do Queiroz


28/12/2018 - 21h47

Ninguém acredita nas mentiras do Queiroz, com exceção da Lava Jato
Se nem mesmo os integrantes e figuras centrais do governo Bolsonaro acreditam nas lorotas do Queiroz, ninguém teria justificativa para acreditar nas suas mentiras, certo? Errado!
Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, Marcelo Bretas e os justiceiros da Lava Jato não só aceitam como legitimam a versão mentirosa do Queiroz.
Depois da conversa de vigarista do Queiroz no SBT, ninguém acreditaria que o farsante seria levado a sério. Errado!
O MP do Rio conseguiu a proeza de acreditar nas alegações de supostos problemas de saúde, não comprovados e não periciados [desde necessidade de cirurgia no ombro, problemas na urina a tosse forte [sic] a câncer maligno no intestino] para livrar o farsante e os Bolsonaro de investigações.
Esta jogada procrastinatória visa, claramente, aguardar a posse do Bolsonaro em 1º de janeiro, porque a partir desta data ele não poderá ser investigado por crimes cometidos antes do mandato – e então o caso ficará abafado ou extinto pelo chefe da polícia política do governo, Sérgio Moro. Simples assim.
O crime que os agentes partidarizados da Lava Jato cometem, de prevaricação, está tipificado no artigo 319 do Código Penal Brasileiro: “Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.
A pena, neste caso, é a detenção, de três meses a um ano, e multa; sem prejuízo a outros enquadramentos e punições previstas na Lei da Magistratura e do Código de Ética da Magistratura, que acarretam inclusive a demissão do serviço público.
A descoberta das falcatruas nos gabinetes parlamentares dos Bolsonaro desnudou a velhacaria da Lava Jato.
A Operação confirma, mais uma vez, que o discurso de combate à corrupção é mero instrumento para o aniquilamento do Lula e do PT para a conquista de poder.
Moro, Dallagnol e os hipócritas da Lava Jato perderam totalmente o pudor, já não se preocupam em manter as aparências; já não se importam que a patifaria fique exposta a céu aberto.
Essa liberdade de ação delinquencial de agentes públicos é mais um passo no sentido do aprofundamento do regime de exceção e do Estado policial.
Não se pode duvidar do que a extrema-direita no poder será capaz de fazer para se auto-proteger e eliminar seus adversários.
Enquanto o mundo inteiro duvidava que eles seriam capazes de levar até às últimas consequências a farsa dantesca para condenar e prender Lula sem provas, o terror de exceção não só encarcerou o ex-presidente como pretende mantê-lo preso por longo período, sem preocupar-se de levá-lo à morte no cárcere político.
Esse é o novo padrão: estágio superior do terrorismo estatal da extrema-direita contra os inimigos que estiverem no seu caminho.
A Lava Jato age como falange jurídico-policial do bolsonarismo. É um instrumento de poder para viabilizar a extrema-direita e o projeto de destruição dos direitos sociais, das riquezas do país e da soberania nacional.

FILHO DE BOLSONARO PROPÕE UNIDADE... CONTRA A ESQUERDA Idiota é pouco!