sábado, 21 de janeiro de 2017

Assis Filho, novo Secretário da Juventude, está envolvido em processo de enriquecimento ilícito

Assis Filho, novo Secretário da Juventude, está envolvido em processo de enriquecimento ilícito

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Assis Filho, substituto de Bruno Júlio, aquele que queria uma chacina por semana, está envolvido em processo por enriquecimento ilícito. O caso já provocou o afastamento do prefeito de Pio XII (MA), sua cidade natal.
Por Redação
Assis Filho-e-Michel-Temer
Saiu hoje no Diário Oficial, a nomeação do novo secretário Nacional da Juventude do governo Temer, cargo que, na semana passada, ganhou as páginas por causa da visão hidrófoba do seu ex-ocupante, Bruno Júlio.
Será mesmo o maranhense Assis Filho. Atual superintendente da EBC no Nordeste, Assis está envolvido em um processo que causou o afastamento do prefeito de Pio XII (MA), município em que nasceu.
Motivo: enriquecimento ilícito e violação de princípios administrativos.
De acordo com o MP do Maranhão, a gestão de Paulo Veloso tinha uma série de funcionários fantasmas em sua folha de pagamento, cujos valores variavam de um salário mínimo a R$ 5 mil.

Fonte: Fórum

Presa por racismo é nomeada secretária da Igualdade Racial



Presa por racismo é nomeada secretária da Igualdade Racial

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Além de Maria Luiza, prefeito de Bodocó (PE), Túlio Alves (DEM), ainda deu cargos de secretários para o pai e a mãe dele
Por Redação
A secretária de Assistência Social, da Mulher e da Igualdade Racial do município de Bodocó, no sertão de Pernambuco, já foi presa por racismo. O caso ocorreu em 2004, quando, ainda universitária, Maria Luiza Brito ofendeu o soldado da Polícia Militar Leonildo Hilário Nunes e foi levada para a Colônia Feminina do Bom Pastor, no Recife, após ser autuada em flagrante.
Maria Luiza se envolveu em uma discussão com um taxista, que a havia transportado junto com outros três jovens. O desentendimento foi motivado pela falta de dinheiro para pagar a corrida. De acordo com a queixa do policial, ele tentou intervir na confusão e teria sido xingado e discriminado pela estudante por ser negro.
Ela ainda teria ligado para um amigo, o capitão da PM Alexandre Menezes, e Leonildo acabou detido por desacato ao oficial na Corregedoria da corporação. A mulher, agora secretária, é irmã do vice-prefeito da cidade, Edmilson Brito Alencar.
Segundo denúncias da imprensa local, o prefeito, Túlio Alves (DEM), nomeou também o próprio pai, Brivaldo Alves, como secretário de Governo, Planejamento e Articulação Política, e a mãe, Héldna Alves, na pasta de Administração e Gestão de Pessoas. Procurada pela reportagem, a prefeitura não atendeu as ligações.
Segundo denúncias da imprensa local, o prefeito, Túlio Alves (DEM), nomeou também o próprio pai, Brivaldo Alves, como secretário de Governo, Planejamento e Articulação Política, e a mãe, Héldna Alves, na pasta de Administração e Gestão de Pessoas. Procurada pela reportagem, a prefeitura não atendeu as ligações.
Fotos: Reprodução/Facebook
Além de Maria Luiza, prefeito de Bodocó (PE), Túlio Alves (DEM), ainda deu cargos de secretários para o pai e a mãe dele
Por Redação

Fonte: Fórum

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Para bom entendedor....


Morte de Teori vai aumentar tempo para homologação de delações, diz Padilha

Folhapress
Eliseu Padilha
Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press
PAULA SPERB PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), disse na manhã desta sexta-feira (20), em Porto Alegre, que a morte do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), vai dar "mais tempo" para a homologação das delações da Odebrecht.
"A morte, por certo, vai fazer com que a gente tenha, em relação à Lava Jato, um pouco mais de tempo agora para que as chamadas delações sejam homologadas ou não", disse Padilha, após se reunir com o governador José Ivo Sartori no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.
As 77 delações, que estavam prestes a serem homologadas por Teori, fazem parte do maior acordo de colaboração da Lava Jato. O presidente Michel Temer (PMDB) foi citado 43 vezes em uma das delações, feita por Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht.
De acordo com Padilha, braço-direito do presidente, Temer deve indicar um substituto para Teori "com a maior brevidade possível". O presidente já começou avaliar nomes. Os ministros Alexandre de Moraes (Justiça) e Gracie Mendonça (AGU) são cotados para o cargo e foram recebidos por Temer para audiências.
Em conversas reservadas, o presidente já manifestou o desejo de indicar um nome de perfil "técnico" e "apartidário", que não desperte desconfianças de que o Palácio do Planalto poderia querer intervir na Operação Lava Jato.
À imprensa, Padilha ainda falou nesta sexta (20) que "a ministra Cármen Lúcia [presidente do STF] tem o regimento do Supremo Tribunal Federal que ela vai colocar, certamente, acima de qualquer outra questão".
A reportagem apurou que existe possibilidade que Cármen Lúcia recorra a uma solução interna e redistribua o processo em sorteio na Segunda Turma, da qual Teori fazia parte, ao invés de um substituto nomeado pelo presidente assumir a relatoria.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

TAXA DE JUROS E A MAQUIAGEM DE 0,75%

Taxa de juros e a maquiagem de 0,75%

Paulo Moreira Leite


Num país onde a taxa de juros é uma indecência legalizada, ninguém tem o direito de criticar a redução de 0,75% anunciada pelo Copom. (Pode-se até reivindicar uma redução maior – mas o debate, aqui, não é este).

Ninguém tem o direito, porém, de imaginar que o caminho para a recuperação do crescimento foi aberto a partir desta decisão. Para começar, a taxa básica de juros – agora em 13% – continua impraticável para servir de estímulo aos investimentos e a criação de empregos.

Outra questão é que mesmo uma taxa de juros muito mais baixa do que 13% está longe de constituir – isoladamente – um remédio infalível para se enfrentar um ambiente de estagnação econômica e destruição do aparato produtivo de um país ou mesmo de uma região econômica. A experiência ensina duas coisas: taxas altas de juros costumam funcionar como um obstáculo intransponível para o crescimento mas a recíproca nem sempre é verdadeira.

O prolongado pântano da economia europeia, principal foco de doença da economia mundial, é um caso didático a esse respeito. Em estagnação permanente desde o colapso dos derivativos de 2008/2009, a União Europeia tem praticado os juros mais baixos de sua história recente – sem resultados significativos.

Entre 2009 e 2011, a taxa de juros europeia ficou em 1%. Caiu para 0,75% no último trimestre de 2012, desceu para 0,5% em maio de 2013 e desde maio de 2016 se encontra em 0%. Salvo pequenas oscilações, estatísticas que nem de longe beneficiaram a maioria das pessoas nem serviram para alterar o quadro geral, nada ocorreu para diminuir o desemprego nem para alterar o ambiente social e muito menos criar um horizonte de confiança. A instabilidade política explica-se por isso.

Com uma imensa quantidade de clientes quebrados, e juros baixos demais, o sistema bancário europeu prefere entesourar os recursos em seu cofres em vez de fazer empréstimos para empresas e correntistas que não transmitem a menor segurança quanto a capacidade de honrar seus compromissos. Neste ambiente, mesmo a Alemanha de Angela Merkel, até há pouco uma potência regional, dá sinais de enfraquecimento.

Este é o curso atual da economia brasileira e nada indica que ela seguirá um rumo diferente, com a dupla Temer-Meirelles no comando do Estado. Juntos, desde maio de 2016 os dois tomaram diversas medidas de política econômica, que nada mais representam do que tentativas de cortar pela raiz todas as possibilidades do Estado contribuir para uma retomada do crescimento através dos investimentos.

Esse é o centro da PEC do teto dos gastos, que simplesmente proíbe o governo de elevar investimentos que poderiam estimular o crescimento – durante 20 anos.

Pela mesma razão, o governo quer aproveitar toda e qualquer oportunidade para esvaziar empresas públicas que poderiam mudar o rumo das coisas, seja no plano do crédito – pela Caixa, Banco do Brasil, BNDES – seja em obras de infraestrutura, a começar pela Petrobras. O estrangulamento dos governos estaduais faz parte do mesmo programa.
Útil para disfarçar momentaneamente a fantasia de um governo que necessita de notícias favoráveis, a redução de 0,75% é parte de um ambiente desesperador e sem perspectivas.

Mesmo a queda da inflação só pode ser anunciada através de sorrisos amarelos – pois os preços caíram pela queda de consumo produzida por uma recessão histórica. Não é a economia que ficou mais equilibrada mas o povo é que está comendo menos.

Coerentes no próprio erro, conduzem o país para um desastre sem saída. Uma das lições da crise de 2008/2009 é que nem mesmo os Estados Unidos, pátria do liberalismo econômico, foi capaz de tirar o pé do atoleiro sem apoio do Estado. Foi assim que, entre outras medidas, Barack Obama realizou uma estatização parcial do setor automobilístico. Apesar de seus vergonhosos momentos de delírio, nem os projetos de Donald Trump ignoram isso.

Esta é a situação real. Sem capacidade para qualquer mudança, o recurso é vestir uma máscara.



BRASIL DE TEMER SERÁ RESPONSÁVEL POR 30% DE DEMISSÕES DO MUNDO EM 2017

Brasil de Temer será responsável por 30% de demissões do mundo em 2017


Neste ano, o Brasil terá o maior aumento no número de desempregados entre as economias do G-20. Depois do golpe, o país será responsável por 30% das demissões do mundo e deve contabilizar mais 1,4 milhão de novos trabalhadores sem emprego até o ano de 2018. De cada três novos desempregados no mundo, um será brasileiro. Os números são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que divulgou um relatório sobre a ampliação do desemprego e o consequente aumento do risco de “agitação social”.

Segundo a organização, o Brasil terá um total de 13,8 milhões de brasileiros fora do mercado de trabalho até o ano que vem.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o desemprego, hoje, está em 11,9%, com 12,1 milhões de pessoas nesta situação.

Vale ressaltar que há pouco mais de dois anos, o Brasil encerrou 2014 com a menor taxa de desemprego já registrada. Na média daquele ano, ficaram sem trabalho 4,8% dos brasileiros.

A mudança verificada de lá para cá ocorreu sob forte boicote da oposição ao governo da presidenta Dilma Rousseff, com o intuito de desestabilizar seu governo e provocar o impeachment, o que terminou por paralisar o país.
Acuada, a própria presidenta abriu espaço para o ajuste fiscal iniciado por seu ministro, Joaquim Levy, o que só afundou ainda mais a economia do país.

Consolidado o golpe, Michel Temer assumiu o poder com o discurso de que salvaria o país, recuperando a confiança na economia brasileira. Mas o discurso não corresponde à prática a cada dia que passa a retomada do crescimento vai sendo mais e mais adiada.
Determinado a reduzir o papel do Estado, cortando gastos sociais e investimentos e promovendo inclusive a retirada de direitos, Temer apostou tudo na iniciativa privada, que não parece animada com o cenário colocado no horizonte.

E o Brasil vai ficando para trás. Segundo a OIT, o crescimento econômico mundial continua decepcionante, sem motivar a criação de empregos suficientes para compensar o número de pessoas que ingressam no mercado de trabalho.

Com isso, o contingente de desempregados subirá em 3,4 milhões de pessoas na comparação com o ano anterior. Ao todo, serão 201,1 milhões de pessoas sem emprego no planeta neste ano.

Dentro desse cenário já complicado, o Brasil terá o pior desempenho no mercado de trabalho em todo o mundo neste ano. O desemprego aqui, em 2017, será de 12,4%, de acordo com a previsão da OIT, maior do que o dobro da média global (5,5%) e dos países emergentes (5,7%). O índice é quase um ponto percentual maior do que no ano passado.

O país terá a terceira maior população de desempregados entre as maiores economias do mundo em termos absolutos, sendo superado apenas pela China e Índia, país com populações cinco vezes maiores do que o Brasil. Nos EUA, com uma população 50% maior do que a brasileira, são 5 milhões de desempregados a menos.

O relatório da organização também demonstra espanto com a rapidez com que o país saiu do pleno emprego, no governo Dilma Rousseff, para o caos atual, e alerta para o risco de convulsão social no Brasil. Um dos temores ainda da OIT é de que a informalidade no mercado de trabalho brasileiro cresça, assim como a taxa de pessoas em empregos precários.

A OIT aponta ainda que a incerteza em relação ao desempenho da economia global tem ampliado o risco de agitação social e descontentamento em praticamente todas as regiões do planeta.

Mas, no Brasil, os índices de insatisfação social estão entre os que mais crescem. Se, no mundo,o Índice de Agitação Social subiu, em média, 0,7 pontos, numa escala de zero a cem, no Brasil o salto foi de 5,5 pontos.

“Trata-se de um dos maiores aumentos do mundo em 2016”, disse o economista-sênior da OIT, Steven Tobin. O índice é medido pela organização com base em informações sobre protestos, manifestações de rua, bloqueios de vias, boicotes e rebeliões e pretende refletir a insatisfação da população com fatores como mercado de trabalho, condições de vida e processos democráticos.