quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ABSURDO: Padre Júlio Lancelotti é processado por dizer que Bolsonaro é homofóbico, racista e machista

Padre Júlio Lancelotti é processado por dizer que Bolsonaro é homofóbico, racista e machista

COTIDIANO
TYPOGRAPHY

"O que eu fiz não foi uma acusação, nem uma difamação. Fiz constatações”, afirma Lancelotti
Por Lu Sudré
Caros Amigos
Referência para os movimentos sociais, o padre Júlio Lancelotti está sendo processado pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC), por tê-lo chamado de racista, machista e homofóbico em março deste ano. O religioso, que atua na Pastoral do Povo de Rua, discursou contra o ódio em uma missa e citou o deputado, amplamente criticado por suas declarações consideradas ofensivas, preconceituosas e intolerantes. "Eu fico impressionado que apareça nas pesquisas que uma pessoa homofóbica e violenta como Bolsonaro seja seguida por tanta gente no Brasil. Isso é vergonhoso", disse Lancelotti na ocasião. Confira fala na íntegra.
Em entrevista à Caros Amigos, o religioso afirma que foi notificado recentemente por uma juíza do Rio de Janeiro, e que Bolsonaro pede indenização por danos morais, além de retratação pública.  “Ele está colocando que eu disse coisas que não são verdadeiras. Nega que é homofóbico, racista e machista. Quem foi que disse: ‘Se você tiver um filho gay, é falta de porrada?’. Isso não se enquadra em homofobia?”, questiona o padre.
“Quem foi que disse: ‘Tive três filhos homens, na quarta fraquejei e veio uma mulher’? Quem falou: “Eu não te estupro porque você não merece’? O que eu fiz não foi uma acusação, nem uma difamação. Fiz constatações”, continua Lancelotti, endossando que as declarações de Bolsonaro são de domínio público. “Se analisar as falas do referido deputado, se vê esses elementos claramente presentes”.
Foi justamente uma dessas declarações que fez com que Bolsonaro fosse condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, nesta terça-feira (15), por danos morais causados à deputada Maria do Rosário (PT-RS). Em entrevista concedida em 2014, o deputado disse que a petista “não merecia ser estuprada porque é muito feia”. Em plenário, Bolsonaro já havia dirigido agressão semelhante a ela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário