domingo, 15 de março de 2015

Informativo Semanal do Prof. Ernesto Germano Pares

 




Com a cabeça a prêmio!
Circula pelas redes sociais da Internet um anúncio que diz “Stédile vivo ou morto”. Apresentando João Pedro Stédile como líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e “inimigo da Pátria”, o autor oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender ao seu pedido.
Haveria indícios de que a ação criminosa partiu da conta pessoal no Facebook de Paulo Mendonça, guarda municipal de Macaé (Rio de Janeiro). E foi, imediatamente, reproduzida pela maioria das redes sociais que, diariamente, destilam ódio contra os movimentos populares, migrantes, petistas e, agora, especialmente, contra a presidenta Dilma Rousseff. São as mesmas redes sociais, em sua maioria, que estão chamando a população para os atos do próximo dia 15 de março, para exigir a saída de Dilma do cargo de Presidenta da República, eleita legítima e democraticamente em 2014. 
O MST informa que já foram tomadas as providências, junto às autoridades, para que o autor do cartaz e todos os que estão fazendo sua divulgação, com o mesmo propósito, sejam investigados e responsabilizados criminalmente, uma vez que são autores de crime de incitação à pratica de homicídio. 
Mais uma ameaça aos trabalhadores no Congresso. A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), da Câmara dos Deputados realizou, na quarta-feira (13), audiência pública para debater o PL 951/11, do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que cria o Simples Trabalhista.
O projeto institui o Programa de Inclusão Social do Trabalhador Informal denominado de “Simples Trabalhista” para as microempresas e empresas de pequeno porte. Ou seja, facilita a precarização da força de trabalho no país.
Como temos comentado em nossos Informativos, 2015 tem demonstrado que a direita e os patrões “vieram com tudo”, aproveitando que houve uma redução na bancada sindical no Congresso. Estão jogando pesado na flexibilização de direitos trabalhistas que ameaçam os trabalhadores e seus dependentes, além de gerar impactos na economia, pois poderá criar um efeito inverso à formalização do trabalho.
Eis alguns dos pontos negativos do PL para os trabalhadores: piso salarial diferenciado; contratação por prazo determinado; redução do depósito do FGTS; criação de banco de horas sem computar hora extra; pagamento do 13º Salário em seis parcelas; férias fracionadas em três períodos; escolha de preposto que não trabalhe na empresa; auxílio maternidade pago pela Previdência Social; estabelece a previsão da participação no lucro e resultados (PLR) de forma diferenciada; permite o trabalho em domingos e feriados; enfraquece a organização sindical, pois o contrato fica acordado entre empregadores e empregados (negociado x legislado).
Produção industrial cresce em sete estados de dezembro para janeiro. A produção industrial cresceu em sete dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de dezembro do ano passado para janeiro deste ano. A maior alta foi observada no estado de Pernambuco (13,5%), de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada hoje (10).
Em São Paulo, estado mais industrializado do país, o crescimento foi 7,1%. Outros locais com aumento na produção foram Minas Gerais (6,5%), Goiás (4,4%), Espírito Santo (4,3%) e Santa Catarina (2,4%). Com um crescimento abaixo da média nacional (2%), aparece o Rio de Janeiro, com variação de apenas 0,2%.
Por outro lado, sete locais tiveram queda na produção: Bahia (-10,1%), Paraná (-5,6%), Rio Grande do Sul (-2,9%), Amazonas (-2,3%), Ceará (-2%), Região Nordeste (-1,9%) e Pará (-0,9%).
Na comparação de janeiro deste ano com o mesmo período do ano passado, houve queda em 11 dos 15 locais pesquisados (Mato Grosso também entra nesse tipo de comparação). As maiores quedas foram registradas no Amazonas (-12,4%), na Bahia (-12,1%), no Paraná (-12%) e Rio Grande do Sul (-11,3%). Dos quatro locais onde houve alta, o destaque ficou com o Espírito Santo (18,2%).
No acumulado de 12 meses, também houve queda em 11 locais, com destaque para o Paraná (-6,6%) e São Paulo (-6,2%). Houve crescimento em quatro locais, entre eles o Pará, com alta de 8,7%.
Isto a nossa “imprensa” nem comenta. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) divulgou a lista dos grandes consumidores de água da Região Metropolitana que possuem contratos de demanda firme. Os estabelecimentos comerciais e industriais - entre os quais Abril, Globo, Itaú, Citibank, Akzo Nobel, Alcatel, Alstom e Basf, só para citar alguns - enquadrados nessa modalidade recebem descontos de até 45% nas tarifas de água e esgoto. Foram publicados na página da empresa os nomes de 534 clientes, sendo que outros três participantes do programa têm contratos confidenciais.
Para se enquadrar no programa, criado em 2007, as empresas devem ter um consumo mensal superior a 500 m³. A partir desse volume, o cliente passa a ser enquadrado nas faixas de desconto. Caso, ao fim do mês, o consumo seja menor do que o patamar estabelecido no contrato, a Sabesp cobra a diferença.
Ao prestar esclarecimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de São Paulo que investiga problemas com o abastecimento de água na cidade, o diretor metropolitano da companhia, Paulo Massato, defendeu o programa. Ele negou que o modelo incentive o aumento de consumo.
O “império” da Globo vai desmoronando? Na primeira semana de março a família de Luciano Huck começou a viver usa situação que não conhecia. A apresentadora global Angélica, aposta da Globo para atrair audiência, esteve na Uni-Rio para uma gravação com “atores” da Malhação, um programa nada menos do que ridículo.
Curiosamente, sem que fosse previsto pelo comando da emissora, estudantes começaram uma grande vaia e em coro gritaram: “O povo não é bobo! Abaixo a Rede Globo!”. E a Angélica precisou sair correndo sem conseguir fazer a matéria.
Na terça-feira (3) o tucano declarado, Luciano Huck, que empregou em seu programa o filho do Joaquim Barbosa, caiu em desgraça nas redes sociais que o denunciam com críticas contra sua marca de roupas. Em uma publicidade absolutamente absurda, crianças vestem camisetas de sua coleção de Luciano Huck com a frase “vem ni mim que eu tô facin”, uma irresponsável promoção comercial da sexualização precoce.
O canalha ainda tentou se desculpar, publicando uma mensagem na sexta-feira (6), mas a emenda foi pior do que o soneto, porque, segundo ele “uma estampa direcionada ao púbico adulto foi lamentável e indevidamente replicada num modelo infantil”. Ou seja, ele admite que faz promoção de mulher como objeto sexual. “Vem ni mim que eu tô facin” de qualquer maneira só reforça a imagem da mulher como simples objeto para uso masculino.
México: o ponto mais alto do neoliberalismo! Organizações camponesas e sociais do México iniciaram no sábado (07) uma série de protestos para denunciar a Lei Geral das Águas, encaminhada pelo governo para a Câmara dos Deputados e que pretende privatizar a água no país.
A “Convenção Nacional Indígena” manifestou-se oficialmente e assegurou que a aprovação de tal lei será “um ato irracional” e “a gota que faltava para o vaso transbordar”. A entidade assegura que “a água é um recurso fundamental para a vida e para a produção agropecuária no país” e sua privatização determinaria o fim de comunidades inteiras.
A Central Camponesa Cardenista está convocando as organizações sociais e camponesas, além da população mexicana em geral, para que se pronunciem contra a medida.As entidades estão recorrendo a todas as instâncias legais para impedir a votação, mas, se isto fracassar, não descartam um grande movimento fechando estradas, cidades, ruas e cercando o palácio do governo.
Cúpula especial da Petrocaribe. A 9ª cúpula (extraordinária) da Petrocaribe teve início na sexta-feira (06), com encontros em Caracas (Venezuela). O encontro faz parte de um movimento mundial de solidariedade ao país, ameaçado por frustradas tentativas golpistas da direita com apoio de Washington.
Delegações dos 19 países membros desse bloco regional chegaram a Caracas nesta quinta-feira (5) e participaram dos atos centrais dedicados a homenagear o falecido presidente Hugo Chávez, fundador dessa organização.
Entre os participantes da cúpula, o primeiro vice-presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, assinalou que a Petrocaribe constitui a expressão do caráter solidário e integracionista da Revolução bolivariana.
A delegação cubana também é integrada pelo ministro de Energia e Minas, Alfredo López, e os vice-ministros de Relações Exteriores e Comércio Exterior, Rogelio Sierra Díaz e Roberto López, respectivamente.
Desde sua criação em 2005, a Petrocaribe tem fornecido mais de 300 milhões de barris de petróleo a seus países membros, o que lhes permitiu dispor de recursos para reduzir a pobreza, impulsionar o desenvolvimento e construir sociedades mais justas em uma conjuntura internacional adversa.
Fontes da organização precisam que por meio deste acordo energético se investiram US$ 3.944 bilhões em 432 projetos sociais, com resultados satisfatórios na luta para erradicar a pobreza e a fome.
Para Obama, Venezuela é ameaça à “segurança nacional” dos EUA! “Uma ameaça não usual e extraordinária à segurança nacional dos Estados Unidos”. Essa foi a definição dada por Barack Obama à Venezuela. A declaração, proferida na segunda-feira (09), precedeu o anúncio de sanções econômicas a sete venezuelanos.
Obama declarou a existência de uma “emergência nacional”, medida que permite que sejam aplicadas sanções além do que fora aprovado pelo Congresso. Parlamentares já haviam aprovado em 10 de dezembro do ano passado sanções a 56 oficiais e Obama as ratificou em 18 de dezembro, mas somente hoje foram anunciados os nomes dos afetados.
“Estamos profundamente preocupados com a escalada do governo venezuelano contra seus adversários políticos. Os problemas venezuelanos não podem ser resolvidos com a criminalização da dissidência”, disse o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest, em um comunicado.
Ricardo Patiño, chanceler do Equador, disse que a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) não permitirá a “intervenção estrangeira” na Venezuela, nem um “golpe de Estado” no país.
Parlamento da Nicarágua defende a Venezuela. A Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou na quarta-feira (11) a declaração em apoio ao povo e Governo venezuelanos e condenou a política de ingerência de Washington contra a nação sul-americana. Em dito documento, expressa-se a rejeição total à ordem executiva do presidente estadunidense.
É inadmissível que no século XXI ainda persistam ações intervencionistas de um Estado sobre outro, em lugar de se resolver os conflitos por meio do Direito Internacional e Nacional e do diálogo, diz o texto, apresentado pela bancada sandinista na Primeira Secretaria da Assembleia Nacional.
A declaração expressa “o apoio e solidariedade da Nicarágua ao povo da Venezuela frente às últimas ações tomadas por Obama, que ferem a dignidade de todo um povo, com o que se põe em risco a convivência pacífica e harmônica das nações no continente americano”.
Cuba apoia Venezuela. Na primeira confrontação pública com Washington desde o início da reaproximação, Havana chama novas sanções de “arbitrárias e agressivas” e oferece apoio incondicional ao governo de Maduro.
Cuba ofereceu seu “apoio incondicional” à Venezuela depois de o presidente dos EUA ter autorizado novas sanções a autoridades venezuelanas. Em comunicado oficial divulgado pela mídia estatal cubana, o governo em Havana chamou a ordem executiva de Obama de “arbitrária e agressiva”.
A reação marcou a primeira confrontação pública de Cuba com os Estados Unidos desde que os dois países começaram as negociações para o restabelecimento pleno das relações diplomáticas, em dezembro. Com o comunicado, Cuba se une a outros aliados regionais com governos de esquerda que se solidarizaram com a Venezuela após as sanções americanas.
O ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, advertiu nesta segunda-feira que o bloco sul-americano Unasur não permitirá a intervenção estrangeira ou um golpe de Estado na Venezuela.
Em Caracas, o presidente Nicolás Maduro reagiu de forma enfática às sanções de Obama e convocou o encarregado venezuelano de negócios nos EUA, Maximilien Arveláiz, para consultas. Mais tarde, também na segunda-feira, Maduro chamou as ações de Washington de “o golpe mais agressivo, injusto e prejudicial contra a Venezuela”.
“Você [Obama] não tem o direito de nos atacar e declarar que a Venezuela é uma ameaça para o povo dos Estados Unidos. A ameaça ao povo americano são vocês mesmos”, disse Maduro, rodeado de dezenas de ministros e líderes militares no palácio presidencial.
Armando um bote na América? Até onde pode ir o fôlego estadunidense em seus golpes pelo mundo? Como se não bastassem seus golpes e invasões no Iraque, Afeganistão, Líbia e Síria. Como se não bastasse a intervenção e o golpe na Ucrânia, como se ainda fosse pouco o que está fazendo contra a China (em Hong Kong) e contra a Rússia... Como se não bastasse ter comandado um golpe em Honduras e outro no Paraguai, depondo dois presidentes legitimamente eleitos, agora voltam as garras para o restante da Nossa América.
No grande “tabuleiro de xadrez” montado em Washington, com vistas a dominar cada vez mais os mercados mundiais e todas a fontes de energia e matéria prima, agora eles voltam seus olhos para outros alvos: Venezuela, Argentina e Brasil passaram a ser os objetivos do momento.
Não há dúvidas sobre o que pretendem: montar novamente “estados zumbis”, sempre prontos a defenderem os interesses da “grande nação do norte”.
A campanha orquestrada por Washington contra Dilma Rousseff e contra Cristina Fernández ou a política de Obama para cercar e demonizar a Venezuela são provas mais do que suficientes de que há uma iniciativa dos “falcões” contra a América Latina e de que Obama está disposto a levar a cabo tal projeto.
E um golpe agora, no Brasil, seria a primeira pedra a retirar na construção do BRICS. Como diz a música infantil... “retirando uma pedra, ...”.
Esquerda na defensiva na América Latina. Não costumo fazer isto, mas vou reproduzir na íntegra o artigo de Igor Fuser, no jornal Brasil de Fato, porque parece complementar meu artigo anterior (EUA x BRICS).
O imperialismo estadunidense está em plena ofensiva na América do Sul. A meta para 2015 é eliminar ao menos um dos governos progressistas da região – o da Argentina – e submeter outros dois, o do Brasil e o da Venezuela, a ataques demolidores que preparem o retorno dos políticos neoliberais ao poder.
Essa orientação faz parte de um projeto mais amplo de reconquista da hegemonia. Diante de rivais poderosos (China e Rússia) e de aliados vacilantes (Alemanha e França), a elite dominante dos EUA trata de recuperar o controle do seu antigo quintal latino-americano.
No Brasil, está em curso um processo de lavagem cerebral em massa. Dia após dia, a mídia a serviço dos EUA e do capital financeiro executa uma campanha sistemática de desmoralização do governo Dilma e do PT.
Enquanto isso, nas redes sociais, circulam os boatos mais inverossímeis, as calúnias mais sórdidas. Os ricos e os instruídos fingem que acreditam, e os pobres e desinformados acreditam, simplesmente.
A mesma tática do linchamento em câmera lenta é aplicada na Argentina, onde se tentou culpar a presidenta Cristina Kirchner pela morte do promotor Alberto Nisman, ocorrido na véspera da data em que pretendia acusar o governo de conspirar com o Irã para bloquear as investigações do atentado terrorista contra a entidade judaica Amia, vinte anos atrás.
Na verdade, todas as evidências comprovam a hipótese de suicídio e inexistem sinais de envolvimento das autoridades no episódio. Depois de muita confusão, o juiz encarregado do caso rejeitou totalmente a tese de Nisman sobre a Amia.
Mas o estrago já está feito e deve prejudicar o oficialismo nas eleições presidenciais do segundo semestre. Na Venezuela, segue a todo vapor a guerra econômica contra o governo de Nicolás Maduro. Empresários poderosos escondem ou desviam para o contrabando produtos essenciais a fim de provocar um cenário de escassez.
Essa estratégia, igual à usada na deposição de Salvador Allende no Chile, é mais eficaz do que o golpismo puro e simples. Está em jogo o resultado das eleições parlamentares de novembro. Uma derrota do chavismo será a senha para o assalto da direita ao poder em 2016.
Alemanha tem maior nível de pobreza... Enquanto no Brasil milhões de pessoas saíram do que a ONU chama de “linha da extrema pobreza” e milhões de novos postos de trabalho formal foram gerados, na Europa a situação é bem diferente. A pobreza e o desemprego aumentam visivelmente em toda a região, inclusive na potente Alemanha. Os que querem golpear a democracia e derrubar a Presidenta Dilma defendem que o Brasil deve seguir a cartilha Européia.
Agora, veja bem: cerca de 12,5 milhões de alemães, ou 15,5% da população, são considerados pobres, aponta estudo. Trata-se do pior índice registrado desde 1990. Situação é particularmente grave entre os aposentados.
A pobreza e o abismo entre os estados ricos e pobres da Alemanha estão aumentando, alertou a Associação alemã do bem-estar Social (Paritätischer Wohlfahrtsverband). Em 2013, o índice de pobreza no país chegou a 15,5%, o que equivale a cerca de 12,5 milhões de pessoas.
“A pobreza nunca foi tão grande e a disparidade regional nunca foi tão profunda” afirmou Ulrich Schneider, diretor da associação, se referindo aos 25 anos que se passaram desde a Reunificação da Alemanha, em 1990.
A associação define como “pobres” as famílias que têm renda 60% menor do que a média do país. Em 2012, 15% da população estavam nessa faixa.
Segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira, os estados mais afetados pela pobreza são Bremen, Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.
A ministra alemã do Trabalho, Andrea Nahles, anunciou no mês passado a criação de milhares de empregos para os desfavorecidos no país até 2020. Para isso, seriam utilizados 2,7 bilhões de euros do Fundo Social Europeu, além de 4,3 bilhões de euros da Alemanha. Mas são os chamados “mini-jobs”, ou seja, empregos com tempo parcial e salários menores.
Na Espanha, filas para receber comida! Institutos oficiais na Espanha confirmam que é cada vez maior o número de pessoas que recorrem a instituições de caridade para conseguir um prato de comida. A falta de emprego e a crescente pobreza são a imagem da Espanha atual e fruto das políticas neoliberais implantadas.
Todos os indicadores sociais evidenciam que a classe trabalhadora espanhola está passando por uma marcante deterioração das suas condições de vida e sofrendo com a perda de antigos direitos, históricos e básicos, com cortes sociais, privatizações e precarização.
Durante toda a semana passada, milhares de pessoas sem emprego e sem moradia realizaram uma grande passeata na cidade de Valência para denunciar a situação em que vivem.
Em fotografias impressionantes, os jornais espanhóis mostram filas de pessoas para receber pão ou sopa que as sociedades beneficentes distribuem. Em uma das imagens, com uma fila de mais de 1.000 pessoas, o jornal colocou uma legenda dizendo “a fila da fome”!
O presidente da organização “Solidários na Noite”, Antonio Casanova, disse que a pobreza na Espanha está aumentando rapidamente e que há um crescimento em torno de 50% das pessoas que procuram comida, em relação a 2010.
Esta é a grande preocupação deles! Já escrevi, mas não canso de repetir: a grande preocupação de Washington e do modelo neoliberal é o crescimento do BRICS. Na segunda-feira (09), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que está confirmado o acordo assinado com o Brasil para a criação do Bando de Desenvolvimento do BRICS.
O documento jurídico, confirmando o surgimento da nova entidade, será publicado durante a semana na página oficial do grupo, segundo informou a agência russa Novosti.
O Banco BRICS é uma das maiores instituições de cooperação no planeta e contará com um capital de 100 bilhões de dólares, destinados principalmente a cobrir o financiamento de projetos de infraestrutura nos Estados membros.
O acordo para a criação do BRICS foi assinado em julho de 2014, em um encontro realizado em Fortaleza, no Ceará. Nos próximos anos, cada país membro (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) fará um aporte de dois bilhões de dólares para o banco.
Espanha: querem falar de corrupção? Em nota oficial, divulgada por Prensa Latina, o Ministério da Defesa da Espanha confirmou que, desde que assumiu o seu cargo com ministro, Pedro Moranés assinou 32 contratos com empresas onde já havia trabalhado como conselheiro ou diretor.
A matéria confirma que, em 14 anos, o Estado espanhol assinou 140 contratos com empresas de armamentos onde Moranés foi conselheiro, até 2009. Mas a matéria diz que as fontes do governo não divulgam os valores envolvidos nesses contratos.
Para um país onde a irmã do atual rei é acusada de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e desvio de verbas públicas, um ministro de Defesa assinar contratos com empresas onde foi conselheiro deve ser “coisa banal”, não é?
Curioso... Muito curioso. José Maria Aznar Botella, filho de ex-presidente espanhol José Maria Aznar, é conselheiro da “Promotoria Plataforma”, uma filial do Cerberus Capital, um dos fundos “abutres” que compra ativos e manda despejar inquilinos que não podem pagar a hipoteca.
Curiosamente, a tal Cerberus Capital Managament tem sua sede em Nova Iorque e controla investimentos em todo o mundo através de uma rede conhecida como Promontoria Holding, estabelecida na Holanda.
Acontece que o tal Aznar Botella, filho do ex-presidente, recebeu de “presente” 12 bilhões de euros em ativos imobiliários, em setembro de 2013. Ou seja, os que hoje estão sendo despejados na Espanha (ver Informativos anteriores) estão perdendo suas moradias para... Aznar Botella!
Em Israel, demissões em massa. Nossa imprensa não fala nisto, mas Israel tem o maior índice de desemprego na região e a situação está piorando rapidamente. Centenas de trabalhadores da empresa ICL (Israel Chemicals Limited) estão denunciando uma nova onda de demissões em massa. Segundo a matéria publicada em um jornal local, cerca de 300 trabalhadores foram dispensados.
Os manifestantes estão protestando contra a prática da ICL, que fabrica produtos químicos e fertilizantes, e ameaçam realizar um fechamento das principais ruas que levam à capital do país. Protestam contra as medidas do primeiro ministro Benjamin Netanyahu e exigem a imediata suspensão das demissões.
Obama envia mais 3.000 soldados para países bálticos. O secretário geral da OTAN, Jens Stottenberg, confirmou na manhã de quarta-feira (11), que foram enviados 3.000 soldados estadunidenses para os países bálticos para a realização de “exercícios militares”.
Ele anunciou ainda que a OTAN pretende enviar 25.000 soldados para a região, também para “exercícios”. As tropas serão alojadas na Estônia, Lituânia e Letônia, aliados comuns da OTAN e, curiosamente, na fronteira com a Rússia. Mas isto é pura coincidência...
Enquanto isso... Pois é... Enquanto Obama manda soldados para cercar a Rússia, sabe-se lá a que preço, a situação dentro dos EUA vai se agravando a cada dia.
Agora, segundo dados oficiais divulgados pela BBC em Nova Iorque, existem mais de 60 mil indigentes perambulando pelas ruas da cidade, sem comida e sofrendo com o frio intenso que chega, nesta época do ano, a ser de menos quatro graus!

Segundo a “Coalizão”, uma organização não governamental que atende aos desvalidos, a cidade alcançou o maior índice de miséria desde a depressão dos anos 30.

Empresários da mídia e jornalistas na lista do HSBC

Empresários da mídia e jornalistas aparecem na lista do HSBC

Entre 2006 e 2007, Octavio Frias de Oliveira, do Grupo Folha, João Jorge Saad, da Bandeirantes, e a viúva de Roberto Marinho, da Globo, tinham registro de contas na Suíça
por Redação — publicado 14/03/2015 19:06

Ao menos 22 empresários da mídia ou parentes e sete jornalistas estão entre os mais de 8 mil brasileiros que mantinham contas no HSBC da Suíça em 2006 e 2007. Na lista do HSBC, vazada por um ex-funcionário do banco, constam os nomes dos fundadores das Organizações Globo, Roberto Marinho, e da Bandeirantes, João Jorge Saad, além do empresário Octavio Frias de Oliveira, antigo proprietário do Grupo Folha.
A apuração foi conduzida pelo jornalista do UOL Fernando Rodrigues, que detém o controle no País sobre o material, e o jornal O Globo.
Segundo a apuração, Lyly de Carvalho, viúva de Marinho e de Horácio de Carvaho, antigo proprietário do Diário Carioca, tinha 750,2 mil dólares em uma conta no HSBC suíço. O nome de Lyly, afirma Rodrigues, surge nos documentos com o sobrenome de Horácio, seu primeiro marido, e o representante legal da conta é a Fundação Horácio de Carvalho Jr. A viúva de Marinho morreu em 2011.
Nos documentos, constam ainda os nomes de proprietários de três proprietários do Grupo Folha. Frias (1912-2007) teve uma conta conjunta com o sócio Carlos Caldeira Filho (1913-1993), criada em 1990. Luiz Frias, atual presidente da Folha de S.Paulo e do Uol, aparece como beneficiário da mesma conta. Os arquivos, relativos ao biênio 2006/2007, comprovam que os empresários foram correntistas na Suíça, embora não mantivessem valores em suas contas à época.
Ainda segundo as reportagens de Uol e O Globo, quatro integrantes da família Saad, dona da Rede Bandeirantes, mantinham contas no país europeu. Além do fundador, estão na lista Maria Helena Saad Barros, Ricarco Saad e Silvia Saad Jafet. As contas também estavam zeradas no período.
Além de empresários, a lista traz os jornalistas Arnaldo Bloch, de O Globo, José Roberto Guzzo, da Editora Abril, Mona Dorf, apresentadora da rádio Jovem Pan, Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines. Os registros dos dois primeiros indicam contas zeradas e encerradas. Dorf registrava um saldo de 310,6 mil dólares entre 2006 e 2007. Os jornalistas da família Dines compartilhavam um conta com um depósito de 1,395 milhão.
Conhecido como Swissleaks, a divulgação das informações vazadas tem sido conduzidas pelo Consórcio Internacional de Jornalista Investigativso (ICIJ), do qual Rodrigues é representante no Brasil. Além de nomes da mídia, Rodrigues relevara a presença na lista de investigados na Operação Lava-Jato, entre eles Fernando Barusco e oito integrantes da família Queiroz Galvão, e de 31 pessoas ligadas à direção de empresas de ônibus no Rio de Janeiro.
Possuir uma conta na Suíça, um popular paraíso fiscal, não é crime, mas é obrigatório declarar o dinheiro à Receita para que a quantias sejam tributadas. Ao sonegar os valores, o cidadão comete crime de evasão de divisas e pode pegar de dois a seis anos de prisão.
O Grupo Globo e o Grupo Bandeirantes preferiram não comentar as reportagens. O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira informam "não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei".
O jornalista Guzzo disse que "nunca teve uma conta no HSBC da Suíca, seja no período de 1990 a 1995, seja em qualquer outra época." A família Dines informou que três dos quatros filhos de Alberto Dines "moram fora do Brasil há pelo menos 30 anos" e, por essa razão, não declaram imposto de renda no País. Dorf não foi encontrada pelas reportagens.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Livro de paraibano em Havana

Livro de paraibano em Havana

José Tarcízio Fernandes*

 Realizou-se em Havana a 24ª Feira Internacional do Livro, de 12 a 22 de fevereiro deste ano, a mais importante feira do planeta ao lado da de Frankfurt na Alemanha, segundo avaliação da ONU.

A Fortaleza de La Cabaña, a maior das construídas pela Espanha nas Américas, ergue-se majestosa em local privilegiado da capital cubana como edificação histórica representativa dos tempos coloniais. Por esses dias, transformou-se ela em centro cultural efervescente de Cuba e do mundo com mais de trinta países participantes, centenas de livreiros, múltiplos “shows” musicais, exposições. A visitá-la, só nos três primeiros dias, mais de 73.000 pessoas lhe percorreram os centenários espaços, ávidas por conhecer novidades no campo editorial.

A Feira é o maior evento cultural de Cuba, cujo governo está entre os que mais promovem no mundo educação e formação cultural de alta qualidade (educação gratuita em todos os níveis) na linha do pensamento de um dos mais insignes protomártires de seu povo, José Marti, para quem ser culto é o único caminho aberto ao homem no direito de viver livre. E, “na ilha está garantido o direito humano à educação”, assegura a representante da ONU, Anna Luzia D'Emilio.

A Feira trouxe 850 novidades editoriais numa produção de mais de cinco milhões de exemplares. E foi nesse cenário de luxo e de luz para o espírito, de saber e de prestígio universal que um professor deixou vivas as marcas da Paraíba.

O livro traduzido para o espanhol – “Ruptura o continuidad en los gobiernos de Fernando Henrique Cardoso y LULA?” – contém uma abordagem analítica, ao cabo de 5 anos de pesquisa do professor, sobre a política interna e externa do PSDB e do PT, a mostrar não uma simples diferença entre governos, agenda, estilos e estratégias, mas diferenças entre concepções de governar para o desenvolvimento e independência do país.

O autor leciona Economia Política no Centro de Ciências Jurídicas da UFPB. É graduado em Economia. Tem mestrado em Economia Política pela Faculdade de Economia de Havana; e doutorado em Ciências Políticas pela Faculdade de Filosofia, História e Ciências Políticas, também de Havana. Estudou e trabalhou em Paris. Exilado no Chile, passou 68 dias preso no Estádio Nacional, acusado do crime de resistir ao golpe fascista de Pinochet.

O prólogo do livro é da doutora Thalia Fung Riverón, formada em Direito pela Universidade de Santiago de Cuba. Doutora em Ciências Filosóficas pela Universidade de Moscou e em Ciências Políticas pela Universidade de Lomonosov (antiga URSS), orienta ela teses de doutorado de cubanos e estrangeiros em Filosofia e Ciências Políticas. Poliglota, no domínio de cinco idiomas, um deles, o chinês, integra a Federação Internacional de Filosofia e exerce a presidência da Academia Cubana de Filosofia. Leciona no Ms e Doutorado da Universidade de Havana. Foi deputada no parlamento cubano. Tem 80 anos em plena e fecunda atividade.

No prólogo, acentua ela: “(...) Se puede diferir del autor en sus valoraciones; pero no negarle la inteligencia, la cientificidad de su interpretación y la justeza en comprender cómo el primer obrero que accedió a una presidencia en América, no solo no traicionó su origen de hombre del Sur (...) sino que integró el grupo de líderes que rechazan las políticas pautadas para continuar la dominación del Norte sobre el Sur, para mantener y ampliar la opressión de los excolonizados.”

O livro é do professor Iedo Leite Fontes, banhado, ao nascer, com as águas do açude de Condado no sertão da Paraíba.


* Advogado

Informativo Semanal do Prof. Ernesto Germano Pares

 




Mais um golpe no Congresso!
O plenário da Câmara aprovou, na quarta-feira (3), por 317 votos favoráveis, 131 contrários e 10 abstenções, a proposta de emenda à Constituição (PEC 457/05), do Senado, que aumenta de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal de Contas da União (TCU) e dos demais tribunais superiores. A PEC ainda precisa ser votada em segundo turno e depois vai a uma sessão do Congresso.
Este é mais um golpe da direita, usando o Legislativo, para atrapalhar o governo Dilma Rousseff. E contra com o apoio do PMDB!
O que está por trás desse golpe? É muito simples: a PEC 457/03 ou “PEC da bengala”, de autoria do Senador Pedro Simon (PMDB-RS), quer ampliar o limite de idade dos Ministros do STF e dos Tribunais Superiores, além dos Ministros do Tribunal de Contas da União para 75 anos. Com isto, a direita vai impedir que Dilma Rousseff possa indicar mais três ou quatro ministros para o STF ainda durante o seu mandato, além de dezenas de outros nos demais tribunais superiores.
Para defender a proposta, a direita alega o aumento da longevidade e a melhoria da qualidade de vida das pessoas o que justificaria passar a aposentadoria compulsória de 70 para 75 anos.
Ainda que sendo considerado da “base aliada do governo”, o PMDB votou a favor da PEC. Mas ainda há condições de barrar a proposta. Pelo menos quatro partidos, que somam mais de 100 votos, já anteciparam sua oposição à PEC: PT, PCdoB, PDT e PSol. Se pelo menos 100 dos 400 restantes se abstiverem, votarem contra ou não comparecerem à votação, a matéria seria rejeitada por não atingir o quórum qualificado de 308 votos. Os servidores e as associações de magistrados que são contra a PEC estão trabalhando e poderão obter êxito nessa batalha.
Esta nós devemos aplaudir. Ainda que os nossos jornais não tenham dado muita atenção, encontramos a matéria em uma página internacional e consideramos que deve ser divulgada.
A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (03), o Projeto de Lei 8305/14, originado no Senado, aumentando a pena para crimes cometidos contra as mulheres, em questão de gênero, incluindo aí a violência doméstica. Fica, assim, alterado o Código Penal que passa a considerar como homicídio com agravante o feminicídio, o assassinato da mulher por sua condição feminina (de gênero).
Vale registrar que o PL já foi aprovado nas duas casas (Câmara e Senado) e já seguiu para sanção da Presidenta Dilma. A nova Lei estabelece que quando o delito está vinculado com violência doméstica ou familiar, além de ser discriminação, passa a ser homicídio com agravante e a pena será de 12 a 30 anos de prisão.
De acordo com o ranking do Mapa da Violência, de 2012, o Brasil encontra-se na 7ª posição, em uma lista de 84 países, com maior número de feminicídios no mundo. Em 1º lugar está El Salvador, país que já tipificou o crime. Estudos do Instituto Avante Brasil apontam que, entre 2000 e 2010, foram assassinadas 43,7 mil mulheres no país, 41% delas mortas em suas próprias casas, muitas por companheiros ou ex-companheiros. As perspectivas são ainda preocupantes. O relatório prevê que até 2050, caso nada se altere em termos de prevenção, o Brasil terá mais de 330 mil mortes entre a população feminina.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 70% das mulheres experimentaram alguma forma de violência ao longo de sua vida, sendo uma em cada cinco do tipo sexual. Mulheres entre 15 e 44 anos têm mais probabilidade de serem atacadas por seu cônjuge ou violentadas sexualmente do que de sofrerem de câncer ou se envolverem em um acidente de trânsito.
Reflexões sobre “operação lava jato” (2) (Ernesto Germano, março de 2015)
No final da “Reflexão” anterior vimos o envolvimento da senhora Venina Venola na “elaboração de plano de antecipação do início das operações da refinaria” Abreu e Lima, em Pernambuco. Mas aqui tem mais coisas estranhas, porque a Venina Venola seria uma das testemunhas sobre o que acontece nos contratos da Petrobras, mas parece que ela está muito mais envolvida do que os nossos jornais tentam mostrar.
Então, vamos seguir em nossa “Reflexão” para tentar desvendar mais alguma coisa...
Do que sabemos, em matéria publicada no final de dezembro de 2014, delegados e procuradores da Lava Jato passaram para o jornal Estado de São Paulo documentos que comprovam o envolvimento da senhora Venola com os principais envolvidos nos golpes contra a Petrobras.
Os documentos comprovam que a Petrobras abriu sindicância para apurar irregularidades em contratos da Abreu e Lima. A comissão identificou irregularidades: 1) falta de encaminhamento à Diretoria Executiva da mudança na estratégia de contratação da empresa Alusa Engenharia. Nos documentos assinados por Venina Velosa da Fonseca e Pedro Barusco, e encaminhados à Diretoria Executiva por Renato Duque e Paulo Roberto Costa não houve comunicação de mudança nos contratos; 2) negociação de proposta, após encerrado o processo licitatório e a respectiva aprovação da contratação pela Diretoria Executiva, da empresa Alusa Engenharia e desconsideração de desconto de R$ 25 milhões aceito pela empreiteira.
Em janeiro de 2015 a PF iniciou a oitava fase das investigações e prendeu Nestor Cerveró, acusado de estar desfazendo-se de patrimônio que poderia ter sido auferido ilicitamente. Mas... quem é Nestor Cerveró? Trata-se de um economista que exerceu vários cargos na Petrobras, desde 1975, e foi um dos consultores que aconselhou a compra da Pasadena Refinery System Inc.
Em fevereiro de 2015 a PF inicia nova fase da Operação Lava-Jato, com o cumprimento de 62 mandados de busca e apreensão, prisões temporárias e preventivas e conduções coercitivas, em quatro estados da Federação, para colher elementos de investigação acerca de operadores que atuaram na intermediação no pagamento de vantagens ilícitas no âmbito da Petrobras.
Vamos ver quais os implicados e presos pela Polícia Federal?
01) Fernando 'Baiano' Soares, lobista, PMDB; 02) José Aldemário Pinheiro Filho, presidente, Construtora OAS; 03) Mateus Coutinho de Sá Oliveira, vice-presidente do conselho executivo, Construtora OAS; 04) Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor, Construtora OAS; 05) José Ricardo Nogueira Berghirolli, Construtora OAS; 06) Alexandre Portela Barbosa, Construtora OAS; 07) Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente de engenharia industrial, Galvão Engenharia; 08) Othon Zanoide de Moraes Filho, diretor-geral de desenvolvimento comercial, Vital Engenharia, (empresa do grupo Queiroz Galvão); 09) Ildefonso Colares Filho, diretor-presidente, Queiroz Galvão; 10) Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente-executivo, Mendes Júnior; 11) Angelo Alves Mendes, Mendes Júnior; 11) Flávio Sá Motta Pinheiro, Mendes Júnior; 12) Rogério Cunha de Oliveira, Mendes Júnior; 13) Valdir Lima Carreiro, diretor presidente, IESA OLEO & GAS; 14) Otto Garrido, diretor de operações, IESA OLEO & GAS.
O Ministério Público Federal indiciou: 01) Alberto Youssef, doleiro, por corrupção contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro; 02) Fernando 'Baiano' Soares, lobista PMDB, por corrupção contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro; 03) Julio Gerin de Almeida Camargo, executivo, Toyo Setal, por corrupção contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro; 04) Nestor Cerveró, diretor da área Internacional, Petrobras, por corrupção contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.
Mais uma vez, a pergunta a ser feita: viram algum nome do PT na lista?
Aqui chegamos a um ponto muito interessante. Ainda que a Rede Globo mantenha sua tática de tentar envolver o Governo Dilma e o PT em todas as suas denúncias, em matéria que foi ao ar no dia 14 de novembro de 2014, na voz do próprio cafajeste Willian Bonner, as contradições e as mentiras começam a aparecer claramente.
Naquela matéria ficamos sabendo que as empresas citadas na operação Lava Jato são conhecidas como “As quatro irmãs”. São elas Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez e prestam serviços também para governos do PSDB. A Odebrecht, entre outras, foi alvo de denúncia do Ministério Público por suspeita de formação de cartel em São Paulo para a construção da Linha 5 do Metrô.
Em 2012, o Ministério Público do Estado de São Paulo ofereceu denúncia formal à Justiça contra 14 representantes de empresas que compõem o consórcio vencedor da licitação para a construção da Linha 5 – Lilás, do Metrô. E, adivinhem... os nomes são os mesmos!
(Vamos prosseguir na Reflexão)
Espanha “justifica” apoio à ditadura na Argentina. Para o Governo de Mariano Rajoy, na Espanha, o apoio econômico e político oferecido por seu país para a ditadura argentina foi “normal”, ainda que as relações tenham sido mantidas em segredo por mais de 40 anos. Para Rajoy, a Espanha não tem culpa se o ditador Jorge Rafael Videla assassinou mais de 30.000 dissidentes políticos e ou se roubou mais de 500 criançcas!
A resposta oficial do governo espanhol foi provocada por um questionamento, por escrito, feito pelo deputado Gaspar Llamazares, do partido Esquerda Unida. Em documento protocolado no Parlamento, e divulgado pelo jornal “Público”, o deputado pergunta: “Qual foi a colaboração econômica e política do governo espanhol com a ditadura do general Videla, na Argentina?” Não tendo recebido a resposta no prazo regimental, 13 de dezembro passado, o deputado recorreu a um protocolo da Câmara de Deputados.
Na resposta, o Governo diz que “as relações bilaterais entre Espanha e Argentina” durante os anos de Videla “mantiveram-se conforme o princípio de universalidade de relações diplomáticas entre Estados”.
Ferrovias da Argentina voltam para as mãos do Estado! Depois de nacionalizar os serviços de água, luz, gás, petróleo e aeroportos, o Governo da Argentina está pronto para estatizar as ferrovias no país. “O Estado está em condições de ser mais eficiente do que as empresas privadas”, declarou na segunda-feira (02) o ministro de Interior e Transporte, Florencio Randazzo.
O processo para a rescisão dos contratos vigentes com empresas privadas, sem haver necessidade de indenização, teve início na mesma segunda-feira, depois de a Presidenta Cristina Fernández anunciar oficialmente que está enviando ao Congresso um Projeto de Lei para criar uma empresa pública de controle dos trens e ferrovias.
A resolução afirma que a empresa estatal assume a operação direta e integral dos serviços de transporte ferroviários de 4 linhas que partem da capital federal que transportam, em média, cerca de 22 milhões de passageiros por mês.
Vale lembrar que o serviço ferroviário argentino foi nacionalizado pelo ex-presidente Juan Perón, em 1948, e depois passou por um feroz processo de desmontagem e privatização durante a década de 1990 (o governo neoliberal de Carlos Menem).
Sindicatos argentinos apóiam a nacionalização das ferrovias. Os sindicatos de ferroviários da Argentina consideram histórica a decisão do governo ao reestatizar as ferrovias do país.
O Governo já vinha pagando os salários dos trabalhadores ferroviários das principais linhas metropolitanas e subvencionando todos os serviços, porque as empresas privadas não estavam cumprindo com suas obrigações e nem mesmo fazendo os investimentos que eram exigidos pelos contratos.
Recentemente, a Argentina adquiriu modernos equipamentos da China e já está renovando as linhas.
Chile: aposentados ganham menos do que o salário mínimo. Esse era o modelo de Previdência Social que FHC desejava implantar no Brasil e que agora mostra suas conseqüências sobre os trabalhadores chilenos.
Em 1982, o então ministro do Trabalho da ditadura Pinochet, José Piñera, anunciava oficialmente o que ele chamava de “capitalismo popular” ao privatizar os serviços de Previdência Social no país e anunciar que “os trabalhadores passam a ser acionistas da Previdência”. Estava lançada a proposta de “Administradoras de Fundos de Pensão”, sistema baseado em bancos privados que criava empresas dedicadas a gerir o dinheiro investido pelos trabalhadores para garantir as suas aposentadorias no futuro. Tudo seria feito através do mercado de capitais. Logo surgiram 14 AFPs que passaram a disputar os clientes, trabalhadores, prometendo “mundos e fundos” para o futuro.
30 anos mais tarde, com mais de 70 trilhões de pesos arrecadados (R$ 350 bilhões), o sistema privatizado de previdência paga atualmente, para a maioria dos clientes, pensões inferiores ao valor do salário mínimo chileno. Segundo números do Banco Central, mais de 60% dos usuários já aposentados recebem menos de 120 mil pesos (dois terços de um salário mínimo, e equivalente a R$ 600). O salário médio dos usuários do sistema é de 575 mil pesos (quase R$ 3 mil).
Chile: um depoimento triste. Sergio Cancino tem 72 anos. Ele ainda precisa acordar cedo quatro dias por semana, pegar metrô e ir até um supermercado no centro de Santiago, onde trabalha como caixa. No dia livre, quase sempre vai visitar seu advogado. Desde o ano passado, ele move uma ação tentando recuperar o dinheiro investido numa das empresas administradoras de fundo de pensão.
Cancino foi um dos primeiros trabalhadores a se aposentar pelo novo sistema previdenciário chileno, privatizado em 1982. Apesar de ter começado a trabalhar quando ainda existia o antigo sistema estatal solidário, Sergio decidiu criar seu fundo individual em 1983, estimulado pela promessa de que poderia chegar a uma aposentadoria maior que o seu salário médio.
Em 2011, ele decidiu se aposentar. A empresa que administrava o seu fundo lhe deu uma surpresa: sua aposentadoria era de 77 mil pesos (pouco menos de 400 reais). Após dois anos de batalhas judiciais, o valor foi recalculado, e passou a 83 mil.
Em algumas regiões rurais e no extremo sul do país existem casos de pessoas que recebem valores inacreditáveis, sendo o caso mais impactante o de um operário da cidade de Punta Arenas, a capital mais austral do Chile, próxima ao Estreito de Magalhães, que recebe 228 pesos mensais de aposentadoria (equivalente a pouco mais de um real).
Isto era o que FHC queria para o Brasil. (Matéria completa em Opera Mundi)
Venezuela reduziu a pobreza extrema. O vice-presidente de Desenvolvimento Social da Venezuela, Héctor Rodríguez, anunciou na segunda-feira (02), a diminuição da pobreza estrema no país. Em entrevista coletiva com a imprensa local, Rodríguez disse que o índice de extrema pobreza caiu para 5,4% da população.
Ele destacou a importância de manter o programa de “Missões Sociais” para dar continuidade ao trabalho e lembrou que, em 1999, o índice de extrema pobreza chegava a 66%.
Protestos contra ação da OTAN na Ucrânia. No sábado (28), manifestantes foram para as ruas na Alemanha e na Suíça protestando contra as ações da OTAN no conflito da Ucrânia.
Em Berlim, os manifestantes pediam que a OTAN retirasse suas tropas da Ucrânia e condenaram o Governo alemão por estar atuando no conflito ucraniano. Os ativistas alemães pensam que esta atitude pode levar o país a um confronto com a Rússia.
Outra grande manifestação foi realizada em Zurique, uma das maiores cidades suíças, com manifestantes gritando slogans contra o exército ucraniano por matar civis e atuar de maneira indiscriminada contra a população indefesa.
Nos dois casos (Alemanha e Suíça), os manifestantes protestaram também contra a campanha que vem sendo pela imprensa contra a Rússia.
A ameaça dos transgênicos. Países integrantes da União Europeia poderão proibir os cultivos que contenham organismos geneticamente modificados em seus próprios territórios. Os 28 membros do Conselho da UE (União Europeia) aprovaram definitivamente, na segunda-feira (02), após quatro anos de discussão, a nova legislação que dá autonomia para os países decidirem sobre o tema. Cerca de 60% dos europeus são contrários aos transgênicos.
Os países poderão restringir ou proibir os transgênicos alegando motivos ambientais, de política agrícola ou outras razões como o planejamento urbanístico, o uso da terra e o impacto socioeconômico, entre outros e poderão impor estas restrições ou proibições com ou sem o consentimento da empresa produtora de sementes geneticamente modificadas em questão.
França, Áustria e Hungria já possuem medidas nacionais contra o cultivo de transgênicos. Na União Europeia apenas uma minoria de cinco países permitem o cultivo do milho transgênico: Espanha com 132 mil hectares e Portugal com 8,5 hectares são os principais produtores aos quais se juntam República Checa, Roménia e Eslováquia.
Na Espanha, privatização da energia foi um “grande” negócio! Nem precisava comentar, não é? As três grandes empresas do setor elétrico em atividade na Espanha (Endesa, Iberdrola e Gas Natural Fenosa) tiveram, juntas, um lucro líquido de 7 bilhões e 125 milhões de euros, em 2014. Um valor que supera 2013 em 20,8%!
Na frente do grupo, a Endesa, com lucro de 3 bilhões e 337 milhões de euros (crescimento de 77%). Em segundo lugar fica a Iberdrola, com lucro de 2,336 bilhões de euros (crescimento de 9,5%) e depois a Gas Natural Fenosa, com lucro de 1 bilhão e 462 milhões de euros!
Segundo estudo feito pela Associação de Ciências Ambientais, vem crescendo a quantidade de lares que não conseguem pagar suas contas de energia ou que estão reduzindo o consumo. Isto significa famílias que estão passando frio no inverno ou muito calor no verão, residências com mofo, umidade e cortes no fornecimento por falta de pagamento. E novos aumentos de tarifas já estão previstos para 2015!
Vale lembrar que essas três empresas estão no Brasil, desde as privatizações de FHC, e alcançam grandes lucros!
Portugal afunda na pobreza! Portugal começou a pagar parte de sua dívida com a “troika”, mas a situação do seu povo é cada vez pior, com desemprego crescendo e uma dívida pública monstruosa!
Segundo os mais recentes dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas, Portugal retrocedeu uma década no que se refere à pobreza. Segundo os dados levantados pelo Instituto, uma em cada cinco pessoas vive na miséria, ou seja, dois milhões de portugueses, exatamente o índice existente em 2004!
O risco de extrema pobreza é de 20% para as mulheres, 18,9% para os homens e 25,6% para os jovens menores de 18 anos. Outro sinal de alerta é que o índice de desemprego já chega a 13,4%.
Parlamento da Itália também reconhece o Estado Palestino. 2014 foi um grande ano para a causa palestina com os parlamentos da Irlanda, Reino Unido, França, Bélgica, Espanha e Suécia reconhecendo oficialmente o direito da Palestina como Estado Independente.
Agora foi a vez do parlamento italiano aprovar, na sexta-feira (27), um documento oficial indicando que o Governo italiano deve reconhecer o Estado da Palestina. A resolução foi aprovada com 300 votos a favor, 40 contra e 59 abstenções. E também foi aprovada uma resolução exigindo a retomada de diálogo entre a Israel e Palestina, com a imediata suspensão da violência.
Rússia: está em andamento um novo golpe? Seguindo fielmente a já “velha” cartilha dos golpes montados por Washington em vários países, está em andamento mais uma artimanha produzida nas salas refrigeradas da CIA para derrubar os que atrapalham os planos do “império”. Afinal de contas, o que estaria escondido no assassinato de um, até semana passada, mero desconhecido que virou, de uma hora para outra, “líder da oposição da Putin”?
Respondam com sinceridade: quem já havia ouvido falar em Boris Nemtsov antes do dia 27 de fevereiro passado? Alguém aí é capaz de lembrar uma só menção ao seu nome em nossos jornais antes do seu “assassinato”?
Pelo que lemos e pesquisamos na Internet, Nemtsov seria um “opositor” e crítico de Putin. Não tinha cargos, não tinha qualquer mandato parlamentar, não tinha expressão na Rússia e, supostamente, estaria coordenando um grande ato sob o lema “Putin é a guerra!”. Muito sugestivo, por sinal. Colocando sobre os ombros do presidente russo toda a culpa do que está acontecendo na Ucrânia.
Nemtsov foi morto em uma cilada, com quatro tiros, quando passeava com uma “amiga” ucraniana nas imediações do Kremlin. Alguém aí é capaz de idealizar um cenário mais “favorável” a especulações? Muito “sugestivo”, não é?
Mais curioso ainda é saber que o tal “ato” que estava sendo convocado tinha como principais líderes Mijail Kasianov, Ilia Yashin, Leonid Volkov e Guennadi Gudkov, nomes conhecidos por terem participado de grupos de extrema direita em Kiev (Ucrânia) e terem apoiado a intervenção da OTAN naquele país. Segundo informes do canal de televisão NTV, o ato estava sendo financiado por “simpatizantes” na Suíça, onde mora o magnata Mijail Jodorkovsky. Aliás, a Suíça está envolvida no escândalo do HSBC e das contas secretas...
Curiosamente, Anna Durítskaya, a “amiga” de Nemtsov que estava passeando com ele em Moscou, já retornou para a Ucrânia depois de prestar “esclarecimentos” ao Comitê de Investigações. E ela tem total liberdade de circulação entre os países.
EUA: muitos bilhões para Israel. A informação é oficial e vem da própria Casa Branca: Obama já entregou para o governo de Israel a bagatela de 20,5 bilhões de dólares em ajuda militar!
O comunicado oficial foi feito pela porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Bernadette Meehan, mostrando os valores das “ajudas” do Governo Obama para Israel (Benjamín Netanyahu). Ela faz questão de registrar, no informe, que “desde a fundação de Israel, em 1958, os EUA permaneceram firmemente junto a ele, como seu aliado mais próximo”.
O relatório detalha que, apenas em 2014, o governo Obama pediu ao Congresso uma ajuda militar de 3,1 bilhões de dólares para “ajudar” Israel e o governo de Netanyahu.
Quem fala em “direitos humanos”? A cada dia acho mais ridículo quando a nossa imprensa fala dos EUA como defensores dos “direitos humanos” no planeta. Não é apenas ridículo, é uma questão de total desconhecimento dos fatos ou, no mínimo, cegueira política! Então, vejamos como age o país “defensor dos direitos humanos”. Sabem quantos tratados e acordos internacionais aquele país não assinou? Vamos ver:
1) não ratificou a Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher; 2) não assinou o Convênio para a Repressão da Exploração de Pessoas e da Exploração da Prostituição; 3) não assinou o Protocolo de Kyoto, da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas e o controle dos gases que causam o “efeito estufa”; 4) não assinou os acordos contra crimes de guerra e nem contra crimes de lesa humanidade; 5) não ratificou o tratado da ONU sobre a proibição completa de experiências nucleares; 6) não assinou a Convenção Internacional contra o recrutamento, financiamento e treinamento de mercenários; 7) não ratificou o Convênio Internacional para a repressão dos atentados terroristas cometidos com bombas; 8) não ratificou a Convenção Internacional para a repressão do financiamento do terrorismo; 9) não ratificou a Convenção sobre os Direitos das Crianças contra a prostituição e a pornografia infantil; 10) não assinou o Protocolo Facultativo do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, destinado a abolir a Pena de Morte; 11) não ratificou a Convenção relativa à Liberdade sindical, Negociação Coletiva e idade mínima para o emprego; 12) suspendeu sua adesão à Corte Internacional de Justiça e ao Estatuto de Roma da Corte Penal Internacional.
E é esse país aí que muitos admiram?
Polícia de Los Angeles mata um “sem teto”. Não há como contestar a brutalidade da ação! Um vídeo mostra exatamente como os policiais encurralam o morador de rua, prendem-no no chão e depois o matam!
A brutalidade aconteceu no domingo (01) quando vários agentes da Polícia de Los Angeles (Califórnia) mataram um homem “sem teto” depois de o agredirem e forçarem a deitar no chão. O vídeo foi postado em várias redes sociais e é possível ver, claramente, quando os policiais atiram no homem à queima roupa.

Em depoimento, o policial Jack Richter assegurou que a Polícia atendeu a uma denúncia de que havia uma briga entre os moradores de rua. Mas o vídeo mostra que quatro policiais prendem o homem no solo e um deles pega a arma e atira. No áudio, dá para contar, pelo menos, cinco tiros.