domingo, 3 de abril de 2016

Dobradinha Sergio Moro/Globo ataca outra vez ATÉ QUANDO?



Dobradinha Sergio Moro/Globo ataca outra vez

Numa prova de que a Lava Jato está conectada intimamente à agenda golpista, a operação amanheceu nesta sexta-feira, no dia seguinte às grandes manifestações contra o golpe, com mais conduções coercitivas ilegais, além da prisão espetacular de Silvio Pereira, ex-secretário do PT.

A condução coercitiva de Breno Altman, editor do site Opera Mundi e reconhecido intelectual progressista, obviamente crítico ao golpe e à Lava Jato, reflete bem o pensamento de Sergio Moro e comparsas: é preciso prender, prender, prender, todo mundo que é crítico.

A Lava Jato é o golpe e já está implantando uma espécie de proto-ditadura no país. Prende quem quiser, grampeia quem quiser, conduz coercitivamente quem quiser.

Não é preciso seguir a Constituição. Não é preciso respeitar a democracia.

Ninguém tem direito à defesa. Todos são criminosos até prova em contrário.É um escárnio!

Depois de centenas, milhares de juristas, incluindo ministros do STF, protestarem contra o uso ilegal da condução coercitiva, que só deve ser usada após a pessoa se recusar, por duas vezes consecutivas, a comparecer perante o juiz, Sergio Moro manda conduzir coercitivamente Breno Altman, nosso colega blogueiro e jornalista!

A agenda golpista é óbvia.É preciso abastecer a Globo e outros canais de factoides anti-PT para minimizar o efeito político das grandes manifestações contra o golpe ocorridas ontem em todo país.

Aqui no Rio de Janeiro, novamente eu vivenciei o maior evento político da minha vida. Foi ainda maior do que no dia 18, e olha que foi um evento organizado de improviso, às pressas!

A reação está crescendo rapidamente, mais rápido do que as próprias forças progressistas esperavam. As pessoas perceberam que o golpe vem do judiciário e da mídia.

A Lava Jato não consegue mais esconder isso. Ela vai mudando de enfoque a cada etapa, como se tivesse o direito de investigar qualquer coisa. Passa de uma investigação a outra, abandonando as que não tem o efeito político desejado, mudando para novos alvos que possam causar o impacto político almejado.

Alguém precisa fazer um levantamento do quanto essa palhaçada golpista está custando ao erário, embora o prejuízo à Constituição e à democracia, causados pelas truculências criminosas de Sergio Moro, não possam ser avaliados apenas financeiramente.

Claro, tudo que a Lava Jato faz só tem sentido se houver o sólido apoio da grande mídia, que recebe os vazamentos antecipadamente e faz uma cobertura vergonhosamente chapa-branca, omitindo à população as crescentes críticas que Sergio Moro e a operação como um todo vem recebendo.

É uma dobradinha golpista: Sergio Moro e Globo.

O editorial do Globo de hoje, insultando intelectuais e artistas que participaram de ato em apoio à presidenta, mostra, por sua vez, que a empresa reincorporou todos os espíritos maus de seu passado golpista e autoritário.

Diante de manifestações cada vez mais numerosas e qualificadas em favor da presidenta, resta a Globo apelar às pesquisas, o que é bem sintomático. Os setores golpistas querem substituir as urnas, a única pesquisa válida, chancelada, certificada, pelo processo democrático, por pesquisas privadas tocadas por empresas contaminadas por interesses políticos e econômicos.

É preciso, algum dia, que haja um debate mais profundo em nosso país sobre a questão das pesquisas. É óbvio que as pesquisas são usadas politicamente. O momento de fazê-las, o momento de divulgá-las, as perguntas que são feitas, tudo isso reflete em seus resultados.

O Datafolha ou o Ibope não farão pesquisas para saber se a população acha que a Globo é golpista? O Brasil inteiro, incluindo comunidades de brasileiros em todo o planeta estão protestando justamente contra isso e nenhum grande órgão de imprensa vai analisar porque isso acontece?

Até quando a mídia vai prosseguir em sua tentativa autoritária de negar a realidade?

A decisão do Supremo Tribunal Federal ontem, contra Sergio Moro, mostra que o juiz justiceiro da Globo, se aplicasse a si mesmo o método que usa para todos, deveria ser conduzido coercitivamente para depor e depois preso preventivamente.

Em prisão perpétua, já que Moro vai renovando a prisão preventiva até ela emendar na condenação definitiva, que ele joga para 15, 20 anos para cima.

A menos que a pessoa delate o PT, claro. Aí pode ser solto e curtir a vida.

A Operação Lava Jato se tornou uma operação golpista, que manobra segundo os interesses políticos da Globo, que por sua vez representa o que existe de mais autoritário, mafioso, entreguista e antipopular na sociedade brasileira.

A Lava Jato trabalhou, de maneira irresponsável e criminosa, para destruir os setores mais dinâmicos da economia brasileira. Prendeu o Almirante, heroi nacional, inventor da energia nuclear brasileira. Tentou derrubar os projetos da Eletronuclear, até ser interrompida pelo STF. Paralisou praticamente todos os grandes projetos estratégicos do país. O submarino nuclear foi interrompido.

O Brasil está à mercê de uma trupe de golpistas criminosos, sem respeito algum pela democracia, pela Constituição, pelo povo brasileiro, principal vítima desse processo.

E os golpistas tem nome: Sergio Moro, procuradores da Lava Jato, Rodrigo Janot, procurador-geral da república, Gilmar Mendes, ministro do STF, e família Marinho.

Para derrotar o golpe, o Brasil precisa derrotar os golpistas.

No momento em que estamos virando o jogo nas ruas, eles se desesperam e ficam mais agressivos, cometendo ainda mais erros.

É o que se constata pela nova guinada partidária da Lava Jato hoje, prendendo Silvio Pereira, que não tinha vida política há muitos anos, apenas como forma de ressuscitar o mensalão no imaginário popular e subsidiar a Globo com factoides num dia em que a TV deveria mostrar imagens das manifestações contra o golpe.

Repúdio ao vermelho pode comprometer Inter, Bombeiros e até a joaninha - vídeo


NOTÍCIAS CONEXÃO

 

Sábado, 26 de Março de 2016

Repúdio ao vermelho pode comprometer Inter, Bombeiros e até a joaninha - vídeo

Por Fábio Lau
O novo modelo da joaninha para fugir dos radicais!!!
O novo modelo da joaninha para fugir dos radicais!!!
Os casos de agressão a mães, bebês, cachorros e até torcedores de futebol que ousam usar roupas vermelhas tem se intensificado de forma assustadora no país. Há poucos meses, ainda no início das manifestações, um jovem negro e torcedor do colorado, em Porto Alegre, foi cercado por um bando que o viu como "Petista" ou "Comunista". A razão? Camisa vermelha. Forte, alto, ele conseguiu se livrar de um cerco de aproximadamente 15 homens. Precisou, para isso, cantar o hino do Internacional para provar que a roupa não era um disfarce das suas motivações partidárias.

Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Levas a plagas distantes
Feitos relevantes
Vives a brilhar


O caso deste jovem chegou a despertar a especulação de que a motivação seria outra: preconceito racial e não político. A causa pode até estar sob análise de sociólogos de plantão que estudam o momento brasileiro - uma prato cheio também para a psicanálise. Mas ele acaba se juntando a outros tantos episódios, recentes, de mães e bebês que foram alvos de violência. No Rio, São Paulo e outras capitais registros idênticos foram consolidados.

A joaninha tradicional anda preocupada
A joaninha tradicional anda preocupada  



Em Brasília algo ainda mais chocante chegou às redes sociais: um cão perseguido nas ruas por portar um lenço vermelho no pescoço. Mas engana-se que o conflito ocorra só por conta da cor. Uma mulher agrediu o cardeal de São Paulo porque este pediu o fim da intolerância. A CNBB também foi xingada de comunista por criticar o discurso de ódio e defender as políticas sociais do PT que tirou 30 milhões de pessoas da linha da miséria: "comunistas infiltrados!", Bradou a mulher.

Em meio a uma crise social sem precedentes, onde parentes e amigos de longa data tem se estranhado ou rompido relações, surge espaço também para a galhofa. Uma delas trata da joaninha vermelha, aquele inseto simpático pigmentado com preto nas asinhas. Ela teria mudado a "roupagem" para sobreviver aos ataques dos radicais. Ou o pobre do caqui que lamenta estar chegando as prateleiras dos supermercados neste outono intolerante. Ele tem sido ignorado pelas donas de casa radicais.


Camisa B do time do Inter de Milão: perigo
Camisa B do time do Inter de Milão: perigo  




O time do Inter, brincam, já estuda um uniforme como o do Botafogo no Rio que é para não deixar dúvidas quanto a sua isenção político-partidária. O América carioca por sua vez, já tão reduzido em número de torcedores, o faria também, mas apenas como marketing para que notem a sua existência.

Leia também:
Já são cinco casos de mães e bebês agredidos por usar roupa vermelha
Menino de oito anos é ameaçado na rua por usar camisa vermelha da Suíça
Pediatra nega atendimento a filho de mãe petista



Na CBF não confirmam, mas o selecionado da Rússia, por razões óbvias, disse não ao convite para amistoso em terras brasileiras neste 2016. O mesmo ocorreu com a representação da China. 

Entre os militares do Corpo de Bombeiros há os que repensam a tradição - até porque ali há eleitores de políticos de extrema direita. Eles acham que a cor escarlate pode ser substituída: para estes, o verde e amarelo seria mais patriótico, embora pouca gente as associe com o combate ao incêndio.

Uma professora de horóscopo cigano, que se auto proclama "bruxa", disse ter sido xingada na rua há duas semanas, na véspera da manifestação em São Paulo, porque usava a indumentária exigida para o trabalho: longa saia vermelha e lenço da mesma cor: "me chamaram de putinha, vagabunda do Lula e bolivariana!", protestou.

O cão bolivariano que botaram pra correr
O cão bolivariano que botaram pra correr  





Um jornalista, colecionador de camisas de times de todo o mundo, saiu outro dia com a camisa B do Inter de Milão - vermelha, como a do time brasileiro. "Ninguém me xingou, mas me olhavam claramente com olhar de reprovação. Se tivessem em lugar fechado certamente teria sido alvo", desconfia.


Pelo sim ou pelo não, recomendamos decorar trechos do Hino do Inter. Vai que você, distraído, coloca um boné vermelho? Pinta a unha de vermelho ou exagera no batom? A recomendação é para gremistas também. Ei-lo!


Veja também:

folha de s. paulo, de volta para o passado.



folha de s. paulo, de volta para o passado.



Por Fernando Morais





"A Folha deste domingo arranca dramaticamente a máscara de "jornal plural" e desnuda a si própria ao pedir a renúncia de Dilma Rousseff e do vice Michel Temer. o argumento central do jornalão é que "formou-se imensa maioria favorável a seu impeachment". Formou-se onde, cara-pálida, além da redação da barão de limeira e das pesquisas do Datafolha? a imensa maioria que vale são os 54 milhões de eleitores que a escolheram como presidente da República. 

Com o editorial, a Folha engata uma marcha-a-ré e volta a 1964, quando apoiou o Golpe Militar que infectou o Brasil, matou, torturou, perseguiu e exilou milhares e milhares de brasileiros. No caminho, faz um pit-stop nos anos de chumbo, quando o jornal emprestava seus veículos para os tonton macoute do general Médici caçarem comunistas.

Mesmo reconhecendo que inexistem "motivos irrefutáveis" para o impedimento da presidente da República, o jornal afirma que "seria uma bênção que o poder retornasse logo ao povo" e sugere que, após a renúncia de Dilma e Temer, sejam convocadas eleições em 90 dias. Se seguisse seu próprio manual de redação, o jornal teria que publicar na segunda-feira um "erramos" vazado nestes termos: "onde se lê 'povo', leia-se 'os derrotados nas eleições de 2014'".

Sugiro, finalmente, que o jornal demita por justa causa o autor da peça literária. o Claudio Marques que perpetrou o artigalhão se esqueceu de propor que, antes da convocação de novas eleições, o ex-presidente Lula seja inabilitado para disputá-las. porque até os vendedores de carros usados da barão de limeira sabem que, se não tirarem Lula do campo, a força, ele ganha as eleições".

Promiscuidade e suspeição



Promiscuidade e suspeição
Roberto Amaral
Independentemente do desfecho da crise política, ficará a fratura da crise de legitimidade que corrói os poderes da República e ameaça a democracia.
Evandro Lins e Silva, homem raro, ministro que honrou um Supremo Tribunal Federal (STF) honrado e por isso mesmo dilacerado pela ditadura de 1964 (que lhe impôs cassações e desfiguradora ampliação de membros), profligava a promiscuidade representada pelo convívio, em Brasília, de juízes e ministros com jornalistas, políticos e advogados, estes muitas vezes patronos de causas em demanda.
Essa convivência promíscua se dava (e se dá agora mais do que nunca) não apenas nos gabinetes dos três poderes, mas, igualmente, em bares e restaurantes da moda, em lobbies pouco afamados de hotéis famosos, e, assim, a inevitável discussão sobre interesses, observava o velho juiz, estabelecia laços de compadrio, incompatíveis com o decoro e o recato que a toga exige de qualquer magistrado, mas exige principalmente daquele que é alçado à mais alta Corte de justiça do país.
Evandro vinha de um tempo – daí seu espanto e sua indignação — em que os juízes, comedidos em seus atos e costumes, sóbrios por excelência, ‘falavam nos autos’ e tão só nos autos, isto é, no processo que julgavam. Soava-lhe de extremo mau-gosto a frequência com que magistrados deitavam falação à imprensa.
Nos tempos da ditadura implantada em 1964, havia o ministro Cordeiro Guerra, que combinava destempero verbal e ignorância jurídica. Mas havia também um Ribeiro da Costa, que sintetizava as virtudes do bom juiz: coragem, cultura, recato, simplicidade. Este, o exemplo que ensinava às novas gerações.
Esse decoro e esse recato entram em choque com a intimidade que hoje alguns julgadores cedem a repórteres, no afã de conquistar espaços de evidência, numa mídia tanto poderosa quanto inescrupulosa, ela própria produto das traficâncias do poder – das quais, aliás, nascem muitas nomeações dependentes do crivo do Senado Federal, como as de ministro do STF, membros do Tribunal de Contas e, entre outros, do Procurador Geral da República.
Não bastasse a algaravia partidária do ministro Gilmar Mendes, conhecido como ‘líder da oposição no STF’ (e também cognominado ‘aquele que não disfarça’), uma penca de ministros colegas seus, embora mais cultos e mais comedidos, no esforço por granjear espaço na imprensa oposicionista, fica a dizer que o impeachment não é golpe de Estado, por que está previsto pela Constituição. Ora, até o reino mineral sabe que o impeachment é instituto previsto pela Constituição e dizer apenas isso é dizer a verdade pela metade, o que aumenta a mentira.
Mentira, diga-se, tanto mais grave quanto pode parecer à sociedade leiga que se trata de uma prévia aprovação pela Suprema Corte de um evidente estupro legal, violência inominável contra a soberania do voto popular.
O golpismo está não no instituto, constitucional, jamais contestado, mas na flagrante ilegalidade de seu apelo, por não haver a presidente incorrido em nenhuma das hipóteses de crime de responsabilidade previstas no art. 85º da Constituição, justificadoras, e apenas elas, do impeachment.
Só uma escandalosa má-fé (posto que não devemos considerar jejuno em direito constitucional um ministro do STF), pode fazer coro à cantilena golpista, juridicamente esfarrapada.
O caráter eminentemente político do apelo ficou patente nas recentes escaramuças na Câmara dos Deputados, quando a indescritível bancada do inqualificável PMDB – em ato de felonia que simboliza seu suicídio moral – invadiu o plenário daquela Casa aos berros de ‘Temer presidente’ pondo de manifesto o caráter objetivo do golpe, sim, do golpe de Estado que não precisou do apelo às armas.
Golpe que é, mediante a cassação do mandato legítimo (ditado por mais de 54 milhões de eleitores) da honrada presidente Dilma, a tomada do poder por um vice sem voto, e de honradez na melhor das hipóteses discutível, enquanto é indiscutível a fragilidade moral do deputado Eduardo Cunha, que comanda na Câmara os ritos da cassação da presidente com o mesmo empenho com que, com ostensivo abuso de poder que nem o Ministério Público nem o STF veem, inviabiliza sua própria cassação.
Assim, na República macunaímica estamos correndo o risco de ver um vice sem voto assumir o cargo de uma presidente reeleita com maioria absoluta de votos!
O incidente, porém, eviscera as entranhas do impasse político atual, revelando à luz do dia os componentes estruturais de uma crise maior.
Independentemente daquele que venha a ser o desfecho imediato da crise política, permanecerá intocada a fratura exposta da crise de legitimidade que corrói os poderes da República, e ameaça a democracia representativa, qual a praticamos.
O caso do lamentável presidente do Conselho Federal da OAB (por sinal, em seu gesto canhestro, esnobado pelo correntista suíço que ainda preside a Câmara dos Deputados) associa oportunismo e má-fé, indicativos também da crise de uma corporação que, quando presidida por Raymundo Faoro, lutou pela democracia e pela legalidade. Aliás, remontando às suas origens, essa havia sido a fonte do PMDB.
A busca de notoriedade a qualquer custo, porém, cobra preço altíssimo à dignidade requerida por algumas funções republicanas.
Essas considerações me ocorrem ao conhecer o relato de reunião de pauta do Jornal Nacional, da Rede Globo descrita pelo jornalista Clóvis Barros Filho (da USP) no livro Devaneios sobre a atualidade do Capital, de sua autoria e de Gustavo Fernandes Dainezi (Editora CDG, Porto Alegre, 2014, p. 22). Relato agora amplamente divulgado (ainda está no ar) pelo site Diário do Centro do Mundo. Lê-se ali:
“(…) vou dar um exemplo [de promiscuidade] que me chocou: fui a uma reunião de pauta do Jornal Nacional. Wiliam Bonner [editor e apresentador] liga para o Gilmar Mendes [ministro do STF], no celular, e pergunta: “Vai decidir alguma coisa de importante hoje? Mando ou não mando o repórter?”[Responde o ministro:]”Depende, se você mandar o repórter, eu decido alguma coisa importante”.
Até aqui não há registro de qualquer reação do ministro, nem tampouco o diálogo escabroso foi desmentido pelo repórter da todo-poderosa Rede Globo.
O ministro Mendes – conhecido por abastardar o plenário do STF com seus frequentes comícios –aliás, foi há pouco fotografado em restaurante brasiliense conversando com destacados próceres do PSDB momentos antes de, em decisão monocrática, atendendo a pedido do PSDB, suspender a posse de Lula na Casa Civil da Presidência da República e devolver as investigações sobre o ex-presidente para Curitiba.
É sabido, aliás, esse mesmo famoso ministro, valendo-se do direito de vista, impediu, durante cerca de dois anos, que o STF concluísse, quando a votação estava 6 a 2, portanto decidida, pois o quórum é de 11 votos, o julgamento de ADI que pleiteava a proibição de financiamento de campanhas eleitorais – fundamental para o processo democrático.
Imediatamente após o convescote e após participar de programa de televisão do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo ejuncar de obstáculos a posse de Lula na Casa Civil, e não por mero acaso, o ministro viajou a Lisboa onde um seu Instituto promove, financiado por não sei quem, seminário com políticos que lideram no Brasil a tentativa de decretar o impeachment da presidente Dilma, processo que, levado a termo, será presidido pelo presidente do STF, que, aliás, poderá ser chamado a falar sobre o seu mérito.
Entre seus colegas de vilegiatura, encontram-se o candidato Aécio Neves e o senador José Serra (também seu comensal), o qual, aliás, assim como o ministro Tóffoli, seu escudeiro, foi recebido no evento com estrondosa vaia ofertada por professores e universitários portugueses, que não perderam a memória sobre o autoritarismo e o fascismo e o papel crucial que nos regimes de exceção cumpre o Poder Judiciário.
Porque as instituições não têm história própria. Sua história é escrita por seus juízes e esses escrevem suas próprias biografias com seus votos e suas sentenças, ditadas pela coragem e a covardia de cada um.
Para cada Evandro e para cada Ribeiro da Costa quantos Mendes teremos de aturar? Para cada Ulisses Guimarães (ou, mais atrás, Adauto Lúcio Cardoso) quantos Eduardo Cunha e quantos Temer? Para cada Raymundo Faoro e para cada Marcelo Lavénère quantos, como é mesmo o nome do atual presidente do Conselho Federal da OAB? E que dizer da gloriosa ABI, que, depois de presidida por Barbosa Lima Sobrinho, é comandada hoje por um anônimo servidor do monopólio da informação?
Fonte: Blog do Roberto Amaral