domingo, 9 de março de 2014

Ucrânia: corda e nó no pescoço da diplomaCIA dos EUA








28/2/2014, [*] Nikolai BobkinStrategic Culture
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Casa Branca por Matteo Bertelli
A Casa Branca resolveu que a Ucrânia entrará num período de transição, embora não se saiba para onde, exatamente, caminha o país. O presidente Obama prometeu cooperar com todos os partidos, sem ter sequer ideia do que, exatamente, estava dizendo.

Não se sabe, sequer, quem ganhou e quem perdeu, por efeito da intervenção norte-americana, mas o massacre pelo qual está passando a Ucrânia permite dizer que já é estado não existente. Os EUA não podem se mostrar distantes dos eventos na Ucrânia, mas tampouco têm meios para agir sozinhos.

Os EUA sabem como desestabilizar outros países, mas, como agora, gostariam muito de contar com a ajuda de Moscou para acertar as coisas na Ucrânia...

Washington nunca pensou na Ucrânia, quando o país vivia em calma, pelo menos jamais manifestou qualquer interesse em desenvolver laços bilaterais. Os EUA estão no décimo lugar, na lista dos maiores investidores na economia da Ucrânia, com estoque de apenas 1 bilhão de dólares. Nunca se dedicaram a conhecer os interesses do parceiro. 

Centenas de pessoas em  New Brunswick protestaram entre 26/10 e 5/1/2013 contra a 
extração de gás de xisto (shale gas) a mesma coisa que os EUA pretendem fazer na Ucrânia
Os EUA promovem a produção não tradicional de gás, nos depósitos ocidentais pouco lucrativos, onde a população não está inclinada a apoiar a “amizade do xisto” com os EUA [1]. Nenhum projeto de investimento em outro setor de energia existe e nada há que vise a aumentar as trocas comerciais. As trocas, aliás, são mínimas: as exportações dos EUA para a Ucrânia não passam dos 200 milhões de dólares, e as exportações ucranianas para os EUA mal chegam a $60-70 milhões.

Diferente disso, os laços entre Ucrânia e Rússia são muito mais próximos; de fato, não há comparação possível. O comércio entre Rússia e Ucrânia ultrapassa 40 bilhões de dólares; a Rússia é o principal mercado para a Ucrânia (aproximadamente 10 bilhões de dólares).

Quando Yanukovich chegou ao poder em 2010, os EUA concentraram seus esforços em desenvolver alguma cooperação no campo da não proliferação nuclear; as partes concordaram que a Ucrânia não teria urânio altamente enriquecido. Os EUA prometeram ajuda na descontaminação do território afetado pelo desastre nuclear de Chernobyl. Essa ajuda jamais chegou. Já faz muito tempo que os EUA vêm substituindo dinheiro por promessas, em ouvidos sempre prontos a acreditar em palavras ocas.

Os cérebros da política exterior de EUA e Grã-Bretanha, John Kerry e William Hague, jamais discutiram qualquer ajuda urgente à Ucrânia, em nada que se parecesse a alguma reunião especial. No máximo, trocaram ideias sobre o tema, quando se cruzaram nos corredores da Conferência sobre Abusos Sexuais e Conflitos Armados que se realizou em Washington (?).

William Hague (E) e John Kerry (D)
O Secretário do Exterior da Grã-Bretanha disse que os novos líderes políticos em Kiev ainda teriam de comprovar que seriam capazes de implementar reformas e combater a corrupção. Hague acredita que, assim, melhorarão as chances de o país obter ajuda financeira da comunidade internacional. Quer dizer, portanto, que é outra vez, como sempre, chantagem e queda-de-braço, dessa vez aplicadas contra gente que depositou suas esperanças na ajuda ocidental. A única coisa sobre a qual não há dúvida alguma é que não haverá dinheiro dos EUA para a Ucrânia.

Do ponto de vista dos EUA, Yanukovich nunca foi o pior presidente da Ucrânia. Foi derrubado por golpe, movimento que anda ao arrepio dos princípios norte-americanos de respeito à lei e à democracia.

Os norte-americanos perguntam-se o que Obama faria se seus adversários se armassem e se pusessem a lançar coquetéis molotov contra o Capitólio, invadissem a Casa Branca e quebrassem as vidraças do Salão Oval? O presidente dos EUA aceitaria calmamente que o Congresso, de repente, lhe tirasse todos os seus poderes e o demitisse, sem aviso prévio e sem nenhum dos procedimentos que a lei exige para demitir o presidente, e em momento em que agitações e o caos tomassem conta do país?

Barack Obama
Norte-americanos sérios e respeitadores da lei absolutamente não entendem como é possível que Obama tenha dito a Yanukovich que tirasse as forças de segurança das ruas, quando havia combate nas ruas de Kiev e já havia mortos. Como é possível?

Para muitos, nos EUA, a reação de Obama foi, de fato, de incitamento ao golpe e à violência. Na verdade, o governo dos EUA emitiu uma licença para matar, e é responsável por dúzias de vidas humanas perdidas em Kiev. Vergonha, para os EUA.

O fato de que Obama tentou esconder-se por trás de funcionários nomeados por ele e que trabalham para ele e fugiu de qualquer encontro direto com Yanukovich, não é desculpa para suas ações. A política dos EUA para a Ucrânia foi entregue nas mãos do vice-presidente Joe Biden naqueles dias críticos. Foi Biden quem falou NOVE VEZES com Yanukovich pelo telefone... Agora, é o secretário de Estado John Kerry que se põe a falar sobre a Ucrânia do modo mais absurdo e confuso, tentando encobrir o estúpido fracasso da diplomacia dos EUA.

Sergey Lavrov, Ministro das Relações Exteriores da Rússia
Falando sobre os eventos, Kerry diz que não é “jogo de soma zero”. Ora essa! Em jogo de soma zero, o vencedor ganha tudo que o perdedor perca. O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, observou que Kerry tinha dificuldades com números, quando falou sobre a Ucrânia na Conferência de Munique. O secretário de Estado disse que Kiev teria de escolher entre o mundo todo e um único país. Agora, o mesmo secretário de Estado já começou a falar de “trabalhar em conjunto com a Rússia”.

A Casa Branca expôs seu apoio à integridade territorial da Ucrânia. Já começou a enfatizar, até, a importância da participação da Rússia no gerenciamento da crise. O Secretário do Exterior da Grã-Bretanha William Hague admitiu que seria importante que a Ucrânia cooperasse com ambos: com a Rússia e com a União Europeia.

Sim, mas... A questão importante não é o que eles pensem. A questão importante é se a Rússia quer cooperar com o novo regime em Kiev. 

Moscou condena resoluta e veementemente o crescimento de sentimentos neonazistas e neofascistas na parte ocidental da Ucrânia, as ideias de proibir o idioma russo, de converter os falantes de russo em “não cidadãos”, de limitar a liberdade de expressão e de extinguir todos os partidos políticos não prestigiados pelo novo regime. Washington precisa entender também que os líderes da Praça Maidan, que juraram fidelidade a valores europeus, lá estavam em flagrante violação de normas fundamentais da Constituição da União Europeia, relacionadas ao modo de tratar nacionalidades minoritárias, inclusive minorias que falem seus próprios idiomas.

Zbigniew Brzezinski
Nesse contexto, as predições de Zbigniew Brzezinski, essa semana, no Financial Times, de que a maioria dos ucranianos converter-se-ão em inimigos da Rússia soam, só, como piada macabra de russófobo decrépito. Essa semana, Zbigniew Brzezinski recomendou explicitamente a finlandização da Ucrânia. [2] Implica respeito mútuo, amplos laços econômicos com Rússia e com a União Europeia, não alinhamento com nenhuma das alianças militares que a Rússia vê como hostis. Assim, a cooperação entre Rússia e Europa faria progressos. Em resumo a finlandização está sendo oferecida como padrão de relações entre Ucrânia, União Europeia e Rússia. Ok, mas... Que conversa é essa?!

Não foi a Rússia, mas a União Europeia, quem disse que a Ucrânia teria de escolher entre a Europa e a Rússia. Foi o ultimatum lançado pela União Europeia, que Yanukovich teve de enfrentar. O presidente Putin da Rússia só fez perguntar por que, afinal, a Ucrânia teria de escolher, fosse o que fosse. Segundo ele, Moscou estava pronta para ajudar e a impedir o colapso da Ucrânia, unindo esforços com o ocidente. A ajuda poderia vir na forma de um pacote de ajuda tripartite. Washington e Bruxelas recusaram.

eles, portanto, não à Rússia, é que Brzezinski deve dar suas lições de finlandização. Moscou jamais esqueceu que os ucranianos são nação-irmã – a Rússia e a Ucrânia são duas partes de uma mesma civilização.

Por isso, exatamente, o ocidente jamais inclui a Ucrânia na lista de seus aliados incondicionais.



Notas dos tradutores

[1] P. ex.; 5/12/2013, NB MEDIA CO-OP, Najat Abdou-McFarland em: View from the Longhouse: hundreds unite in peace and friendship against shale gas

[2] 24/2/2014, Zbigniew Brzezinski, em: Russia needs a “Finland option” for Ukraine [A Rússia precisa de uma “opção Finlândia” para a Ucrânia], Financial Times (só para assinantes) . Excertos:

Os EUA podem e devem fazer saber claramente ao Sr. Putin que os EUA estão preparados para usar sua influência para garantir que uma Ucrânia verdadeiramente independente e territorialmente íntegra trabalhará a favor de políticas para a Rússia semelhantes às efetivamente praticadas pela Finlândia: relações respeitosas de vizinhança, com amplas relações econômicas com a Rússia e com a União Europeia; nenhuma participação em qualquer aliança que Moscou considere como dirigida contra ela, mas expandindo sua conectividade europeia.

[Essa finlandização da Ucrânia seria necessária, para Brzezinski, porque]

A Rússia ainda pode lançar a Ucrânia numa destrutiva e internacionalmente perigosa guerra civil. Pode induzir e depois apoiar a secessão na Crimeia e em algumas partes industrializadas do leste do país

O artigo de onde foi tirada a frase acima: The Finlandization of Ukraine? não nos interessou, porque, se Brzezinski escreve como perfeito doido russófobo senil, o autor do artigo escreve como doido-de-repetição, ainda mais atrasado-atrasante.
__________________


[*] Nikolay Bobkin é Ph.D. em Ciências Militares, professor associado e pesquisador sênior no Center for Military-Political Studies, Institute of the U.S.A. & Canada. Colaborador especialista na revista online New Eastern Outlook. Escreve habitualmente para diversos sites e blogs tais como: Strategic Culture, Troubled Kashmir, Make Pakistan Better e muitos outros.

A responsabilidade do voto


Pense bem no voto que você, eleitor, depositará na urna

26/2/2014 13:57
Por Gilberto de Souza - do Rio de Janeiro

Tropa de Choque, em São Paulo, cerca manifestantes em uma espécie de arrastão
Tropa de Choque, em São Paulo, cerca manifestantes em uma espécie de arrastão
Vamos pensar juntos. Se os manifestantes ganham as ruas para exigir mudanças na vida do país (uns pela esquerda, outros pela direita, com os black bloc no final para quebrar tudo), quem prefere ficar em casa, lendo um livro ou simplesmente fazendo outra atividade qualquer, e protestar a cada eleição com o voto na urna, este brasileiro tem o direito de opinar com a mesma severidade com que aquela massa humana demonstra a sua indignação quanto aos preços e a qualidade do transporte público, ao drama nos hospitais, à corrupção, à falta de amor aos bichos ou ao que mais quiser.
Mas fica a pergunta: como conseguir que, diante do voto – expressão máxima da democracia –, as pessoas escolhidas a dedo para representar os anseios de um país mais justo e igualitário, parem de agir contra o desejo da maioria dos brasileiros? Será preciso, então, ir às ruas e, com o apoio dos encapuzados, incendiar um fusca? Certamente que não.
Antes disso, melhor compreender que há uma imensa maioria de brasileiros que, simplesmente, não conhece o lado teórico da realidade e segue, nesta existência, preocupada com os afazeres diários, a vida simples de um domingo de futebol, se muito com um almoço em família, quando há família, mas às vésperas de uma semana inteira de luta para manter as contas pagas no fim do mês. E nem sempre consegue.
A exemplo da nova tática da polícia paulista, de promover uma pesca de arrastão a manifestantes, cercando-os com brutamontes, a maioria dos brasileiros tranquilos é engolfada diariamente pela telinha sonora da TV. Que ninguém se iluda, esta é tão ou mais eficiente para calar a voz das ruas do que os recrutas marombados da PM, a soldo do aparato repressor. Mais ilusória do que mascarado com raiva de ‘orelhão’. Aqueles apenas trocaram as balas de borracha pelas artes marciais, embora o resultado seja idêntico. Já os outros, estes continuam mesmo é quebrando entrada de banco, para alegria dos vidraceiros locais. Mas o pacato cidadão, que se dispôs a ficar na fila com o título de eleitor, preparado para se expressar na urna, este tem sua consciência roubada todos os dias e pouco se fala a respeito.
Basta assistir às notícias transmitidas na hora do jantar. Na telinha, eles dizem que os nazistas naquele frágil poder ocupado na Ucrânia são tão legítimos quanto os meninos que não querem a Copa do Mundo de Futebol. Apenas mais exaltados, ilude o casal televisivo.
Quem nasceu há poucas gerações e não se lembra do catiço em que esse país se transformou, ao longo de duas décadas de ditadura, e para quem a II Guerra Mundial é hoje apenas matéria do colégio ou enredo de filme norte-americano, esses brasileiros não veem nada demais se a mesma orientação nazista que se abateu sobre os ucranianos seja reproduzida aqui ao lado, na Venezuela. Os fascistas que querem derrubar um governo democrático no Caribe recebem ajuda dos mesmos aliados que, hoje, juntam os cascos e estendem o braço acima do ombro, com a mão direita espalmada igual nos tempos do Hitler. Mas isso passa batido. Deixa apenas a mensagem subliminar.
Em seguida, entram com cara de drama, ainda bem que em um número menor de lares a cada dia, para dizer que o governo escorregadio da Dilma Rousseff conseguiu agora a proeza de bater novo recorde na arrecadação de impostos e contribuições, em plena crise mundial. O que qualquer país comemoraria, pois os programas sociais e o desenvolvimento estão garantidos, para os urubus disfarçados de apresentadores isso é motivo de lástima. Quase um drama.
Entre um bloco e outro de notícias, porém, anúncios das empresas governamentais ou dos programas do governo federal recheiam os caixas das empresas reacionárias que choram de saudades dos coturnos, em velocidade semelhante à do passado, quando os generais determinavam o quão bilionários seriam os donos das concessões públicas de rádios e TVs dispostos a encobrir a tortura, os assassinatos em série, o horror. Tanto parece – quanto é, de fato – uma chancela à mentirada toda que, para justificar o engodo, chamam isso de ‘mídia técnica’.
Ora, mas o casal da televisão diz que o governo é sem-vergonha, mequetrefe e seus principais líderes estão presos, com tantas regalias no xadrez que poderão até ser transferidos para uma cana mais dura. Em seguida, um anúncio do programa Minha Casa, Minha Vida atesta a seriedade da emissora que acaba de perseguir aqueles homens encarcerados. Mas, para a militância do partido no governo, estes ícones da esquerda são tão inocentes que receberam mais de R$ 2 milhões em doações para quitar as multas impostas; além da cadeia. Então, das duas, uma: ou o governo é mesmo mequetrefe e sem-vergonha e o canal de TV tem toda razão; ou os militantes do partido no governo estão certos e a emissora é golpista, apoiou a ditadura. E ainda apoia. Mais uma vez, com as bençãos e verbas do governo.
Diante desse enigma, como fazer com que o voto, esse mesmo que os brasileiros maiores de 16 anos destinarão aos próximos deputados, senadores, governadores e presidenta, ou presidente, da República, seja tão forte quanto a ‘tropa ninja’, eletrizante feito inzoneiro com tênis de grife, mais convincente do que âncora de jornal noturno e vendedor de carro usado, mas digno o suficiente para mudar os destinos desse país? Aí é que os convidei a pensar juntos. O jeito é ir às ruas em bloco, com ou sem quebra-quebra no final, ou usar o controle remoto, segundo a sugestão simplista da Dilma para não se queimar com o império, e apagar a telinha da TV?
Entre partir para a ignorância contra os guardas do ‘choque’ ou desligar o aparelho de tevê, fique aqui, na internet. Leia O Cafezinho, do jornalista Miguel do Rosário. Não perca, no Megacidadania, os próximos capítulos da fuga de Henrique Pizzolato para desmascarar a trama do ‘mentirão’, como já apelidaram o julgamento que a mídia conservadora chama de ‘mensalão’. Leia os textos brilhantes do Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo. E não deixe de conhecer o Conexão Jornalismo, do sempre atento editor Fábio Lau. Visite os sites produzidos pela sociedade civil organizada. Converse com os amigos na rede social de sua preferência e comente sobre as matérias que o jornal Correio do Brasil publica em suas edições diárias, digital e online. Dê mais valor à credibilidade.
Viva em seu país, com gente que ama esse país. Não o deixe, jamais. Se achar que tem razão e ninguém o está ouvindo, procure seus direitos e exerça-os. Não foi o suficiente? Vá, sim, para as ruas e proteste, como se protesta em situação de plenitude democrática. Diga não à violência. E, no final, vote. Para fazer valer a sua opinião, vote de forma simples e objetiva. Vote consciente.
Para ser respeitado e mudar o Brasil não é preciso matar, ou morrer. Tanto aqui quanto em qualquer outra democracia séria, no mundo, é preciso votar para que ela exista e seja mais forte do que qualquer brucutu fardado ou disfarçado.
Pense nisso. E vote.
Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do jornal Correio do Brasil.

Dívida Pública


Dívida pública tem queda expressiva com resgate de títulos

25/2/2014 15:19
Por Redação - de Brasília

divida publica
Pagamentos em série reduzem a divida publica brasileira
Uma forte concentração de vencimentos fez a Dívida Pública Federal (DPF) cair 3,6% em janeiro. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira, pela Secretaria do Tesouro Nacional, a DPF fechou o mês passado em R$ 2,046 trilhões, com queda de R$ 76,5 bilhões em relação à de dezembro, quando o endividamento bateu recorde.
A dívida pública mobiliária – em títulos públicos – interna caiu de R$ 2,028 trilhões para R$ 1,950 trilhão. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro resgatou R$ 97,6 bilhões em títulos a mais do que emitiu. Esse resgate foi parcialmente compensado pelo reconhecimento de R$ 20,35 bilhões em juros. O reconhecimento se dá porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.
A dívida pública externa encerrou janeiro em R$ 96,27 bilhões, alta de 1,67% em relação ao valor de dezembro, quando tinha atingido R$ 94,68 bilhões. A redução foi puxada pela alta de 3,57% do dólar no mês passado.
O principal fator que contribuiu para a queda da dívida pública em janeiro foi o elevado volume de vencimentos de títulos, que já havia sido anunciado pelo Tesouro Nacional no fim daquele mês. Apenas em janeiro, R$ 135,42 bilhões foram resgatados. A maior parte desse total, R$ 127,45 bilhões, correspondeu a títulos prefixados (com juros fixos definidos com antecedência).
A concentração de vencimentos de títulos é típica do primeiro mês de cada trimestre por causa do fim do prazo de vigência de títulos prefixados. Dessa forma, a Dívida Pública Federal costuma registrar queda no estoque em janeiro, abril, julho e outubro. Somente no mês passado, os vencimentos corresponderam a 23,9% do montante previsto para todo o ano.
Apesar da queda em janeiro, o próprio Tesouro reconhece que a DPF voltará a subir nos próximos meses. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado no fim de janeiro, a tendência é que o estoque da Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 2,17 trilhões e R$ 2,32 trilhões.

83% dos venezuelanos condenam atos violentos da direita



Sent: quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Subject: Tradicional empresa de levantamento de opinião revela por meio de pesquisa a realidade da situação na venezuela



Pesquisa Hinterlaces: 83% dos venezuelanos rechaçam atos violentos de rua gerados pela direita
Caracas, 25 fev. AVN.- A mais recenté pesquisa de opinião realizada por Hinterlaceshttp://www.hinterlaces.com/ ] assinala que 83% dos venezuelanos rechaçam as ações violentas de rua geradas por setores da direita, informou nesta terça-feira seu director, Oscar Schemel.
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No a la violencia. Ante los hechos violentos que se han registrado por las protestas Schémel destacó que el 85% de la población exige que se tomen medidas y castigos y el 83% rechaza los hechos violentos de cualquier bando político. Sin embargo, explicó que los focos de violencia han sido “programados y organizados” pues a su juicio “el país no está encendido” pese al descontento en la población.

“No es cierto que la sociedad civil está en la calle. Las manifestaciones se han concentrado en el corredor electoral de la oposición y muy especialmente en los sectores de clase media, eso evidentemente no es el país (…) Sobre este clima de descontento se ha montado una clínica de masas orientadas a provocar una acumulación de angustias a provocar un proceso de neurotización”, sentenció.

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"Ao redor de 83% dos venezuelanos não apoia a violência", disse Schemel ao ser entrevistado no programa Primera Página do canal Globovisión, em que destacou que somente 2 de cada 10 venezuelanos está de acordo com "a ideia de sair às ruas para provocar uma saída rápida ou imediata” do governo.
"Há, definitivamente, uma vocação democrática, constitucional, pacífica, numa esmagadora maioria dos venezuelanos", ressaltou ao referir-se aos resultados do levantamento Monitor País.
"Não é certo que a sociedade civil esteja nas ruas. As manifestações se concentraram no corredor eleitoral da oposição e muito especialmente nos setores de clase média, e isto evidentemente não é o país”, assinalou.
Denunciou que na Venezuela se instalou uma “clínica de massas orientada a provocar uma acumulação de angústias, a provocar um proceso de neuratização” tendo por base informações relacionadas com a economía.
Sublinhou que ese tipo de "clínica de massas" vem sendo aplicada em vários países e citou como exemplo o caso da Primavera Árabe. Advertiu que em seguida se fará notório o proceso programado de acumulação de angústia para gerar um eventual "transbordamento" ou resposta neurótica por parte da população.
No entanto, apontou, não é certo que o país esteja “em ponto de bala” e que a sociedade civil esteja nas ruas, como pretendem fazer ver alguns meios de comunicação ou porta-vozes da direita.
Destacou que a Venezuela é um país pacífico, tranquilo e institucional, "que continua apostando nas saídas eleitorais” e asseverou que as manifestações violentas dos últimos días não são espontâneas e sim focalizadas e programadas, com o objetivo de derrocar o governo nacional.
Schemel considerou que a oposição não entendeu que na Venezuela ocorreu um proceso de Mudanças culturais, simbólicas e sociais no país, A oposição debe “entyender que boa parte de seu apoio está concentrado em um setor social, e não precisamente nos setores populares”.
"A Revolução Bolivariana tem níveis de apoio e aceitação muito importantes nos setores populares, Esta condição as forças de oposição não podem subestimar nem ignorar” afirmou.
Assinalou que 71% dos engtrevistados pensam que a via para a solução das diferenças políticas é a constitucional. “O voto segue instalado profundamente na cultura política do venezuelano”.
O presidente da Hinterlaces também indicou que para 7 de cada 10 cidadãos interessa mais a economía que a política, motivo pelo qual considerou que a solução para as pessoas “é económica e está muito vinculada a estimular a produção e o emprego".
Leia mais:
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25 de Fevereiro de 2014 - 14h53
Violência oposicionista é minoritária na Venezuela, diz estudo

A última pesquisa de opinião realizada pelo instituto venezuelano Hinterlaces assinala que 83% da população rejeita a violência gerada pelos setores corretos de rua, disse nesta terça-feira (25) o chefe da agência, Oscar Schemel, no programa Primeira Página do canal Globovisión.

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Manifestantes entram em confronto com policiais em Altamira, no leste de Caracas. Foto: EFE.

 
Segundo Schemel, apenas dois de cada 10 venezulanos está de acordo com "a ideia de sair às ruas para provocar a deposição ou a renúncia" do governo nacional. "Não é correto afirmar que a sociedade civil está na rua. As manifestações se concetraram no corredor eleitoral da oposição e, especialmente, nos setores de classe média e isso não representa todo o país", disse ele.
Ele observou que 71% dos entrevistados acham que o caminho para resolver as diferenças políticas é constitucional. "A votação está profundamente instalado na cultura política venezuelana", afirmou Schemel. O estudo "Monitor País" revelou ainda que 85% da população venezuelana exige que se tomem medidas e punições contra a violência e 83% rechaça os atos violentos de qualquier grupo político.
Schemel sugeriu que o governo de Nicolás Maduro "reestabeleça a esperança" diante da demanda de estabilidade esconômica dos setores populares. "O desafio do oficialismo é levantar uma visão, mas sem abandonar a linha do discurso, ou seja, de onde viemos, onde estamos e para onde vamos", disse o diretor do Hinterlaces.
Apesar das recomendações, a pesquisa indica que os níveis de esperança em relação ao governo venezuelano seguem altos. 78% dos entrevistados afirmou ter esperança, mas 39% afirma estar preocupado diante da situação atual.
ViolênciaO presidente venezuelano, Nicolás Maduro, informou neste domingo (22) a morte de um jovem no oeste do país apunhalado numa barricada montada nos protestos que se repetem desde o dia 12 na Venezuela e que já custaram 11 vidas.

 
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Pedro Pablo Rivero, 81 anos, participa de passeata de anciãos em apoio ao governo de Nicolás Maduro
na capital da Venezuela, Caracas. Foto: AP.
Em discurso a centenas de idosos, que marcharam até o palácio presidencial em apoio a seu governo, Maduro disse que o jovem Danny Vargas morreu em uma "guarimba" (barricada popular) no estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia, quando foi esfaqueado por "um senhor humilhado" ante os manifestantes.
"Quando o jovem pretendia passar pela barricada, da qual não participava, chegou ao lugar uma pessoa que tinha sido agredida e o matou com uma arma branca. Um senhor humilhado e um rapaz vítima da agressão dos guarimberos e depois a violência incontrolável: ambas, vítimas", disse Maduro, que denuncia uma tentativa de "golpe de Estado prolongado e fascista" contra ele.
As manifestações se repetem diariamente na Venezuela desde o dia 12 de fevereiro. Tanto governo como oposição multiplicaram os apelos para que as manifestações aconteçam sem recorrer à violência, que além dos 11 mortos deixou mais de 150 feridos e dezenas de detidos.
Théa Rodrigues, da redação do Vermelho,
Com informações da Hinterlaces, AVN e EFE

Quem paga a campanha do candidato privatiza o recurso público

Dowbor: Quem paga a campanha do candidato privatiza o recurso público

publicada terça-feira, 25/02/2014 às 23:42 e atualizada terça-feira, 25/02/2014 às 23:05

Por Ladislau Dowbor*, na Carta Maior
Podemos começar com um exemplo prático. A Friboi é da JBS, o maior grupo mundial na área de carne. O pesquisador Alceu Castilho constata: “Existe uma bancada da Friboi no Congresso, com 41 deputados federais eleitos e 7 senadores. Desses 41 deputados financiados pela empresa, apenas um, o gaúcho Vieira da Cunha, votou contra as modificações no Código Florestal. O próprio relator do código, Paulo Piau, recebeu R$ 1,25 milhão de empresas agropecuárias, sendo que o total de doações para a sua campanha foi de R$ 2,3 milhões. Então temos algumas questões. Por que a Friboi patrocinou essas campanhas? Para que eles votassem contra os interesses da empresa? É evidente que a Friboi é a favor das mudanças no Código Florestal. A plantação de soja empurra os rebanhos de gado para o Norte, para a Amazônia, e a Friboi tem muito interesse nisso. Será que é mera coincidência que somente um entre 41 deputados financiados pela empresa votou contra o novo código?”(1)
No Brasil este sistema foi legalizado através da lei de 1997 que libera o financiamento das campanhas por interesses privados. (2) Podem contribuir com até 2% do patrimônio, o que representa muito dinheiro. Os professores Wagner Pralon Mancuso e Bruno Speck, respectivamente da USP e da Unicamp, estudaram os impactos. “Os recursos empresariais ocupam o primeiro lugar entre as fontes de financiamento de campanhas eleitorais brasileiras. Em 2010, por exemplo, corresponderam a 74,4%, mais de R$ 2 bilhões, de todo o dinheiro aplicado nas eleições (dados do Tribunal Superior Eleitoral)”(3).
A empresa que financia um candidato – um assento de deputado federal tipicamente custa 2,5 milhões de reais – tem interesses. Estes interesses se manifestam do lado das políticas que serão aprovadas, por exemplo contratos de construção de viadutos e de pistas para mais carros, ainda que se saiba que as cidades estão ficando paralisadas.
Ou maior facilidade para o desmatamento, como no exemplo acima. Do lado do candidato, apenas assentado, já lhe aparece a preocupação com a dívida de campanha que ficou pendurada, e a necessidade de pensar na reeleição. Quatro anos passam rápido. Entre representar interesses legítimos do povo – por exemplo, mais transporte de massa e mais saúde preventiva – e assegurar a próxima eleição, o político fica preso na armadilha. É o próprio processo de decisão sobre o uso dos recursos públicos que é de certa maneira privatizado. Neste sentido o resgate da dimensão pública do Estado torna-se essencial.
O Brasil não está sozinho neste processo de deformação da política. O próprio custo das campanhas, quando estas viram uma indústria de marketing político, é cada vez mais descontrolado. Segundo o Economist, no caso dos EUA, os gastos com a eleição de 2004 foram de 2,5 bilhões de dólares, em 2010 foram de 4,5 bilhões, e em 2012 ultrapassaram 5 bilhões. Isto está “baseado na decisão da Corte Suprema em 2010 que permite que empresas e sindicatos gastem somas ilimitadas em marketing eleitoral”. Quanto mais cara a campanha, mais o processo é dominado por grandes contribuintes, e mais a política se vê colonizada. E resultam custos muito mais elevados para todos, já que são repassados para o público através dos preços.


E a deformação é sistêmica: além de amarrar os futuros eleitos, quando uma empresa “contribui” e por tanto prepara o seu acesso privilegiado aos contratos públicos, outras empresas se vêem obrigadas a seguir o mesmo caminho, para não se verem alijadas. E o candidato que não tiver acesso aos recursos, simplesmente não será eleito. E como este dinheiro gira em grande parte na mídia, que veicula as campanhas, não se denuncia o processo. Todos ficam amarrados. Começa a girar a grande roda do dinheiro, partindo do sistema eleitoral. Ficam deformados tanto os sistemas de captação, como de alocação final dos recursos.


O resultado básico, é que no Brasil os impostos indiretos (que todos pagam no mesmo montante, ao comprar um produto) predominam sobre o imposto de renda, que pode ser mais progressivo; que não existe imposto sobre as grandes fortunas; que o imposto territorial rural é simbólico; que os grandes intermediários financeiros pagam pouquíssimo imposto, enquanto o único imposto série a que eram submetidos, a CPMF, foi abolido, em nome, naturalmente, de proteger “os pequenos”. Acrescente-se a isto a evasão fiscal e terminamos tendo um sistema onde os pobres pagam proporcionalmente mais que os ricos, invertendo-se o papel de redistribuição que o Estado deveria ter. No Brasil, o problema não é de impostos elevados, e sim da estrutura profundamente injusta da carga tributária.


Mas custos econômicos maiores ainda resultam do impacto indireto, pela deformação do processo decisório na máquina pública, apropriada por corporações. O resultado, no caso de São Paulo, por exemplo, de eleições municipais apropriadas por empreiteiras e montadoras, são duas horas e quarenta minutos que o cidadão médio perde no trânsito por dia. Só o tempo perdido, multiplicando as horas pelo PIB do cidadão paulistano e pelos 6,5 milhões que vão trabalhar diariamente, são 50 milhões de reais perdidos por dia. Se reduzirmos em uma hora o tempo perdido pelo trabalhador a cada dia, instalando por exemplo corredores de ônibus e mais linhas de metrô. serão 20 milhões economizados por dia, 6 bilhões por ano se contarmos os dias úteis. Sem falar da gasolina, do seguro do carro, das multas, das doenças respiratórias e cardíacas e assim por diante. E estamos falando de São Paulo, mas temos Porto Alegre, Rio de Janeiro e tantos outros centros. É muito dinheiro. Significa perda de produtividade sistêmica, aumento do custo-Brasil, má alocação de recursos públicos.
Uma dimensão importante deste círculo vicioso, e que resulta diretamente do processo, é o sobre-faturamento. Quanto mais se eleva o custo financeiro das campanhas, conforme vimos acima com os exemplos americano e brasileiro, mais a pressão empresarial sobre os políticos se concentra em grandes empresas. Quando são poucas, e poderosas, e com muitos laços políticos, a tendência é a distribuição organizada dos contratos, o que por sua vez reduz a concorrência pública a um simulacro, e permite elevar radicalmente o custo dos grandes contratos. Os lucros assim adquiridos permitirão financiar a campanha seguinte, além de engordarem contas em paraísos fiscais.


Se juntarmos o crescimento do custo das campanhas, os custos do sobre-faturamento das obras, e em particular o custo da deformação do uso dos recursos públicos, estamos falando no vazamento de imensos recursos para onde não deveriam ir. Estes “gatos” que sugam os recursos públicos são muito mais poderosos do que os que encontramos nos postes de iluminação das nossas cidades. Pior: o processo corrói a gestão pública e deforma a democracia ao gerar uma perda de confiança popular nas dinâmicas públicas em geral.


Não que não devam ser veiculados os interesses de diversos agentes econômicos na área pública. Mas para a isto existem as associações de classe e diversas formas de articulação. A FIESP, por exemplo, articula os interesses da classe industrial do Estado de São Paulo, e é poderosa. É a forma correta de exercer a sua função, de canalizar interesses privados. O voto deve representar cidadãos. Quando se deforma o processo eleitoral através de grandes somas de dinheiro, é o processo decisório sobre o uso dos recursos que é deformado.


O absurdo não é inevitável. Na França, a totalidade dos gastos pelo conjunto dos 10 candidatos à presidência em 2012 foi de 74,2 milhões de euros, dez vezes menos do que a eleição municipal no Brasil. (4) Na Polônia, é vedado o financiamento corporativo das campanhas, e a contribuição da pessoa física é limitada a cerca de 4 mil dólares. No Canadá há um teto para quanto se pode gastar com cada nível de candidatura. A proposta de Lessig para os Estados Unidos, é de que apenas a pessoa física possa contribuir, e com um montante muito limitado, por exemplo de algumas centenas de dólares. A contribuição pública seria proporcional ao que o candidato conseguiu junto aos cidadãos. O candidato receberia apoio de recursos públicos proporcionalmente à sua capacidade de convencer cidadãos comuns. A representatividade voltaria a dominar.
As soluções existem. O dilema está no fato que a deformação financeira gera a sua própria legalidade. Já escrevia Rousseau, no seu Contrato Social, em 1762, texto que em 2012 cumpriu 250 anos: “O mais forte nunca é suficientemente forte para ser sempre senhor, se não transformar a sua força em direito e a obediência em dever”. Em 1997, transformou-se o poder financeiro em direito político. O direito de influenciar as leis, às quais seremos todos submetidos. Em resumo, é preciso reformular o sistema, e acompanhar os países que evoluíram para regras do jogo mais inteligentes, e limitaram drasticamente o financiamento corporativo das campanhas. Trata-se aqui de tampar uma das principais frestas de onde se origina o vazamento dos nossos recursos.
* Este artigo foi editado a partir do capítulo 4 do livro “Os Estranhos Caminhos do Nosso Dinheiro”, de autoria do professor. Você pode conferir o livro completo  aqui.
Notas:
1. Alceu Castilho, Partido da Terra
2. O financiamento está baseado na Lei 9504, de 1997 “As doações podem ser provenientes de recursos próprios (do candidato); de pessoas físicas, com limite de 10% do valor que declarou de patrimônio no ano anterior no Imposto de Renda; e de pessoas jurídicas, com limite de 2%, correspondente [à declaração] ao ano anterior”, explicou o juiz Marco Antônio Martin Vargas.
3. “Pouquíssimos candidatos conseguem se eleger com pouco ou nenhum dinheiro”, comenta Mancuso, que coordena o projeto de pesquisa Poder econômico na política: a influência de financiadores eleitorais sobre a atuação parlamentar. Ver em Bruna Romão, Agência USP
4. Le Monde Diplomatique, Manière de Voir, Où va l’Amérique, Octobre-Novembre 2012, p.11