quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Para conhecer melhor quem é Marina


Pesquisa em que Marina aparece na frente de Aécio e Dilma gera controvérsias

18/8/2014 15:08
Por Redação - de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo

A foto de Marina sorrindo, debruçada sobre o caixão de Eduardo Campos, foi criticada nas redes sociais
A foto de Marina sorrindo, debruçada sobre o caixão de Eduardo Campos, foi criticada nas redes sociais
Fato do dia nas redes sociais e na maior parte da mídia conservadora, uma pesquisa do Instituto Datafolha, realizada no dia da morte do ex-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, mostra a ex-senadora Marina Silva em um empate técnico na corrida presidencial com o senador Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno e com Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. Em ambas as situações, Marina aparece à frente, dentro da margem de erro.
Segundo o Datafolha, Marina, que deve ser confirmada candidata do PSB à Presidência da República na próxima quarta-feira, aparece na disputa com 21% das intenções de voto, acima dos 20% de Aécio e atrás de Dilma, com 36%. Já na simulação de segundo turno, Marina fica numericamente à frente de Dilma, com 47% contra 43% da presidenta que busca a reeleição.
No primeiro turno contra Aécio e no segundo contra Dilma, trata-se de uma situação de empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa de dois pontos percentuais para mais ou para menos. De acordo com o Datafolha, em um segundo turno entre Dilma e Aécio, a presidente venceria por 47% a 39%, o que representa uma melhora da petista sobre a sondagem anterior em julho, que mostrava 44% a 40%, com empate técnico naquela ocasião dentro da margem de erro.
Os números do Datafolha afastam a hipótese de conclusão da eleição presidencial no primeiro turno, porque Marina tem quase três vezes as intenções de voto de Campos, que aparecia com 8%. A ex-senadora atrai eleitores que antes se diziam sem candidato e não tira votos dos dois principais adversários: Dilma aparecia com os mesmos 36% e Aécio com iguais 20% na pesquisa anterior feita pelo Datafolha.
As intenções de voto nulo ou em branco, contudo, caíram de 13% na pesquisa anterior para 8%, enquanto os indecisos recuaram de 14% para 9% agora.
O presidenciável do PSB Campos morreu na última quarta-feira, em um acidente de avião no litoral de São Paulo. A morte repentina do candidato colocou Marina, sua vice na chapa, como nome natural para assumir a candidatura pelo partido.
Rejeição
A entrada de Marina na corrida presidencial acontece no momento que indica alguma recuperação de Dilma. Ela ampliou a vantagem sobre Aécio no segundo turno e a avaliação do governo melhorou, com sua taxa de rejeição caindo de 35% para 34%. O índice de rejeição de Aécio é de 18% e o de Marina, 11%. Na resposta espontânea, em que o eleitor diz em quem pretende votar sem ter acesso aos nomes dos candidatos, Dilma foi a resposta dada por 24% dos entrevistados pelo Datafolha, acima dos 22% na pesquisa anterior. Aécio foi mencionado por 11% e Marina por 5%.
Em uma análise em seu blog, o editor da Revista Fórum, Renato Rovái, avalia que “o resumo do resultado do levantamento do Datafolha (…) é que a eleição será muito mais disputada com a entrada da ex-senadora pelo Acre na vaga que era ocupada por Eduardo Campos”.
“Marina precisa muito menos de tempo de TV do que Campos e tem apelo muito maior entre o grupo de eleitores que está decepcionado com a política. A ex-senadora também já tem uma posição consolidada nas regiões metropolitanas e tem tudo para ter amplo apoio entre os formadores de opinião. Além de contar com uma imensa militância espontânea nas redes sociais”, diz o jornalista.
E questiona: “Isso significa que Marina vai ao segundo turno e que se for é imbatível”?
“Nem uma coisa nem outra. O que parece ter mudado definitivamente é que a eleição não será decidida em 5 de outubro. Haverá segundo turno e Dilma terá que enfrentar um candidato de oposição com o mesmo tempo que ela na segunda volta. Mas, na avaliação deste blog, Aécio continua favorito a ser este adversário porque tem uma campanha mais estruturada e, principalmente, porque com a ameaça de uma segundo turno entre Dilma e Marina, ele terá muito mais apoio do setor empresarial. A ex-petista é uma ameaça muito maior para alguns setores do que a própria presidenta”, responde.
Ainda segundo Rovái, a pesquisa divulgada nesta segunda-feira foi realizada antes de toda a cobertura do velório de domingo: “O que significa que, em meio à comoção, Marina pode ter crescido mais uns dois pontinhos. Ou seja, pode ter descolado de Aécio. Mas ao mesmo tempo foi feito muito a quente. Em meio à notícia da morte, sem que houvesse tempo para que a população pudesse fazer uma avaliação mais distante do significado de votar na nova candidata do PSB. Ou seja, não é improvável que haja uma acomodação para baixo dos seus números num futuro próximo”.
“Neste processo todo, porém, muitas análises têm desconsiderado aspectos importantes do histórico recente dos votos da candidata. Alguns analistas têm repetido que Marina tem votos apenas nas capitais do Sudeste e entre os evangélicos. Não é verdade. Na eleição passada, por exemplo, ela teve 37% dos votos em Recife. E foi a mais votada na cidade no primeiro turno. Também foi muito bem votada em Belo Horizonte, onde fez 38%. E em Brasília, onde teve seu recorde de votos e bateu em 40%. Marina tem força nacional. Não é uma candidata apenas da classe média e nem tão pouco de Rio e São Paulo”, acredita.
Marina é, portanto, uma candidata “fortíssima”, segundo Rovái. “Ela pode tirar votos de Aécio no Sudeste e de Dilma no Nordeste. Terá muita dificuldade em regiões onde o agronegócio tem força, como na região Centro Oeste e até em boa parte do Sul. Mas se fizer um discurso moderno, pode compensar com boas votações nas regiões mais urbanas. O jogo não zerou com a morte de Eduardo Campos, como sugerem alguns. Mas muita coisa mudou. Uma eleição que parecia estar pronta para repetir a história dos últimos pleitos com PT e PSDB protagonizando a disputa final, pode ter um destino diferente”.
Nada é irreversível
Para o jornalista Mario Marona, consultor e analista de mídia, no entanto, “o Datafolha mostra o que era de se prever: a entrada de Marina na disputa altera o quadro, a favor dela e contra os favoritos. Ela aparece com mais intenção de votos que Aécio, mas isto não é necessariamente definitivo”, disse, em uma rede social.
“Ela empata com Dilma num eventual segundo turno, com vantagem numérica, mas também isto não deve ser visto como ireversível. As pesquisas certamente serão mais precisas quando a comoção pela morte de Eduardo Campos tiver diminuído – e é certo que vai diminuir”.
Marona destaca que “qualquer pesquisa ficará mais próxima da verdade quando a propaganda eleitoral estiver em vigor e quando Marina estiver sendo criticada tanto quanto foram criticados até agora os seus dois adversários. Não fosse pelo acidente que tirou um candidato da campanha e colocou no seu lugar uma postulante muito conhecida, com enorme recall e com uma aura mística que faz questão de explorar, Dilma teria motivos para celebrar o Datafolha”.
“Independentemente da intenção de voto na nova candidata, Dilma manteve o índice de 36% do mês passado, ampliou sua vantagem sobre Aécio num segundo turno, ampliou sua votação na escolha espontânea (de 22% para 24%) e, o mais importante, assiste a uma inversão da avaliação do seu governo: o “ótimo/bom” subiu 6 pontos percentuais, o “ruim/péssimo” caiu seis pontos e o regular se manteve como estava. Não fosse pela incógnita invitável criada com a entrada de Marina no jogo, trata-se do melhor resultado de pesquisa para Dilma este ano”, conclui.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cronologia de um martírio



Cronologia de um martírio

J. Tarcízio Fernandes*

Finda a II Guerra Mundial, a humanidade viu aos seus pés a paisagem desoladora de uma das mais graves sequelas da insanidade nazista: o extermínio de mais de seis milhões de judeus simplesmente por serem judeus, considerados por Hitler uma raça inferior.
Organizações humanitárias iniciaram o resgate dos sobreviventes dos campos de concentração e os encaminharam para as terras palestinas, então sob o poder do colonialismo do império inglês que tentou por todos os meios impedir o desembarque dos refugiados. Estava nascendo a idéia da criação de um Estado judeu na Palestina.

Com apoio da opinião pública de todos os continentes, a ONU deliberou dividir a Palestina em dois Estados: o Estado Judeu e o Estado Palestino. Era 1947 e, já em maio de 1948, fundou-se oficialmente o Estado de Israel; mas, não o Estado Palestino, hoje apenas a conflituosa QUESTÃO PALESTINA.

Desde então, os palestinos lutam para, como os judeus, ter o seu Estado nos termos do primeiro documento da ONU. Ao invés dele, um calendário marcando as datas de seu longo calvário, expulsos de suas terras, a viver em campos de concentração a céu aberto cercados pelos muros com cerca de arame farpado erguidos pela ironia da história de Israel; ou em imensos acampamentos de refugiados que o sentimento solidário de outros países da região lhes concedeu com ajuda das Nações Unidas.

Israel é militarmente poderoso. Tem dentes atômicos e mãos munidas das mais sofisticadas armas. Está decidido a impedir a criação do Estado Palestino. Não só a impedir, a ampliar pelas armas os próprios limites territoriais, como fez na Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Já tem 78% das terras que a partilha igualitária da ONU reservou para ambos os lados. E não está satisfeito. Quer mais.

Invade os domínios palestinos e toma suas terras; faz assentamentos para  colonos judeus; mata civis, mulheres, crianças, idosos; bombardeia escolas, hospitais, creches, supermercados, templos religiosos, maternidades; lança bombas incendiárias sobre civis, tudo na mais despudorada violação das normas internacionais com atos militares proibidos até em tempo de guerra. É assim que Israel pratica o terror de Estado. Parece movido por um raciocínio de lógica diabólico: matar mulheres para não gerar palestino, na sua antecipada incriminação, o terrorista por nascer; matar criança para não ser o terrorista recrutado de amanhã; matar idoso para punir o amadurecido terrorista de ontem.

Grave é que a imprensa dominada pelas forças do reacionarismo mais retrógrado e agressivo do mundo, apoiado pelos USA, quer convencer a comunidade internacional de que Israel defende-se a si próprio das agressões palestinas.
Com isso, é querer que se acredite nas razões do lobo, da conhecida fábula de La Fontaine, acusando, para devorá-lo, o cordeiro de lhe sujar a água que bebe, estando o lobo a beber na parte superior da margem do regato de onde a correnteza é que vem para os lábios de sede do cordeiro indefeso.

Desde que criado, Israel bem o que tem feito é ocupar terras palestinas, sem sequer admitir, na voracidade de sua política expansionista, que os palestinos, com pedras e mísseis caseiros, exerçam por atos de raro heroísmo a legítima defesa do que lhes pertence, todos possuídos do combustível da santa ira necessário ao destemor da reação de sua justa causa.
Mahmud Darwish, renomado poeta palestino, denunciou que "ainda goteja a fonte do crime". Se assim é – e é - resta aos povos unirem-se para secar essa fonte de derramamento de sangue por onde escorre tanto ódio de um Estado terrorista resoluto a permanecer fora da lei.

* Advogado
Publicado em Contraponto de 27/07/2014

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Informativo Semanal do Prof. Ernesto Germano Pares, nº 561, de 9/8/14

Opus Dei & Santander (1)
(Ernesto Germano Parés – Agosto/2014)
Recentemente, através do Informativo Semanal, denunciei dois fatos curiosos e relacionados: um comunicado oficial do Banco Santander aos seus clientes “prevenindo” sobre uma possível crise financeira no caso de Dilma Rousseff ser reeleita; uma nota que corre na internet dizendo que “verdadeiros católicos” não votam no PT. Publiquei as duas notas no Informativo, mas vários companheiros escreveram-me pedindo que desdobrasse os temas, o que estou agora fazendo em uma série de artigos. Este é o primeiro...
Então, para dar início ao nosso estudo, vamos lembrar a organização conhecida como Opus Dei (Obra de Deus), fundada na Espanha, em 1928, pelo padre espanhol Josemaria Escrivá de Balanguer. Oficialmente, foi reconhecida pelo Vaticano em 1947 e, em 1982, depois de um processo muito suspeito e controvertido, foi reconhecida como “prelazia”. Ou seja, dentro do Direito Canônico, significa que só presta contas diretamente ao Papa e que seus membros não se submetem a bispos ou cardeais.
Em seu livro, Josemaria diz que recebeu uma “iluminação divina” quando tinha 26 anos, durante sua clausura em um mosteiro de Madri. Segundo ele, passou a se preocupar com o avanço das esquerdas no país e aquela “iluminação” o teria motivado a criar uma organização secreta para interferir nos rumos da Espanha. Passou a lutar contra a República recém formada e, a partir de 1936, quando tem início a Guerra Civil espanhola, passa a dar apoio aberto ao general Francisco Franco. Mas, temendo represálias, pediu asilo na embaixada de Honduras e, pouco depois, fez-se internar em um manicômio como “louco”. Dali, fugiu para a França onde viveu até a vitória final do ditador Franco.
Segundo o jornalista Henrique Magalhães (revista “A nova democracia”), “O Opus Dei praticamente se fundiu ao Estado espanhol, ao qual forneceu inúmeros ministros e dirigentes de órgãos governamentais”.
Em seu livro “Caminho”, Josemaria Escrivá escreve, na “máxima” 643, que a meta “é ocupar cargos e ser um movimento de domínio mundial”. Em 1962, quando o Papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II, marcando uma mudança na Igreja para aproximá-la das questões sociais e populares, Escrivá não acatou a decisão e passou a criticar abertamente o fim da missa rezada em latim, com os padres de costas para os fiéis. Condenou violentamente que o Concílio tenha abolido o chamado “Index Librorum Prohibitorum”, um antigo dogma do século XVI que listava os livros “perigosos” que não poderiam ser lidos pelos fiéis.
Na década de 1950, influenciado pelo Opus Dei, Franco cedeu o território espanhol para os Estados Unidos montarem bases militares que serviriam à manutenção e expansão da “guerra fria”. Na década de 1960, dos 19 ministros do novo governo de Franco, 12 eram membros ativos do Opus Dei.
Em 2002, Emilio J. Corbière escreveu “Opus Dei. O totalitarismo católico.” Nesse livro vamos encontrar a seguinte passagem: “A mais forte manifestação integralista de poder na Igreja é, sem dúvida, o Opus Dei, de origem espanhola...; tem grande número de cátedras universitárias na Espanha e recentemente abriu uma universidade própria em Pamplona...”.
Mas o grande salto “ao poder” do Opus Dei se deu no caso do Banco Ambrosiano, em 1985.
Quando estourou o escândalo do Ambrosiano, quebrado e falido, o Papa João Paulo II foi “convidado” a prestar esclarecimentos à Justiça e as finanças da Igreja ficaram comprometidas, em particular as contas do Instituto de Obras Religiosas que tinha todos os seus investimentos naquele banco. Mas o Opus Dei correu para “salvar” o Vaticano. Através de seus representantes no Continental Illinois Bank e em seu poder em outras instituições como o Banco Atlantas, Bankunion,  e outras, desembolsou 250 milhões de dólares e evitou a quebra do Vaticano!
Depois do escândalo superado, a viúva de Roberto Calvi – presidente do Banco Ambrosiano que supostamente suicidou-se – movimentou a imprensa ao dizer que seu marido havia sido assassinado depois de negociar em Londres as dívidas do Vaticano com o Opus Dei.
Na Itália, segundo denúncias mais recentes, a célula maçônica de tendências fascistas P2 (Propaganda Due) está intimamente ligada ao Opus Dei e é uma das colaboradoras do banco papal, junto com a Cosa Nostra. Na Bolívia, os envolvidos na fracassada tentativa golpista em 2008 eram todos membros da maçonaria local e do Opus Dei!
Para conhecer as entranhas do Opus Dei é necessário ler o livro “Opus Dei: os bastidores”, escrito por Jean Lauand, Marcio da Silva e Dario Fortes, três brasileiros que foram membros do Opus Dei e resolveram contar o cotidiano da organização. Eles continuam sendo católicos praticantes, mas denunciam o Opus Dei como um “cancro” dentro da Igreja. Descrevem as práticas de auto-flagelação a que são obrigados os membros, falam dos livros que são “proibidos” para os que pertencem à organização e denunciam o uso comum de remédios para entorpecer os que começam a se rebelar.
No livro “O mundo secreto do Opus Dei”, o jornalista canadense Robert Hutchinson afirma que esta organização acumula uma fortuna de 400 bilhões de dólares e que financiou o sindicato Solidariedade, na Polônia, que teve papel central na queda do Leste Europeu e o fim da União Soviética. Isto explicaria a sólida amizade com o papa Karol Wojtyla, um polonês e visceral anticomunista. Já Henrique Magalhães, numa excelente pesquisa na revista A Nova Democracia, confirma o anticomunismo de Wojtyla e relata que “fontes da Igreja Católica atribuem o poder do Opus Dei à quitação da dívida do Banco Ambrosiano, fraudulentamente falido em 1982”.
Josemaria Escrivá sabia da importância de “conquistar corações e mentes”. Percebeu a importância estratégica dos meios de comunicação. Em seus escritos chegou a dizer que “temos de embrulhar o mundo em papel-jornal”. Uma das suas ações nesse sentido foi criar, com a ajuda de Franco, a Universidade de Navarra. Jornalistas do mundo inteiro, iludidos com a publicidade feita, são formados nos cursos de pós-graduação desta instituição. O Opus Dei exerce hoje forte influência sobre a mídia. Um relatório confidencial entregue ao Vaticano em 1979 pelo sucessor de Escrivá revelou que a influência da seita se estendia por “479 universidades e escolas secundárias, 604 revistas ou jornais, 52 estações de rádio ou televisões, 38 agências de publicidade e 12 produtores e distribuidoras de filmes”. Bem, isto em 1979... Hoje seu poder é muito maior.
Na América Latina, o Opus Dei controla o jornal El Observador (Uruguai) e grande influência nos jornais El Mercúrio (Chile), La Nación (Argentina) e O Estado de S. Paulo (Brasil). Segundo várias denúncias, o Opus Dei dirige a Sociedade Interamericana de Imprensa, braço da direita na mídia hemisférica. No Brasil, a Universidade de Navarra é comandada por Carlos Alberto di Franco, membro da Opus Dei e articulista do Estadão.
As preocupações com a ação do Opus Dei não se limitam aos membros da Igreja Católica. Pelo que sabemos, segundo o direito positivo francês, italiano e espanhol, o Opus Dei está classificado entre as “seitas destrutivas”. O Parlamento da Bélgica o classificou como uma das dez entidades mais perigosas do mundo.
Por trás de sua “fachada” religiosa, o Opus Dei é, de fato, uma empresa privada que usa a religião como motivo para atrair novos contribuintes.
(Este artigo continua)
É a Petrobras que diziam estar falida! Depois de tanta propaganda dos jornais da direita, dizendo que a Petrobras estava falida e era um peso para o Brasil, a realidade está mostrando outros números, muito diferentes.  
As exportações de petróleo bruto do Brasil cresceram 276% em julho, sobre o mesmo mês do ano passado, atingindo US$ 2,6 bilhões. O avanço das vendas externas da commodity foi decisiva para o superávit de US$ 1,575 bilhão da balança comercial no mês passado.
Para o diretor do Departamento de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Roberto Dantas, o incremento das vendas externas do petróleo teve relação com oportunidades comerciais e com crescimento da produção brasileira.
Argentina: encontrado o “neto 114”. A presidenta das “Avós da Praça de Maio”, Estela de Carlotto, encontrou na terça-feira (05) o seu neto, após 37 anos de busca. Ele foi encontrado na cidade de La Plata é filho de Laura Carlotto, desaparecida durante a ditadura militar na Argentina. É o 114º neto encontrado pelo movimento das avós.
Ele tem 36 anos, realizou voluntariamente o exame de DNA, como informou seu tio, o secretário de Direitos Humanos de Buenos Aires, Guido Carlotto. “Estamos muito felizes pela notícia. Por questões legais, só podemos dizer que se trata de um músico e fez o teste voluntariamente”. 
Laura Carlotto foi sequestrada em 1977 e estava grávida de três meses. De acordo com testemunhas, a jovem estudante de História da Universidade Nacional de La Plata foi mantida no centro clandestino de detenção La Cacha, em La Plata, até dar a luz no Hospital Militar de Buenos Aires no dia 26 de junho de 1978.
A Associação Civil Avós da Praça de Maio é uma organização não-governamental, que tem por intuito localizar e retornar às famílias legítimas todas as crianças desaparecidas em sequestros pela ditadura militar.
Argentina protesta contra “Justiça” dos EUA. O governo argentino tem manifestado suas críticas ao sistema judiciário estadunidense e diz que a iniciativa do juiz Griesa ao bloquear o pagamento que estava sendo feito a alguns dos credores que aceitaram renegociar a dívida é uma afronta e uma maneira de extorsão que favorece aos fundos abutres.
O ministro da economia argentino, Axel Kicillof, disse que “Não há regras, não há essa famosa segurança jurídica, não há lei nos Estados Unidos. O governo estadunidense teria que tomar ações porque nós, gostem ou não, somos um país soberano.”
Argentina denuncia EUA em Haia. A Argentina apresentou na quinta-feira (07) uma denúncia contra os EUA na CIJ (Corte Internacional de Justiça) de Haia, na Holanda. O governo argentino argumenta que as decisões judiciais adotadas por tribunais estadunidenses no caso das ações dos fundos especulativos violam sua soberania nacional.
O documento apresentado no tribunal internacional alega que a Argentina sofreu uma “violação de suas imunidades soberanas” e da “obrigação internacional de não aplicar ou estimular medidas de caráter econômico e político para forçar a vontade soberana de outro Estado”.
Griesa marca nova audiência. Depois da denúncia da Argentina à Corte Internacional de Haia e do comunicado que foi distribuído entre os credores da dívida, o juiz estadunidense Thomas Griesa marcou uma nova audiência em Nova Iorque.
Em um encontro com a imprensa, na Casa Rosada, a presidenta Cristina Fernández reafirmou que as resoluções do juiz Griesa atentam contra a soberania do país. Ela ironizou as decisões dizendo que “se suas sentenças estão ajustadas ao direito, então que explique o motivo de impedir que o Banco de Nova Iorque cumpra com seus deveres” de distribuir os valores depositados pela Argentina para seus credores.
Os depósitos argentinos nos EUA, em especial no Banco de Nova Iorque, somam 539 milhões de dólares!
Rafael Correa cancela viagem a Israel. O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou oficialmente que não fará mais a visita oficial que estava programada a Israel, pois condena as ações bélicas contra a Faixa de Gaza.
A visita estava programada para o segundo semestre do ano, mas ele destacou o genocídio da população palestina como razão para suspender a viagem e chamar o embaixador equatoriano, Guillermo Bassante, uma semana depois de iniciados os ataques de Israel.
Uruguai abre embaixada na Palestina! O embaixador uruguaio Enrique Ribeiro viajou na sexta-feira (08) para a cidade de Ramallah, na Palestina, para abrir uma nova sede diplomática do seu país.
O Uruguai decidiu abrir uma embaixada na Palestina para fortalecer as relações entre os dois países, segundo informou o chanceler Luis Almagro. O presidente José Mujica foi um dos primeiros a denunciar os ataques israelenses contra Gaza e a condenar as invasões de terras palestinas, mas resolveu não retirar seu embaixador em Tel Aviv porque é grande a comunidade uruguaia em Israel e ficariam sem proteção oficial.
Anistia Internacional acusa Israel. A Anistia Internacional informou na quinta-feira (07) que há cada vez mais indícios de que hospitais e profissionais de saúde estão sendo alvo de ataques deliberados do Exército israelense na Faixa de Gaza. A nota divulgada no site da organização humanitária afirma que os relatos de médicos, enfermeiros e paramédicos compõem um “quadro preocupante”.
A organização também informa que, segundo o escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, dos cerca de 1,8 mil palestinos mortos 86% eram civis. O escritório da ONU estima ainda que cerca de 9,4 mil pessoas ficaram feridas, muitas gravemente, e que em torno de 485 mil pessoas foram deslocadas pelo conflito.
Muitos dos desalojados buscam refúgio em hospitais e escolas. Entre os depoimentos colhidos pela Anistia Internacional, há relatos de que soldados israelenses têm atirado contra ambulâncias identificadas e contra profissionais de saúde vestindo coletes fluorescentes no exercício das suas funções. A AI identifica ao menos cinco hospitais e 34 clínicas hospitalares que foram forçadas a interromper as atividades devido aos danos causados pelo ataque israelense ou pela hostilidade. Além disso, hospitais de toda a Faixa de Gaza sofrem com a escassez de combustível e a falta de água, medicamentos e energia elétrica - agravada depois que a única central elétrica da Faixa de Gaza parou de funcionar após um bombardeio do Exército israelense.
Israel pede ajuda de parlamentares dos EUA! O primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu a políticos dos EUA que ajudem Israel a se defender das acusações de que o país teria cometido crimes de guerra durante a operação Margem Protetora na Faixa de Gaza. A informação foi revelada pelo congressista estadunidense Steve Israel em entrevista ao jornal New York Post.
“O primeiro ministro nos pediu que trabalhássemos juntos para garantir que essa estratégia de ir à Corte Penal Internacional não tenha sucesso”, disse o político do partido Democrata ao jornal. O congressista fez parte de um grupo de deputados dos EUA que se encontrou com Netanyahu em Israel na quarta-feira (06).
Líderes palestinos tiveram uma reunião com representantes da Corte Penal Internacional nesta semana em Haia, sede do organismo internacional na Holanda, para fazer um pedido formal para participar do tribunal internacional. “Tudo o que aconteceu nos últimos 28 dias são evidências claras de crimes de guerra cometidos por Israel”, afirmou o Ministro de Assuntos Exteriores da Palestina, Riyad al-Malki, depois do encontro.
Em Israel, protestos contra massacre na Palestina. Uri Avnery, um ex-membro do Parlamento de Israel, é o criador de um movimento social chamado “Gush Shalom” (Bloco da Paz)! Seus membros atuam em várias cidades de Israel e procuram levar as pessoas a refletir sobre a política militarista e agressiva do país em relação aos palestinos.
Avnery denuncia que Israel, depois de junho de 2013, construiu 14 mil novas casas nas colônias ilegais na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e defende que não há alternativa na região além da criação de dois Estados. Segundo ele, pesquisas de opinião recentes indicam que a extrema-direita e a guerra de Israel contra Gaza têm apoio massivo, mas outras enquetes também concluíram, recentemente, que a maioria dos israelenses quer uma solução de dois Estados.
Entidades judaicas progressistas se manifestam. Em carta aberta, grupos brasileiros e argentinos pedem cessar-fogo imediato e retomada das negociações após cinco semanas de conflito.
“Nós, judeus brasileiros e argentinos, não podemos ficar calados frente aos últimos acontecimentos em Israel e na Faixa de Gaza. A escalada bélica está transformando Gaza, uma das regiões mais pobres e densamente povoadas do planeta, em gigantesca pilha de escombros e cadáveres. Não são poupados mercados, escolas, mesquitas, residências de todos os tipos. Do outro lado da fronteira, israelenses vivem sobressaltados com o lançamento maciço de foguetes vindos da Faixa de Gaza, que visam, principalmente, a população civil”, diz o manifesto divulgado no domingo (03).
Em outra parte, o texto diz que “A ocupação de territórios palestinos por colonos israelenses, condenada inúmeras vezes pela comunidade internacional, nunca parou desde 1967 e é a grande causa estrutural do conflito israelense-palestino. Há uma ampliação permanente dos assentamentos ilegais, com chancela estatal e recursos portentosos dos aliados de Israel. A ocupação oprime a população palestina de diversas formas, que vão do terror militar às crescentes dificuldades de locomoção. Os israelenses acabam sendo, também, vítimas desta política colonial.”
UE adota sanções contra a Rússia. Fazendo o jogo imposto por Washington, a União Europeia anunciou sanções econômicas contra a Rússia e resolveu abandonar a busca por uma solução negociada para o caso da Ucrânia.
Em nota oficial, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia lamentou a atitude do bloco europeu e demonstra não estar muito preocupado com os efeitos para o povo russo. A nota russa diz que “O conjunto dos acontecimentos [na Ucrânia] deve-se em grande parte às decisões irresponsáveis da própria União Europeia.
Mais adiante, a nota ministerial diz que “Moscou está decepcionada pela incapacidade da UE para desempenhar seu próprio papel na política mundial”.
Por fim, a nota mostra que a União Europeia sai perdendo: “Na sua pressa em introduzir sanções, Bruxelas põe por sua própria conta barreiras à colaboração com a Rússia, em domínios tão cruciais como a energia. Trata-se de um movimento irrefletido e irresponsável que terá por consequência uma alta dos preços no mercado europeu da energia”.
Tiro no pé? EUA e União Europeia (seguindo instruções de Obama) anunciaram oficialmente sanções econômicas contra a Rússia, ainda por conta da crise na Ucrânia. A resposta veio rápida e certeira.
Na quinta-feira (07), a Rússia deu um duro golpe no setor agroalimentar do Ocidente ao proibir por um ano a importação de todos os alimentos perecíveis procedentes dos países que adotaram sanções contra Moscou.
“A Rússia adota a proibição total para a importação de carne de vaca, porco, verduras e hortaliças, frutas, aves, pescado, queijos, leite e produtos lácteos” de União Europeia, Estados Unidos, Austrália, Canadá e Noruega, anunciou o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev.
A histórica medida - que afeta sobretudo os produtores da União Europeia, principal parceiro de Moscou - abre uma nova e perigosa etapa nas relações comerciais entre Rússia e os países incluídos no embargo. Só no caso da UE, as exportações do setor agroalimentar à Rússia subiram em 2013 para cerca de 12 bilhões de euros, advertiu hoje o embaixador dos 28 países em Moscou, o lituano Vygaudas Usackas.
Um dos países mais prejudicados pela medida será a Holanda. A Rússia é o segundo mercado para os produtos agroalimentares holandeses, segundo reconheceu a patronal setorial desse país.
Com a medida, a América Latina deve ser beneficiada pois aumentará a exportação de alimentos para a Rússia.
“Torturamos uns caras aí...”. É impressionante a falta de vergonha e a prepotência do presidente dos EUA! Em uma entrevista com a imprensa, na sexta-feira (01/08), Barack Obama declarou que “Torturamos uns caras aí...”.
A entrevista foi marcada depois de divulgado um extenso relatório elaborado pelo Comitê de Inteligência do Senado falando sobre a prática da CIA de usar “técnicas de interrogatório” após os acontecimentos de 11 de setembro de 2001. Em resposta, Obama disse “fizemos algumas coisas que eram erradas, fizemos muitas coisas certas... torturamos alguns caras...”.
Mais provocação estadunidense! A VI Frota da Marinha dos EUA informou oficialmente, na quarta-feira (06), que enviou um cruzador armado com mísseis guiados de última geração (Vella Gulf) para o Mar Negro. O texto oficial da Marinha diz que a operação tem como objetivo “assegurar a paz e a estabilidade na região”!
Por outro lado, um porta-voz militar que acompanha as operações contra os independentistas em Donetsk e Lugansk, Alexéi Dmitrashkovski, confirmou em uma entrevista a presença de mercenários estrangeiros nas tropas oficiais da Ucrânia.
A Rússia solicitou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, à Organização para a Segurança e Cooperação da Europa, ao Conselho Europeu e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha que seja enviada uma missão humanitária para a área em conflito.
Para quem leu o meu artigo anterior. Para quem leu o artigo “Mesopotâmia – O que acontece no Iraque” (Informativo 557) sabe do que estou falando. Consolidou-se um dos cenários previstos e Obama autorizou um ataque contra as forças do “Exército Islâmico”. Mas, vejam o que escrevi naquele artigo, ele só tomou esta decisão quando constatou que havia perdido o controle da situação.
O fato concreto é que, provavelmente, haverá uma nova intervenção de grandes proporções no Iraque para garantir o projeto de criar “três estados”.
Estadunidenses descontentes com o sistema político. Quase 80% dos estadunidenses estão insatisfeitos como sistema político no país e 70% deles culpam os governantes pelas dificuldades econômicas, revelou uma pesquisa divulgada na quarta-feira (06).
A pesquisa realizada pelo jornal “The Wall Street Journal” e pela cadeia de TV NBC News mostrou ainda que 60% dos entrevistados disseram que o país está em uma situação de queda e 71% disseram que os EUA estão indo por um caminho errado! No total, 64% dos cidadãos estão muito insatisfeitos com a situação econômica atual.
Estadunidenses renunciam à cidadania. Pode parecer brincadeira, mas os dados estão na revista Forbes. Cada vez mais os estadunidenses estão renunciando à cidadania de seu país. Só em 2014 já foram 1.577 pessoas que saíram do país e renunciaram à cidadania para fugir da política fiscal.
Em 2013 foram 2.999 cidadãos e residentes permanentes nos EUA que renunciaram à cidadania ou a “green card”, um aumento de 221% em relação a 2012.
“Limpeza étnica” nos EUA? É realmente preocupante a matéria do jornalista Larry Downin para a agência de notícias Reuters mostrando o que os governos nos EUA estão fazendo contra os moradores de ruas nas mais diversas cidades.
Segundo o levantamento feito por Larry, as autoridades de inúmeras cidades estadunidenses estão ampliando a política de perseguir, multar e expulsar pessoas sem lar (moradores de ruas). Entrevistado por ele, um policial aposentado disse que a estratégia agora usada pelos governos locais tem “muito em comum com uma limpeza étnica”.
Arnold Abbott, com 90 anos, antigo chefe de Polícia da Pensilvânia, explicou como tratam as pessoas moradoras de rua: “A ideia era pegar essas pessoas, enfiar em um ônibus e mandar para Miami ou Palm Beach. Isto é muito parecido com uma limpeza étnica”.
O mesmo problema foi noticiado por outro jornalista, do “The Independente”, em Fort Lauderdale (Flórida). Ali as autoridades adotaram leis que proíbem “deixar objetos pessoais no espaço público” e estão preparando outras leis para complicar a vida dos que não possuem lar e moram nas ruas.

Um estudo feito pelo Centro NLCHP revelou que em outras 187 cidades dos EUA já estão em vigor leis e políticas criminalizando os “sem teto”. Desde 2011, segundo o relatório, houve um aumento de 60% nas leis que proíbem acampar em local público. O número de leis proibindo sentar-se ou deitar-se em lugares como parques ou praias aumentou em 40%!

domingo, 10 de agosto de 2014

Informativo Semanal do Prof. Ernesto Germano Pares, nº 560

Banco Santander fez campanha contra Dilma.
O Banco Santander enviou aos seus clientes de renda mais alta um comunicado com o título “Você e seu dinheiro”. No comunicado o Banco dizia que a reeleição da Dilma representaria uma crise econômica grave. Vejam a íntegra da nota enviada pelo Santander.
“A economia brasileira continua apresentando baixo crescimento, inflação alta e déficit em conta corrente. A quebra de confiança e pessimismo crescente em relação ao Brasil em derrubar ainda mais a popularidade da presidente, que vai caindo nas últimas pesquisas, e que tem contribuído para a subida do Ibovespa. Difícil saber até quando vai durar esse cenário e qual será o desdobramento final de uma queda ainda maior de Dilma Rousseff nas pesquisas. Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir. O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e um o índice da Bovespa caíra, revertendo parte das altas recentes. Esse último cenário estaria mais de acordo com a deterioração de nossos fundamentos macroeconômicos. Diante desse cenário, converse com o seu Gerente de Relacionamento Select para alocar seus investimentos da maneira mais adequada ao ser perfil de investimento.”
Quando a imprensa denunciou a “armação”, o banco disse que adota “critérios exclusivamente técnicos” em suas análises econômicas, que ficam restritas à discussão de variáveis que possam afetar os investimentos dos correntistas, “sem qualquer viés político ou partidário”. Por meio da nota, o Santander pediu desculpas aos seus clientes e acrescentou que estão sendo tomadas as providências para assegurar que nenhum comunicado dê margem a interpretações diversas dessa orientação. O banco também voltou atrás e disse que reitera sua convicção de que a economia brasileira seguirá bem sucedida trajetória de desenvolvimento.
Mais tarde, oficialmente, o banco anunciou que demitiria o técnico responsável pela mensagem e pediu “desculpas” ao governo brasileiro.
Santander e a Opus Dei. Para quem não conhece, o banco Santander e seu presidente internacional, Emilio Botín, são investigados na Europa por vínculos de lavagem de dinheiro do Opus Dei, corrente de extrema direita dentro da Igreja Católica.
Uma das maiores instituições financeiras do mundo, o banco Santander, tem uma ligação nebulosa com o Opus Dei (“Obra de Deus”, em latim), um braço ultraconservador da Igreja Católica. O Opus Dei surgiu em 1928 na Espanha para “infiltrar” seus seguidores em setores importantes da sociedade.
Nas mãos dos membros dessa discreta organização católica, o banco cresceu bastante no período do fascismo espanhol, liderado pelo ditador Francisco Franco (1892-1975), com o qual líderes da Opus Dei também tiveram laços estreitos. Na década de 1960, o Santander passou a expandir seus negócios, começando pela América Latina. A primeira investida ocorreu na Argentina. Depois se instalou em Cuba, Porto Rico, Chile, Venezuela e México, antes de dar seus primeiros passos no Brasil, na Colômbia, no Peru e no Uruguai.
Na década de 1990, já como o maior banco na Espanha, fortaleceu sua atuação no Brasil ao comprar os bancos Noroeste, Meridional e depois, em 2000, o Banespa. Em 2008, o processo de expansão continuou com a aquisição do Banco Real. Assim, o Santander tornou-se o terceiro maior banco privado do País, com cerca de 21,4 milhões de clientes.
Para se ter uma ideia do poder de influência do Opus Dei, o jornalista Alberto Dines, em texto publicado no “Observatório da Imprensa”, diz que há mais de 200 editores a serviço da organização na imprensa brasileira. “A Opus Dei é uma confissão ou ordem religiosa mas é, principalmente, um projeto ideológico para conquistar o poder através da lavagem cerebral de seus adeptos”, diz o jornalista no mesmo artigo.
Por coincidência, o homem que dirige o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), o chamado Banco do Vaticano, é tido como integrante do Opus Dei. Responsável pela instituição que controla as contas das ordens religiosas e de associações católicas desde 2009, Ettore Gotti Tedeschi foi diretor do Santander na Itália durante 17 anos, antes de ser nomeado, por um conselho de cardeais, presidente do Banco do Vaticano. Tedeschi também foi colunista do “L’Osservatore Romano”, o jornal do Vaticano, e professor de ética empresarial da Universidade Católica de Milão.
“Católicos” contra Dilma? Curiosamente, na mesma semana da nota do Santander, começou a circular no Facebook uma nota com o seguinte título: “Católico não vota no PT”.
No corpo da mensagem coisas como “Nenhum católico verdadeiro que ama Jesus Cristo deve votar em políticos do PT. O PT é um partido com viés socialista fundado por militantes comunistas e por teólogos da Libertação, isso mesmo, os TLs fundaram o PT”. Ou seja, já deixa claro, logo no início, que é contra a Teologia da Libertação! O texto termina afirmando que “Somos católicos e somos cidadãos e para dar testemunho de nossa fé devemos manifestá-las nas urnas e mostrar que não somos a favor de um partido que luta contra os princípios cristãos.” Ou seja, claramente um texto que foi gestado no seio da Opus Dei!
Radiografia das eleições nos estados: governadores e Congresso
Por encomenda do DIAP, as empresas Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical e Contatos Assessoria Parlamentar, elaboraram o mais completo levantamento das eleições de 2014 para os governos estaduais e o Congresso Nacional – Câmara e Senado.
O estudo, que envolve cada uma das 27 unidades da Federação, está estruturado em três tópicos.
O primeiro faz uma retrospectiva da eleição de 2010. O segundo trata de aspectos gerais da eleição de 2014 em cada estado. O terceiro detalha as candidaturas e os candidatos com chance na disputa para os cargos de governador, senador e deputado federal.
O tópico sobre a eleição de 2010 faz uma breve retrospectiva com dados sobre o índice de renovação, informa os deputados que atingiram quociente eleitoral, lembra os senadores eleitos, lista as coligações e cita quantos e quais parlamentares se elegeram em cada uma das unidades da Federação.
O que aborda aspectos gerais da eleição de 2014 trata do tamanho do eleitorado do estado, o número de municípios, cita os de maior densidade eleitoral, informa os cargos em disputa, entre outros dados relevantes sobre a disputa.
E também há o que trata dos postulantes aos cargos em disputa traz uma radiografia da votação de cada um dos que tentam a reeleição (governador, senador e deputado), inclusive com base eleitoral, lista as coligações de cada grupo político e antecipa os nomes mais competitivos da disputa.
O processo eleitoral é muito dinâmico e levantamentos com estas características podem sofrer alterações no curso da campanha eleitoral, mas a fotografia do momento é a que se apresenta neste estudo. Atualizaremos esses dados de forma permanente e publicaremos, em breve, um prognóstico de bancada por partido para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
Para ver todo o estudo:
Vida Longa ao SUS (Carlos Ocké-Reis*)
Che Guevara tinha razão. O que define um revolucionário é o seu amor pela humanidade, pela justiça, pela verdade.
Com esse espírito, teremos força para transformar a economia, as instituições e as condições de vida da maioria da população brasileira. Teremos sabedoria para afirmar os pressupostos do SUS em defesa da vida, da democracia, da segurança alimentar, da saúde pública de qualidade e da ética na medicina.
Esse projeto estratégico precisa ser vivificado pelo Estado, precisa ser legitimado pela sociedade.
Não podemos naturalizar o pragmatismo, onde o fomento ao mercado aparece como solução para desonerar as contas públicas. Não podemos conviver com determinadas injustiças, quando recursos do governo são canalizados para o circuito de acumulação de capital. Não podemos nos calar diante da dor, da tragédia, do caos e da morte dos indivíduos nas grandes regiões metropolitanas.
A reforma sanitária apostou na universalização, na integralidade e no equilíbrio federativo dos serviços públicos. Como direito social, nesses vinte e cinco anos, enfrentou a barbárie e ajudou a melhorar os indicadores de saúde. Entretanto, o SUS não tem financiamento estável, o mercado cresceu e a estratificação de clientela não foi superada.
Uma vez que a saúde foi também considerada livre à iniciativa privada na Constituição de 1988, além dos problemas na gestão e no controle popular, outra contradição gritante apareceu nessa caminhada: o SUS não cobre, regularmente, o polo dinâmico do mercado de trabalho, cujos trabalhadores (setor privado e setor público) possuem maior capacidade de vocalização política – a exemplo da experiência do Estado de bem-estar social europeu – para consolidar o modelo de seguridade social.
Ora, sem reconhecer essa fragilidade, não avançamos objetivamente. As diretrizes constitucionais foram e são essenciais, porém insuficientes para garantir a hegemonia do SUS e a regulação substantiva do complexo médico-industrial e dos planos privados de saúde.
Para completar esse processo, será necessário reconstruir uma expressiva base de apoio social e parlamentar, combinando mobilização de massa com luta institucional, a partir de uma agenda de ‘reforma da reforma’, a um só tempo, mediada (as relações mercantis não serão extintas por decreto) e consensual (dentro do campo partidário democrático-popular e dentro do Estado em diálogo com a ‘multidão’).
Contra o capital financeiro, esse bloco histórico deve convencer a sociedade quanto à superioridade do sistema universal de saúde no plano civilizatório, sem perder de vista a renegociação da dívida interna (redução dos encargos financeiros), a reforma tributária (progressiva), a reforma da mídia (democrática) e a reforma eleitoral (constituinte exclusiva e soberana do sistema político).
A realização dessa tarefa extraordinária tem um ponto de apoio importante na cultura socialista: o debate em torno da transição passa pela aplicação de certo capitalismo de Estado, que valorize a solidariedade entre as nações, a função social da propriedade, o planejamento e o mercado interno, desprivatizando o fundo público e incorporando a sociedade civil no processo decisório governamental.
Afinal de contas, o SUS é parte integrante de um novo modelo de desenvolvimento social na América Latina e sua implantação seguirá pari passu à redução da pobreza, da desigualdade, da violência social e dos baixos níveis educacionais e culturais no Brasil.
* É técnico de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Política do Estado – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Venezuela vai enviar ajuda humanitária para Gaza. O chanceler venezuelano, Elías Jaua, anunciou que seu país vai enviar mais ajuda humanitária para os palestinos na Faixa de Gaza. O anúncio oficial foi feito na sede da Chancelaria da Venezuela.
Segundo ele, além da ajuda que será dada pelo governo, a Casa Amarela, sede da Chancelaria, vai ficar aberta para receber doações de organizações sociais. Estão sendo recolhidos medicamentos, alimentos não perecíveis, roupas e colchões para enviar para a região que está sob ataque de Israel.
Ele esclareceu que toda a ajuda será enviada em voos da Força Aérea da Venezuela e que se trata apenas de um gesto de solidariedade pois “nada pode aliviar a tragédia, porém um gesto de um povo irmão que acredita na paz está acima da guerra”.
América Latina se posiciona! América Latina vai se posicionando sobre o Estado de Israel e seus crimes contra a humanidade. Venezuela e Bolívia já haviam rompido relações diplomáticas em janeiro de 2009, durante a operação “Chumbo Derretido” que massacrou a Faixa de Gaza (dezembro de 2008).
Agora, nas recentes agressões israelenses e o genocídio de milhares de palestinos, na maioria crianças, outros países de Nossa América estão se afastando de Israel. O primeiro a “chamar o embaixador para consultas” foi o Equador (17/07/14) e depois o Brasil (24/07/14). Agora “chamaram seus embaixadores para consulta”: Chile (29/07/14), El Salvador (29/07/14) e Peru (30/07/14). 
A onda de repúdio aos crimes de Israel está crescendo em Nossa América!
Bolívia declara Israel como “estado terrorista”. O presidente Evo Morales informou a decisão assumida na reunião do seu gabinete. A Bolívia está suspendendo o acordo firmado com Israel, em 1972, sobre os vistos para visitantes e que agora o documento será exigido para ingresso no país.
Segundo ele, Israel passou a fazer parte da chamada “lista 3”, significando que, a partir de agora, é considerado “Estado Terrorista”.
Evo disse que o governo de Israel está desrespeitando as leis humanitárias internacionais e o direito à vida. Com isto, qualquer cidadão de Israel que pretenda entrar na Bolívia estará obrigado a cumprir os trâmites diplomáticos, obtendo um visto, com consulta prévia à Direção Nacional de Imigração que avaliará a justificativa para o pedido de ingresso.
“Oposição” está dividida na Venezuela. A tal “oposição” venezuelana, financiada e organizada por Washington, está dividida. O secretário geral da chamada “Mesa da Unidade Democrática” (MUD), Ramón Guillermo Aveledo, confirmou na quarta-feira (30/07) que renuncia ao cargo e deixará de falar oficialmente pelos partidos que fazem oposição ao governo de Maduro.
A decisão foi tomada 48 horas depois de uma reunião fechada entre dirigentes da “oposição” onde estavam a deputada ex-deputada María Corina Machado, o governador do estado de Mirada e o ex-candidato predidencial, Henrique Capriles.
Projeto do novo canal está quase pronto. Um representante da empresa britânica Environmental Resources Management (ERM) informou, na quarta-feira (30/07) que os estudos sobre o impacto ambiental e social do canal interoceânico na Nicarágua estará pronto ainda em 2014.
O projeto do canal contempla a criação de infraestruturas três vezes maiores que o Canal do Panamá, capaz de conectar o Mar do Caribe com o Pacífico, com um aeroporto, dois portos, uma área de zona franca, um centro turístico, estradas e siderúrgicas.
25 milhões de desempregados! A taxa de desemprego dos 18 países que compõem a Zona do Euro ficou em 11,5%, em junho, segundo a agência de estatísticas Eurostat (IBGE de lá). Apesar de ser a menor taxa desde setembro de 2012, ela significa que existem 18,4 milhões de desempregados nos país da região que adota o euro.
Entre os 28 países que integram a União Européia (UE), o desemprego ficou em 10,2% mês passado, contra 10,3%, em maio. O número de desempregados no bloco é estimado em 25 milhões pela Eurostat.
A distribuição do desemprego, porém, é extremamente assimétrica. Se Áustria (5%), Alemanha (5,1%) e Malta (5,6%) exibem as menores taxas do continente, em países como Grécia (27,3% em abril, último dado disponível) e Espanha (24,5%), o indicador é cerca de cinco vezes maior. Na Espanha, com isso, cresceu o número de pessoas que moram em lares nos quais ninguém tem emprego.
Mas vale lembrar que a taxa de desemprego na Alemanha é “maquiada” pelos “mini-jobs”, ou seja, empregos com meia jornada de trabalho e meio salário!
França ainda em recessão. O presidente da França, François Hollande, declarou que a situação econômica do país continuará “complicada” em 2014. Segundo o anúncio, feito na sexta-feira (01), o governo vai continuar atendendo apenas ao que chama de “principal”.
Em reunião com os ministros, o governo francês anunciou um programa para incentivar meio milhão de jovens franceses a entrarem no mercado informal como única saída para o desemprego no momento. De acordo com números oficiais, 390 mil pessoas em idade ativa estão paradas por falta de vagas no mercado de trabalho. Entre os jovens, menores de 25 anos, a taxa de desemprego já chega a 25%!
Líbia afunda no caos. Depois que os EUA e seus “cãezinhos amestrados” resolveram promover uma “guerra democrática” contra a Líbia, supostamente para “libertar o país de um ditador”, a situação degringolou de vez e o país está afundado no caos! Grupos de mercenários, treinados e armados por Washington, tomam conta do cenário e disputam pontos estratégicos para ganhar maior influência
Pelo menos 97 pessoas morreram e outras 404 ficaram feridas em duas semanas de confrontos entre milícias islamitas rivais pelo controle do aeroporto de Trípoli, informou no domingo (27/07) o Ministério da Saúde da Líbia. Trata-se do ponto de máxima violência no país africano desde o levante de 2011.
Sob a liderança interina de Abdallah Al-Thani, o governo da Líbia não conseguiu elaborar um Exército profissional capaz de se impor e de integrar os grupos armados que se desenvolveram em 2011. Tal incapacidade facilitou uma autonomia dessas brigadas, que cada vez mais desafiam as autoridades centrais em transição. Teme-se, com isso, que a instabilidade do país resulte em uma guerra civil.
No sábado (26/07), como já vimos acontecer em outras situações (não esqueçam o que aconteceu no Vietnam) funcionários diplomáticos estadunidenses evacuaram sua embaixada na Líbia e partiram para Tunísia, devido à proximidade dos combates. Além dos EUA, a ONU (Organização das Nações Unidas) e a Turquia também tiraram seus representantes do país nos últimos dias.
Criam o caos e “se mandam”. Depois de retirar todo o seu pessoal diplomático da Líbia, o governo dos EUA passou a recomendar que seus cidadãos não viajem para aquele país e pediu urgência para que os estadunidenses que lá se encontram saiam imediatamente.
Segundo nota oficial de Washington, a embaixada já funcionava com número reduzido de funcionários, mas agora todos foram retirados rapidamente. A nota diz que “Lamentavelmente tivemos que tomar esta decisão porque nossa embaixada está localizada muito próxima do local dos enfrentamentos e da violência que tomou conta da capital líbia”!
Curioso... Muito curioso! Quem criou o caos? Quem armou esses grupos rebeldes?
Brasil retira pessoal da embaixada na Líbia. O Ministério de Relações Exteriores do Brasil informou, na quarta-feira (30/07), que retirou todo o pessoal da embaixada brasileira em Trípoli, porque a violência tomou conta do país e “as condições de segurança foram deteriorando”.
Provocação estadunidense. Interessante como os nossos jornais costumam esconder determinadas notícias para depois apresentar outra versão criada nas salas de Washington. Vejamos o que se passa na fronteira russa.
Na quinta-feira (31/07), o chefe do Estado Maior Geral da Rússia, Valeri Guerásimov, telefonou para seu homólogo nos EUA, Martin Dempsey, para conversar sobre o deslocamento de tropas da OTAN na fronteira russa. Pelo que se sabe, a conversa girou em torno do Tratado Sobre Forças Nucleares de Alcance Médio, mas fica sempre a impressão de que há algo mais.
Afinal de contas, com a crise na Ucrânia se acirrando, é muito estranho que tropas da OTAN estejam na fronteira russa fazendo “exercícios”.
Putin promete reforçar a Marinha de Guerra. O presidente russo declarou, no domingo (27/07) que estão sendo construídos 60 novos navios de guerra no país. Assegurou também que será reforçada a Frota do Mar Negro, uma das prioridades do governo.
Em seu pronunciamento, ele disse que em breve será lançado ao mar o novo submarino nuclear Severodvinsk, equipado com mísseis de cruzeiro, que prestará serviços no Mar do Norte. Ele anunciou que estão em construção mais três submarinos nucleares semelhantes a esse, “para modernização de armamentos”, e mais dois. Um submarino multifuncional da classe Yasen (chamado Krasnoyarsk) e um submarino estratégico da classe Boréi (chamado Kniaz Oleg).
Para a Frota do Mar Negro já estão sendo construídos outros submarinos e barcos de superfície modernos.
Obama “alimenta” o genocídio. O Pentágono confirmou que o governo dos EUA estará enviando “toneladas” de munições e novos armamentos para que Israel continue a sua campanha contra Gaza.
O governo de Israel solicitou, oficialmente, a ajuda que foi prontamente atendida por Washington, segundo o jornal inglês “The Guardian”. Rear Admiral Kirby, porta-voz do Departamento de Defesa, disse que “Os Estados Unidos estão comprometidos com a segurança de Israel, e é vital para os interesses nacionais ajudar Israel a desenvolver e manter uma capacidade militar forte e disponível”.
Mais dólares para Israel! O Senado dos EUA aprovou na sexta-feira (01), por unanimidade, que o Pentágono repasse recursos suplementares no valor de US$ 225 milhões para o financiamento do escudo antimísseis de Israel, conhecido como “Domo de Ferro”.
“Estamos com os israelenses, porque se não têm o 'Domo de Ferro' não podem se defender”, argumentou o senador republicano e ex-candidato à presidência do país, John McCain.
“(Israel) está ficando sem mísseis para o 'Domo de Ferro' para se proteger. Estamos com eles. Aqui estão os mísseis”, disse, após a votação, o republicano pela Carolina do Sul, Lindsey Graham.
O Pentágono já anunciou na quarta-feira que tinha recebido um pedido de Israel através de um sistema de emergência para a compra de mais munição, e que ele tinha sido aceito. 
Revista Veja defende Israel e condena Itamaraty
Capa da revista semanal que adota posições cada vez mais extremistas aponta “apagão na diplomacia” e “falência moral da política externa de Dilma”; com seu radicalismo, revista da família Civita sai em defesa de Benjamin Netanyahu, que foi responsável pela morte de mais de mil pessoas nos últimos vinte dias e capaz de bombardear até um hospital e uma escola das Nações Unidas
Responsável pelo primeiro voto, em 1947, pela criação de Israel, o Brasil sempre foi um aliado da causa judaica. No entanto, a política externa do Itamaraty também sempre foi pautada pela defesa dos direitos humanos. Foi exatamente neste contexto que o chanceler Luiz Alberto Figueiredo divulgou uma nota em que condenava "energicamente" a ação desproporcional de Israel no conflito da Palestina, que, em menos de vinte dias, matou mais de mil pessoas.
Neste período, o governo do chanceler Benjamin Netanyahu assassinou mulheres, crianças e foi capaz até de bombardear um hospital e uma escola da Organização das Nações Unidas, levando o secretário Ban-Ki-Moon a se dizer "estarrecido". De acordo com as Nações Unidas, Netanyahu deve ser investigado por "crimes de guerra" e até mesmo o maior aliado de Israel, o governo dos Estados Unidos, tem se mostrado desconfortável com o banho de sangue. Ontem, o secretário de Estado, John Kerry, pediu uma trégua que impedisse a continuidade da matança.
No entanto, Netanyahu tem, a seu lado, a família Civita, que edita a revista Veja, cuja capa desta semana se dedica a apontar o que seria o “apagão na diplomacia” e a "falência moral da política externa do governo Dilma”. Internamente, a revista aponta o que seriam sinais de “nanismo” do Itamaraty. Um desses, curiosamente, seria até a declaração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, numa reunião do G-20, quando chamou o ex-presidente Lula de "o cara". Ou seja: na lógica de Veja, um elogio de Obama no G-20, organismo que deve muito ao Brasil, diminuiria o País.
Com a capa desta semana, Veja se coloca à extrema direita e se isola até de mesmo seus leitores. Responsável pela formulação da política externa do candidato Aécio Neves (PSDB/MG), o embaixador Rubens Barbosa concordou com a posição adotada pelo Itamaraty. Neste sábado (26), a jornalista Mônica Bergamo também informa que o presidente da Confederação Israelita Brasileira, Claudio Lottenberg, se disse indignado com a grosseria do porta-voz Yigal Palmor, que chamou o Brasil de “anão diplomático’. Em editorial, o jornal Estado de S. Paulo condenou o que chamou de “baixaria israelense”.
Veja, assim, se isola, assim como Benjamin Netanyahu.

Fonte: Brasil 247