terça-feira, 19 de setembro de 2017

“Prova” de Moro contra Lula é como o triplex: “não é, mas fica sendo”

“Prova” de Moro contra Lula é como o triplex: “não é, mas fica sendo”

Os advogados de Lula divulgaram hoje mais uma das suas incansáveis reclamações contra o arbítrio usado por Sérgio Moro na condenação a Lula no caso do famoso triplex que “tem de ser dele”.
Agora, além de mostrar, com as próprias palavras de Moro na sentença,  que não há no processo ligação  entre o apartamento e os contratos com a Petrobras que seriam a fonte da propina, anexam um informação prestada por Rodrigo Janot em outro processo, onde ele diz que José Aldemário, o Léo Pinheiro, na negociação de sua delação premiada – ainda não firmada – não apresentou ” nenhum elemento de prova obtido a partir dessas tratativas preliminares já documentado em qualquer procedimento investigativo que seja”.
Portanto, a “prova” usada para condenar Lula, essencialmente o “ele sabia de tudo” declarado por Pinheiro é, flagrantemente, insuficiente para sustentar uma condenação.
Leia aqui a fundamentação e a peça apresentadas pela defesa do ex-presidente.

Kim Jong-Trump fala em “destruir” Coreia.

Kim Jong-Trump fala em “destruir” Coreia.

Kim Jong-Trump não fica mal como nome do presidente norte-americano.
Afinal, quando Donald Trump diz que vai “destruir” a Coreia do Norte está agindo da mesma forma, sem tirar nem por, que o coreano Kim Jong-Un que, ao menos, só diz que vai “destruir” os Estados Unidos se estes atacarem.
Francamente, se não há justificativa alguma para que a Coreia do Norte desenvolva um arsenal nuclear, tampouco há para que os EUA tenham um e o ameacem usar para destruir um pais do outro lado do planeta.
Não existe bomba comunista e bomba capitalista: existe morte em massa de seres humanos, tenham eles olhos puxados ou topete cor de laranja.
Nem nos piores momentos de Bin Laden e Saddam Hussein o poder norte-americano verbalizou tamanha violência.
Não há justificativa para o mundo aceitar a “ereção nuclear” do presidente norte-americano, que pretende resolver as coisas na pobre ideia que tem sobre ser “macho”.
Infelizmente, falta na Europa quem enfrente este discurso ensandecido.
Por aqui, tínhamos um presidente que ainda poderia fazer algo por sermos uma das pouquíssimas grandes nações do mundo desnuclearizadas.
Tínhamos, mas não temos mais e seria importante que ainda o tivéssemos.
Porque as que têm bombas atômicas já se contam aos montes: EUA, Russia, França, Reino Unido, China, Índia, Paquistão, Israel e a própria Coreia, isso se não houver, secretamente, em outros.
A desnuclearização tem de ser para todos. Ou será apenas uma covardia dos que t~em a bomba e os que não a tem.
Que faz o “eu destruo você” não ser uma bravata de idiotas.

Carl Hart: Assim como Doria, o povo de São Paulo ignora os pobres

Sociedade

Entrevista

Carl Hart: Assim como Doria, o povo de São Paulo ignora os pobres

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Depois de visitar novamente a região conhecida como Cracolândia, no centro de São Paulo, o neurocientista norte-americano Carl Hart disse ter a impressão de que o prefeito João Doria (PSDB), assim como parte da população da capital, não se preocupa com os pobres. "Eu não acho que essa administração se preocupe com os pobres. Isso está muito claro. Mas não é só ele. Eu acho que tem muita gente em São Paulo que não liga para os pobres", disse Hart. 
A gestão Doria desativou o programa De Braços Abertos, do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), para implantar um novo projeto na Cracolândia. O programa petista oferecia moradia e trabalho e era baseado em redução de danos. O Redenção, por sua vez, prevê até mesmo a internação compulsória de usuários de drogas.
Relatório apresentado no final de agosto pelos conselhos regionais de Medicina, Psicologia e Enfermagem em parceria com o Ministério Público concluiu que o programa de Doria é ineficaz no que diz respeito à recuperação dos pacientes após o período de internação. A prefeitura promete ajustes.
Referência no debate sobre drogas, pobreza e racismo, Hart defende a oferta de oportunidades que garantam a reinserção social dos usuários como fundamental no combate à dependência química. Em seu livro Um preço muito alto – A jornada de um neurocientista que desafia nossa visão sobre as drogas (Zahar), Hart desconstrói mitos sobre as drogas e relembra sua trajetória pessoal, desde o contato com o crime e as drogas em um bairro violento de Miami até a carreira como pesquisador e professor titular da Universidade de Columbia, em Nova York.
Em visita a São Paulo na quarta-feira 13, Hart disse que a função da política de drogas em um País de passado escravocrata como Brasil é perpetuar o racismo e a desigualdade social. A entrevista a seguir foi concedida durante evento de lançamento do Movimentos, grupo formado por jovens moradores de favelas e periferias – do Rio de Janeiro, principalmente – para discutir uma política de drogas a partir da perspectiva de quem sofre diariamente as consequências dessa guerra.
Pergunta: Você esteve na Cracolândia hoje [quarta-feira 13]. Quais foram as suas impressões?Carl Hart: Eu tive muitas impressões. Primeiro, eu odeio esse nome. É um nome horrível. Ali não é a terra do crack. Quando as pessoas usam esse termo, ele é usado para isentar a população de ter que tomar qualquer atitude. Porque o crack não é o problema. Pobreza é o problema. Saúde mental é o problema. O racismo é o problema. Então, quando as pessoas usam o termo Cracolândia, o que elas me dizem é que são estúpidas ou então que não dão a mínima para as pessoas. Então esse é um termo horrível.
Outra impressão foi que... eu já estive ali diversas vezes. E desta vez, que o De Braços Abertos não está mais funcionando, o cheiro estava realmente horrível. As pessoas não têm mais a moradia nos hotéis, então elas têm que ir ao banheiro na rua. A rua cheirava como um imenso vaso sanitário.
Pergunta: Que relação você vê entre as políticas de drogas e o racismo?CH: Temos que lembrar da escravidão, ambos os países [Brasil e Estados Unidos] tiveram escravidão. Como resultado da escravidão, temos os negros de ambas as sociedades vivendo em desvantagem. Logo, a política de drogas nos permite ignorar o impacto da escravidão.
Nós fingimos que o problema são as drogas, e a política de drogas perpetua a desigualdade entre os grupos, porque as pessoas que são presas por drogas nesta sociedade, no Brasil, assim como nos Estados Unidos, são majoritariamente negras. Então as políticas de drogas funcionam como outro tipo de escravidão, de certa forma.
As questões nunca são sobre as drogas. É sempre sobre uma forma de subjugar as pessoas. Se o assunto são as drogas, nós não precisaremos falar sobre desemprego, educação precária ou falta de moradia. Nós não precisaremos falar sobre nada disso. Então a função da política de droga é ofuscar as verdadeiras questões.
Pergunta: Três anos atrás você disse que, no Brasil, a política de drogas funciona como uma espécie de apartheid. Você ainda acha isso?CH: Eu disse que o que acontece no Brasil é um apartheid. Não apenas com a política de drogas. A política de drogas é apenas uma das ferramentas, ela é usada para garantir que o apartheid continue. E existem outras políticas que sustentam a discriminação racial de outras formas.
Mas, sim, quando eu digo que isso me lembra um apartheid eu apenas quero dizer que metade da sua população é africana [54% se diz preto ou pardo, segundo o IBGE]. Mas, quando você pensa em quem está no mercado, quem está trabalhando, quem compõe a classe média, você não vê esses africanos. Isso tem a aparência de um apartheid.
Carl-Hart-Movimentos
Carl Hart na apresentação do coletivo Movimentos no Aparelha Luzia, em São Paulo (Foto: Karina Donaria)
Pergunta: O secretário municipal da Assistência Social, Filipe Sabará, defende a internação compulsória em casos extremos de dependência química. Qual é a sua opinião?CH: Como adultos, nós temos autonomia e nós podemos decidir o que nós queremos fazer, desde que não machuquemos outras pessoas. Nós somos responsáveis, como adultos, e temos que pagar o preço pelas nossas decisões como adulto. Quando alguém viola a sua autonomia, nós chamamos isso de violação de direitos humanos. Esta pessoa de quem você está falando está violando os direitos humanos. Isso é terrível. Não há como olhar para isso e dizer que é razoável ou racional ou algo que uma sociedade deve fazer.
Se a pessoa não está prejudicando a outra, não há razão para essa internação compulsória. Os adultos têm direitos, eles têm autonomia para tomar as suas próprias decisões. Eu não deveria poder obrigar alguém a fazer alguma coisa. Isso não é certo.
Pergunta: Mesmo que essa pessoa possa morrer por conta de seu próprio comportamento? 
CH: Sim. Por exemplo, quando nós pensamos sobre doenças mentais, quando alguém é um perigo a si mesmo e pode vir a cometer suicídio, nós temos procedimentos para avaliar se essa pessoa precisa de tratamento. Mas, quando nós falamos de drogas, isso é raro. E se eu quiser me matar isso também é uma decisão minha.
Pergunta: Por que há tanto senso comum e tantos mitos na discussão sobre drogas, inclusive relacionados à região que nós chamamos de Cracolândia?CH: Há muitos mitos sobre drogas, em parte porque muitas pessoas não têm experiência com drogas. Então eu posso lhe dizer algumas besteiras sobre drogas e você vai acreditar em mim. E esse mito irá perdurar porque você não tem experiência alguma. Muitas pessoas na sociedade não sabem quais são os efeitos das drogas e então podem dizer qualquer coisa. É por isso que muitos desses mitos ocorrem.
Quando pensamos sobre o lugar que o De Braços Abertos ocupava e quando olhamos para as pessoas que estão lá, elas são majoritariamente negras. Negras e pobres. Então podemos inventar histórias incríveis sobre aquele lugar, porque a maioria das pessoas desta cidade não vai até lá, não sabe o que está acontece por lá, não conhece aquelas pessoas. Então, se você desconhece, você estará sujeito a acreditar em mentiras. Não é tão complicado.
Pergunta: O que você acha da política de drogas do prefeito de São Paulo, João Doria?CH: Eu acho que, baseado no comportamento, baseado no que eu vi, eu não acho que a administração dessa prefeitura se preocupe com os pobres. Isso está muito claro. Mas não é só ele. Eu acho que tem muita gente em São Paulo que não liga para os pobres.
Se não, isso não continuaria, porque eu acho que o prefeito tem o apoio da sociedade. Então eu acho que as pessoas não se importam com os pobres. Eu não quero culpar apenas o prefeito, eu acho que a população também deveria compartilhar da culpa. Quando você tem uma desigualdade tão imensa entre ricos e pobres, algo de muito errado está acontecendo nessa sociedade.
Não quero simplesmente culpar São Paulo ou o Brasil, nós temos problemas semelhantes nos Estados Unidos. Nós temos um presidente [Donald Trump] que é apoiado por muitas das pessoas das quais me referi aqui em São Paulo. Então nós temos problemas semelhantes.
Pergunta: Você é a favor da legalização das drogas?
CH: Eu sou a favor da regulamentação das drogas, da mesma forma como lidamos com álcool e tabaco. Eu acho que nós podemos fazer o mesmo com essas outras drogas, cocaína etc.
Eu sou a favor disso por uma série de razões. Isso impedirá que pessoas que apenas usam drogas de forma recreativa sejam presas. Uma boa analogia seria o orgasmo durante o sexo. Quando as pessoas fazem sexo elas buscam o orgasmo. Você consegue imaginar um governo controlando a quantidade de orgasmos que você pode ter? Isso seria absurdo. Mas é basicamente o que estão fazendo com as drogas.
Outra razão que me faz ser a favor é que isso irá melhorar a qualidade das drogas que chegam às pessoas. Porque eu me preocupo com as adulterações e com as impurezas que muitas dessas drogas contêm quando compradas no mercado ilegal. Mas, quando você compra álcool, o governo garante que esse álcool é puro, que não há impurezas. Isso aumenta a segurança. Então eu acredito que se o governo regulamentasse as outras drogas isso traria mais segurança.
Mas, antes de chegar lá, é preciso muita educação. Foi por isso que eu escrevi o meu livro, para tentar ajudar as pessoas a terem acesso a essa educação.
Pergunta: Sua pesquisa fala muito sobre alternativas. Que tipo de alternativas poderiam ser dadas às pessoas que têm problemas com o abuso de drogas aqui em São Paulo? 
CH: A maioria das pessoas que usa drogas não é viciada, apenas uma pequena parcela é. Há muitas pessoas usando drogas e elas trabalham e cuidam das suas famílias. E está tudo bem. 
Quando nós pensamos nas pessoas que são viciadas, em lugares como aquele onde era desenvolvido o De Braços Abertos, nós pensamos em alternativas. Muitas dessas pessoas estão tão doentes que precisam de tratamento, seja tratamento para a saúde mental ou para a saúde física. Elas precisam estar saudáveis para poderem aproveitar as oportunidades.
É preciso ter certeza de que essas pessoas têm oportunidades econômicas, oportunidades de trabalho. Como você, como eu. Aqui neste lugar deve haver muitos usuários de drogas, e as pessoas irão para o trabalho amanhã. Porque elas têm alternativas, têm seus entes queridos, têm bons empregos. E nós devemos fazer o mesmo com as pessoas que estão tendo problemas em nossa sociedade. Não é complicado, é bastante simples.

Conhecimento e luta revolucionária

Conhecimento e luta revolucionária

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Conhecimento e luta revolucionária
Por Ari de Oliveira Zenha
“Eu canto ao Palmares, odiando opressores de todos os povos, de mão fechada, contra todas as tiranias!”
Solano Trindade
Devemos descontruir/ construindo um novo mundo diante desse imenso arcabouço produtivo, político, social e ideológico que é o capitalismo.
Essa posição é apoiada, defendida, fundada, tanto historicamente como na realidade, no concreto, que está estruturada no pensamento marxista – revolucionário e transformador – da imperiosa necessidade de ser, de pensar, de conhecer, de atuar, de reconhecer que dentro do modo de produção capitalista não há condições de existência humana, da natureza e do planeta terra.
A vida “contemplativa”, existencial dos seres humanos tem – necessariamente – de estar dialeticamente contida na práxis revolucionária, buscando, realizando e solucionando os intermináveis problemas/impasses que nos são colocados pelo aparecimento dinâmico sócio – histórico da superação dos conflitos sociais, políticos e econômicos da hegemonia – em vigor – do capitalismo. Essa dinâmica contraditória, desumana, sanguinária que vivemos nesse fervor/ardor da atualidade brasileira da dominação do capital, tem e deve “... atingir para poder solucionar as tarefas mais complexas que o desenvolvimento atual da luta propõe...”, recorrer ao marxismo originário!
Karel Kosik nos coloca: ”O conhecimento não é contemplativo. A contemplação do mundo se baseia nos resultados de uma práxis humana. O homem só conhece a realidade na medida em que ele cria a realidade humana e se comporta antes de tudo como ser prático”.
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O grande revolucionário marxista italiano Antônio Gramsci nos desafia a pensar e agir contra a dominação e a barbárie capitalista. Vamos colocar uma importante posição, incitamento e provocação a todos nós, fundada no pensamento gramsciano colocada por Marcos Martins:” Eis por que se pode concluir que em Gramsci a teoria do conhecimento não é uma questão puramente acadêmico – filosófica, mas histórica, ético – política e educativa, uma vez que, articulada a uma pedagogia, ela ganha um que, articulada a uma pedagogia, ela ganha um valor ético – político capaz de torna-la uma força material, um efetivo instrumento teórico – prático para que as classes subalternas possam concretamente disputar a hegemonia e promover a reforma moral e intelectual de que necessitam para serem sujeitos do seu próprio destino.”  
Perdoem-me os prováveis leitores deste texto pelas constantes e mesmo longas citações, elas têm um sentido/objetivo de colocar para o leitor fragmentos, escritos, da dinâmica tão rica, fecunda e importante que é e representa o pensamento marxista.
Situo essa passagem de Ruiz: “Para Gramsci é esta (facultar à classe operária do seu país as armas políticas e ideológicas capazes de uma revolução proletária) a principal função do marxismo como concepção de mundo ao dotar o homem com um instrumento mental que seja capaz de produzir uma visão crítica e histórica que parta das condições objetivas para transformar estas mesmas condições.”
"Marx não reconhece nada como absolutamente final, a realidade está em constante movimento, o pensamento marxista é dinâmico"
Marx não reconhece nada como absolutamente final, a realidade está em constante movimento, o pensamento marxista é dinâmico, se estrutura e avança dialogicamente, é dialético, não admite dogmas, é critico/histórico, uma espécie de “constructo”, é em essência e sentido, revolucionário.
Karl Marx afirma no Manifesto Comunista:” em lugar da exploração dissimulada por ilusões religiosas e políticas, a burguesia colocou uma exploração aberta, despudorada, direta e brutal.”
Como são atuais e reais para a realidade que estamos a viver no nosso País nos dias de hoje!


 Ari de Oliveira Zenha é economista 

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CNT/MDA: Lula segue subindo, na 1ª pesquisa pós-sentença

CNT/MDA: Lula segue subindo, na 1ª pesquisa pós-sentença

É notícia, sabemos, antiga.
Mas a pesquisa CNT/MDA, divulgada hoje, é a primeira pesquisa do “setor empresarial” divulgada desde que Sérgio Moro condenou o ex-presidente Lula à prisão, no dia 12 de julho.
E o tiro saiu pela culatra.
Lula, não perdeu,  continuou subindo e Bolsonaro firmou-se como adversário, coisa que os tucanos não conseguiram, enquanto Marina Silva permanece em seu constante estado de animação suspensa.
Veja os três cenários propostos pela pesquisa.
CENÁRIO 1: Lula 32,4%, Jair Bolsonaro 19,8%, Marina Silva 12,1%, Ciro Gomes 5,3%, Aécio Neves 3,2%, Branco/Nulo 21,9%, Indecisos 5,3%.
CENÁRIO 2: Lula 32,0%, Jair Bolsonaro 19,4%, Marina Silva 11,4%, Geraldo Alckmin 8,7%, Ciro Gomes 4,6%, Branco/Nulo 19,0%, Indecisos 4,9%.
CENÁRIO 3: Lula 32,7%, Jair Bolsonaro 18,4%, Marina Silva 12,0%, João Doria 9,4%, Ciro Gomes 5,2%, Branco/Nulo 17,6%, Indecisos 4,7%.
Mesmo no quesito rejeição, sempre brandido contra  Lula, ele agora é o antepenúltimo colocado, na lista liderada por Aécio Neves, com 69,5% de “não votaria de jeito nenhum”, seguido por Ciro Gomes (54,8%), Geraldo Alckmin (52,3%), Marina Silva (51,5%). Abaixo dos 50,5% de rejeição a Lula, estão Jair Bolsonaro  (45,4%) e João Doria (42,9%), mas ambos com um grau de desconhecimento que interfere neste número.
Isso se reflete nos cenários de 2° turno, nos quais, em todos, Lula vence com folgadas vantagens.
CENÁRIO 1: Lula 41,8%, Aécio Neves 14,8%, Branco/Nulo: 39,6%, 
Indecisos: 3,8%.
CENÁRIO 2: Lula 40,6%, Geraldo Alckmin 23,2%, Branco/Nulo: 31,9%, Indecisos: 4,3%.
CENÁRIO 3: Lula 41,6%, João Doria 25,2%, Branco/Nulo: 28,8%, 
Indecisos: 4,4%.
CENÁRIO 4: Lula 40,5%, Jair Bolsonaro 28,5%, Branco/Nulo: 27,0%,
Indecisos: 4,0%.
CENÁRIO 5: Lula 39,8%, Marina Silva 25,8%, Branco/Nulo: 31,3%, 
Indecisos: 3,1%.
Nos demais cenários, Marina ganha de todos os demais, exceto Lula e Bolsonaro perde apenas para o ex-presidente e, por muito pouco (2%) para a candidata da Rede.
Alckmin e Doria não vencem ninguém.
A pesquisa está aqui, para quem quiser ter acesso à integra.
O importante, porém, é que – para os que ainda duvidam, excluir Lula do processo eleitoral significa  abrir caminho para um destino que é impensável para o Brasil do século 21.