terça-feira, 10 de setembro de 2019

Com nova CPMF, Bolsonaro comete estelionato eleitoral

Com nova CPMF, Bolsonaro comete estelionato eleitoral

O jornalista Bernardo Mello Franco, colunista de O Globo, escreve que ao criar a velha CPMF com novo nome, o governo Bolsonaro comete estelionato eleitoral
(Foto: Alan Santos - PR)
247 - "Paulo Guedes inventou uma nova sigla para ressuscitar a velha CPMF. Em entrevista ao Valor Econômico, o ministro admitiu que o imposto, agora rebatizado de ITF, é 'feio' e 'chato'. Faltou dizer que seu retorno seria um estelionato eleitoral", escreve Mello Franco.
"Como deputado, Jair Bolsonaro passou duas décadas atacando a CPMF. No governo FH, chamou a contribuição de “desgraça” e “maldita”. No governo Lula, disse que um deputado favorável à cobrança merecia o 'troféu cara de pau' ”.
"Como presidenciável, ele declarou diversas vezes que não recriaria o imposto. 'Não admitiremos a volta da CPMF. É um imposto ingrato, que incide em cascata e não é justo. Não existirá a CPMF', garantiu, às vésperas do primeiro turno".

Lava Jato não quis investigar fraude relatada por Cunha em processo de cassação

Lava Jato não quis investigar fraude relatada por Cunha em processo de cassação

Procuradores da Operação Lava Jato decidiram não investigar uma denúncia de manipulação de escolha do relator do processo de cassação do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ). O relato da fraude foi feito pelo próprio ex-deputado ao propor delação premiad, que o Ministério Público Federal não aceitou
(Foto: Foto: reuters)
247 - O procurador da Lava Jato Orlando Martello mencionou supostas "bolas mais pesadas no sorteio da relatoria" do Conselho de Ética em mensagens do Telegram obtidas pelo site The Ingtercept, mas a denúncia não foi averiguada.
Pessoas ligadas a Cunha confirmaram que sua proposta de colaboração premiada com a Lava Jato incluía essa denúncia de fraude na escolha de relatores no Congresso.
Reportagem do UOL narra que em 1º de agosto de 2017, ao analisar documentos em que o ex-presidente da Câmara narrava a suposta fraude na relatoria, os procuradores da Lava Jato se impressionaram, de acordo com as mensagens e consideraram que se tratava de um "fato grave", que "talvez não devesse ser sonegado da sociedade". 
Para juristas ouvidos pela reportagem a Lava Jato ao ignorar uma denúncia grave cometeu um crime, já que o Ministério Público não pode escolher o que investigar e o que não investigar.
As mensagens do aplicativo Telegram foram trocadas em um grupo chamado "Acordo Cunha". Neles, participavam procuradores das forças-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Rio de Janeiro, Natal e na Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília. Também participavam investigadores da Operação Greenfield, em Brasília.
Acompanhe a reportagem do UOL

CAPACHO IDIOTA! Novo chefe do Ibama no PA diz que vai parar de queimar máquinas de garimpo ilegal

Novo chefe do Ibama no PA diz que vai parar de queimar máquinas de garimpo ilegal

O coronel da Polícia Militar Evandro Cunha dos Santos, novo superintendente regional do Ibama, nomeado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que recebeu ordem para interromper a queima de veículos usados em crimes ambientais na Amazônia, informa reportagem de Rubens Valente e Fabiano Maisonnave, na Folha de S.Paulo
(Foto: Ibama)
247 - O coronel da Polícia Militar Evandro Cunha dos Santos, novo superintendente regional do Ibama,  afirmou que recebeu ordem para interromper a queima de veículos usados em crimes ambientais na Amazônia, informa reportagem de Rubens Valente e Fabiano Maisonnave, na Folha de S.Paulo.
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A declaração foi dada nesta segunda-feira (9) em audiência pública na cidade de Altamira (PA) organizada pelo ruralista Nabhan Garcia que ocupa, no governo Bolsonaro, a Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.  
Fiscais do Ibama consideram que o novo superintendente no Pará coloca em risco servidores do órgão atualmente em operação no município de Altamira, campeão de desmatamento e de focos de incêndio no país.   
O Ibama já embargou no município desde 27 de agosto quase 20 mil hectares e destruiu equipamentos de infratores ambientais.    
Santos foi nomeado para a chefia do Ibama paraense no último dia 2 pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.  Tudo indica que sua nomeação atende ao objetivo de conter a ação dos fiscais do órgão, que na semana passada, juntamente com fiscais do ICMBio e agentes da Força Nacional fizeram uma grande operação de repressão a garimpos ilegais na floresta nacional Crepori, no Pará, e queimaram equipamentos, incluindo duas retroescavadeiras, encontrados operando dentro da área protegida por lei.  
Em seu discurso de posse, no último dia 4, o novo superintendente admitiu que não tem experiência no combate a crimes ambientais. Ele exibiu fotos em que aparece ao lado de Jair Bolsonaro para deixar claro que a indicação veio do Planalto.    
Na audiência em Altamira, o ruralista Nabhan Garcia que ocupa, no governo Bolsonaro, a Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atacou a destruição de equipamentos e anunciou que o governo vai se mobilizar para alterar a legislação em vigor. Ele culpou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) pela existência da lei.  "Se a lei foi malfeita, é porque alguém elegeu o senhor Lula. [...] Nós vamos trabalhar um decreto-lei, com a força do Congresso Nacional, e com a força de vocês, que o pedido representa o pedido de todo mundo, vamos trabalhar então para ver a possibilidade dessa lei ser alterada", disse Nabhan. 
Por sua vez, o senador Zequinha Marinho (PSC-PA),  disse que a maioria dos fiscais do Ibama é de "esquerdistas que odeiam" Bolsonaro.

Conselho Nacional do Ministério Público pode abrir terceiro processo disciplinar contra Deltan

Conselho Nacional do Ministério Público pode abrir terceiro processo disciplinar contra Deltan

Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba, está no alvo de mais um debate no Conselho Nacional do Ministério Público. Um terceiro processo disciplinar pode ser aberto contra o procurador
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
247 - Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba, está no alvo de mais um debate no Conselho Nacional do Ministério Público. Um terceiro processo disciplinar pode ser aberto contra o procurador . 
Nesta terça-feira (10), o corregedor Orlando Rochadel deve liberar seu entendimento sobre o recurso do senador Renan Calheiros (MDB-AL) contra Deltan. 
Há fortes chances de que um terceiro processo disciplinar seja aberto contra ele.  
Renan acusa Deltan de ter usado suas redes sociais para atacá-lo e influenciar a eleição de presidente do Senado.  
As informações são da coluna Painel da Folha de S.Paulo

Presidente da OAB reage às falas de Carlos Bolsonaro sobre 'vias democráticas' FORA A DITADURA DO BOZO!

Presidente da OAB reage às falas de Carlos Bolsonaro sobre 'vias democráticas'





Felipe Santa Cruz rebateu às falas de Carlos Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Twitter)
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, reagiu às afirmações do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e declarou que “não há como aceitar uma família de ditadores”.
Em depoimento ao jornal Folha de São Paulo, Santa Cruz disse que “É hora dos democratas do Brasil darem um basta. Chega”. A fala dele acontece após o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) escrever em seu perfil no Twitter que, por "vias democráticas", não haverá as mudanças rápidas desejadas no país.

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"Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos... e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!", postou o vereador.
A frase de Carlos foi antecedida por uma postagem na qual dizia que o governo do pai tenta colocar o Brasil "nos eixos", mas que os "avanços são ignorados, e os malfeitores esquecidos".
No fim de junho, Jair Bolsonaro disse que poderia explicar como o pai de Santa Cruz desapareceu durante a ditadura militar (1964-1985).
O presidente da OAB disse à época que chefe do Executivo demonstrava "crueldade e falta de empatia".
"O mandatário da República deixa patente seu desconhecimento sobre a diferença entre público e privado, demonstrando mais uma vez traços de caráter graves em um governante: a crueldade e a falta de empatia", escreveu Santa Cruz em nota.
Apontado como responsável pela estratégia do presidente nas redes sociais, Carlos provocou turbulências no primeiro semestre após ataques a integrantes do governo do pai, mas vinha evitando polêmicas nos últimos meses.
O presidente Jair Bolsonaro está internado em um hospital de São Paulo após passar por cirurgia no domingo (8), a quarta decorrente da facada que levou há um ano durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O vice-presidente, general Hamilton Mourão, ficará no comando da Presidência até quinta-feira (12).
A postagem de Carlos repercutiu rapidamente entre seus seguidores. Parte dos internautas encarou a manifestação como um apoio a um modo autoritário de governo.

POLÊMICAS DE CARLOS

A influência de Carlos no governo Bolsonaro foi motivo de críticas no começo do ano de políticos e de alguns militares ligados à administração federal.
Em um dos episódios mais ruidosos, em meio à crise das candidatas laranjas do PSL reveladas pela Folha de S.Paulo, Carlos divulgou em seu perfil no Twitter uma gravação de seu pai indicando que o presidente não havia conversado com o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, diferentemente do que este havia dito.
Chamado de mentiroso por Carlos e depois pelo próprio presidente, Bebianno acabou demitido.
Ligado ideologicamente ao escritor Olavo de Carvalho, Carlos também centrou ataques a Mourão e ao general Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo que foi demitido em junho.
Jair Bolsonaro chegou a defender seu filho em março, afirmando que há pessoas que querem afastá-los, mas "não conseguirão".
Junto com a mensagem, na ocasião, publicou uma foto em que é amparado por Carlos no corredor de hospital.
"Algumas pessoas foram muito importantes em minha campanha. Porém, uma se destacou à frente das mídias sociais, com sugestões e conteúdos: Carlos Bolsonaro, meu filho. Não por acaso muitos, que nada ou nunca fizeram para o Brasil, querem afastá-lo de mim", escreveu Bolsonaro.
"Não conseguirão: estando ou não em Brasília continuarei ouvindo suas sugestões, não por ser um filho que criei, mas por ser também alguém que aprendi a admirar e respeitar pelo seu trabalho e dedicação", concluiu.